sexta-feira, 3 de julho de 2009

DEEP PURPLE DEVE ROYALTIES À ELES MESMOS NA RÚSSIA

Quando você acha que já viu tudo o que podia em questão de idiotice, aparece mais uma barbaridade. Dessa vez, as vítimas foram os veteranos do Deep Purple (foto) que, depois de se apresentarem na cidade russa de Rostov-on-Don, foram notificados pela ONG (sempre essas malditas merdas) Russian Author’s Society de que deveriam pagar cerca de U$1.000,00 por cada canção que tocaram no show. O detalhe é que a banda só tocou composições próprias!!!

A maldita ONG afirma que representa os direitos dos artistas estrangeiros na Rússia- mesmo sem que estes dêem a permissão para que a mesma os represente. Juristas russos dizem que o fato ocorre em função de que a tal ONG recebe uma porcentagem sobre os royalties que recebe dos artistas, mesmo repassando a grana para eles!!! Vá entender...

Mais detalhes dessa palhaçada você encontra - em inglês - aqui.

JOEY KRAMER LANÇA LIVRO

O baterista Joey Kramer (foto) acaba de lançar o livro "Hit Hard: A Story Of Hitting Rock Bottom At The Top", em parceria com os escritores William Patrick e Keith Garde. A obra levou quatro anos para ficar pronta e conta com prefácio de Nikki Sixx, baixista do Mötley Crüe.

O livro relata os vários problemas do músico com drogas, a relação traumática com seu pai e a relação de co-dependênia com o amigo Steven Tyler, também do Aerosmith. O músico espera que, ao dividir e revelar seus problemas possa, de alguma maneira, ajudar àqueles te passam pelas mesmas experiências, que declarou: "O desejo de ajudar outras pessoas é parte importante de meu caráter. E por ter a possibilidade de fazer o que eu faço através do Aerosmith, eu gostraia de dar continuidade a isto quando envelhecer, mas de outra maneira. Qual será, ainda não faço idéia, mas sei que acontecerá".

Kramer disse que Tyler - cuja biografia "Does The Noise In My Head Bother You?" teve o lançamento adiado de Outubro para Junho/Julho de 2010 - deu apoio durante o processo de montagem do livro. "Enquanto eu tentava lhe falar a respeito de alguns trechos que estariam no livro, Steven sempre disse: 'Hey, contanto que seja verdade, eu não me importo'. E esse é Steven, um cara comprometido com a verdade".

Leitura interessante, no mínimo...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A Escócia produziu mais que o monstro do Lago Ness e bom whisky, e a moçada do Gun é prova de que as highlands fazem bonito quando o assunto é AOR/Melodic Rock. O Gun fica na segunda categoria, onde as guitarras predominam absolutamente e os vocais são fortes e marcantes. Esse “Gallus” (gíria local para designar ‘o melhor’, e uma homenagem à Benny Lynch, boxeador conterrâneo que aparece na capa do álbum) foi o segundo trabalho da banda de Glasgow e, pessoalmente, é o meu favorito. E com a mixagem do grande Nigel Green (discípulo de Robert John “Mutt” Lange) a qualidade está mais que assegurada.

O álbum abre logo com “Steal Your Fire”, uma martelada sonora capaz de arrepiar a mais insensível das criaturas. Com um refrão forte e marcante, a canção segue o mesmo fast pace desde o início e assim vai até o final, com as guitarras e bateria arregaçando seu sistema de som. Na minha opinião, o grande destaque desse álbum, pode crer. Já “Money To Burn” crava os dois pés no mais tradicional melodic rock, com baixo e guitarra executando a mesma linha e a bateria imprimindo cadência bem marcada, em outro destaque do álbum.

Aí chega “Long Road”, um dos mid-pacers mais bacanas da década de 90, principalmente pelo trabalho das guitarras. A métrica dessa canção é muito bacana e a letra é um capítulo a parte, fazendo dessa canção outro destaque desse trabalho. Da mesma maneira – mas com outro estilo – “Welcome To The World” faz bonito como um melodic rock simples e eficiente, porém sem o mesmo brilho das canções anteriores. Mas “Higher Ground” mostra, desde o início, que está no mesmo patamar das melhores canções do álbum quando a introdução surge e te leva, aos poucos, para uma canção eqüilibrada entre peso e melodia, num mid-pacer muito bacana.

Em sentido oposto temos “Borrowed Time” com sua batida compassada e baixo pulsante, pavimentando o caminho por onde as guitarras desfilam incansavelmente. Outra pancada que merece a sua atenção, da mesma forma que a excelente “Freedom”. Ambas merecem serem curtidas sem a menor moderação em relação aos decibéis, pode acreditar. A interessante “Won’t Back Down” não faz feio, mas passa desapercebida quando “Reach Out For Love” começa com a harmônica e os riffs de guitarra acompanhando, tudo com a marcação implacável da bateria e baixo. E fechando a sessão, a baladaça “Watching The World Go By” garante o fim de noite no mais tradicional molde power ballad, onde temos violão na introdução, guitarras ao longo da canção, bateria pesada e baixo marcante. Excelente maneira de terminar o álbum e o último grande destaque desse trabalho.

Enfim, uma verdadeira pérola espalhada por aí, e que merece estar na coleção de qualquer um com o mínimo de juízo e amor pelos bons sons. Se não é nenhuma novidade – e não é mesmo – pelo menos não é um dos inúmeros enlatados que seguiriam (e outros que antecederam), provando que material de qualidade resiste ao tempo. Vá atrás do seu que eu garanto.

GUN – Gallus
Released on May 1992 on A&M Records
Cat. #75021 5383 2

Tracklist
01. Steal Your Fire
02. Money to Burn
03. Long Road
04. Welcome to the Real World
05. Higher Ground
06. Borrowed Time
07. Freedom
08. Won't Back Down
09. Reach Out for Love
10. Watching the World Go By


Lineup
Mark Rankin - lead vocals
Giuliano Gizzi – guitar, keyboards
Dante Gizzi - bass
Scott Shields - drums
Alex Dickson - guitar

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...