terça-feira, 6 de abril de 2010

SLASH FALA SOBRE TUDO E QUASE TODOS

Em entrevista concedida ao The New York Post, Slash (foto) falou sobre tocar com Fergie, conhecer a "insuportável" Cher e porquê uma reunião com Axl Rose é duvidosa. Você pode ler a matéria original - na íntegra e in English, dawg! - clicando aqui.

Quando Axl finalmente lançou “Chinese Democracy” em 2008, o que você achou?

Slash: "Era o disco perfeito de Axl – exatamente o que eu teria esperado dos anos finais trabalhando juntos, e vendo pra onde ele estava indo musicalmente. É bem pesado; meio que um disco sombrio, deprimente. Ele é fodidamente fenomenal".

Mas vocês dois não tem se falado em anos, você estaria aberto a conversar de novo?

Slash: "Eu sou mais ressabiado porque eu sei o quão veementemente ele me odeia. Então isso meio que me faz questionar isso. Mas se nos encontrássemos e toda aquela animosidade passasse por um segundo, daí eu tenho certeza que poderíamos ter uma conversa interessante".

Axl Rose e Scott Weiland são grandes vocalistas, mas não tão estáveis. É por isso que você trabalhou com tantos convidados em seu novo disco?

Slash: "Agora você está entrando no aspecto psicológico mais profundo disso, o que eu realmente não tinha levado em consideração. Talvez algumas horas no divã me façam responder a essa pergunta! Eu acho que a coisa toda foi apenas inspirada por grandes vocalistas com os quais eu queria trabalhar. Eu não pensei sobre outros aspectos disso. Mas o lance legal que surgiu disso foi que ganhei um respeito inteiramente novo por cantores, e mudou minha postura em relação a eles dado os últimos sujeitos com os quais trabalhei. Essas pessoas foram todas fabulosamente graciosas e profissionais. Eu tenho feito tanto trabalho de sessões de estúdio onde eu escrevo ou toco com alguém, e é um sentimento de vazio quando você acaba porque eles somem com o material – é como ser uma barriga de aluguel. Então dessa vez, eu chamei essas pessoas pra tocarem no meu disco".

Aquela faixa “Beautiful Dangerous” é bem hard rock para a Fergie!

Slash: "De fato. Mas eis o lance com a Fergie: Eu a encontrei no Avalon em Los Angeles quatros anos atrás. A gente fez um pout pourri de rock, e ela cantou 'Black Dog', 'Live And Let Die' e 'Barracuda' do jeito dela. Eu não ouço mais grandes vocalistas mulheres de rock como ela. Foi do caralho. Ela na verdade é mais uma cantora de rock do que de pop; eu acho que até Will (Will.i.am dos Black Eyes Peas) sabe disso".

PAUL GILBERT ESCOLHE SEUS ÁLBUNS PREFERIDOS

Em entrevista ao pessoal do Music Radar, o guitarrista Paul Gilbert (foto) escolheu seis álbuns que, segundo ele, definiram seu estilo de tocar. Os álbuns são os seguintes:

1. Racer X: "Street Legal" - lançado em 1986, esse álbum traz Mr. Gilbert com apenas 19 anos, acompanhado do baixista John Alderete e do batera Harry Gschoesser. Prá quem curte barulheira de qualidade, eu recomendo;

2. Mr. Big: "Lean Into It" - os primeiros shows do Mr. Big que assisti foram dessa tour. A banda havia tocado anos antes como opening act pro Rush e, de acordo com o guitarrista, aquele fato inspirou a banda a escrever as canções que acabaram no álbum;

3. Racer X: "Technical Difficulties" - dessa vez Gilbert estava acompanhado pelo baixista John Alderete e o baterista Scott Travis, que mandaram mais barulho de qualidade. Esse álbum foi disco de ouro no Japão;

4. Paul Gilbert: "Burning Organ" - o sexto álbum solo do guitarrista, e um de seus preferidos. Traz uma mistura de peso e melodic pop, nas palavras do próprio Gilbert. Cabe destacar a presença do batera Marco Minnemann, que rouba a cena em vários momentos;

5. Paul Gilbert: "Get Out Of My Yard" - álbum absolutamente instrumental, mas muito bacana;

6. Paul Gilbert: "Silence Followed By A Deafening Roar" - o guitarrista costuma dizer que esse é o álbum onde as guitarras estão mais concentrads em relação aos outros álbuns que gravou.

OZZY OSBOURNE COM DVD OBRIGATÓRIO

No dia 29 de junho chegará às lojas "Blizzard Of Ozz: Diary Of A Madman Tour 1982" (foto), o registro de uma das melhores tours que Ozzy Osbourne já fez. O box inclui DVD de 72 minutos com 13 faixas clássicas, além de cd ao vivo e reprodução caprichada do programa da tour. E acompanhado pelo guitarrista Brad Gillis, além de Tommy Aldridge na bateria, Rudy Sarzo no baixo e Don Airey nos teclados, fica óbvio que qualidade não faltava nos shows. O press release diz o seguinte:

"O lançamento deste DVD contém um concerto filmado para a televisão em Irvine, Califórnia. Naquele momento Ozzy Osbourne estava excursionando para promover seu segundo álbum solo 'Diary Of A Madman', uma tour que foi prejudicada pela trágica morte do guitarrista Randy Rhoads em março de 1982 em um estranho acidente aéreo. A banda estava programada para tocar no anfiteatro Irvine Meadows, na Califórnia, dia 12 de junho de 1982. Nesta altura Brad Gillis, que tinha substituído Randy Rhoads, já tinha tocado com a banda durante quase dois meses e teve um grande número de boas apresentações, incluindo a apresentação em uma rádio".


Um registro histórico, prá não falar muito. Ver o legendário Randy Rhoads em ação é um privilégio, ainda mais arregaçando em clássicos extraídos dos álbuns "Blizzard Of Ozz" e "Diary Of A Madman" e em três covers arrasadoras do Black Sabbath ('Iron Man', 'Children Of The Grave' e 'Paranoid'). Imperdível

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