sexta-feira, 18 de junho de 2010

GRANDES NOMES DO WESTCOAST SE APRESENTAM JUNTOS

Um trio que dispensa qualquer apresentação e que acumula uma infinidade de prêmios e grandes álbuns se apresentará juntos nos U.S.A. . Ao pessoal que curte westcoast, essa notícia é de suma importância, especialmente se você está - ou estará - na terra do Tio Sam entre Agosto de Outubro.

Os grandes Donald Fagen, Michael McDonald e Boz Scaggs se reunirão no verão e outono norte-americanos sob o nome de The Dukes Of September Rhythm Revue. Ainda não foram divulgados os nomes dos músicos que os acomapnahrão nessa tour, mas o que foi dito é que a banda é estelar. Não duvido mesmo...

Nos shows, prevê-se um desfile do melhor blue-eyed soul, rock, jazz e R&B para embasbacar os presentes em apresentações que, certamente, serão memoráveis. The Dukes of September começarão sua tour no dia 19 de Agosto e terminam a bagunça toda em 02 de Outubro, com um showzaço em Las Vegas.

ENTREVISTA COM JIMI JAMISON

Uma das mais reconhecidas e respeitadas vozes no universo dos bons sons, Jimi Jamison é quase que uma unânimidade no cenário. Com uma carreira que beira a perfeição a frente do Survivor, excelentes álbuns solo e várias canções gravadas para filmes, Mr. Jamison me concedeu esta entrevista no início do mês e falamos de tudo um pouco. Inclusive, ele me revelou seu próximo projeto, que será realizado em parceria com outro grande nome do universo dos bons sons e, no final. ainda deixou uma mensagem especial à uma nibelunga, fã de carteirinha do cara.

Antes do Survivor, você cantou no Target e Cobra, ambas com sonoridade um pouco mais pesada. Mas antes disso, você cantava soul music, correto?

Jimi Jamison: Correto. Sendo de Memphis,Tenessee, éramos cercados de rhythm & blues e soul music, então, naturalmente fui influenciado pelos sons da Stax Records & Motown.

Como você foi chamado para integrar o Survivor?

Jimi Jamison: Na época em que eles perderam seu vocalista, minha banda – Cobra – na Epic Records se separou. Um dos executivos da gravadora sugeriu que eu tentasse a vaga. Fui para Chicago e ensaiei com a banda. Eles ainda experimentaram outros vocalistas e cerca de um mês depois me chamaram para o Survivor.

O Survivor já tinha quatro álbuns e, portanto, não era uma banda nova quando “Vital Signs” foi lançado, em 1984. Entretanto, aquele album permanence uma unânimidade entre os fãs e é o album com a maior quantidade de canções famosas. O sucesso repentino com o novo vocalista supreendeu a banda e, por conseqüência, você mesmo?

Jimi Jamison: Nos surpreendeu em um primeiro momento mas éramos mais uma nova banda lançando seu primeiro álbum. Depois do sucesso de “Vital Signs” mais pessoas se deram conta de que a banda já tinha outros álbuns anteriores.

O Survivor já tinha gravado “Eye Of The Tiger” para a trilha Sonora do filme Rocky III. E você teve a chance de gravar “Burning Heart” para a trilha de Rocky IV. Você pensou que teria que manter o nível da canção anterior, quero dizer, o mesmo nível de qualidade?

Jimi Jamison: Na verdade não, não senti pressão alguma. Apenas estava fazendo o que sempre fiz e torcendo pelo melhor resultado possível.

Naquela época, todas as canções eram escritas por Jim Peterik e Frankie Sullivan, mas no album “When Seconds Count”, de 1986, você foi co-autor que quarto canções: "Keep It Right Here", "Man Against The World", "Rebel Son" e "In Good Faith". Todas excelentes canções, devo dizer. Foi fácil se juntar à dupla de compositores do Survivor?

Jimi Jamison: É sempre difícil se integrar à um time de compositors já estabelecido, mas eu sempre levava idéias e gentilmente os caras me deram espaço depois de um tempo.
Para o album “Too Hot To Sleep” – de 1988 - o Survivor tinha perdido o baterista Marc Droubay e o baixista Stephan Ellis, mas o trio Jamison/Peterik/Sullivan permaneceu intacto. Você acha que a ausência daqueles dois músicos afetou a banda, de alguma maneira?

Jimi Jamison: É sempre difícil perder membros originais. Em relação ao som da banda, mudou um pouco sim, mas nunca de uma maneira que os fãs não reconhecessem mais o som original da banda.

Pessoalmente, acho que “Too Hot To Sleep” é um álbum que não teve o devido reconhecimento. Há grandes canções como “Didn’t Know It Was Love”, “Desperate Dreams”, "Tell Me I'm The One" e “Across The Miles”, todas mantendo a sonoridade clássica do Survivor. Mas há algumas canções com approach diferente, como “She’s A Star”, “Here Comes Desire” e “Rhythm Of The City”. Essas canções me lembram muito “When Love Comes Down”, seu primeiro álbum solo, lançado três anos depois. Ele foi uma extensão do trabalho com o Survivor? Uma coincidência? Nenhuma das anteriores?

Jimi Jamison: Eu acho que foi uma coincidência. Eu nunca pensei em gravar uma extensão do “Too Hot To Sleep” enquanto gravava “When Love Comes Down”. Aconteceu naturalmente.

E, para que conste aqui, na minha opinião, “Across The Miles” é a melhor balada que o Survivor já gravou, e uma das suas interpretações que eu mais gosto...

Jimi Jamison: Eu concordo. É a minha favorita também. Deveria ter sido lançada como single logo de cara.

Ao longo dos anos 90 você gravou uma série de canções para filmes e programas de televisão. Como você escolhia quais projetos realizar e quais deixar passer? Algum deles tem um lugar especial em seu coração?

Jimi Jamison: Baywatch se tornou uma espécie de projeto familiar para mim. Depois que o programa foi sindicalizado, todos envolvidos aceitaram uma redução de salário para continuar produzindo um programa semanal de qualidade.

Ainda nos anos 90, você fez várias tours com o nome Survivor, o que resultou em uma batalha judicial com Jim Peterik e Frankie Sullivan pelos direitos de uso do nome. Para encurtar uma loooonga história, foi tudo resolvido, não?

Jimi Jamison: Sim, foi tudo resolvido há algum tempo. Não havia Survivor naquela época. Eu apenas não quis que as pessoas esquecessem da banda, então tentei manter o nome em evidência.

Em 1999 você surpreendeu os fãs com “Empires”, seu segundo álbum solo, mas dessa vez, com um approach mais pesado, mais melodic rock. Foi uma mudança planejada ou simplesmente aconteceu como uma evolução natural de sua música?

Jimi Jamison:
Na verdade, o plano é que deveria ter sido ainda mais pesado, então acredito que foi uma evolução natural do trabalho anterior mesmo.

No início dos anos 2000, você se reuniu com Frankie Sullivan e Jim Peterik para escrever novo material. Canções como “Velocitized”, “Reach” e “Fire Makes Steel” foram consideradas para integrar a trilha sonora dos filmes “Driven” e “Rocky Balboa”, respectivamente, ambos com Sylvester Stallone. Vocês souberam o porque essas canções não foram escolhidas?

Jimi Jamison:
Não, nunca descobri porque elas não foram escolhidas, mas depois que assisti aos filmes não fiquei tão decepcionado pelas canção não fazerem parte daquilo. Hahahaha.

Em 2006 o Survivor retornou ao cenário com “Reach”, o primeiro album a ter você e Frankie Sullivan juntos desde 1988. Como foi o processo de reunião com ele?

Jimi Jamison:
Frank e eu trabalhamos muito bem juntos. Ele é um bom produtor e agitamos muitas platéias juntos.

Jim Peterik não participou daquele album, acredito por ele estar envolvido com o projeto Pride Of Lions. Você acha que o album poderia ter uma sonoridade melhors – ou, ao mínimo, diferente – se Peterik tivesse se juntado à você e Sullivan?

Jimi Jamison
: Naturalmente teria afetado a sonoridade de alguma maneira, mas tentamos nos manter fiéis ao som do Survivor para que não tivéssemos que mudar muita coisa. Mas gravamos canções escritas por ele.

Há cerca de um ano atrás, perguntaram à Jim Peterik – em uma entrevista – se ele tinha ouvido o Survivor com Robin McAuley nos vocais. Peterik disse que ele não faria comentários, mas ficou muito claro que ele não havia gostado. Pessoalmente, achei horrível e sua voz não se encaixa nas músicas da banda, apesar de ele ser um ótimo vocalista. Você já ouviu McAuley cantando o material do Survivor? Tem alguma opinião sobre isso?

Jimi Jamison:
Acho que nunca o ouvi cantando. Mas ouvi dizer que ele é uma pessoa bacana.

A Volcano Entertainment (atualmente parte de Jive Label Group, a qual pretence à Sony Music Entertainment) tem o Survivor em seu cast, e desde Agosto de 2009 ele retiraram de catálogo a maior parte dos álbuns do Survivor. Foi uma decisão equivocada, não?

Jimi Jamison:
Sem dúvida. Mas sei que outras gravadoras estão licenciando o material para re-lançamentos.

Jimi, para encerrarmos o assunto Survivor: é um exagero dizer que uma reunião da banda está fora de cogitação?

Jimi Jamison:
Nesse momento eu diria que sim, mas…hey…eu parei de adivinhar o future...hehehe.

Em 2008, “Crossroad Moment” foi lançado. E meu amigo, que álbum é aquele! Perfeito melodic rock. Ouvi muitas pessoas comparando sua performance naquele álbum com a de “Vital Signs”, até mesmo com alguns dizendo que foi ainda melhor. Você concorda com isso?

Jimi Jamison:
Concordo totalmente. Em minha opinião, a performance atual é muito melhor em comparação com a anterior.

Você declarou em uma entrevista que a Frontiers Records já tinha proposto à você a gravação de um outro álbum anteriormente. O que o levou a aceitar a proposta dessa vez?

Jimi Jamison:
Essa gravadora apóia totalmente nossa música e acredita nela. É uma das poucas gravadoras de verdade, com pessoas controlando e dirigindo o negócio.

Pouco antes do lançamento, muitas pessoas diziam que seria um “novo album do Survivor. Eu até concordo que canções como “Crossroads Moment”, “Bittersweet” e “That’s Why I Sing” soam bastante como Survivor, mas no geral, o album apresenta uma sonoridade que fica entre o Survivor e o Pride Of Lions, especialmante os teclados, não acha?

Jimi Jamison:
É natural para mim soar daquela maneira quando trabalho com Jim Peterik em um album desde o início. Jim também produziu o album.

Alguns músicos, na verdade, trabalham com Jim Peterik no Pride Of Lions, como o guitarrista Mike Aquino, o baterista Ed Breckenfeld e o tecladista Christian Cullen. Deve ter sido mais fácil obter a sonoridade que vocês almejavam para o álbum, não? Quero dizer, levando em conta que a banda já conhece o método de trabalho de Peterik...

Jimi Jamison:
Facilitou muito, com certeza. E todos são grandes músicos.

Vamos falar um pouco das canções: como eu disse anteriormente, algumas delas me lembram o Survivor, especialmente nos refrões! Eu apontaria “Crossroads Moment”, “Bittersweet” e “That’s Why I Sing” como melhores exemplos disso…

Jimi Jamison:
“That’s Why I Sing” foi, na verdade, composta há dez anos atrás. Gosto muito dela e pedi para Jim retirá-la do arquivo para que fosse gravada. Já em ‘”Bittersweet” nós tentamos resgatar a sonoridade do “Vital Signs” trazendo Mickey Thomas para fazer a harmonia, como ele havia feito em todas as canções do “Vital Signs”. E “Crossroads Moment” é a minha favorita. Ela se tornou o título do álbum no momento em que foi gravada.

E as baladas são lindas! “Lost” é uma das minhas favoritas…

Jimi Jamison:
Foi uma das últimas canções a serem gravadas. Sempre temos dúvidas em relação a direção que o álbum vai seguir, e por isso acho que ela foi uma escolha bastante natural.

E "When Rock Was King" traz participações intimidantes, no bom sentido: Don Barnes, Mike Reno, Mickey Thomas, Dave Bickler, Joe Lynn Turner. Como eles se envolveram nas gravações? Quero dizer, como você conseguiu reuní-los?

Jimi Jamison:
São todos meus amigos, com quem toco em outras bandas de vez em quando. Eeles aceitaram imediatamente quando foram convidados e não foram pagos para isso.São amigos mesmo! E eu faria o mesmo por qualquer um deles.

E Thom Griffin também participa. Ele fez a maioria dos backging vocals no album, não?

Jimi Jamison:
Fez sim. Tom é um vocalista inacreditável e sou agradecido e me sinto extremamente sortudo por ter tido a chance de ter sua voz em meu álbum.

Mudando de assunto, eu gostaria de falar sobre o mercado da música. Nos anos 80, a realidade era absolutamente outra. Divulgar um álbum era um processo que demandava muito tempo, com muitas viagens, aparições em programas de televisão, entrevistas em rádios, etc... . Hoje, a internet tornou tudo muito mais prático, mas parecer ter afastado os artistas de seu public, de uma certa maneira. Como você compara os dois momentos, digo, os anos 80 e o cenário atual?

Jimi Jamison: É totalmente diferente agora. Há muitas escolhas em relação a música que acaba fazendo com que canções de qualidade acabem passando desapercebidas. Eu acho que a internet é ótima para o público quando se trata de música, mas não tenho tanta certeza que seja tão bom para o artista como muitos pensam.

Hoje em dia, a internet é a ferramenta mais ponderosa para promover um álbum, artista, seja lá o que for. Entretanto, a pirataria é uma realidade e assunto constante onde quer que se discuta música. Alguns artistas até apóiam a distribuição gratuita de músicas pela internet, enquanto outros são críticos ferozes. Onde você se localiza entre os dois extremos?

Jimi Jamison
: Eu concordo que é extremamente fácil para qualquer um baixar material gratuitamente da internet.

Vamos falar sobre o Brasil, meu amigo. Você já esteve aqui duas vezes, certo? A última vez que o vi foi em Curitiba, em 2008, com Jeff Scott Soto, em um show destruidor. Quais as suas lembranças do país?

Jimi Jamison:
Cara…eu estava tão doente naquele show que nem gosto de lembrar. Mas amo tocar no Brasil. Vocês sabem como apoiar os músicos que gostam. Jeff é um grande cantor e grande amigo.

Há alguma chance de vê-lo por aqui em breve?

Jimi Jamison:
Na verdade, estamos trabalhando nisso agora.

E os planos para o futuro?

Jimi Jamison:
Bobby Kimball e eu estamos planejando um cd de duetos para muito breve. Será um ótimo álbum e estou muito animado coma idéia.

Jimi, foi uma grande prazer falar com você. Essa oportunidade significa muito, como fã de longa data de seu trabalho e como fã de AOR/Melodic Rock. Eu lhe desejo o melhor e ainda mais sucesso, se é que isso é possível. As portas da AORWatchTower estão sempre abertas à você.

Take care…be safe…God bless…

Rock on…

Jimi Jamison:
Vocês fãs são os melhores. Sem vocês não somos nada. Fiquem com Deus

Special note to Adriana Cillepi, from Australia

Adriana,

Thank you so much for listening to my music. It is because of great people like you that we all keep doing what we do.

Love always,

Jimi Jamison

E LÁ VEM MAIS UMA AUTOBIOGRAFIA

Parece uma praga, mas há uma verdadeira onda de biografias e autobiografias infestando o mercado desde o ano passado. A maioria delas é bem bacana, admito, mas tem muita bobagem no meio de bons livros.

Um desses livros que prometem ser interessantes é "Roses & Thorns" (foto), autobiografia de Bret Michaels que é ansiosamente aguardada pelos fãs do Poison e os admiradores de seu trabalho solo. O livro já deveria ter sido lançado, mas novos capítulos sçao adicionados constantemente.

Sobre o livro, Michaels declarou: "Eu não acredito que a editora Simon & Schuster já tenha tido um livro como este, onde a cada dia algo me acontece e deve ser incluída no livro. Este livro já deveria ter sido lançado em 23 de Junho de 2009, mas aí eu tive aquele incidente no Tony Awards e o fato não poderia faltar no livro. Depois eu tive essa hemorragia na cabeça em Abril, e logicamente, isso não poderia ficar de fora. Esse livro será como 'Guerra E Paz' multiplicado por seis. Chega a ser ridículo".

Bret Michaels espera que "Roses & Thorns" seja lançado em Novembro, mas a editora o inclui em uma lista de lançamentos para 01º de Fevereiro de 2011.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Uma das maiores compositoras contemporâneas no cenário AOR/AC Rock, a new yorker Holly Knight já escreveu canções para muita gente grande, gente do calibre do Heart, Tina Turner, Phil Collins, Bruce Springsteen, Kiss, Pat Benatar, Device (projeto do qual participou como vocalista e tecladista), Lou Gramm, Jimmy Barnes, Aerosmith, Cheap Trick, Charlie Sexton, Lita Ford, Paul Stanley, Bon Jovi, Scandal e muitos outros. Em 1988, depois de anos produzindo material de qualidade para outros nomes, ela resolveu lançar um álbum próprio, mas com approach absolutamente AC Rock e temperado com doses saudáveis de pop, mas com qualidade de sobra. Acompanhada de alguns dos melhores session musicians do mercado, o resultado só poderia ser excelente.

A atmosfera AC Rock se faz notar desde a introdução levemente pop de “Heart Don’t Fail Me Now” (assista ao vídeo
aqui), mas também se percebe não ser material descartável. Uma volumosa base de baixo e guitarras muito bem colocadas enfeitam a melodia que conta com sintetizadores e uma linha vocal muito agradável, e com backing vocals de Daryl Hall. No mesmo molde melódico temos “Every Man’s Fear”, um radio friendly rocker muito bacana, especialmente as guitarras, sempre precisas. A dose de teclados e sintetizadores é perfeita e a melodia, como não poderia deixar de ser, favorece os vocais de Ms. Knight. Em seguida surge “Sexy Boy”, um mid-pacer arrebatador e bastante característico nos anos 80. Essa canção me remete aos melhores momentos de Amy Grant – inclusive na parte vocal – e conta com um elegante sax que surge eventualmente, o que torna a melodia ainda mais envolvente. Considero estas três primeiras canções destaques absolutos do álbum, sem medo de errar.

Mantendo o alto nível do álbum temos “It’s Only Me”, canção que tem um dos arranjos mais bacanas do álbum todo. Gosto muito do andamento e, especialmente, da linha de baixo que se faz presente na canção toda. O refrão é discreto, porém, marcante. Vale a pena uma audição mais cuidadosa dessa canção, acredite. Em “Palace Of Pleasure” o ritmo diminui e a primeira balada aparece com melodia que não me agrada muito, apesar de o refrão soar muito bem. Até gosto bastante do clima todo construído ao longo da canção, mas acho a melodia um pouco fora de centro. Enfim, ouça e tire suas próprias conclusões. Outro exemplo de radio friendly rock sofisticado é “Why Dont'cha Luv Me (Like You Used To)”, com seu sax e arranjo que mais parece westcoast embrulhado em pop. O resultado é bacana, confesso, apesar de não ser nenhuma novidade, nem mesmo na época em que o álbum foi lançado. Entretanto, a altíssima qualidade musical da banda transforma uma canção simples em algo muito especial.

Um pouco mais animada, “Baby Me” soa bastante como Eighth Wonder e me agrada, claro. Mais uma vez, destaco a linha de baixo na melodia muito bem amarrada. O refrão é um caso a parte, e sempre eficiente. Já as guitarras são tão discretas que, a não ser pelo solo, elas quase não se fazem perceber. Então chega “Love Is A Battlefield”, canção que fez muito sucesso com Pat Benatar em 1983 e que ganha novo arranjo, mais lento e envolvente. Talvez por estar muito mais acostumado à versão original, essa canção precisou de várias audições até me convencer, mas no final venceu minha resistência. Confesso ter sido uma surpresa ouvir uma canção tão conhecida com um arranjo inovador, mas acredito estar justamente aí o seu segredo. Vale ouvir com calma, meus caros. Mais um mid-pacer se apresenta na ótima “Nature Of The Beast”, com seu arranjo mais simples e melodia excelente. Aqui as guitarras estão bem mais presentes, mas sem excessos. E gosto muito da harmônica que passeia pela canção sem invadir nenhum espaço. Outro destaque do álbum, sem dúvida. E “Howling At The Moon” encerra a festa em grande estilo, e com andamento que lembra bastante o usado na versão de “Love Is A Battlefield” presente neste álbum. Gosto das guitarras e do baixo que pulsa entre os teclados e a bateria sempre bem marcada. Bela canção, com certeza.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, um belíssimo álbum de AC Rock embrulhado em pop, como já disse anteriormente. Eu adoraria ouvir essas canções com um approach mais AOR, mas o que temos aqui é uma verdadeira pérola, especialmente se você for um entusiasta dos bons sons dos anos 80, como eu. A qualidade que você encontra aqui está muito acima da média de qualquer álbum da época e, pode ter certeza, dá pau em muito material lançado nos anos seguintes. Infelizmente, este é o único álbum gravado por Holly Knight que, com seus múltiplos talentos, optou por continuar compondo grandes canções para outros grandes nomes do universo dos bons sons. Seja como for, eu recomendo muito este álbum e, se possível, compre um exemplar. O investimento é certeiro, pode crer.

HOLLY KNIGHT – Holly Knight
Released in 1988 through Columbia
Cat. # CK 44243

Tracklist
01 Heart Don't Fail Me Now
02 Every Man's Fear
03 Sexy Boy
04 It's Only Me
05 Palace Of Pleasure
06 Why Dont'cha Luv Me (Like You Used To)
07 Baby Me
08 Love Is A Battlefield
09 Nature Of The Beast
10 Howling At The Moon


Musicians
Holly Knight - Lead vocals, keyboards, synthesizers, programming, backing vocals
Nancy Wilson - Acoustic guitar, backing vocals
Gene Black - Guitars, backing vocals
Nathan East - Bass
John Robinson - Drums
Kenny Aronoff - Drums
Sammy Merendino - Drum sequencing
Jimmy Z - Harmonica
Lou Cortelezzi - Saxophone
Michael Brecker - Saxophone
Paulkinho Da Costa - Percussion
Bashiri Johnson - Percussion
Chris Lord-Alge - Backing Vocals
Daryl Hall - Backing Vocals
Mark Rivera - Backing Vocals
Pat Buchanan - Backing Vocals
Phil Roy - Backing Vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...