sexta-feira, 18 de setembro de 2009

OZZY OSBOURNE RECEBERÁ PRÊMIO

O grande Ozzy Osbourne (foto) será agraciado com o prêmio Legend Of Live, no próximo dia 05 de Novembro, em New York.

O prêmio é entregue à artistas cuja contribuição para a música ao vivo tenha sido significante e duradoura, além de tudo o que isso significa para o negócio das tours, onde rola uma grana mais que preta. E todos nós sabemos que Ozzy tem mais horas de estrada que urubus tem de vôo.

Prêmio mais que merecido para um dos grandes nomes do rock, e uma bela maneira de reconhecer sua contribuição, de maneira geral, para o universo dos bons sons. Uma pena que, ultimamente, ele tenha se afastado da alta qualidade de seus trabalhos nas décadas de 80 e parcialmente na de 90, se bem que o álbum "Black Rain", lançado em 2007, não seja dos piores.

DETALHES SOBRE O RETORNO DO 101 SOUTH

Se você é ferquentador da casa, já sabe há tempos que Roger Scott Craig (foto) retomou o projeto 101 South. Pois bem, agora foi anunciado o tracklist e os nomes dos músicos envolvidos na empreitada. Confesso que a surpresa ficou por conta das ilustres presenças do grande Chris Thompson e do guitarrista Ian Bairnson (que prestou bons serviços ao Alan Parsons Project) o que já é sinal de qualidade.

O tracklist completo do álbum - com lançamento previsto para 20 de Novembro - é o seguinte:

1. When You're In Love
2. All In The Game
3. Lonely Heart
4. What Are You Gonna Do Anyway
5. End Of The Game
6. From What You Know Now
7. Yesterday Is Gone
8. Take Me Home
9. Don't Tell Me It's Over
10. Blue Skies (Featuring vocals by Chris Thompson)

Já o lineup é composto pelo vocalista Gregory Lynn Hall, o tecladista e vocalista Roger Craig, o grande vocalista Chris Thompson, os guitarristas Billy Liesegang, Ian Bairnson, David Pasillas, o baixista Jimmy Turner, o baterista Hans Geiger e o saxofonista Alan Kroll.

PRODUTORA CONFIRMA SHOW DO AC/DC NO BRASIL

A Time For Fun, empresa responsável pelo show do AC/DC na Terra Brazilis, confirmou o evento para o dia 27 de Novembro, em apresentação única em São Paulo.

De acordo com a assessoria de imprensa, os responsáveis pela manutenção do site se encarregarão de verificar e solucionar o que parece ter sido apenas um problema técnico.

A pré-venda de ingressos começa no dia 1° de outubro, e a divulgação dos preços e horários, na próxima segunda-feira, dia 21.

Agora é torcer prá que o show saia do papel, porque exemplos de shows confirmados e anunciados, e cancelados na última hora, temos aos montes por aqui.

ROLLING STONES x THE BEATLES

Nunca escondi de ninguém minha predileção pelos Rolling Stones, pelos mais variados motivos. Há uns dias encontrei uma discussão iniciada pelo grande Kid Vinil a respeito desse assunto. A discussão acabou, mas o jornalista expôs, com ainda mais propriedade, suas opiniões, e como elas coincidem com as minhas, decidi trazer o artigo aos amigos da casa.

"Hoje eu volto ao assunto da coluna anterior e à pesquisa Beatles x Stones. Na semana passada fiz uma pergunta sobre a importância das duas bandas para a história do rock e teve gente que achou desnecessária e muito óbvia. Não acho. Talvez tenha faltado a minha opinião, pois sou mais Rolling Stones do que Beatles, pela simples razão da extensão da obra e a longevidade da banda.

Adoro os Beatles e sei que é quase unânimidade, mas já me questionei várias vezes sobre qual é a mais importante para mim. Os Stones têm motivos muito especiais para serem minha banda favorita. Quando eu era garoto, lembro que em 1968 entrei numa loja de discos perto da escola onde eu estudava e vi pela primeira vez a capa interna do álbum "Beggars Banquet" (O Banquete dos Mendigos).

Aquilo contrariava todo aquele "bom-mocismo" das capas dos Beatles, um bando de malucos caídos numa estranha sala de jantar. A música apresentada nesse banquete era mais estranha ainda para um beatlemaníaco acostumado com as harmonias e vocalizações certinhas de Lennon e McCartney. A dupla Jagger e Richards enlouquecia, virava o blues e a country music pelo avesso nesse Banquete dos Mendigos. Veio então 1969, o ano mais conturbado e agitado na carreira do grupo. Tudo começou com a tragédia, em julho de 1969, quando Brian Jones foi encontrado morto por afogamento na piscina de sua mansão na Inglaterra. Imediatamente a banda recrutou o guitarrista Mick Taylor como seu substituto (ex-John Mayall & Bluesbreakers)

No dia 5 de julho de 1969, dias depois da morte de Brian Jones, os Stones fizeram um show tributo e gratuito no Hyde Park, em Londres, já com Mick Taylor na guitarra. A partir daí a música dos Rolling Stones sofreria uma mudança drástica. O ano de 1969 foi um divisor de águas na carreira da banda. O blues, que já era uma marca registrada no trabalho deles, dessa vez deu uma nova cara e um novo direcionamento no som do grupo. Mick Taylor encarnava o blues branco dos ingleses como John Mayall e Alexis Korner, e trazia a maior contribuição da carreira dos Stones. Em Novembro de 1969, a banda lançou o clássico "Let It Bleed", considerado por muitos como um dos melhores álbuns da carreira dos Rolling Stones. Em uma pesquisa recente da revista inglesa UNCUT, o álbum "Let It Bleed" aparece como o segundo melhor disco de 1969, só perde para "Abbey Road", dos Beatles (veja a pesquisa aqui).

Em novembro de 1969, os Rolling Stones partiram para uma excursão pelos Estados Unidos com Ike & Tina Turner, B.B. King, Terry Reid e Chuck Berry, fazendo shows de abertura durante a turnê. Nos dias 27 e 28 de novembro de 1969, os Stones se apresentam no Madison Square Garden, em Nova Iorque. Essa apresentação gerou um dos mais importantes álbuns ao vivo da história do rock "Get Yer Ya-Ya´s Out!", lançado em setembro de 1970. Na época, o crítico Lester Bangs, da revista norte-americana Rolling Stone, disse: "Não tenho dúvidas de que esse é melhor concerto de rock já editado em disco". O título estranho foi tirado de uma letra do bluesman Blind Boy Fuller. A capa era divertida e trazia um burrinho carregando bateria e guitarra, com um binóculo pendurado no pescoço ao lado do baterista Charlie Watts pulando, empunhando guitarra e baixo e ainda usando um chapéu de Tio Sam. Dizem que a idéia dessa capa surgiu da letra de uma música de Bob Dylan chamada "Visions of Johanna".

Para minha felicidade de fã dos Stones, em novembro sairá uma caixa comemorativa dos 40 anos desse memorável concerto do grupo, contendo 3 CDs, com o show na íntegra e ainda algumas das apresentações de Ike & Tina Turner e B.B. King nos shows de abertura. Tem ainda um DVD de gravações ao vivo desses shows, além de um livro de 56 páginas.

Como eu disse, 1969 foi o ano mais agitado na carreira dos Stones. No dia 6 de dezembro daquele mesmo ano, a banda fez um show gratuito dos no autódromo de Altamont, na California (EUA). Esse show tinha tudo pra ser um evento tão importante quanto Woodstock, mas terminou com uma tragédia, que marcou para sempre a carreira dos Rolling Stones. Durante a apresentação, um jovem negro foi assassinado a facadas na plateia pelo grupo de motociclistas da Hell's Angels, que fazia a segurança do evento. O tumulto foi muito grande, quase 300 mil pessoas fora do controle. Nesse concerto também se apresentaram Santana, Jefferson Airplane, The Flying Burrito Brothers e Crosby, Stills & Nash.

Tudo isso pode ser conferido no documentário "Gimme Shelter", lançado em 1970, que cobre essa trágica turnê norte-americana dos Stones. Considerado um dos melhores documentários da história do rock, "Gimme Shelter" será relançado no final deste mês, em uma edição especial com um livreto de 36 páginas, com fotos e dados históricos. Não só sobre a carreira dos Rolling Stones, mas sobre a agitação do rock'n'roll em 1969.

Mas nada disso abalou a carreira dos Rolling Stones. Em 1971, eles vieram com o álbum "Sticky Fingers" (foto), com uma das capas mais criativas do rock, assinada por Andy Warhol. Em 1972 outra obra-prima, o álbum "Exile On Main Street". A década de 70 também foi tumultuada e cercada de discos clássicos dos Stones. Em 1976, com a saída de Mick Taylor, mais uma vez a música dos Stones ganha uma nova cara com a entrada do ex-Faces, Ron Wood. Daí para frente, os Stones começam a flertar com Motown, soul music e misturar com blues. E a história continua até os dias de hoje, cerca de 40 discos lançados e muitas fases diferentes nas mais variadas incursões musicais. É por essas e outras que eu sou mais Rolling Stones!"

DECISÃO INÉDITA NO PARANÁ SOBRE A PIRATARIA DIGITAL

Matéria publicada ontem na Folha Online, de autoria do jornalista Maurício Kanno, e de muito interesse à todos nós. O artigo está reproduzido na íntegra, e recomendo aos amigos que leiam com atenção, já que jurisprudência acerca do assunto está a um passo de ser criada.

“A indústria fonográfica brasileira obteve, no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná, a primeira condenação contra uma empresa no país por disponibilizar software P2P --sistema descentralizado de compartilhamento de arquivos na internet.

A empresa Cadari Tecnologia da Informação, responsável pelo software P2P K-Lite Nitro, foi obrigada a não mais disponibilizar o software "enquanto nele não forem instalados filtros que evitem que as gravações protegidas por direito autoral" das empresas que a extinta Apdif (Associação Protetora dos Direitos Intelectuais Fonográficos) representava "sigam sendo violadas de forma maciça e constante". As gigantes em questão são EMI, Som Livre, Sony Music, Universal Music e Warner Music.

Hoje, os maiores estúdios e gravadoras do país são representados pela APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), que incorporou a antiga Apdif.

O presidente da empresa afetada, Luciano Cadari, diz que é a liberdade na internet que está sendo prejudicada, e que a entidade está "dando murro em ponta de faca". Para ele, o programa K-Lite Nitro é similar a qualquer comunicador digital, como e-mail, MSN, Skype e até mesmo um buscador como o Google, que permitem que as pessoas compartilhem informações e arquivos.

Segundo Cadari, o mais importante é a conscientização das pessoas sobre a legislação. "Desde o início do lançamento do software, em 2006, já deixávamos a mensagem 'não use pirataria', fizemos nossa parte", conta ele. "Carro é o que mais mata no mundo e não é proibido", compara. "É uma questão de educação sobre uso de ferramentas."

O presidente da empresa paranaense, de quatro funcionários --tinha nove há dois anos, quando começou a tramitar o processo e parou de fazer atualizações do software-- diz que vai recorrer da decisão. Ele informa ainda ter obtido decisão favorável no início do ano e que há impossibilidade técnica de filtros.

Segundo a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), a decisão judicial é "importantíssima para o futuro do mercado de música digital no Brasil".

De acordo com Paulo Rosa, presidente da ABPD (Associação Brasileira dos Produtores de Discos), "não se trata de uma decisão contra uma determinada tecnologia, mas sim contra um modelo de negócio criado e explorado economicamente, cujo principal atrativo é a violação contínua e em larga escala de direitos autorais consagrados em nossa Constituição Federal e em legislação específica".

A decisão foi dos desembargadores da Sexta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná e o processo agora voltará ao Juízo de 1º grau.”


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RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Igualar a qualidade de um clássico já é difícil, superá-lo então, nem se fala. Essa foi a ingrata tarefa de “When The Blackbird Sings”, o segundo álbum da Saraya, lançado dois anos após o obrigatório álbum homônimo. Se a banda atingiu seus objetivos, só ouvindo o álbum mesmo.

O álbum abre em grande estilo com “Queen Of Sheba”, trazendo instrumental preciso e força nos vocais de Sandi Saraya, característica marcante em todos os rockers da banda. Belíssima canção, equilibrando peso a harmonia perfeitamente. Logo na sequência surge “Bring Back The Light”, um mid-pacer poderoso que, certamente, é um dos destaques desse álbum. O arranjo privilegia as guitarras que costuram uma bela base com a bateria ao longo da canção, que explode num refrão marcante, com linha vocal bastante característica ao estilo.

“Hitchin’ A Ride” desponta como um rocker bem direto, com linha de baixo e guitarra em compasso e vocais mais incisivos, resultando numa ótima canção, cujas características são encontradas quase que em total duplicidade em “When You See Me Again”, outra pancada certeira em seus pavilhões auditivos, e com um refrão bem bacana, pode crer.

Um mid-pacer bem mais incorporado se apresenta em “Tear Down The Wall”, canção que trafega com vários elementos típicos que qualquer rocker, e essa mistura teve bons resultados. Se essa canção não te agradar logo na primeira audição, tente mais uma vez. Garanto que vai funcionar à seu favor. Com pegada forte temos “Seducer” e “When The Blackbird Sings”, ambas boas canções, mas não supreendem muito, apesar de não serem descartáveis.

Na esteira do barulho temos “Lion’s Den”, com melodia mais marcada – especialmente as guitarras e bateria – e uma das melhores performances vocais de Ms. Saraya. E eis que surge “In The Shade Of The Sun”, outro mid-pacer de peso, com peso, o que lhe confere mais brilho e o afasta da mesmice. Grande canção para ser ouvida sem a menor moderação, assim como a empolgante “White Highway”, outro rocker de primeira categoria. O álbum fecha com a acústica “New World”, belíssima canção que surge em contraponto a tudo que foi ouvido até agora. Baladaça...

Um belo álbum, sem dúvida. Confesso que me divido entre este álbum e seu predecessor, e tenho uma certa dificuldade em apontar o melhor, já que ambos são bastante parecidos. A nota triste fica por parte do falecimento do tecladista Greg Munier, em 03 de Fevereiro de 2006, em decorrência de complicações derivadas de uma pneumonia. O tecladista havia deixado a banda logo após as gravações desse álbum, alegando diferenças a respeito do caminho que banda estava seguindo. Por tudo o que foi dito acima, esse álbum é mais que recomendado.

SARAYA – When The Blackbird Sings
Released in 1991 through Polygram
Cat. #849087-2

Tracklist
01. Queen of Sheba
02. Bring Back The Light
03. Hitchin' A Ride
04. When You See Me Again
05. Tear Down The Wall
06. Seducer
07. When The Blackbird Sings
08. Lion’s Den
09. In The Shade Of The Sun
10. White Highway
11. New World


Lineup
Sandi Saraya - lead vocals
Tony Bruno - guitar, vocals
Barry Dunaway - bass, vocals
Chuck Bonfante - drums, vocals
Gregg Munier – keyboards, vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...