sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

PAUL McCARTNEY RECUSA SHOW EM MILÃO POR LIMITE ACÚSTICO

Matéria originalmente publicada no portal G1. Recusar shows é coisa prá poucos mesmo, e Sir Paul McCartney (foto) é um desses poucos. Quem pode, pode.

O limite acústico de 78 decibéis para os shows de rock imposto por lei em Milão vetou um show de Paul McCartney previsto para o mês de junho no estádio de futebol San Siro da capital lombarda.

O ex-Beatle recusou tocar em Milão após uma oferta da agência de shows italiana D'Alessandro & Galli em 20 de Dezembro, quando o músico britânico encerrava em Dublin sua turnê europeia "Good Evening Europe".

A negativa de McCartney ao que seria seu primeiro show no templo do futebol milanês surpreendeu a prefeita da cidade, Letizia Moratti, que admitiu estar "muito descontente pela decisão de Paul", informa o jornal "La Repubblica".

Moratti lamentou que o limite acústico surja de protestos de moradores, os quais "prejudicam tanto a cidade quanto as oportunidades para a música, para os jovens e para o turismo cultural". Segundo o promotor de eventos Mimmo D'Alessandro, que negociou diretamente com McCartney o possível show em Milão, assegurou que o ex-Beatle recebeu ofertas para se apresentar em Roma, Florença e Turim, o que qualificou de uma "campanha para humilhar Milão".

"Um artista pode aceitar uma limitação horária, mas não acústica", sentenciou D'Alessandro. "Os jogos de futebol superam os 90 decibéis, e a música é vida, não barulho", conclui.

RELIGIÃO: METALEIRO

A coisa toda começou há uns dias e começa a tomar forma mais definida agora. Biff Byford - vocalista do Saxon - encabeça uma campanha iniciada pela revista Metal Hammer que tem como objetivo adotar o heavy metal como religião quando os ingleses responderem ao censo 2011.

A coisa toda começou depois que nos últimos nove anos, 390.127 pessoas na Inglaterra e País de Gales e outras 14.052 na Escócia afirmaram que sua religião era Jedi (!!!). O resultado foi que a tal religião da série Star Wars aparece em quarto lugar no país, atrás apenas do cristianismo, islamismo e hinduísmo. Em 2001, pode ser a vez do heavy metal!!!

Alexander Milas, editor da Metal Hammer, declarou ao site Gigwise: "Desde que o Black Sabbath gravou seu primeiro álbum, há 40 anos, o heavy metal cresceu e tornou-se uma das mais importantes instituições culturais do Reino Unido, e um fenômeno global. Diabos, se Jedi conseguiu, porque os metaleiros não conseguiriam? A força é forte em nós."

E finalizou dizendo: "Reconhecer o heavy metal como religião é meio rebelde, não é? Será uma coisa muito bacana..."

Tem louco prá tudo mesmo...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Quando o destruidor “Repeat Offender” foi lançado – em Maio de 1989 – Richard Marx disse: "Algumas pessoas devem pensar que seria mais fácil dessa vez, que eu poderia relaxar, mas na verdade, é muito mais difícil. Eu tenho que provar um pouco mais”. E era verdade. Depois de seu álbum de estréia não era tarefa fácil nem mesmo igualar um trabalho tão bem construído. Mas Mr. Marx conseguiu e com sobras. Nunca considerei Richard Marx um artista de AOR propriamente dito, mas sim um artista de AC Rock com muitos elementos - especialmente as melodias – de AOR e Hard Rock – nesse caso, as linhas de guitarras.

O álbum abre com Steve Lukather arrepiando a guitarra em “Nothin’ You Can Do About It”, um rocker milimetricamente construído e carregado de camadas de piano e órgão B3, o que só enriquece o arranjo. Melodicamente, a canção é certeira e contagia desde o início, e fazia maravilhas nos shows. As guitarras continuam em alta na poderosa “Satisfied”, o single de lançamento do álbum (#1 na Billboard) que permanece como uma das faixas que mais curto na carreira de Richard Marx. Com um riff inconfundível, essa canção anima até velório de anão (quem já viu um?!?!?) e já é um clássico absolutamente indispensável nos shows. Depois de dois rockers avassaladores o ritmo diminui com o mid-pacer “Angelia” (#3 na Billboard), canção triste prá caramba (mas absolutamente incrível) e cuja melodia se sustenta com o trio bateria/baixo/teclado, sendo que a guitarra faz incurssões calculadas e arrepiantes. Isso prá não falar no solo de sax – cortesia de Marc Russo – que é um dos destaques da canção.

Na seqüência, a bacana “Too Late To Say Goodbye” (#12 na Billboard) retoma o caminho rocker, mas temperado com doses cavalares de pop rock. O resultado é bem bacana e essa canção era outro destaque nos shows. Mas nada se compara – até hoje – ao efeito que “Right Here Waiting” (#1 na Billboard) causa no público. Com sua inconfundível introdução e seqüência de teclados – substituídos por um piano nos shows – a platéia parecia entrar em transe. Melodia absolutamente perfeita, arranjo matador e interpretação espetacular, o que fez dessa canção um clássico absoluto da década de 80 e canção obrigatória nos shows de Richard Marx até o final de sua carreira, com toda certeza. Em direção absolutamente oposta chega “Heart On The Line”, um dos melhores rockers desse álbum. Bateria e guitarras cadenciadas, baixo pulsante, um arrepiante solo de sax e backing vocals de Tommy Funderburk amarram essa faixa de maneira espetacular e fazem dela uma das minhas preferidas, perfeita prá se ouvir sem a menor moderação.

Logo depois temos três rockers bem interessantes: “Real World” e “If You Don’t Want My Love” trazem as mesmas características rocker com pop rock de antes, com resultados diversos mas bacanas. Já “That Was Lulu” é bem animada e se destaca em comparação com as outras duas canções, especialmente se o quesito for o andamento. Prefiro “Wait For The Sunrise” com seus riffs de guitarra e bateria acelerada que me satisfazem mais. O álbum fecha com “Children Of The Night” (#13 na Billboard), belíssima canção escrita para ajudar uma instituição de Los Angeles que ajuda crianças fugitivas. Todo o lucro desse single foi revertido para a instituição de mesmo nome. A edição japonesa desse álbum ainda tem a canção "Wild Life” que é até bacana, mas não agrega nada à edição ocidental.

Em resumo, esse é um álbum espetacular e com qualidade de sobra. Não bastassem as composições de Richard Marx (e alguns colaboradores) os músicos chamados para participarem das gravações só trazem mais brilho ao resultado final. Tive a oportunidade de assistir às três primeiras tours que Richard Marx fez e, não tenha dúvida, a Repeat Offender Tour foi a mais bacana delas, seja pelo momento, seja pelas canções que, juntamente com aquelas do primeiro álbum, faziam um show perfeito. Material indicado aos menos xiitas e com a cabeça aberta aos bons sons. Se esse for o seu caso, esse álbum é certeiro.

RICHARD MARX – Repeat Offender
Released in May 1989 through EMI U.S.A.
Cat.# CDP 7 90380 2

Tracklist

01. Nothin' You Can Do About It
02. Satisfied
03. Angelia
04. Too Late To Say Goodbye
05. Right Here Waiting
06. Heart On The Line
07. Real World
08. If You Don't Want My Love
09. That Was Lulu
10. Wait For The Sunrise
11. Children Of The Night

Musicians
Richard Marx -
vocals
Drums - Mike Baird, Prairie Prince, John Keane, John Robinson, Mike Derosier
Guitars - Steve Lukather, Michael Landau, Bruce Gaitsch, Jon Walmsley, Paul Warren
Bass - John Pierce, Randy Jackson, Jim Cliff
Keyboards - Jeffery Vanston, Bill Cuomo
Piano - Michael Omartian
B3 Organ - Bill Champlin, Bill Payne
Saxophone - Marc Russo, Dave Koz, Tom Scott, Larry Williams
Trumpet - Jerry Hey, Gary Grant
Percussion - Paulinho Da Costa
Backing Vocals – Richard Marx, Bill Champlin, Cynthia Rhodes, Fee Waybill, Tommy Funderburk, Bobby Kimball, Gatlin Brothers, Terry Williams, Ruth Marx, Shelley Cole, Gene Miller, Don Shelton, Kevin Cronin

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