sexta-feira, 25 de junho de 2010

OZZY OSBOURNE NO GUINNESS BOOK OF RECORDS

No último dia 11, o maluco Ozzy Osbourne (foto) entrou para o Guinness Book Of Records, quando liderou uma multidão que produziu o grito mais longo já realizado. A maluquice rolou no Dodgers Stadium, em Los Angeles.

No total, 52 mil pessoas gritaram durante um minuto completo e alcançaram 107 decibéis (equivalente a uma torcida da Copa com vuvuzelas). Especialistas afirmam que uma exposição contínua a cerca de 100 decibéis são suficientes para causar danos instantâneos.

Tudo isso foi uma ferramenta para colaborar na divulgação do ThinkCure! Weekend, evento que apoia pesquisas para a descoberta da cura do câncer. Sharon Osbourne - esposa do músico - é uma sobrevivente desta doença.

Ficou curioso? Clique aqui e assista ao vídeo da façanha.

E VEM AÍ MAIS UMA AUTOBIOGRAFIA

Não é uma reclamação, já que todos esses títulos acabarão por integrar minha biblioteca dos bons sons, mas que não há mais dúvidas de que a onda do momento é escrever algum tipo de livro sobre a própria vida, isso é incontestável. A bola da vez é o sempre simpático Sammy Hagar (foto), que falou sobre o conteúdo de sua autobiografia, em entrevista concedida ao Atlantic City Weekly. Abaixo, trechos selecionados:

"Eu estou fazendo uma autobiografia chamada 'Sammy Hagar Red'. Quando ler o passado da minha familia, você perguntará 'como isto aconteceu? É um milagre'. Eu vim de uma família onde o pai morreu no banco traseiro de um carro de polícia aos 53 anos, bêbado, nas ruas de minha cidade, Fontana, na Califórnia. Era uma cidade pequena onde todos se conheciam, o que deixou mais difícil para mim, meu irmão e minhas duas irmãs. Minha mãe passava roupa e colhia frutas para criar quatro filhos. Uma mãe, sozinha. Embora fôssemos pobres, tínhamos roupas limpas e ela nos deu valores. Minha mãe não teve educação, ela foi apenas até a oitava série, mas ela teve coração, alma e criatividade. Meus irmãos todos tiveram boas vidas sem problemas, e isso foi mérito da minha mãe. Fontana foi dura e severa e nada foi dado de graça. Eu vim disto e posso me gabar um pouquinho - Eu vim do nada, zero."

Ainda, Mr. Hagar explica a origem de seu apelido, "Red Rocker": "Eu escrevi essa música chamada 'Red' em 1976 e eu tenho uma fixação pela cor vermelha. Quando entro num recinto vermelho eu me sinto diferente, ajo diferente, me dá conforto. Eu tenho mais ou menos 65 guitarras vermelhas, e umas 2 ou 3 pretas. Bem, na mesma época em que a música estreou, um jornal de Seattle fez a resenha de um de meus shows em 1977. Eu estava vestido inteiro de vermelho - sapatos vermelhos, camiseta vermelha, guitarra vermelha e cantando a música 'Red'. Um garoto estava esperando do lado de fora do quarto do hotel na manhã seguinte ao show pra conseguir um autógrafo, e ele estava com o jornal que tinha a resenha. Ele perguntou se eu poderia assinar 'The Red Rocker', e eu disse 'claro'. E assim como "Cabo Wabo", a luz surgiu e eu disse 'Ei, eu gostei disso'. Mas realmente isso acabou pegando por conta própria. Logo após eu escutei alguém gritando pela janela de um carro 'Ei Red Rocker!' e eu disse, 'Bom, acho que sou eu'."

Você pode ler a entrevista na íntegra - in English, as usual - clicando aqui.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Uma das melhores coisas em escrever essas recomendações semanais é redescobrir excelentes álbuns em minha coleção, e o material de hoje foi um desses casos. Enquanto buscava entre os CDs reencontrei o monstruoso "No Rest For The Wounded Heart" e me espantei ao perceber que não havia o recomendado. Vou corrigir esta falha a partir de agora.

Lançado em 1996 pela finada gravadora alemã MTM, esse álbum quebrou um hiato de dez anos e marcou a breve volta de Robert Tepper com um álbum absolutamente melodic rock, muito diferente do AOR hi-tech de seus álbuns anteriores. Sinceramente, prefiro este aqui.

O álbum abre com a destruidora "No Rest For The Wounded Heart", um melodic rock contagiante, daqueles que é impossível ouvir indiferente. Composto em parceria com Curt Cuomo, essa canção é um dos grandes e certeiros destaques do álbum. A introdução suave que se transforma com a chegada das guitarras é avassaladora. Desafio qualquer um a ouvir essa canção sem se arrepiar. Em seguida temos "Another Place, Another Time", com cadência bem marcada, guitarras mais pesadas e os característicos vocais de Mr. Tepper, essa canção já seria outro destaque, mas ela ainda traz a requintada guitarra de Michael Thompson, o que só faz ratificar a qualidade do material. Com uma aura 80's bem dosada, "Christina" faz imaginar como seriam os outros álbuns de Mr. Tepper se fossem regravados na década de 90. Um rocker bem construído e, até certo ponto, previsível, mas muito bacana e digno de sua atenção, meus caros. Mais uma vez, Michael Thompson marca presença em outro destaque do álbum.

Depois de três rockers, nada como uma baladaça para acalmar, e "Always Knocking On The Wrong Door" cumpre sua missão com facilidade. Uma das melhores interpretações de Robert Tepper em sua carreira, essa canção retrata a vida de um amigo de Tepper. A belíssima melodia com base toda acústica ganha corpo quase no final da canção, o que só adiciona mais brilho ao material. Grande destaque do álbum, sem dúvida. Em "Once In My Life" temos um rocker mais radio friendly e que tem sonoridade daquelas trilhas sonoras dos filmes da sessão da tarde, o que já deve servir de recomendação. Mais uma ótima canção, perfeita para ser ouvida no volume máximo durante aquela viagem à praia. O mid-pacer "Love Or Hate" muda o clima, mas confesso que essa canção não me convence, apesar de destacar o excelente solo de Scott Page.

Outra canção que lembra os anos 80 é "Which Way Are You Running?", rocker com melodia bem característica daquela época e um refrão marcante. E com mais peso temos "Faded Memory", um rocker bacana mas nada que mereça muito destaque, apesar de não ser perda de tempo ouví-la, longe disso. Uma surpresa bacana é a regravação de "Ships", balada clássica de Ian Hunter gravada riginalmente em 1979. Se você conhece a versão original, tenho certeza de que vai curtir o que Mr. Tepper fez com ela, pode apostar. Mais um destaque, com certeza. Ao final do álbum temos "We Will Rise" com melodia simples, porém contagiante, e "Only You Can Mend A Broken Heart", balada que poderia ter resultado mais interessante com um arranjo diferente, mas essa é só a minha opinião. Tenho certeza que agradará à outras pessoas. Arrisque e depois volte para deixar sua opinião...hehehe.

Considero este o mais coeso trabalho de Robert Tepper - ou Antoine Roberto Teppardo, como consta em sua certidão de nascimento - e, certamente, o mais recomendado. Apesar da inegável qualidade de seus álbuns na década de 80, foi uma grata surpresa ouvir canções com sonoridade mais contemporânea serem tão bem interpretadas por uma das mais marcantes vozes do cenário AOR. Um belíssimo álbum, cheio de grandes canções e interpretações arrebatadoras. Álbum mais que recomendado aos amantes dos bons sons.

ROBERT TEPPER – No Rest For The Wounded Heart
Released on 1996 through MTM Music
Cat. #199611

Tracklist
01.No Rest For The Wounded Heart
02. Another Place, Another Time
03. Christina
04. Always Knockin' On The Wrong Door
05. Once In My Life
06. Love Or Hate
07. Which Way Are We Running?
08. Faded Memory
09. Ships
10. We Will Rise
11. Only You Can Mend A Broken Heart

Musicians
Robert Tepper - Vocals
Michael Thompson - Guitar
Larry Reinhardt - Guitar
Josh Sklar - Guitar
Lee Dorman - Bass
Tim Landers - Bass
Chris Roy - Bass
Derrick Hilland - Keyboards
Kenny Richards - Drums
Kenny Suarez - Drums
Scott Page - Sax

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