segunda-feira, 12 de julho de 2010

É O FIM DO CAMINHO?

Abaixo, transcrevo trechos selecionados de um excelente artigo publicado na Wall Street Journal, falando sobre o mercado de tours nos U.S.A. e que dá um panorama geral da situação, haja vista a recente onda de cancelamentos de shows de vários artistas e bandas, dos mais variados estilos. Não creio que seja o fim do caminho, realmente, mas mudanças são necessárias, e devem ser implementadas agora.

"O negócio de shows deveria ser uma das poucas certezas na indústria da música. Mas não nesse verão.

The Eagles, Rihanna e Maxwell cancelaram shows. A fraca American Idol Tour inundou o mercado com descontos, e a resusscitada Lilith Fair Tour cancelou shows de Dallas até Salt Lake City. E ainda há a lista de artistas com problemas de saúe. Com problemas nas costas, Bono levou o U2 a cancelar o restante de sua tour norte-americana, e Art Garfunkel - que deveria reunir-se com Paul Simon - está tratando problemas nas cordas vocais.

Com a contínua evaporação das vendas de música, bandas e artistas devem se garantir com suas apresentações ao vivo. Isto está forçando todos a fazer mais tours, e a manter altos os preços dos ingressos apesar da delicada situação econômica. E isso tem criado uma sobra de lugares nos shows.

Os preços dos ingressos podem variar tremendamente para o mesmo show. Os fãs estão começando a comprar menos como pessoas obcecadas e escolher mais, como quem viaja de avião e espera semanas para comprar suas passagens para conseguir descontos, além da vasculhar por inúmeros sites e revendedores atrás dos melhores preços.

A ênfase nos lucros das tours está tentando os artitas e bandas a testarem uma das mais famosas regras não-escritas do rock business: só caia na estrada quando tiver um álbum novo para promover."

O texto é extenso, mas muito, muito interessante. Você pode conferir a matéria na íntegra - in English, dawg! - clicando aqui.

JON BON JOVI SE MACHUCA DURANTE SHOW

Pois é, caríssimas e caríssimos, Jon Bon Jovi (foto) não é mais um menino há tempos. Com seus 48 anos nas costas, o cara precisa se cuidar na hora das macaquices no palco. E prova disso é a reprodução da matéria postada na página da Folha.com no último sábado.

Jon Bon Jovi, 48, precisou de ajuda para sair do palco após show de duas horas e meia, na última sexta-feira (9), no New Meadowlands Stadium, em Nova Jersey.

Bon Jovi sentiu a perna doer durante o bis, enquanto cantava a sua versão de "Glad All Over", música de Dave Clark e Mike Smith (de The Dave Clark Five) que foi gravada também pelos Beatles. O momento pode ser visto no Youtube. Ele andava pelo centro do palco, cantando, quando deu um pequeno pulo para abrir as pernas, uma à frente do corpo, outra atrás. Foi aí que sentiu um mau jeito na perna esquerda, que estava esticada para trás.

Bon Jovi levou a mão à panturrilha e começou a mancar. Continuou cantando, fazendo movimentos de alongamento e expressões de dor, mas não interrompeu nenhum verso. "Eu sou velho, o que posso dizer?", brincou, antes de cantar mais uma música, "Livin' on a Prayer", a 27ª e última da noite.

Movimentando-se pouco e lentamente, ele encerrou um espetáculo no qual já havia demonstrado cansaço e pouca disposição física --talvez pelo fato de a banda ter acabado de regressar de uma maratona de 12 shows em Londres. Depois dos agradecimentos, o tecladista David Bryan percebeu que Jon não estava conseguindo sair sozinho do palco. Bryan ofereceu o seu ombro e abraçou o vocalista, que deixou o palco aos pulinhos, sem conseguir encostar a perna esquerda no chão.

A ATENÇÃO QUE FAZ A DIFERENÇA

Transcrevo, a seguir, texto do jornalista Regis Tadeu (foto), originalmente publicado em sua coluna no Yahoo. Texto muito bacana e que deveria ser lido por muita gente que esqueceu o fato de não ter nascido famoso, e certamente, não se lembra mais de onde veio e muito menos que já foi fã de alguém.

Com a enxurrada de shows que tivemos – e ainda vamos ter – este ano no Brasil, penso ser hoje uma oportunidade bacana para abordar um tema que os músicos em geral costumam esquecer na hora de construir suas respectivas carreiras: respeito pessoal para com os fãs e profissionalismo.

Há muito tempo venho batendo na tecla de que não basta conhecer todas as notas e escalas musicais, ser um instrumentista mais rápido que o Papa-Léguas, ter cabelos e roupas bacanas, fazer caras e bocas, e até mesmo compor músicas interessantes, se o candidato a astro não for proprietário das duas características que citei no parágrafo anterior e mais uma, esta inerente ao seu esforço pessoal: carisma. Como carisma é algo que não se aprende na escola – ou você tem ou não – e eu mesmo não sou lá dotado de tal dádiva (tenho tanto carisma quanto um bode velho, que não necessariamente precisa estar vivo), vou me ater aos dois tópicos restantes, com a intenção de mostrar a você que nada acontece por acaso.

Em minha carreira como editor de algumas publicações voltadas ao universo dos instrumentistas, já tive a oportunidade de tomar contato com toda sorte de artista: o bacana, o “mala”, o egocêntrico, o humilde, o maluco, aquele que deveria estar vendendo cartelas da Telesena em vez de tocar um instrumento, o resignado, o gênio, o impostor… É inacreditável a galeria de figuras que habitam o meio musical, algo muito parecido com um imenso zoológico, tal a diversidade de espécies encontrada.

Na verdade, são essas pessoas que recebem toda a idolatria dos fãs, mas que nem sempre devolvem tamanha atenção na mesma proporção – aliás, já escrevi a respeito disso em outras ocasiões. Você ficaria surpreso com as atitudes arrogantes que, muitas vezes, os artistas demonstram para com os seus admiradores, principalmente quando estão na segurança de seus quartos e/ou camarins. Não quero parecer uma espécie de “tia Cotinha fofoqueira”, mas inúmeros astros simpáticos aos olhos do público são tão amáveis quanto uma manada de javalis enfurecidos. Em contrapartida, existem outros, vistos como “estrelas”, que são capazes de convidar você para um bate-papo em um bar.

Quer alguns exemplos? Slash é um dos caras mais “gente boa” do planeta, capaz de dividir uma mesa cheia de caipirinhas com um fã; por outro lado, Billy Duffy (The Cult) sempre faz por merecer umas bordoadas e umas tesouras-voadoras (é, aquele conhecido golpe da luta-livre-marmelada que rolava na TV) por conta de sua arrogância.

Escrevo isso para alertar todo aquele que deseja construir uma sólida carreira musical. Tão importante quanto dominar as escalas pentatônica é entender que a humildade e o respeito pessoal com todos aqueles que o rodeiam – amigos, parentes, colegas de banda, músicos de outros grupos e até mesmo aqueles que porventura já admirem o seu trabalho – são elementos igualmente fundamentais para o sucesso.

Tudo bem, neste exato momento você pode até pensar “Pô, mas o Yngwie Malmsteen é um cara famoso e trata todo mundo como se fosse merda”. Só que eu aposto doze figurinhas da seleção de 70 e mais uma garrafa de suco e goiaba como o sueco grandalhão, quando começou sua carreira, tinha temperamento e personalidade muito diferentes dos dias atuais. O que aconteceu foi que ele – assim como inúmeros outros rockstars ­– se deixou levar pelos tradicionais excessos mundanos do show business, agravado ainda mais por uma fraqueza de caráter difícil de combater em algumas pessoas e, claro, um séquito de baba-ovos. Como explicar que caras muito mais famosos – como Brian May, Eddie Van Halen e Tony Iommi, só para citar alguns – tratem seus fãs como verdadeiros gentlemen?

Também sei que você deve pensar “o Regis mete o pau em um monte de artistas e agora vem escrever sobre respeito…” Pois é, aí é que está a diferença: como crítico, tenho o direito de descer a lenha nos trabalhos e nas atitudes profissionais de quem quer que seja, mas não tenho o direito de ofender pessoalmente essas mesmas pessoas. Agora, se os fãs tomam como ofensa pessoal qualquer coisa que qualquer crítico escreva ou diga a respeito do trabalho de seu ídolo, aí já é caso de carência e outros problemas emocionais que não competem a mim elucidar...

Voltando ao assunto desta coluna, quem já teve a oportunidade de manter um contato – por menor que seja – com um ídolo que tenha se mostrado gentil e atencioso sabe o quanto isso significa em termos de estímulo. Por isso, espero que você, que porventura esteja lendo estas linhas e se esforçando em busca de um lugar ao sol na praia dos músicos e artistas bem sucedidos, lembre deste texto quando for requisitado para um autógrafo – algo que, sinceramente, espero que aconteça em sua vida. Um minuto de atenção pode transformar a vida de alguém, da mesma maneira como transformou a minha…

MAGNUM PREPARA NOVO ÁLBUM

Os ingleses do Magnum (foto) estão alternando seus shows na Inglaterra com as gravações no Mad Hat's Studio que resultarão em "The Visitation", o próximo trabalho da banda. O álbum será lançado mundialmente em Janeiro de 2011, pela Steamhammer/SPV.

O tracklist - já confirmado - incluirá as seguintes canções:

Freedom Day
Like Midnight Kings
The Visitation
Mother Natures Final Dance
Eyes Like Fire
Fatal Embrace
The Doors To Nowhere
The Last Frontier

Mais um álbum que promete...

WARRANT MANDA NOTÍCIAS

A moçada do Warrant (foto) divulgou um novo eletronic press kit, onde traz algumas novidades sobre o atual estado da banda. Abaixo, a transcrição da íntegra:

"O Warrant está atualmente em estúdio compondo e gravando um novo álbum em meio a seu calendário lotado de shows durante o verão, com lançamento previsto para o início de 2011. Em um post online em Março de 2010, o baterista Steven Sweet falou sobre o novo material: 'Nós não estamos tentando re-inventar a roda. Esperamos poder satisfazer as vontades de cada fã de rock que já ouviu um álbum do Warrant e desejou que ele fosse mais longo".

Considere a nova sonordade do Warrant meramente como uma extensão do que fizemos até agora com um algumas atualizações por trás de tudo. Com relação ao estilo, as novas canções talvez sejam um pouco mais diversificadas do que nos álbuns anteriores. É claro que há uma balada ou duas, aquele uptempo, o rocker agite-até-desmaiar, e algumas coisas que mostram nossas raízes 70's. Vocês entenderão quando ouvirem e definitivamente lhes satisfará!

Com Pat Regan habilidosamente comandando a mesa de mixagem, assim como ele fez em 'Born Again', a sonoridade é puro Warrant e mais um pouco - graças ao garoto com pulmões de ouro, Robert Mason'".

STEVE VAI GANHA RE-LANÇAMENTO BACANA

O piradaço Steve Vai é, indiscutivelmente, um dos maiores guitarrista da história. Com uma rica discografia fica até difícil escolher um álbum para dar início à série de re-lançamentos que o músico ganhará a partir deste ano. Mas uma escolha foi feita e me agradou muito.

O álbum "Western Vacation" (foto) foi originalmente lançado em 1986, e ainda contava com as presenças do tecladista Tommy Mars e do vocalista Bob Harris. O material foi todo gravado no primeiro estúdio que o Mr. Vai construiu, batizado de Stucco Blue.

O álbum foi remasterizado partindo das 8 masters originais. Essa versão deluxe conta com um livreto contendo um ensaio escrito por Steve Vai e o escritor Laurel Fishman, e traz o seguinte tracklist:

1. Western Vacation
2. Nocturnal Emissions
3. Fast Notes People
4. Send Us More Light
5. Patty
6. The Velvet Line
7. Delicious
8. Borrowed Time
9. Burning Flame

ESPECIAL BACANA SOBRE O KISS NA TV NORTE-AMERICANA

Todos sabemos que nenhuma banda faz tanta grana como o Kiss. Engrossando o caldo monetário dos caras, a Greif Company (co-produtores de "Gene Simmons Family Jewels") produziu "Kissteria", especial de uma hora de duração sobre a turnê do Kiss, que será transmitido pela A&E no dia 20 de julho.

A descrição do programa é a seguinte: "Pela primeira vez em sua carreira de 35 anos, os ícones do rock Kiss vão lhe dar acesso livre à tour australiana 'Alive 35'. Quando Paul e Gene decidem lançar uma mini-turnê espontânea com apenas uma semana de aviso prévio, toda a família Kiss deve trabalhar para torná-la uma realidade. Problemas de pirotecnia, equipamentos de vôo defeituosos e bateristas desaparecidos, são alguns de seus desafios."

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...