sexta-feira, 5 de março de 2010

NOVO SINGLE DA ASIA

Os veteranos tiozões da Asia (foto) já anunciaram o lançamento de "Omega", seu novo álbum, para o dia 23 de Abril (na Europa) e 4 de Maio (nos U.S.A.), e inicia, no dia 21 de Abril, a tour promocional do álbum. Sou fã da banda desde 1982 e sempre curti os álbuns dos caras, mesmo com as constantes mudanças no lineup e, até mesmo, quando John Payne assumiu o lugar de John Wetton (nesse momento ouço os fãs mais xiitas da banda de amaldiçoando...).

Não gostei muito de "Phoenix", o mais recente álbum da Asia, mas eles tem crédito comigo e, se o álbum não é maravilhoso também não é um lixo. Apostando em coisa melhor com "Omega" trago à vocês "Finger On The Trigger" - a primeira canção do novo trabalho - que pode ser baixada aqui.

Com todos os elementos tradicionais das melhores canções da banda, espero que as outras canções do novo álbum sigam essa linha. Os vocais de John Wetton já não são mais os mesmos, entretanto, Steve Howe toca cada vez melhor (se é que isso é possível) e Carl Palmer e Geoff Downes se mantém em forma, honrando o nome que carregam há quase 30 anos.

Junto com o single você terá o poster de nova tour,a arte do álbum e uma foto da banda. Enjoy, nibelungas e nibelungos!!!

Rock on...

FOREIGNER E STYX JUNTOS NA ESTRADA COM CONVIDADO ESPECIAL

Imagine como serão os shows que reunirão Foreigner (foto) e Styx no verão norte-americano! Não bastassem as duas legendárias bandas, os caras ainda terão a presença do Kansas como convidado. Juntas, as três bandas contabilizam mais de 100 milhões de álbuns vendidos. Nada mal...

Mas a coisa fica ainda melhor quando você descobre que, em algumas cidades, os ingressos custarão miseráveis U$10,00!!! É isso mesmo, nibelungas e nibelungos: dez dólares prá ver três dos maiores nomes do universo dos bons sons em ação, ao vivo. Só em cervejas você gasta muito mais que isso em cada final de semana.

A United In Rock Tour tem início em Maio mas, até agora, apenas algumas datas foram divulgadas. A tour deve passar por todas as grandes cidades norte-americanas levando os bons sons aos sortudos que estarão por lá.

Mais detalhes em breve...

BRIAN HOWE DETONA A BAD COMPANY

Uma das maiores vozes do cenário AOR/Classic Rock pertence a Brian Howe (foto). Muitos conheceram seus vocais durante sua passagem pela Bad Company, mas outros tantos - e me incluo nesse grupo - já o conheciam por seu trabalho com Ted Nugent. E um dos álbuns mais aguardados de 2010 era "Circus Bar", o primeiro álbum de Howe em treze anos. Com sonoridade contemporânea, mas mantendo todos os elementos do AOR/Classic Rock que ele faz tão bem, o álbum é um desfile de belas canções do início ao fim. O pessoal do Away Team entrevistou o vocalista e trago agora trechos selecionados da conversa onde Howe fala cobras e lagartos da Bad Company:

AWAY-TEAM: Em primeiro lugar, me permita dizer que flhe conhecer como o vocalista da Bad Company foi uma experiência incrível. Eu fiquei tã impressionado que comprei uma cópia do álbum "Dangerous Age" do meu guitarrista (na época) e fiquei tentanto reproduzir aquele riff! (risos)

BRIAN HOWE: (risos) Bem, eu tenho certeza que os caras na Bad Company discordariam de você porque eles estão tentando me apagar da história nesse momento, mas...

AWAY-TEAM: …bem, podemos….quero dizer, você se importa em falar sobre isso? Foi um choque quando você saiu porque eu pensei que a banda tinha seguido seu curso e simplesmente se separado ao invés de ter acontecido algum tipo de problema...quero dizer, não foi bem assim, foi?

BRIAN HOWE: Não, não foi. Eu só me cansei de fazer todo o trabalho e não receber nada akém de críticas a respeito. No fim das contas eu não aguentava mais. Eu preferi ter uma vida mais simples do que discutir com pessoas que não concordavam com nada do que eu dizia, ou fazia, ou cantava...ou escrevia, ou coisa alguma. Eu simplesmente caí fora...eu desisti em '94...graças à Deus!

AWAY-TEAM: Ok, a pergunta que provavelmente está na cabeça de todos lendo isso aqui: como você, depois de todo o sucesso que você levou à banda...com os hits que você escreveu...quero dizer, ninguém lendo isto pode remotamente discutir que você teve um grande sucesso com a canção “Holy Water”. Sabe...que diabosl???

BRIAN HOWE: Eu não teria pensado assim, mas os caras na Bad Company preferem ser criticadosà admitir qualquer coisa. Eles tem uma longa história em fazer esse tipo de coisa. É estranho porque durnate o tempo em que estive na Bad Company, tudo o que eles faziam era detonar Paul Rodgers; você sabe, como ele era um merda, como ele era um idiota e esse tipo de coisa...e quando eu saio...eles tentam conseguir um outro cara prá cantar e acabam chamando o Rodgers de volta prá banda. Esses caras (o baterista Simon Kirke e o guitarrista Mick Ralphs, os únicos membros originais da banda) farão qualquer coisa por dinheiro e tudo se resume a...dinheiro! E eu não posso fazer coisas apenas pelo dinheiro. Eu tenho que estar feliz com minha situação, sabe? E eu não os vejo devolvendo o cheques com os royalties dos álbuns que eu gravei com eles.

AWAY-TEAM: É um ponto interessante porque se é realmente tudo feito por dinheiro, você era como a galinha dos ovos de ouro daqueles caras. Você escreveu todos os hits que eles tiveram!

BRIAN HOWE: (risos) Eu odiei cada minuto daquilo porque eles não compunham canções. Eles ficaram ressentidos e...eles realmente, realmente quiseram voltar a ser uma banda velha de 70's rock'n roll. Eles não percebiam que a música havia mudado e mudou desde que eu entrei na banda, então a música se move para frente e eles simplesmente não querem acompanhá-la. Eles não ouvem artistas contemporâneos ou música contemporânea...eles querem viver em um casulo. E eu quero experimentar. Eu gosto de fazer coisas de maneira diferente. Eu gosto de ouvir escutar novos artistas e ouvir novos cantores. Você sabe, há algumas grandes bandas por aí e alguns incríveis jovens vocalistas hoje em dia.

O papo foi extenso e bastante interessante. Clique aqui e leia a entrevista na íntegra, in English, dawg!

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Tenho toda a coleção do Toto, incluindo uma série de coletâneas de vários países e muitos singles, e entre todo esse material o avassalador “The Seventh One” se destaca. Esse álbum apresenta uma diversidade sonora poucas vezes vista no catálogo da banda, mas ainda assim todas as canções são muito bem amarradas e o resultado é um álbum muito coeso. Não bastasse isso, aqui temos Joseph Williams como frontman, e minha predileção por ele como vocalista do Toto não é segredo. E a banda cercou-se de grandes nomes que colaboraram para a grandiosidade que é este álbum. O resultado é, indiscutivelmente, um dos mais marcantes álbuns não só na carreira do Toto, mas da própria década de 80.

O álbum começa com “Pamela” (veja o vídeo
aqui), canção que contém um daqueles shuffles que só Jeff Porcaro sabia fazer. A levada é contagiante e o arranjo é bastante descontraído e sofisticado ao mesmo tempo. A melodia é até previsível e o refrão fica na cabeça por dias! Uma bela maneira de começar, mas “You Got Me” é o ponto fraco do álbum com seu baixo programado e sintetizadores em excesso (na minha opinião); até gosto da melodia nos versos mas nem o refrão me anima. Em seguida temos “Anna”, uma balada no mais tradicional estilo do Toto e, logicamente, com Steve Lukather nos vocais. Pode não ser nenhuma novidade – e não é mesmo – mas ainda assim é uma bela canção e merece ser ouvida com atenção.

“Stop Loving You” (veja o vídeo
aqui) retoma a mesma atmosfera da primeira canção, mais uma vez com Jeff Porcaro imprimindo o ritmo, acompanhado de perto pelo irmão Mike Porcaro. Grande vocal, refrão contagiante, belíssima canção que empolgava, especialmente, nos shows (tive a sorte de assistir a cinco dessa tour). Na verdade, as canções 1, 2 e 4 me remetem ao excelente “Fahrenheit” lançado dois anos antes. A interessante “Mushanga” tem arranjo bastante requintado e melodia que privilegia os vocais de Joseph Williams; gosto dessa canção, em grande parte, por causa da bateria, mas ela se garante por si só. No território mais rocker temos a ótima “Stay Away”, onde Steve Lukather pode soltar os cachorros na guitarra que é acompanhada de perto pelos vocais de Mr. Williams e da grande Linda Ronstadt no refrão. Uma pancada, diferente de todas as canções até agora e, ainda, uma bela surpresa! Mas ainda tem mais...

A destruidora “Straight For The Heart” (veja o vídeo
aqui) é uma das canções que mais curto em toda a carreira da banda. A levada da bateria e baixo são inigualáveis, os teclados aparecem na hora e medidas certas, os vocais são uma covardia e o sax dá o toque final numa verdadeira obra de arte. Um rocker poderoso, contagiante e de altíssima qualidade. E a excelente “Only The Children” não fica devendo nada, mais uma vez com as guitarras cortantes de Mr. Lukather e os vocais mais que poderosos de Mr. Williams. Essa trinca rocker do álbum certamente vai agradar aos mais exigentes, não tenho dúvida, e faz jus ao legado da banda.

Duas baladas seguem na reta final do álbum: a linda e introspectiva “A Thousand Years” - com sua linha de baixo envolvente e bateria discreta – e “These Chains”, com linha de piano bem bacana e que carrega a sonoridade mais tradicional da banda. Ainda temos “Home Of The Brave”, uma canção onde o arranjo se mantém até o final mas que apresenta mais pegada nos segundos versos e no refrão. Uma paulada em seus pavilhões auditivos e um clássico do Toto. Fechando o álbum temos “The Seventh One”, canção lançada originalmente como b-side de “Stop Loving You” e “Pamela” e incluída exclusivamente na edição japonesa do álbum. Canção bem bacana e que não apresenta novidade alguma, mas não é de se jogar fora.

Em resumo: este é um dos melhores álbuns que o Toto já gravou em sua longa e gloriosa carreira. Mesmo com canções que soam bastante como o material do álbum anterior, gosto muito dos rockers mais agressivos (que a banda não gravava desde 1984) e das baladas, que retomaram aquela aura mais clássica. Um álbum mais que recomendado, obrigatório na coleção dos amantes dos bons sons.

TOTO – The Seventh One
Released on March 1988 through Columbia
Cat. # CD 32DP-5001 (Japanese Pressing)

Tracklist
01. Pamela
02. You Got Me
03. Anna
04. Stop Loving You
05. Mushanga
06. Stay Away
07. Straight For The Heart
08. Only The Children
09. Thousand Years
10. These Chains
11. Home Of The Brave
12. The Seventh One


Lineup
Joseph Williams – vocals
Steve Lukather – guitars, vocals
David Paich – keyboards, vocals
Mike Porcaro – bass
Jeff Porcaro – drums, percussion
Steve Porcaro – synthesizers, programming

Guest Musicians
Vibes –
Joe Porcaro
Additional percussion – Lenny Castro, Jim Keltner, Michael Fisher, Joe Porcaro
Additional keyboards – Bill Payne
Steel drums – Andy Narell
Horns – Tom Scott, Jerry Hey, Jim Horn, Chuck Findley, James Pankow, Gary Grant, Gary Herbig
Recorders – Jim Horn
Lap Steel – David Lindley
Background vocals – Tom Kelly, Patti Austin, Jon Anderson, Linda Ronstadt
Strings arrangement – Marty Paich, David Paich, James-Newton Howard
Horns arrangement – Tom
Scott

AVISO

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