sexta-feira, 13 de novembro de 2009

EXCLUSIVO: N.O.W. ASSINA CONTRATO COM A BRITÂNICA ESCAPE MUSIC

No dia 19 de Outubro eu falei, pela primeira vez, sobre o projeto N.O.W., em matéria que você pode acessar aqui. Seguiu-se uma divertida entrevista com o amigo Alec Mendonça (foto) e, agora, tenho excelentes notícias aos amantes dos bons sons. Atendendo ao pedido do Alec, mantive a notícia em segredo, mas agora ele me liberou para contar à todos, em primeira mão na Terra Brazilis, que o projeto N.O.W. assinou contrato com a poderosa Escape Music.

Segundo ele, a grande Frontiers Records - através de seu presidente, Serafino Peruggio - também se interessou, mas os britânicos da Escape Music fizeram, sem dúvida, a melhor proposta, além de proporcionar um excelente esquema de distribuição. Outra gravadora que se interessou pelo belo trabalho da banda foi a norte-americana Retrospect Records, mas a proposta dos britânicos era imbatível mesmo. Os detalhes não serão divulgados aqui por uma simples questão de respeito à banda, mas pode apostar que os caras fecharam com quem ofereceu o melhor à eles.

Ainda, a mixagem do material ficará a cargo dos experientes Martin Kronlund e Tommy Hansen, o que só vem a agregar qualidade às já excelentes canções compostas por Mendonça. Prá se ter uma idéia do gabarito dos cidadão, Mr. Kronlund é reponsável pela produção do destruidor "Diamond Dealer" de Steve Overland (um dos melhores álbuns de AOR do ano), além de ter produzido o mais recente trabalho de Joe Lynn Turner - ainda inédito - e o álbum "Inner Vision", do Phenomena.

O álbum do N.O.W. - ainda sem nome - terá distribuição na Europa, Ásia e U.S.A., o que não é nada mal para o primeiro trabalho dos caras. Mas é claro, com a qualidade do material deles, só podia ser dessa forma mesmo. O tracklist do aguardado álbum é o seguinte:

01. Cant Make It (How Can I?)
02. Hail Mary
03. Idol's Grace
04. Lonely Soul
05. Long Hard Way
06. Midnight Call
07. Once That Feeling Comes Again
08. Peace Of Mind
09. Listen To Your Heart
10. I'm Free (But Not Ready To Go)
11. No Time 4 Goodbyes
12. You

Em tempo, o lineup da banda é o seguinte:

Alec Mendonça - Bass & Vocals
Philip Bardowell - Vocals
Carlos Ivan - Rhythm Guitars
Caio de Carvalho - Lead Guitars
Jean Barros - Keyboards & Programming
Erik Leal - Drums

Clicando aqui você confere a página da Escape Music com um press release. Agradeço, mais uma vez, ao amigo Alec Mendonça pela preferência na hora de anunciar aqui, com exclusividade para a Terra Brazilis, a assinatura do contrato com uma das maiores gravadoras de AOR/Melodic Rock do mundo. Parabéns à você, Alec, e aos integrantes do N.O.W. . Todos nós saímos ganhando com essa contratação, e tenho certeza de que vocês serão mais uma banda brasileira a fazer bonito no universo dos bons sons.

Rock on...

OS LAMENTOS DE JON BON JOVI

O vocalista Bon Jovi (foto) dá sinais de que sua vida como celebridade da música vem lhe enchendo o saquinho. Em entrevista ao site ContactMusic, ele diz que sua rotina de rockstar não é tão fácil quanto parece.

"É basicamente estragar seus horários por causa das diferenças de fusos que passamos dentro do avião, quartos de hotel e beber pra conseguir dormir porque você está entediado e sem descansar", disse.

"Faço shows para 70 mil pessoas e depois fico com o coração acelerado. É meu trabalho, não estou reclamando, mas é assim", completou o músico. Para Jon Bon Jovi, tudo é uma questão de crescimento e evolução. "Também não quer dizer que eu vá ficar em casa lendo um livro na cama. Com certeza estarei em um restaurante comendo e abrindo uma garrafa de vinho. É uma progressão. Eu cresci em meio ao público", revela o cantor.

Levando em conta os últimos trabalhos da banda, acho que é melhor prá ele - e prá nós - que encerre a carreira de uma vez, antes que lance mais uma porcaria de álbum na já extensa lista de títulos medíocres que insistem em manchar o nome do Bon Jovi.

SERPENTINE VEM AÍ!!!

Os britânicos do Serpentine (foto) anunciam que assinou contrato com o selo alemão AOR Heaven para distribuição mundial de "A Touch Of Heaven", seu primeiro álbum, com lançamento marcado para Março de 2010.

Com influências de bandas como Journey, Starship, Toto, Foreigner, Survivor, Ten, Dare, Def Leppard, Shotgun Symphony, Treat, Hugo, House Of Lords, FM, Strangeways, Giant, Stage Dolls, Europe e Asia, fica claro que o som dos caras é AOR/Melodic Rock ao extremo e, pode apostar, a coisa tem qualidade. O álbum tem a produção de Mark V. Stuart e Sheena Sear, que comandaram as gravações no Mad Hat Studios, em Staffordshire.

A banda conta com o grande vocalista Tony Mills, os guitarristas Christopher Gould e John Clews, o tecladista Gareth David Noon, o baixista Gareth Vanstone e o baterista Charlie Skeggs, e algumas das canções já gravadas são os rockers "Whatever Heartache", "A Touch Of Heaven", a massacrante "Lonely Nights" e a power ballad "For The Love Of It All".

A espera vai valer a pena, pode apostar...

AEROSMITH: A NOVELA CONTINUA

Quando Steven Tyler juntou-se com Joe Perry em New York para cantar "Walk This Way" - e anunciou que não estava saindo do Aerosmith - parecia que os problemas do grupo teriam acabado. Mas a Rolling Stone soube que as coisas estão longe de estarem resolvidas.

Segundo o guitarrista, o acontecimento uma surpresa até para ele. "Havia toda esta agitação durante a pausa para o bis, e alguem disse, 'Steve está aqui.' E eu pensei, 'O quê?'" Após algumas brincadeiras, Steven Tyler pediu para juntar-se ao grupo para o último bis quando a banda tocaria "Walk This Way". "O conhecendo por 40 anos, eu disse, "Por que não?'" disse Joe Perry. "Então ele subiu no palco e cantou e aquela foi a última vez que o vi."

Apesar da afirmação de Tyler que não está deixando a banda, Perry diz que ainda estão considerando excursionar e gravar com um novo vocalista. "Ele quer passar dois anos longe da banda. Mas nós queremos continuar trabalhando. Temos muitas alternativas, tudo é possível neste instante. Basicamente, toda comunicação que tivemos nos últimos meses foi através dos empresários, e isto é muito estranho”, declarou o guitarrista.

Você pode ler a matéria - em inglês - clicando aqui.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Acredite se quiser, nibelungo, mas a tiazona doida Cher gravou três pérolas AOR para a Geffen Records entre 1987 e 1991. Dos três álbuns, o meu preferido é “Love Hurts”, um monstruoso desfile do mais tradicional American Made AOR, e que conta com músicos que devem ter custado uma fortuna prá reunir. O resultado é muito acima da média dos álbuns do estilo, até hoje.

O álbum abre com o mid-pacer “Save Up All Your Tears”, que certamente você conhece nas vozes de Robin Beck e/ou Bonnie Tyler. Nenhuma grande diferença entre elas, então você já sabe o que esperar: teclados aos montes, guitarras discretas e grandes vocais. Bem bacana, mas ainda prefiro a versão de Bonnie Tyler. Segue-se “Love Hurts”, cover do hit dos Everly Brothers e que é mais famoso na versão da Nazareth. Entretanto, Cher manda bem aqui, justamente, por não inventar no arranjo que tornou a canção conhecida mundialmente. Em seguida temos “Love And Understanding”, faixa meia-boca que tem introdução chata e andamento idem. Meu conselho: pule essa faixa.

Venha direto para “Fires Of Eden”, um excelente AOR que apresenta os teclados logo de cara, numa introdução pomposa. A melodia é um capítulo a parte, com evolução precisa e refrão explosivo, essa canção é um dos grandes destaques desse álbum. Tente não cantar junto com o refrão...hehehe. E se prepare prá “I’ll Never Stop Loving You”, baladaça arregaçadora que conta com um refrão arrepiante, e uma das melhores interpretações de Cher no universo AOR, pode crer. Já “One Small Step” não me agrada, apesar do dueto com Richard Page. Com um arranjo meio pop moderninho, essa canção destoa de todo o resto do material. Arrisque-se por conta própria.

Em “A World Without Heroes” temos uma balada despretensiosa, e acredito ser esse fator que não me deixa gostar mais dessa canção, além do fato de preferir a versão original do Kiss. Ela não me convence e serviria mais como b-side, na minha opinião, apesar da guitarra inconfundível de Steve Lukather. Mas em seguida temos a excelente “Could’ve Been You”, um mid-pacer bastante tradicional construído sob a base pulsante do baixo, guitarras cortantes, teclados discretos e bateria marcada, além do refrão contagiante. Outro grande destaque do álbum, que deve ser curtido no volume máximo. Já “When Love Calls Your Name” é uma mistura certeira de pop rock com AOR, e que deve agradar ambas as torcidas. Confesso que gostaria de ouvir essa canção com um arranjo mais agressivo, mas o resultado aqui não decepciona, especialmente os backing vocals, que merecem destaque.

Mais uma balada arrasadora se apresenta em “When Lovers Become Strangers”, com um arranjo excepcional e andamento perfeito. Tudo nessa canção está na medida certa: a bateria que não pesa, as guitarras que marcam presença sem gritar, os teclados que passeiam quase sem serem notados e os backing vocals quase angelicais. Uma belíssima surpresa na reta final do álbum, e arregace o som prá ouvir essa canção. Até o mais sarna dos vizinhos vai curtir. E fechamos o álbum com “Who You Gonna Believe?”, cover matadora do The V.U. que cai muito bem aqui. Eu não sou fã de covers, todos sabem, mas confesso que prefiro essa versão a original!!! Gosto muito das guitarras e backing vocals nessa faixa que é outro grande destaque do álbum, pode apostar. Mais uma prá ser ouvida sem a menor moderação.

Enfim, um belíssimo exemplar do AOR praticado na terra do Tio Sam no início da década de 90, pouco antes do movimento grunge tomar de assalto o cenário musical. Técnico ao extremo, esse álbum é um dos que mais curto na minha coleção, seja pelas canções assinadas por gente como Diane Warren, Desmond Child, Sue Shiffrin, John Wetton, David Cassidy, Mark Goldenberg, Bob Halligan Jr. e Kevin Chalfant (entre outros), seja pela produção certeira de John Kalodner, Peter Asher, Steve Lukather, Guy Roche, Diane Warren, Richie Zito e Bob Rock, ou ainda, pelo time absolutamente estelar de músicos convocados prá executar as belíssimas canções. Um álbum altamente recomendado e que deve figurar na sua coleção. Palavra de Juba.San, nibelungos...

CHER – Love Hurts
Released in 1991 through Geffen Records
Cat. # GEFD - 24369

Tracklist

01. Save Up All Your Tears
02. Love Hurts
03. Love And Understanding
04. Fires Of Eden
05. I'll Never Stop Loving You
06. One Small Step
07. A World Without Heroes
08. Could've Been You
09. When Love Calls Your Name
10. When Lovers Become Strangers
11. Who You Gonna Believe?


Musicians
Lead Vocals - Cher
Guitars - Steve Lukather, Michael Thompson, Michael Landau, Andrew Gold, Richie Zito, Keith Scott, John Sklair, Glenn Sciurba 12 String & electric guitar), backing vocals
Drums – Mickey Curry, Jeff Porcaro, Carlos Veja, Mark Williams
Keyboards – David Paich, Richie Zito, John Webster, David Garfield
Bass – Mike Porcaro, Hugh McDonald, Randy Jackson, Larry Klein
Piano - Robbie Buchanan
Synthesizer - Guy Roche
Percussion - Luis Conte, Michael Fisher, Jim McGillveray
Backing Vocals - Gunnar Nelson, Paul Mirkovich, Richard Marx, Richard Page, Steve George, Lisa Dal Bello, Diane Warren, Marc LaFrance, Myriam Naomi Valle, Joe Turano, David Steele, Kenny Edwards, Connie Scott, Jean McClain, Joanie Bye, Laura Creamer

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...