sexta-feira, 23 de abril de 2010

BRET MICHAELS NA UTI

A saúde de Bret Michaels (foto) piorou muito. No dia 12 de Abril ele teve seu apêndice retiradoi às pressas no Texas. Em seguida, foi levado às pressas à um hospital por causa de sua diabetes há cerca de duas semanas, ontem foi uma forte dor de cabeça que levou o vocalista do Poison a ser internado. Infelizmente, a dor de cabeça foi causa por uma hemorragia intracraniana, o que fez com que o músico fosse levado para a UTI.

O estado de saúde de Michaels é considerado grave pelos médicos e, por isso, ele deve passar mais alguns dias internado, quando será submetido à uma série de tomografias, ressonâncias magnéticas e todo tipo de exame disponível para descobrir qual a causa da hemorragia.

Se surgir mais alguma novidade a respeito, postarei aqui mesmo durante o final de semana.

JIM MARSHALL: O ROCK AGORA SEGUE SEM ELE

O universo do rock não se faz apenas com sons, mas também com imagens. Com isso em mente, trago aqui artigo que foi publicado Obvious, sobre o fotógrafo Jim Marshall (foto), nome recorrente dentro do cenário musical.

"Ele era um artista. Não daqueles que aparecem em frente às câmeras, mas por trás delas. Um olhar diferente dos demais; capaz de captar, por meio de suas lentes, momentos que nunca mais iriam se repetir. O mundo perdeu o contador de histórias do rock. Aos 74 anos de idade, o fotógrafo Jim Marshall dormiu. E não mais acordou.

Em 1936, Marshall nascia em Chicago. Criado em São Francisco, ainda no colegial se apaixonou pela câmera fotográfica e, aproveitando o momento de ascensão musical da cidade, começou a tirar suas primeiras fotos de artistas e músicos do jazz. Ele dizia que a fotografia era muito mais do que um trabalho, era sua vida. Foram mais de 500 capas de disco. Os músicos gostavam dele. Tanto que Marshall era o fotógrafo preferido de Jimi Hendrix , Rolling Stones, Janis Joplin, entre tantos outros artistas. Dentre as fotos legendárias que capturou, algumas ficaram marcadas. Uma das mais famosas é a de Hendrix queimando sua guitarra no festival de Monterey Pop, em 1967, e a de Johnny Cash mostrando o “dedo do meio” durante uma apresentação na penitenciária de San Quentin, na Califórnia, em 1969.

E as histórias não param por aí. Bob Dylan, The Who, John Coltrane e Led Zeppelin também posaram para suas lentes. Ele foi o único fotógrafo liberado para registrar o backstage da última apresentação do Beatles, acompanhou a turnê de 1972 dos Rolling Stones e foi o principal fotógrafo do festival de Woodstock. Mesmo com o passar dos anos, seu talento nunca deixou a desejar. Continuou fotografando. Mais recentemente, John Mayer, Ben Harper, Lenny Kravitz, Red Hot Chili Peppers e Velvet Revolver.

Foram cinco livros publicados e, no dia em que lançaria um titulo feito em parceria com o fotógrafo de celebridades Timothy White, ele morreu. A causa da morte não foi identificada. Provavelmente, se continuasse vivo teria mais histórias para contar. Ainda assim, Marshall deixou um legado. Milhares de fotografias que retratavam o mundo do rock de um jeito que só ele sabia e poderia captar. Ele dizia que as fotos eram seus filhos, mas, agora, quem ficou órfão foi o mundo do rock".

VILLE VALO DIZ QUE NINGUÉM MAIS COMPRA ÁLBUNS

E o cara não está tão errado assim. O fantasmagórico Ville Valo (foto) declarou em entrevista pouco antes do show do HIM em Milwaukee que os fãs estão realmente curtindo o trabalho da banda - o recente "Screamworks: Love In Theory And Practice" - mas que o álbum não tem vendido tanto porque, na verdade, ninguém compra álbuns. Segundo o músico, "isso é uma bosta".

Mas enxerga o lado bom nisso tudo: "Nós viajamos por alguns países na Europa e tocamos várias canções novas. E a platéia nos acompanhava, mesmo em países onde vendemos algo como cinco cópias. Não soa muito sexy, mas não posso reclamar porque ainda temos a oportunidade de viajar e ainda existem muitas pessoas que querem nos ver ao vivo, e isso é muito bacana".

A banda se encontra, atualmente, nos U.S.A. divulgando o novo álbum que, na minha opinião, se distanciou da sonoridade gótica tradicional da banda, e que por isso mesmo, é bem bacana.

KISS AMEAÇA A SEGURANÇA DO ESPAÇO AÉREO BRITÂNICO

É verdade, meus caros. Os malucos do Kiss (foto) não acham que a erupção vulcânica foi suficiente, então agora eles querem jogar mais um pouco de cinzas nos céus britânicos.

É que a banda pretende usar pirotecnia absurda, e falo de quantidade mesmo. De acordo com fontes ligadas a banda, todos os fogos reunidos teriam um décimo do poder da erupção na Islândia. É mole?!?!? A consequência dessa brincadeira é que as nove cidades por onde a banda passará teriam seus céus cobertos com cinzas por semanas.

Algumas instituições ambientais já começaram a encher o saco mas, ao que parece, os shows acontecerão sem nenhum tipo de mudança, já que não houve - até o momento - nenhum comunicado oficial do governo a esse respeito.

O Kiss passará pelas seguintes cidades:

May 1: Sheffield Arena
May 2: Newcastle Metro Arena
May 4: Liverpool Arena
May 5: Birmingham LG Arena
May 7: Dublin O2 Arena
May 9: Glasgow SECC
May 10: Manchester MEN Arena
May 12: London Wembley Arena
May 13: London Wembley Arena

Prepare sua máscara...

JIM PETERIK VEM COM NOVIDADES

O renomado tecladista, guitarrista, compositor e vocalista Jim Peterik (foto) tem muitas novidades para os amantes dos bons sons. A primeira delas é que ele passou alguns dias na casa do amigo Jack Blades - baixista e vocalista do Night Ranger - e a visita rendeu bastante material. Como Blades tem um estúdio em casa, as composições se transformaram em demos que serão agora trabalhadas e deverão estar no próximo álbum solo do baixista, a ser lançado ainda nesse ano, pela Frontiers Records.

Além disso, Peterik anunciou que o projeto World Stage fará um show acústico no dia 04 de Junho em Rosemont, Illinois. O show contará com alguns convidados cujos nomes não foram anunciados, mas Peterik disse que será uma noite incrível.

Agora é aguardar, espeiclamente pelo novo álbum de Jack Blades...

EU DISSE QUE VOCÊ OUVIRIA O NOME DO YOSO

Pois é, caríssimas e caríssimos, no dia 25 de fevereiro postei aqui matéria sobre o Yoso (foto), projeto que inclui Bobby Kimball - e sua experiência como vocalista do Toto - e Tony Kaye e Billy Sherwood - que prestam ótimos serviços ao Yes - além de Jody Cortez e Jimmy Haun.

Com seu álbum em fase final de mixagem, a banda se prepara para a tour promocional que os levará à Europa e pelos U.S.A. na divulgação do trabalho que inclui, além doálbum, um registro em DVD. Prá que você tenha idéia do som que eles fazem, visite o canal da banda no youtube e se prepare prá uma excelente surpresa, especialmente se você curte westcoast. E visitando o myspace do Yoso você pode ouvir alguns samplers e aumentar a expectativa pelo álbum.

A qualidade do som dos caras é absolutamente inquestionável...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A Espanha sempre teve muita cosia bacana além das praias, do futebol e da sangria, e a Nexx era uma dessas coisas. Uma das grandes surpresas de 2003, o quinteto fazia AOR de alta qualidade e deixou sua marca no universo dos bons sons, especialmente a vocalista Patricia Tapia que cantava muito. Mas a banda toda era extremamente técnica e isso só acrescentava qualidade ao excelente “Colours”, primeiro álbum da banda que, infelizmente, só lançaria mais um álbum, e muito inferior a este aqui.

A poderosa “Arches Of Faith” abre o álbum e, pessoalmente, acho a melhor canção da banda. A introdução suave, com guitarras, teclado e voz parece anunciar uma balada, mas logo a bateria surge e as guitarras se transformam, conferindo mais energia à melodia já empolgante. E quando Ms. Tapia solta a voz no refrão você certamente pensa “Caramba, como canta essa mulher!!!”. E canta mesmo. Enquanto se recupera do impacto da primeira canção, o excelente mid-pacer “Remember” apresenta outra melodia muito bem construída, com baixo pulsante e guitarras que se apresentam mais notadamente no refrão que, uma vez mais, é explosivo. Outra pancada sonora que você aceita com prazer é a bacana “Get Fire”, que chega mostrando um lado mais pesado em relação às canções anteriores. A linha de guitarra e bateria é visceral e Ms. Tapia mostra sua versatilidade vocal sem medo. Se não é uma das melhores faixas do álbum, é uma das mais interessantes.

A baladaça “Indifference” se apresenta na sequência com arranjo muito bacana, especialmente a alternância entre a linha piano/voz e a apresença da banda toda entre os versos e refrão. Construção melódica também interessante, o que faz com que essa canção seja mais um destaque desse álbum. O interlúdio instrumental “Sitting There” prepara terreno para o mid-pacer “Wake Up” e suas guitarras gritantes acompanhadas pelo baixo e bateria sempre marcantes, e tudo amarrado pelo refrão arrepiante. De volta à atmosfera mais melodic rock temos a ótima “After The Storm”, com andamento bastante cadenciado e melodia simples, mas muito bacana. O refrão é daqueles próprios prá tocar em rádio, o que deixa a canção toda mais fácil de digerir e, por isso, a considero outro destaque desse álbum.

Depois de tanta coisa boa, a banda deixa a peteca cair em “In A Blue Moon” porque, pessoalmente, acho que o arranjo mais hard dessa canção soa muito com outras duas e isso me dá a sensação de “mais do mesmo”, mas justiça seja feita, gosto muito das bridges e do refrão. Outra balada bem bacana surge em “One More Day”, no surpreendente formato piano/voz – em toda a primeira parte da canção - que só faz ressaltar a capacidade e qualidade vocal de Patricia Tapia. O arranjo é muito bacana e a melodia ainda mais. Outro destaque do álbum, com toda certeza.

A introdução vocal de “Good Time Comes” aponta na direção mais rocker do álbum e as guitarras só confirmam essa suspeita. A melodia é bem simples e a métrica ainda mais, mas o resultado final é bacana, especialmente o refrão. Outra canção que surpreende é “If You Could Read My Mind”, com o arranjo dos versos sempre numa levada mais westcoast, mas isso se alterna nas bridges absolutamente melodic rock. Essa alternância de ares confere um brilho especial à canção, isso sem falar no refrão marcante. Belíssima canção, mas o melhor ainda estava para chegar: a destruidora “40 Days And 40 Nights” é arrepiante, com seu arranjo piano/voz que deixa ainda mais evidente a qualidade vocal de Ms. Tapia. A melodia é linda em sua simplicidade e considero esse o grande segredo dessa canção. Grande maneira de fechar o álbum.

Em suma, caríssimas e caríssimos, considero esse álbum um dos mais interessantes que tenho na minha coleção. Certamente não é o mais bem construído ou o mais coeso, já que a banda passeia por mais de um território e nem sempre acerta. Entretanto, as canções que despontam no tracklist são mais do que suficientes prá justificar a compra do álbum e, acredite, o investimento vale – e muito – a pena. Com sete anos nas costas, esse trabalho dá cacete em muita novidade por aí, pode acreditar. Altamente recomendado...

NEXX – Colours
Released in 2003, through Now & Then
Cat. # NTHEN46

Tracklist
01. Arches Of Faith
02. Remember
03. Get Fire
04. Indifference
05. Sitting There
06. Wake Up
07. After The Storm
08. In A Blue Moon
09. One More Day
10. Good Time Comes
11. If You Could Read My Mind
12. 40 Days And 40 Nights


Lineup
Patricia Tapia - vocals
Bernardo Llobregat - guitars
Oscar Perez - drums
Jose A. de La Banda - bass
Francisco J. Rodriguez - keyboards

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...