sexta-feira, 5 de junho de 2009

WILDLIFE: O RETORNO???

Mais um pouco de Steve Overland prá vocês. Dessa vez, trago notícias de que ele quer que seu irmão Chris Overland (foto de 1986) saia das sombras e volte para o universo AOR. Afastado dos palcos desde 1990 (quando o FM encerrou a Tough It Out Tour), Chris Overland se dedica a ensinar as manhas da guitarra para os sortudos que aprendem com ele. Mas Steve acredita que está na hora de Chris voltar aos palcos e, para isso, teria um forte argumento.

Os rumores mais fortes dão conta que Steve gostaria de trazer o Wildlife (projeto de incluía, além dos irmãos Overland, o baterista Pete Jupp - substituído em 1983 por Simon Kirke, da Bad Company - além do baixista Bob Skeat e do tecladista Mark Booty) de volta. Só boato já é motivo de festa!!! Com dois álbuns clássicos lançados, o Wildlife serviu de base para o que viria a ser o FM.

Desejamos toda a sorte do mundo à Steve Overland. Numa época em que tantas bandas que deveriam permanecer nas trevas estão voltando, nada como uma banda legendária para alegrar os amantes dos bons sons. Só podemos torcer...mais novidades em breve!!!

STEVE OVERLAND NO PHENOMENA

Pois é, dois nomes de peso do AOR se juntam em uma nova empreitada. Certamente, você que é apreciador dos bons sons conhece o projeto Phenomena, por onde passaram vocalistas como Glenn Hughes, Max Bacon, John Wetton e Keith Murrell, entre outros. Sob a batuta dos irmãos Tom Galley e Mel Galley (R.I.P.), o projeto também sempre contou com excelentes músicos e fez muito sucesso entre meados dos anos 80 e início dos anos 90, sempre mudando o lineup e fazendo um verdadeiro rodízio de talentos. E agora, chega a notícia de que o legendário Steve Overland (foto) é o primeiro nome a ser confirmado para tomar parte nas gravações de "Psycho Fantasy II", o primeiro álbum de material inédito desde "Psycho Fantasy", de 2006.

Steve Overland é nome fácil em projetos (além do FM, ele é membro do Shadowman, The Ladder e, mais recentemente, Overland) e vários tributos, tendo emprestado sua voz inconfundível ao Alan Parsons Project e aos projetos RadioActive (de Tommy Denander) e A.O.R. (de Frédric Slama), além de participar de álbuns dedicados ao Boston, Iron Maiden, The Police, Slade e outros mais. A adição de seu nome ao lineup do Phenomena é motivo de alegria e certeza de alta qualidade. Enquanto o segundo álbum se seu próprio projeto, Overland, se desenvolve na Suécia, o cara arrumou tempo e aceitou o convite de Tom Galley. Só podemos agruardar, ansiosos, o resultado dessa bela parceria...

SURVIVOR COM NOVIDADES

Hoje as novidades ficam por conta do Survivor (foto de 1986), que vai re-lançar o álbum "Extended Versions". O áudio desse álbum é o mesmo que compõe o Laser Disc Live In Japan 1985, mas quando foi originalmente lançado nos U.S.A., duas faixas ficaram de fora ("It's The Singer, Not The Song" e "I Can't Hold Back"). Agora, esse erro será reparado e ambas fazem parte do tracklist remasterizado, além de o álbum ser renomeado - justamente - Live In Japan 1985.

Ainda, mais uma daquelas coletâneas caça-níqueis chega ao mercao no dia 30 de Junho, cortesia da Sony Music. O tracklist é o seguinte:

1. Take You On a Saturday
2. Burning Heart
3. Poor Man's Son
4. High On You
5. Is This Love?
6. The Search Is Over
7. You Know Who You Are
8. I Can't Hold Back
9. Summer Nights
10. Ever Since The World Began
11. She's A Star
12. Eye Of The Tiger
13. Caught In The Game
14. Santa Ana Winds

E finalmente, uma ótima notícia: crescem os rumores de que todo o catálogo da banda vai ganhar remasterização e novo tratamento nos livretos de cada álbum, assim como ocorreu com o Night Ranger em 2007 e 2008. Prepare os bolsos...mas que vale a pena, ah, isso vale...

JOE ELLIOT FAZ BALANÇO

Joe Elliot (foto), vocalista do Def Leppard, concedeu entrevista à Paul Byrne do Herald.ie, e falou sobre a carreira, os re-lançamentos dos álbuns da banda e sobre sua vida pessoal. O Def Leppard explodiu nos anos 80, vendeu uma babilônia de álbuns mas, nos últimos anos, as vendagens caíram drasticamente. Esta enrevista rolou, justamente, quando os U.S.A. abrem seus braços para a banda, uma vez mais.

Herald.ie: Para as novas edições dos álbuns "Pyromania" e "Adrenalize" tudo foi simples, ou você tratou disso cuidadosamente?


Joe Elliot: "Não foi o caso de tratar cuidadosamente, é como olhar um velho álbum de fotos, mas com áudio. É o caso de abrí-lo e rir de você mesmo. Quero dizer, às vezes rimos de nós mesmo, e às vezes rimos dos demônios, mas eu tenho que dizer, eu fui abençoado por trabalhar com as pessoas que trabalhei nessa banda. Nunca escrevemos o que se pode chamar de uma música de merda".

Herald.ie: Você se cansa de tocar grandes hits ao vivo?

Joe Elliott: "Eu me canso de tocar 'Pour Some Sugar On Me' e 'Photograph' nos ensaios, com certeza, mas não na frente do público. Quando você ouve o 'barulho' no começo de uma canção, sua mente volta ao dia em que alguém entrou na sala e disse: 'Eu tive uma idéia para uma música'. E você vê a música sendo gravada, lançada e se tornando um sucesso".

Herald.ie: Você se coloca na defensiva sobre os álbuns mais recentes, como X (2002), Yeah! (2006) e Songs From The Sparkle Lounge, do ano passado?

Joe Elliot: Sim, mas depende de como você olha para eles. Se você olhá-los sob uma perspectiva irlandesa, onde os álbuns não tocaram muito nas rádios, sim. Mas nos Estados Unidos, eles tocaram. Songs From The Sparkle Lounge ficou no Top 5 nos Estados Unidos e ainda tem execução. Quando lançamos Yeah! na América, os singles "Rock On" e "No Matter What" ficaram na #1 posição por cinco e seis semanas, respectivamente, na Top 40 Radio. Aquele álbum nos deu nossa maior tour desde Hysteria.

Herald.ie: Você vai se retirar da turnê atual por seis dias para seu aniversário de 50 anos em 1º de agosto. Isso vai ser um problema para você?

Joe Elliott: "É. Pelo seguinte, você percebeu que não faremos nenhum show perto disso. Eu disse há um ano atrás: 'Eu não vou passar meu aniversário de 50 anos em um hotel em Boise, Idaho, então não me coloquem em um. Eu ficarei em casa, e farei uma grande e incrível festa e convidarei todos os meus amigos próximos. Vamos nos divertir, e se não chover, faremos um churrasco, e vamos beber até o sol se pôr".


Leia a matéria - em inglês - clicando
aqui.

JON SUNNA FALA SOBRE O WINNER

Conheci o amigo Jon Sunna há cerca de dois anos, quando eu ainda comandava o falecido AORShrine. Lembro quando ele me contou sobre sua banda e me mandou algumas canções. E agora a banda atrai a atenção de gravadoras européias com seu destruidor álbum “Do You Remember?”, uma coleção de excelentes canções que certamente agradarão aos apreciadores dos bons sons. Em um ano onde bandas brasileiras estão fazendo bonito no cenário internacional, o Winner não foge à regra e abre seu espaço com muita, mas muita qualidade. Isto posto, é com muito prazer que lhes trago uma entrevista exclusiva para a AORWatchTower com Jon Sunna, o vocalista/guitarrista do Winner (foto).

Começamos com o básico: como e quando a banda foi formada?
Jon Sunna:
Eu e o Giovanni iniciamos um projeto em 2002. Eu tinha umas idéias e ele também, então juntamos tudo e gravamos um CD demo com 4 canções. Em todas as músicas usamos samplers. Foi tudo meio que de brincadeira, mas com pretensão de que a coisa poderia andar, ir mais longe. A música “Dreamer” tocou muito e teve uma aceitação surpreendente. Tocou em algumas rádios no Brasil e no exterior. De lá prá cá, trabalhamos novas composições em ensaios e dali surgiram novas músicas e, consequentemente, esse novo CD.

O álbum é extremamente coeso, mesmo apresentando variações dentro da proposta AOR. Quais são as influências que predominam na banda?
Jon Sunna:
Olha, as influências variam. Como vocalista eu aprecio muito o trabalho de cantores como Michael Kiske, Peter Cetera, Bruce Dickinson, etc... . O Giovanni curte muitos guitarristas, como Steve Vai, Malmsten, Satriani, etc... . Com relação a banda, temos em comum as influências de bandas como Harem Scarem, Fair Warning, Bon Jovi, Journey, Chicago, Def Leppard, etc... . Helloween, Iron Maiden, É O Tchan, Calcinha Preta com freiada de bicicleta e etc...(risos)

O AOR europeu me parece bastante evidente no trabalho de vocês, mas "Gimme Your Hands" me chamou a atenção porque tem um som mais pesado nos versos (especialmente a dupla guitarra/bateria) e alterna com as bridges e refrão tipicamente AOR. De onde surgiu a idéia de arriscar a mistura entre dois estilos aparentemente opostos?
Jon Sunna:
Então, ouvimos muita coisa durante o dia. Posso começar o dia ouvindo metal melódico e terminar ouvindo Chicago. As guitarras vieram das inspirações nervosas do Giovanni no dia-a-dia. E aí eu chego com toda a minha paciência do mundo, tranqüilidade, sossego e aplico nas guitarrinhas dele. Mais insulina (risos)...Daí fica uma mistura de peso com um adoçante(risos). Aliás, é sempre assim, quando vejo que ta metal demais eu ouço umas coisas mais leves e dessa mistura sai uma música assim.


Lembro que há cerca de dois anos você me mandou algumas canções que o Winner havia gravado. Quais delas sobreviveram?
Jon Sunna:
A gente pretende tocar todas nos shows, apesar de serem mais velhas que o rascunho da Bíblia. Temos consciência de que são ótimas. Por exemplo, “Dreamer” é uma música que, se deixarmos de tocar, as menininhas com certeza não comparecerão aos shows do Winner (risos)


Nada como o apelo feminino...a banda já tem um público fiel?
Jon Sunna:
Cara, quando lancei no radio, fui a um churrasco...tinha muita mulher lá...fui obrigado a toca-la com um violaozinho as meninas cantam o refrao na boa... mas nao tem nada de publico não...é mais uma zuação porque muitas meninas gostam do som.

E a tríade sexo, drogas e rock’n roll?
Jon Sunna:
drogas pra que,a vida é tao dificil sem elas.

Tá certo. De drogas já chega o que a televisão e rádios jogam na gente
Jon Sunna: Verdade. Prá que aumentar? (Risos)

De todas as canções do álbum, "Do You Remember?" me ganhou logo na introdução, lindíssima por sinal. Um AOR direto e bastante melódico. Me agradou muito a linha de guitarra e teclados. Da mesma maneira, "Dreamer" é um mid-pacer bastante eficiente. Com material tão bem composto surge a pergunta: quem escreve as canções? É um trabalho de colaboração da banda ou alguém assume a responsabilidade?
Jon Sunna:
Olha, primeiramente obrigado pelos elogios. “Do You Remember?” é uma música linda. Quando compus, a idéia era uma música bem diferente, mais balada, na linha do Chicago, feita prá cantar um pro outro, tipo olhando nos olhos (eu tava numa fase muito sensível...) (risos). Eu cantava com um inglês marciano, mas sabia o que queria passar com a música. O Carlinhos me ajudou com a letra e, como sempre, veio o intruso do Giovanni com as guitarrinhas nervosas e brigou com a música (risos). Acabou ficando legal do jeito que está: peso e sensibilidade somadas à voz da ótima cantora Erika Otoni (vocalista amiga da banda que gravou o dueto,e dona de uma belíssima voz), mas eu ainda pretendo regravá-la com a versão original só prá tocar nas novelas (risos).

Existe uma onda de bandas brasileiras chamando a atenção do mercado europeu, como o Highest Dream. Como músico dedicado ao estilo, você acredita em uma abertura de mercado para outras bandas/artistas do mesmo segmento aqui no Brasil?
Jon Sunna:
Boa pergunta essa! Eu acho o som do Highest Dream do caramba!! O amigo Léo (Léo Mendes, mentor do projeto) é muito talentoso. Teclados bem encaixados, ótimos músicos, excelentes melodias. Estamos lançando nosso trabalho praticamente junto ao dos meninos do Highest Dream. Estamos no mesmo avião...opa!!! (Risos). Surgem notícias boas prá eles e prá nós. Também, na minha opinião, que eu lembre agora, a única banda de expressão no exterior foi o Dr. Sin mesmo assim com um estilo mais hard do que o som do Winner e do Highest Dream. Então, como em pouco tempo apareceram duas boas promessas, com certeza virão mais por aí, como o Pleasure Maker e outras mais. Com certeza, se conseguirmos voar mais alto, levaremos muitas outras bandas conosco também.

Ontem você me revelou que já a gravadora AOR FM entrou em contato com você. O selo é responsável por álbuns de gente como o Roulette, Charlemagne e Stateline. É o sonho de toda banda/artista ter um contrato, mas a situação de vocês tem um brilho a mais - na minha opinião - já que o mercado internacional está cheio de bandas, e vocês se destacaram no meio da multidão. Diante disso, quais as perspectivas para a banda a curto prazo?
Jon Sunna:
Cara, estamos analisando tudo com muito cuidado e paciência. Estamos aguardando contato definitivo de algumas gravadoras. Algumas entraram em contato conosco, assim como zines, blogs, sites do mundo todo. Mas, com certeza, o que vier será bem avaliado e vamos abraçar e botar a coisa prá render. Como você mesmo disse, preciso abrir a conta bancária (risos). Mas se Deus quiser, isso é só o começo. Winner vencerá !! (risos)

Falando em gravação, mesmo sendo um trabalho independente, a qualidade está acima da média. Onde vocês gravaram as canções?
Jon Sunna: Gravamos no home Studio do Tikim. É um amigo, irmão, sócio, pai, produtor, além de músico muito competente. Usamos uma placa Delta 1010 e o programa Sonar. Muitos se surpreenderam com a qualidade, na verdade, eu também!! (risos). Os equipamentos eram simples na época que gravamos, mas o profissional que estava conosco, no caso, o Tikim, fez a diferença. Se dedicou de corpo e alma às gravações como um membro do Winner, e devemos muito à ele. Se algum dia o Winner vencer, daremos uma espada e um escudo prá ele lutar conosco (risos).

Jon, valeu mesmo pelo tempo e desejo toda sorte do mundo prá vocês. Fico feliz por ver o AOR/Melodic Rock renascer na Terra Brazilis e tenho certeza de que ainda ouviremos falar muito do Winner. Rock on...
Jon Sunna: Obrigado amigo...agradeço também.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A recomendação de hoje é muito especial. Não é sempre que temos a oportunidade de ver uma grande banda em início de carreira. Mal lançaram um álbum e já chamaram a atenção de gravadoras européias. Não bastasse isso, a banda é 100% brasileira!!! Sim, caros nibelungos, apesar do nome, a moçada do Winner é mineira, sô. Tratados a pão-de-queijo e muito rock’n roll, os caras acabam de lançar “Do You Remember?”, um álbum que promete ecoar pelos quatro cantos do planeta e levar o nome da Terra Brazilis para o santuário do AOR/Melodic Rock internacional. E qualidade prá isso a banda tem. E pela primeira vez você poderá baixar o álbum clicando no link ao final do post, cortesia da moçada do Winner que me autorizou à disponibilizar o álbum prá vocês.

O álbum abre com “Far Away From Love”, faixa que mostra, logo de cara, do que a banda é capaz. Um belo arranjo melodic rock calcado em guitarras e com ótima linha de bateria. E o refrão é daqueles que não se esquece cedo. Grande som. Na seqüência temos “Gimme Your Hands”, a faixa mais pesada do álbum, e isso se mostra claro na linha da guitarra e bateria. Mas o bacana é que nas bridges a canção se transforma num belo melodic rock e, mais uma vez, com um belo refrão. Até aqui você já deve estar convencido. Se não estiver, ainda tem mais...muito mais!!!

A partir desse ponto segue-se um desfile de petardos legitimamente AOR, daqueles de fazer cego andar e surdo enxergar!!! Tente ficar indiferente à “In The Night”, cuja introdução já vale o tempo dedicado ao álbum. E tente não cantarolar o refrão absurdo dessa canção...uma verdadeira pancada, digna de qualquer grande banda. E aí chegamos na canção que mais se destaca prá mim: a poderosa “Do You Remember?”, o dueto – gravado com Erika Otoni - que serve de single de lançamento do álbum. Uma verdadeira pérola que não poderia ter sido melhorada de maneira alguma. O refrão dessa canção é explosivo e envolto por uma melodia incrivelmente contagiante. Um clássico, sem a menor dúvida, já está incluída entre as melhores canções AOR de 2009 do meu programa de final de ano.

Ainda tem espaço prá “Dreamer”, canção que data dos primórdios da banda e que se mostra em plena forma. Uma vez mais, com refrão marcante e melodia bastante agradável, essa canção só confirma a qualidade do trabalho e o talento da banda. Preste atenção na parte final da canção, com os backing vocals em ação e a variação da melodia...coisa de gente grande. Em “Into The Fire” temos um arranjo um pouco mais agressivo, mas com tempero mais delicado do teclado e pimenta das guitarras. Bela canção, assim como a baladaça “Sometimes”, perfeita para aqueles momentos a dois. Uma belíssima canção, com arranjo bem amarrado por guitarras (acústicas e afins) e linha de baixo envolvente. O álbum fecha com “Shine On”, o golpe de misericórdia em qualquer dúvida que você possa ter com relação à alta qualidade das canções da banda. Outro hino AOR digno de figurar em qualquer coletânea de grandes bandas.

Fico extremamente feliz em ver, finalmente, o AOR/Melodic Rock retornando à nossa querida Terra Brazilis com tanta qualidade e bom gosto. Acredito, sem dúvida, estarmos diante de uma grande banda, de futuro bastante promissor e quem me conhece dos fóruns que participo sabe que sou exigente quando o assunto é música. Parabéns aos talentosos músicos do Winner e se preparem prá um futuro de excelentes sons. Os ouvidos na Terra Brazilis agradecem. E não deixem de visitar o myspace da banda no myspace
e baixe o álbum clicando aqui.

WINNER – Do You Remember?
Independent release, 2009

Tracklist

1. Far away from love
2. Gimme your hands
3. In the night
4. Do you remember?
5. Dreamer
6. Into the fire
7. Sometimes
8. Shine now

Lineup
Jon Sunna : Vocals, guitars, keyboards
Giovanni Carvalho : Lead guitar
Caco Bragança : Bass
Junior : Drums
Tikim : Keyboards & Production

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...