terça-feira, 13 de abril de 2010

DOIS PROJETOS EM QUE VOCÊ DEVE PRESTAR ATENÇÃO

E como deve! O primeiro projeto atende pelo nome de Native Son (foto), e conta com as ilustres presenças do legendário John Robinson (o baterista que mais gravou na história), o monstruoso guitarrista Michael Thompson, o renomado baixista Bobby Watson e o multi-instrumentista, compositor e produtor Mo Pleasure, que substituiu Greg Mathieson. Os caras estão em estúdio e lançam seu novo álbum no dia 1º de Junho. O som do quarteto segue a linha que o Toto faz em suas canções instrumentais, ou seja, aquele jazz fusion regado a rock que poucos sabem como fazer. Em resumo, não é prá qualquer um. Músicos vão adorar o material, mas quem não curte esse tipo de som é melhor manter distância. Clicando aqui você pode ver alguns vídeos do quarteto em ação.

O outro projeto que merece sua atenção é a Renegade Creation, que tem em seu lineup o grande Michael Landau (um dos melhores guitarristas que o universo dos bons sons já viu), acompanhado do também guitarrista Robben Ford, além do baixista Jimmy Haslip e o batera Gary Novak. O álbum foi gravado no estúdio de Mr. Landau no ano passado e está sendo mixado por Rich Breen e tem lançamento previsto para o próximo dia 27, pela Tone Center Records. O pouco que se sabe sobre o material dá conta de que se trata de um álbum calcado em blues rock, e com destaque para as guitarras incendiárias de Landau e Ford. Dado o lineup uma coisa é certa: a qualidade!

RICHIE SAMBORA FALA SOBRE COMPOSIÇÕES, SOLOS E O SUCESSO DO BON JOVI

Em entrevista muito bacana, o jornalista Joe Bosso falou com o guitarrista Richie Sambora (foto) sobre muita coisa, mas destaco o papo sobre as composições dele com o parceiro Jon Bon Jovi.

Você e Jon foram recentemente incluídos no Songwriters Hall Of Fame. Alguns dos melhores compositores estão lá.

Richie Sambora: "Foi uma honra porque somos votados por nossos colegas. A primeira vez que compareci foi há cinco anos, como convidado. Fui jantar e quando percebi estavam no palco com Paul McCartney, Billy Joel, James Taylor, Carole King, Brian Wilson, Neil Diamond…e eu!"

Vamos falar de composições. Se você puder por em palavras, o que aprendeu ao longo dos anos? Você aprende alguma coisa com o passar dos anos?

Richie Sambora: "Absolutamente. Sem dúvida. Compor é algo muito penoso até você ter sua porimeira canção de sucesso. E você pode medir o sucesso de duas maneiras diferentes: terminar uma canção liricamente primeiro e olhar para o resultado e dizer, 'OK, agora eu tenho uma letra convincente'. E a outra parte do sucesso é, obviamente, gravar um álbum e fazê-lo ser aceito pelas outras pessoas, fazer com que toque as pessoas e que tenha algum significado para elas. "Livin' On A Prayer", "Wanted Dead Or Alive", "It's My Life" - eu tenho sorte de ter escrito várias como essas".

Como seu approach para compor com Jon mudou ao longo dos anos? Se é que mudou...

Richie Sambora: "Não mudou. É muito, muito simples. Nós sentamos com violões ou ao piano, e nós acreditamos que não se pode lapidar uma porcaria. Basicamente, eu posso cantar para você - eu nem preciso de um instrumento...se eu cantasse "Livin' On A Prayer" ou "Wanted Dead Or Alive" ou "I'll Be There For You" ou "Bad Medicine" sem acompanhamento, a cappella, você diria, 'Hey, essa canção é boa'. E basicamente, se resume a isso. Você pode levar uma canção para o estúdio com um produtor e acrescentar os caompanhamentos, mas se você não tem a arquitetura básica da canção e a fundação dessa canção propriamente escrito...quero dizer, Jon e eu não entramos em estúdio com a banda sem termos dez canções meio que prontas".

A entrevista da Music Radar é extensa, mas bem interessante. Você pode ler a matéria na íntegra - in English, as usual - clicando aqui, ou pode fazer o download do áudio aqui.

VILLE VALO RESPONDE ÀS ACUSAÇÕES DOS FÃS

Confesso que nunca fui fã dos finlandeses do Him (foto), mas o mais recente trabalho dos caras me agradou, ao contrário dos fãs mais devotados que passaram a acusar a banda de ter "se vendido" ao tornar seu som mais acessível, digamos assim. Em entrevista ao jornalista Alan Sculley - do jornal canadense Edmonton Journal - o vocalista Ville Valo abordou o assunto e mandou ver.

Falando sobre "Screamworks: Love In Theory And Practice" - o mais recente trabalho da banda - e o debate criado pelos fãs sobre a sonoridade da banda ter se tornado mais pop, ao contrário do tradicional approach gótico, o vocalista declarou: "Essa é a velha pergunta: 'eles se venderam ou se tornaram pop?' Quando essa pergunta surge eu sempre digo que o Iron Maiden é pop. Eles venderm 170 milhões de álbuns, e issoos faz bastante populares, uma banda popular de rock ou uma banda popular de heavy metal, como queiram".

E continuou: "A melhor maneira para uma banda trabalhar é segundo seus instintos, gravar o álbum no qual acreditam, ser inspirado por quem quer quer que seja no momento e deixar a coisa fluir. Eu estava tentanto achar o elo perdido entre Depeche Mode e Guns 'N Roses, ou A-ha e The Cult, trazendo a melancolia européia com um pouco daquele 80's synth-pop new age misturado com o peso do rock'n roll. E acho que fomos bem sucedidos nisso".

Pode parecer o samba do crioulo doido, mas recomendo uma audição do novo trabalho da banda, a menos, claro, que você faça parte dos fãs mais antigos. Certamente, nesse caso, você não vai curtir. Leia a matéria na íntegra - in English, dawg! - clicando aqui.

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...