sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

BRYAN ADAMS JÁ PENSA EM NOVO DVD

Bryan Adams (foto) já está na estrada há dois anos com sua Bare Bones Tour, onde toca uma série de hits em formato acústico acompanhado apenas de seu violão e, em algumas canções, do pianista Gary Breit.

Com tantos shows já realizados surgiu o boato de que alguns poderiam ser gravados para um futuro lançamento, e o boato acaba de ser confirmado pelo próprio Adams. "Ainda estou um pouco tímido em relação a isso. Mas você sabe, acho que se se o show certo aparecer...então, sim, há planos para isso", disse o músico.

Como fã do cara desde 1982 eu prefiriria muito mais um novo show no formato tradicional, mas isso não parece possível nem mesmo a médio prazo. Bryan Adams acertou em cheio com seu "MTV Unplugged" - de 1997 - mas o formato me parece um tanto quanto desgastado. É uma estratégia arriscada, mas é óbvio que os fãs - e me incluo aqui - comprariam o material nem que fosse apenas para manter a coleção completa. Se iriam curtir, isso é outra questão.

BROTHER FIRETRIBE EM DOSE DUPLA

Os finlandeses do Brother Firetribe (foto) tem carreira relativamente curta. Com apenas dois álbuns lançados - os excelentes “False Metal” e “Heart Full Of Fire” - os caras já deixaram seu nome gravado na galeria dos bons sons. E prá ratificar o que todo mundo já tá careca de saber a banda lançará no próximo dia 17 "Live At The Apollo", CD/DVD gravado em Helsinki - de onde vem a banda - e que é um verdadeiro desfile de Melodic Rock.

São 14 faixas onde fica mais que evidente a qualidade da banda em produzir canções empolgantes e que empolgam e emocionam àqueles que comparecem aos shows. Não bastasse todo o talento dos músicos, cabe destacar a participação de Anette Olson - do Nightwish - na canção "Heart Full Of Fire". O tracklist do CD/DVD é o seguinte:

01. Who Will You Run To Now?
02. Runaways
03. Wildest Dreams
04. Midnite Queen
05. Game They Call Love
06. One Single Breath
07. Play It From The Heart
08. Chasing The Angels
09. Going Out With A Bang
10. Break Out
11. I'm On Fire
12. Heart Full Of Fire
13. Valerie
14. I Am Rock

O Brother Firetribe tem em sua formação o vocalista Pekka Ansio Heino, o guitarrista Emppu Vuorinen , o batera Kalle Torniainen, o baixista Jason Flinck e o tecladista Tomppa Nikulainen. Para mais informações visite o site oficial da banda.

ROCK x CARNAVAL

Eu odeio carnaval. Nunca curti a festa em si, mas sim a aglomeração feminina que o evento gera. Já tive minha época de noitadas carnavalescas regadas a cerveja e...bom, deixa prá lá. Há anos me refugio em algum lugar onde essa praga não chegue (ou onde o impacto seja menor). Me encontro em Balneário Camboriú (SC) e o local me serve de refúgio da folia há alguns anos. Navegando pela web encontrei um texto muito bacana do Doctor Robert - publicado no Whiplash - e que reproduzo aos amigos:

"Toda vez que o carnaval se aproxima, eu me recordo de um professor mal humorado que tive na faculdade, que detesta a festa mais popular do Brasil. Certa vez ele disse na sala de aula: “Eu odeio carnaval! Enquanto não acabarem com isso o Brasil não vai pra frente... Alguém aí já ouviu falar de Motörhead? Um bando de cabeludos, feios e barulhentos? Tinha que colocar eles pra tocar no trio elétrico de Salvador e dar um fim nisso...”. Imagine a cena: Lemmy e cia. em cima de um trio, no calor de Salvador, estourando os falantes com “Iron Fist”?

E que tal irmos mais adiante nessa viagem, imaginando um “universo paralelo” onde o trio elétrico ao invés de ter sido criado por Dodo e Osmar tivesse como pais Chuck Berry e Elvis Presley, e a música baiana fosse ouvida por uma minoria de cabeludos com camisetas pretas do Olodum, Timbalada, Banda Eva e garotas com shortinhos deixando a bunda de fora?

Você já se imaginou debatendo num fórum de um site chamado “Pombo Correio” (ao invés do Whiplash) qual o maior hino que Carlinhos Brown já concebeu? “Bebeu Água? Tá com sede?” ou “Vai buscar Dalila ligeiro...”? Isso sem falar que haveriam muitos pais e mães que proibiriam seus filhos de ouvir os discos daquele maluco baiano, porque acreditariam que ele tem pacto com o demônio.

Como seria um debate pra escolher a maior vocalista do mundo? Ivete e Claudinha Leite dividiriam os votos dos internautas, mas com certeza haveria os “puristas”, que prefeririam as vozes clássicas de Daniela Mercury ou Margareth Menezes.

E a tour do G3? Quem dividiria o palco? Robertinho do Recife, Pepeu Gomes e Durval Lelis, do Asa de Águia, divulgando seu álbum solo? Isso sem falar que haveriam bandas e mais bandas dos mais variados estilos, como samba progressivo, frevo melódico, speed axé...

Já do outro lado da moeda, o Fantástico promoveria aos domingos um grande concurso de “Hinos do Metal”, ao invés do Concurso de marchinhas. As escolas do Rio de Janeiro e São Paulo exibiriam em sua sessão rítmica uma pá de guitarristas virtuosos acompanhados de orquestras sinfônicas, onde os jurados votariam qual foi melhor no quesito “virtuosismo e variedade de escalas”. Dá até pra imaginar Joe Satriani comentando ao lado do Cléber Machado: “a escola tal tem uma boa harmonia, mas abusou muito das pentatônicas, e isso pode custar alguns pontinhos na apuração de quarta-feira”.

Na TV, assistiríamos a um seriado chamado “Heavy Metal Thunder” ao invés de “Ó Paí Ó”, onde o cenário deixaria de ser o Pelourinho e a ação se passaria em uma Birmingham industrial na Inglaterra, cujo personagem principal seria um jovem dislexo de apelido Ozzy contando suas aventuras ao tentar montar uma banda.

Ah sim, é claro, os trios elétricos mais disputados de Salvador seriam os do Motörhead, do Slayer e do Sepultura. Ao invés do abadá, a multidão teria que trajar uma jaqueta preta de couro e coturnos. Ao invés de pulserinha vip, um spike cheio de tachinhas no punho. E ao invés de assistirmos ao tradicional desfile de fantasias de plumas e paetês nos canais de TV de menos audiência, teríamos um concurso de “Corpse Paintings”, cujos comentaristas seriam Alice Cooper, Paul Stanley e Gene Simmons.

E se o mundo fosse assim? Um lugar onde fosse normal um homem usar cabelo comprido sem ser discriminado, onde você pudesse fazer quantas tatuagens você bem entendesse, mas ao mesmo tempo seria um horror ligar a TV e dar de cara com um bando de malandros “cantando” para mulheres seminuas sambarem? Um lugar onde estivesse tudo bem se as crianças ouvissem e cantassem “The Number Of The Beast” ao invés de usar trajes minúsculos e aprendessem coreografias sentadas na boquinha da garrafa ou, Deus nos livre, o tal do Créu?

Quem sabe assim seríamos vistos com outros olhos quando alguém entrasse no nosso carro pra pegar uma carona e estivesse rolando “Holy Wars” no som, ao invés do previsível “Você ouve ISSO?”. Quem sabe tal reação não se inverteria, e ao ouvirmos alguém cantarolando “Dança da Manivela” pudéssemos ficar indignados e ter o apoio da maioria...

Mas também poderia ser pior... Quem sabe nós rockeiros é que faríamos parte da minoria neste universo paralelo e estaríamos aí aguardando ansiosos pela turnê de reunião da banda Cheiro de Amor, enquanto o restante da população nos indagaria com os dedos indicadores em riste: “Você teve coragem de pagar 300 reais pra ir ver um show desses?”.

P.S.: brincadeiras à parte, quem gosta de carnaval que não de curtir a festa, sem preconceitos... eu, particularmente, prefiro continuar quietinho aqui em casa, ouvindo Pink Floyd, descansando a cabeça e relaxando nestes quatro dias de feriadão..."

NOVO REVIEW DO N.O.W.

O parceiro Alec Mendonça (foto) me mandou a seguinte mensagem via Orkut:

"Fala Juliano! Em primeira mão novamente! Saiu a primeira review do álbum "N.O.W. - FORCE OF NATURE" em um site Alemão, que é bem chato nas críticas, está tudo em Alemão, mas a conclusão da crítica eu pedi para o cara passar para o Inglês para mim, o endereço do site está aqui :http://www.exception-factory.net/underground/now_-_force_of_nature.html .

Pelo o pouco que eu consegui traduzir, eles simplesmente adularam o álbum, colocaram lá em cima mesmo e na conclusão o cara falou simplesmente isso :''UM MONUMENTAL CLÁSSICO DO ROCK QUE NÃO PODE FALTAR NA COLEÇÃO DE NINGUÉM''.

É, acho que 2010 vai começar bem, hehehehehe

ROCK ON!"

Eu apostei na banda logo que ouvi os primeiros comentários e o Alec sabe disso. Entramos em contato logo depois e tenho o privilégio de acompanhar de perto a ascenção dessa que, certamente, será uma das grandes surpresas de 2010 para os amantes dos bons sons.

Coisa boa merece reconhecimento mesmo...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Seu nome já era bastante conhecido há uma década – enquanto era vocalista do Scandal – quando, em 1992, a norte-americana Patty Smyth lançou seu segundo álbum solo. Com sonoridade muito mais AC Rock do que o AOR que a consagrou, esse álbum mostra uma outra faceta da vocalista que só veio a melhorar com os anos. Seus álbuns passaram a ser cada vez mais trabalhados e de qualidade cada vez maior e, além disso, sempre contando com músicos de ponta e colaborações nas composições – nesse álbum, especificamente - de gente como Glen Burtnick, Kevin Savigar, Jesse Harms e Jon Dee Graham (entre outros) e que teve a produção de Roy Bittan, tecladista da E Street Band que acompanha Bruce Springsteen.

A primeira canção do álbum é a belíssima “No Mistakes” (#4 no U.S. AC Rock Chart), um mid-pacer bem intimista e com arranjo incrivelmente suave que recebe muito bem os vocais de Ms. Smyth. Gosto muito dos teclados harmônicos e da linha de guitarra bastante discreta dessa canção, cujo vídeo pode ser visto aqui. Outro destaque do álbum, mas em outra direção, é a bacanérrima “Too Much Love”, onde a guitarra dispara riffs ao longo da melodia bem marcada pela bateria e baixo. O refrão é simples e marcante e a melodia embalada se apresenta como um belo contraste em face da primeira canção. Outro destaque aqui, sem dúvida. Outro rocker é “Make Me A Believer” onde as guitarras assumem controle, mas sempre seguidas de perto pela bateria nessa canção que me lembra muito o estilo da canadense Sass Jordan, o que já serve de boa recomendação por si só.

Em seguida temos a baladaça “Sometimes Love Just Ain’t Enough”, um dueto emocionante com ninguém menos que Don Henley. Acompanhado de um vídeo muito bacana (e que pode ser visto aqui) o single chegou fácil a posição #1 no U.S. AC Rock Chart e #2 no Billboard Hot 100 (o único single #1 da carreira de Smyth) com uma melodia delicada e arranjo muito bem trabalhado, cheio de camadas a serem descobertas a cada audição. Uma belíssima canção que merece sua atenção, especialmente se você tiver companhia por perto...hehehe. Já a excelente “Out There” chega para animar o ambiente com melodia muito semelhante ao que o Scandal fazia, mas com tratamento AC Rock que lhe cai tão bem. Essa é uma daquelas canções perfeitas para serem ouvidas na estrada, com as janelas abertas. Já o arranjo de “River Of Love” é mais sofisticado e apresenta uma quebrada de bateria e riffs de guitarra ao longo da melodia. É uma boa canção, mas nada que mereça comemoração.

Retomando a aura rocker que lhe cai perfeitamente, Patty Smyth manda muito bem na ótima “My Town”, canção de arranjo simples e com guitarras precisas que costuram toda a melodia. Grande som, assim como a excelente “Shine”, um mid-pacer com andamento bem marcado e linha vocal muito bacana, assim como o arranjo todo trabalhado e muito bem construído. E mais um rocker despretensioso e muito bacana é “One Moment To Another”, talvez a canção que mais remeta ao som do Scandal, especialmente no refrão onde os backing vocals se fazem notar, além de ter a melodia toda construída sobre as guitarras, da mesma maneira que sua antiga banda. Belo som que é um tremendo contraste com a balada “I Should Be Laughing”, uma canção bastante delicada que merece mais de uma audição. Gosto muito da guitarra acústica e da linha de baixo, sem falar nos vocais. Talvez não fosse a melhor canção para fechar o álbum, mas é um dos destaques do álbum, sem a menor sombra de dúvida.

Um belo álbum de AC Rock que não só resgatou uma bela vocalista, mas que também mostrou à crítica e público que nem só de AOR Patty Smyth vivia. Sua versatilidade e bom gosto como artista ficou ainda mais evidente nesse trabalho que considero um de seus melhores e que, por isso mesmo, trago muito bem recomendado às nibelungas e nibelungos da casa.

PATTY SMYTH – Patty Smyth
Released on 18th 1992, through MCA Records
Cat. # MCD10633

Tracklist
01. No Mistakes
02. Too Much Love
03. Make Me A Believer
04. Sometimes Love Just Ain't Enough (with Don Henley)
05. Out There
06. River Of Love
07. My Town
08. Shine
09. One Moment To Another
10. I Should Be Laughing


Musicians
Patty Smyth - Lead Vocals
Tim Pierce - guitars
Rusty Anderson - guitars
Jimi Ripp - guitars
Roy Bittan - keyboards
John Pierce - bass
Kenny Aronoff - Drums, Percussion
Suzie Davis - Backing Vocals
Sheryl Crow - Backing Vocals
Gia Ciambotti - Backing Vocals
Kip Lennon - Backing Vocals
Arnold McCullough - Backing Vocals
Terry Young - Backing Vocals
Robert Molnar - Backing Vocals
Ruby's Class - Backing Vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...