terça-feira, 12 de janeiro de 2010

E FALANDO EM DROGAS...

A moçada do Kiss diz que a máxima "sexo, drogas e rock'n' roll" é para manés. A lendária banda não adere à máxima comumente usada pois ela glorifica o uso de drogas - um dos problemas que separou o quarteto original em 2000.

O baixista Gene Simmons (foto) disse: "Mesmo a frase 'sexo, drogas e rock 'n' roll, que frase de mané! Porque não é apenas sexo e rock 'n' roll? Como é que drogas se tornaram maneiras? Você não consegue vencer uma maratona doidão, não tem como. Então não comece." Gene - que alega ter feito sexo com aproximadamente 5.000 mulheres - e o vocalista/guitarrista Paul Stanley são os únicos membros originais remanescentes na banda, que teve seus dias de glória nos anos 70.

O baterista Peter Criss e o guitarrista Ace Frehley se juntaram ao grupo para uma reunião em 1996, mas Gene e Paul perceberam que eles ainda sofriam com os problemas que causaram a separação do Kiss nos anos 80.

Paul disse: "Havia magia nas pessoas verem a formação original, mas o que ocorreu foi uma queda ladeira abaixo". E Gene acrescentou ao jornal The Sun: "Se você analisar de forma objetiva, tudo passou rapidamente. Toda a babaquice pela qual passamos com as drogas e bebidas e falta de auto-estima que Ace e Peter tinham sugava nossas energias. Foi uma pedra no meu sapato durante muito tempo".

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O COMPLEMENTO DA PERSONALIDADE DE SLASH

Em entrevista ao ContactMusic.com, Slash (foto) falou sobre seu vício em heroína, revelando que ele "nunca parou" de consumir a droga, porque ela lhe convinha "perfeitamente". Segundo o guitarrista, o pó "complementava" sua personalidade e o ajudava a fugir da realidade.

Ele disse: "A heroína era como o melhor complemento para a minha personalidade. E se encaixou perfeitamente. Todo mundo estava usando cocaína e speed, o que fazia as pessoas ainda mais agitadas. Enquanto isso, a heroína me tornava mais recluso e quieto. Era só eu e minha droga. Era uma válvula de escape para mim".

Sem surpresa alguma, ele admite que seu vício eventualmente saía do controle. Quando perguntado sobre o quanto ele usava, ele contou à GQ magazine: "O quanto eu pudesse ter em minhas mãos. Se eu terminasse uma grande quantidade, eu saía à procura de mais. Eu nunca parava". Hoje em dia o roqueiro de 44 anos - que tem dois filhos com sua esposa Perla Ferrar - está limpo das drogas e também desistiu do álcool.

Apesar de seu passado, Slash admite não ter arrependimentos. "Eu não sinto falta neste momento. Há três anos, eu fiquei realmente estressado pois o Velvet Revolver estava mal e o meu casamento estava estagnado, e eu voltei àquela estrada por um tempo, e embora tenha sido divertido para mim por um instante, não foi nem um pouco divertido como havia sido antes. Eu apenas evoluí fora daquele estilo".

"Eu não me arrependo de nada disso. Eu não acredito em ter arrependimentos. Eu não matei ninguém e nem nada disso. Mas eu fui à reabilitação depois daquilo, por um mês e eu realmente não quis mais drogas desde então. Eu larguei tudo. E me sinto bem".

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