sexta-feira, 24 de julho de 2009

DEF LEPPARD FALA SOBRE O LADO POSITIVO DA PIRATARIA

Os ingleses do Def Leppard (foto) concederam entrevista ao Pittsburgh Tribune-Review, onde falaram sobre o recente flerte com a música country (que prefiro não comentar), mas ainda trataram de assuntos mais relevantes, como a durabilidade da banda.

"Nós continuamos a fazer novas músicas, continuamos a fazer turnês, e sobrevivemos. Nós somos meio que verdadeiros com o que fazemos. E também, sendo o cara novo na banda por 18 anos - Steve Clark ainda estaria com a banda se estivesse vivo - é o mesmo lineup, é a mesma banda. Eu acho que isso significa alguma coisa nos dias de hoje. Há tantas bandas que estão viajando com um membro original. Algumas pessoas se importam com isso, outras não. Mas nós sempre tentamos nos manter Def Leppard e a música sempre nos guiou", declarou o guitarrista Vivian Campbell.

Ainda, o músico celebra o fato de que muitos fãs mais recentes da banda chegaram à hits estrondosos como "Pour Some Sugar On Me" e "Animal" através dos ditos downloads ilegais.

"A má notícia para a indústria musical é que essa geração não está pagando por música. A boa notícia é, para bandas mais estabilizadas como nós, a geração mais jovem está sendo exposta a nossa música, eles estão trocando arquivos entre eles, e como resultado eles estão indo aos nossos shows. Vem sendo assim pelos últimos cinco, seis, sete anos. A maior parte da nossa audiência ainda continua entre os 40 anos, nossa idade. Mas uma grande porcentagem são de jovens vindo aos shows. Este é o lado bom da pirataria musical", disse Campbell.

EDDIE VAN HALEN ENTRA NA FACA

Pois é, o mal-acabado Eddie Van Halen (foto) se recupera de cirurgia na mão esquerda. Segundo o músico, a cirurgia era mais que necessária, já que as dores em sua mão eram cada vez mais agudas. As informação estão na Rolling Stone.

As dores começaram no dedão e dedinho, quando o Van Halen entrou na última parte da tour 2007-2008. Ele já havia tratado uma artrite na Alemanha, mas logo depois foram decobertos os reais problemas: rigidez em uma junta, um tendão quase rompidoe um cisto em uma das juntas. A cirurgia era a única solução. Mas o cara não é novato quando falamos em cirurgias. No final dos anos 90 ele submeteu-se a uma cirurgia no quadril. Pouco tempo depois, foi tratado de um câncer na boca e língua - devido ao consumo prá lá de excessivo de fumo - que resultou na extração de parte de sua língua.

O procedimento cirúrgico ems ua mão esquerda foi um sucesso e, segundo o próprio músico, "me sinto como se tivesse dezoito anos outra vez. E você sabe o que isso quer dizer: "Eruption", parte II".

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Sass Jordan cresceu e fez carreira no Canadá, mas poucos sabem que a loira nasceu em Birmingham, Inglaterra. Dona de uma voz potente e com grande talento para compor, ela é uma das cantoras que eu mais curto, mesmo com as mudanças na direção de seu som no final da década de 90. Mas esse “Racine” – seu segundo álbum – é um de seus melhores momentos. Muito mais AC Rock do que AOR, suas canções são marcantes e com arranjos bastante diretos, como a cartilha do bom e velho rock’n roll manda. Se você curte Alannah Myles, Quireboys ou Blackeyed Susan, esse álbum será uma bela supresa para você.

O álbum abre com “Make You A Believer”, um rocker construído com base no blues que deixaria qualquer fã do Faces satisfeito. As guitarras predominam, com o piano preenchendo os poucos espaços que sobram. Um ótimo começo, que é prolongado por “If You’re Gonna Love Me”, um rocker bem contemporâneo com as guitarras em primeiro plano e arranjo simples, mas com uma das melhores interpretações de Ms. Jordan. Uma verdadeira paulada.

A balada “You Don’t Have To Remind Me” quebra o ritmo com uma ponderosa e eficiente mistura de guitarras e órgão Hammond, em outro momento bluesy rock que surge como destaque desse álbum. Sass Jordan sabe explorar seu vocal rouco e ele se adapta perfeitamente nesse estilo. Mantendo a direção, “Who Do Think You Are?” retoma o bluesy rock com ares mais contemporâneos com excelente resultado, assim como o mid-pacer “Windin’ Me Up”, talvez a grande canção desse álbum. A guitarra que cresce ao longo da canção,a bateria marcada e, como sempre, destaque para o órgão Hammond, discreto, mas marcante quando surge. Minha canção preferida desse álbum e umas das que mais curto do catálogo de Sass Jordan.

Uma bela supresa é a balada “I Want To Believe”, toda acústica e com um arranjo de cordas lindíssimo como pano de fundo. Excelente melodia, emoldurada pelo poderoso vocal de Ms. Jordan. Outra canção que merece destaque é “Goin’ Back Again”, um rocker animado, daqueles que ficam na cabeça por dias, com refrão marcante. Na linha mais bluesy rock temos “Do What Ya Want”, a bacana “Where There’s A Will” e a pancada “Time Flies”, não esquecendo da balada “Cry Baby”, que tem melodia suave até o refrão, onde explodem guitarras e a garganta de Ms. Jordan. Perfeita combinação...

Esse é um dos melhores álbuns da carreira de Sass Jordan, pode apostar. Concordo que prá curtir esse álbum é preciso um gosto musical mais abrangente que somente o AOR/Melodic Rock, já que uma boa dose de 70’s rock e bluesy rock foi usado aqui mas, repito, com excelentes resultados. Álbum mais que recomendado, mas não para novatos...

SASS JORDAN – Racine
Releaed in 1992 through Impact Records
Cat. #0777 7 45008 2 1

Tracklist
01. Make You A Believer
02. If You're Gonna Love Me
03. You Don’t Have To Remind Me
04. Who Do You Think You Are?
05. Windin Me Up
06. I Want To Believe
07. Goin’ Back Again
08. Do What Ya Want
09. Cry Baby
10. Where There’s A Will
11. Time Flies


Musicians
Sass Jordan - Vocals
Drums - David Raven
Guitars - Johnny Lee Schell, Stevie Salas, Rick Neigher
Bass - Gregg Sutton
Keyboards - Kevin Savigar
Percussion - Erik Gloege
Horns - The Martin Brothers
Strings - Jeffery CJ Vanston
Violin - Jerry Goodman
Mandolin - Eric Bazilian

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...