sexta-feira, 23 de julho de 2010

JOHN NORUM FALA SOBRE O NOVO ÁLBUM

O guitarrista John Norum (foto) lançou recentemente o álbum "Play Yard Blues", totalmente influenciado, obviamente, pelo blues. Em entrevista concedida ao pessoal do Music News, ele fala sobre o seu mais recente trabalho e, claro, sobre o Europe. Abaixo, trechos selecionados:

Music News: John, o que o inspirou a gravar "Play Yard Blues"?

John Norum: Bem, há uns dois anos atrás eu participei de um tributo a Frank Marino/Mahagony Rush e gravei uma canção no álbum. E eu me diverti muito fazendo isso; é mais aquele blues-rock. Então eu decidi que meu próximo álbum solo seria mais voltado para esse estilo. Blues-rock, hard rock, hard rock blues, chame como quiser. É basicamente como eu comecei, eu voltei ao blues. Nos anos 70 eu ouvia o tempo todo.

MN: Você ainda toca com o Europe, como eles reagiram ao novo álbum? Eles interferiram de alguma maneira?

JN: Não, de maneira alguma. Eles me deram muito apoio o tempo todo, quero dizer, eles sabem que eu tenho um contrato com a Mascot Records na Holanda. Eu já havia dito isso à eles desde o princípio, quando nos reunimos há seis anos atrás (risos). Eu disse que continuaria a gravar álbuns solo porque é algo divertido para eu fazer.

MN: Você está atualmente em tour com o Europe; há planos para alguns shows para promover seu álbum?

JN: Talvez eu faça alguns shows depois do verão quando tivermos terminado de tocar nos festivais de verão. Ainda, começaremos a compor para o novo álbum do Europe e, bem, eu espero fazer alguns shows em breve. Seria ótimo e muito divertido. Mas enquanto isso, espero ver todos vocês durante a tour do Europe e espero que gostem de meu novo álbum.

Leia a entrevista na íntegra - in English, as usual - clicando aqui. Ah, e sobre o suposto show que o Europe faria no Brasil, por enquanto isso não passa de boato. Por enquanto...

Stay tuned...

O PREÇO DOS INGRESSOS PARA O SHOW DO BON JOVI EM SÃO PAULO

É, meus caros, quem me dera o valor do ingresso de um show fosse compatível com a qualidade dos álbuns daquele artista ou banda. O Bon Jovi (foto) desembarca no Brasil para se apresentrar em São Paulo no dia 06 de Outubro, mas o preço dos ingressos é de lascar!!!

Os valores variam de R$ 160 (arquibancada laranja) a R$ 600 (pista premium). A pista normal custa R$ 250. Estudantes pagam metade do preço em todos os setores. A partir da próxima segunda-feira (26), começa a pré-venda exclusiva para quem tiver os cartões Credicard, Citibank e Diners.

As vendas para o público em geral começam em 2 de agosto. Os ingressos ficarão disponíveis pela internet, na bilheteria do Credicard Hall (zona sul de São Paulo) e em outros pontos de venda (clique aqui para ver os endereços).

Curto os álbuns da banda, mas sinceramente, vejo o Bon Jovi numa rota descendente há alguns anos. Depois do álbum "Keep The Faith" - que já não acho grande coisa - a banda despencou no meu conceito e lamento que tenha perdido seu mojo em algum ponto de sua carreira. Essa opinião é pessoal, mas sei que muitas nibelungas e nibelungos concordam que o Bon Jovi pode render muito mais do que anda fazendo. E não me contento com álbuns meia-boca ou aqueles grabados apenas para cumprir contrato.

O custo/benefício de um show desses me parece muito alto. Arrisque-se quem quiser...

CONFIRMADO: KEVIN CHALFANT NA AORWATCHTOWER

Nibelungas e nibelungos, podem apostar que essa será uma entrevista ímpar!!! Com uma simpatia e gentileza raras, o grande Kevin Chalfant (foto) concordou em conceder entrevista à AORWatchTower.

Dono de um vocal único, Mr. Chalfant tem carreira rica, tendo participado de projetos absolutamente legendários no universo dos bons sobs como o The Storm, The V.U. e Two Fires, que inclusive lançará novo álbum, conforme já anunciado aqui.

E como fã declarado de todas essas bandas, podem apostar que o papo será longo e bastante interessante. A próxima semana promete muita coisa bacana para os nibelungos e nibelungas, e também para o bom e velho Juba.San. E tudo isso estará online em breve, aqui na AORWatchTower.

Stay tuned...

SHOW DO RUSH TAMBÉM NÃO SERÁ BARATO!!!

Mas comparar o quinteto de New Jersey com os trio canadense é ingenuidade, no mínimo, seja sob o aspecto que for!!! O Rush (foto) se apresenta no país nos dias 08 e 10 de Outubro, com ingressos variando entre R$80 (arquibancada laranja) a R$500 (pista VIP) na capital paulista. Mas os shows da Time Machine Tour tem um atrativo poderoso: a execução do álbum clássico "Moving Pictures" na íntegra. Só esse detalhe, meus amigos, já justifica - pessoalmente - o valor do ingresso, seja ele qual for.

Clientes Credicard, Citibank e Diners poderão adquirir ingressos a partir da 0h desta quarta-feira (14) pela internet, e às 9h pelo telefone 4003-0696 (válido para todo o país). Os demais pontos de venda espalhados pelo Brasil começam a vender as entradas às 10h. Já as bilheterias oficiais do show, em São Paulo, localizadas no estacionamento anexo ao Credicard Hall (av. das Nações Unidas, 17.981, Santo Amaro), abrirão ao meio-dia. As vendas para o público em geral começam no dia 21 de julho, nos mesmos horários e canais de venda.

Estarei em São Pulo no dia 08 de Outubro, em algum lugar do Morumbi.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Um dos maiores nomes do cenário AOR no início dos anos 90 foi Mitch Malloy, dono de um vocal e cabeleira incomparáveis. Ele já havia gravado um álbum quatro anos antes, mas o material só seria lançado mais de uma década depois, portanto, esse "Mitch Malloy" é considerado seu primeiro álbum, e que álbum!!! Com excelentes músicos executando as ótimas canções que compõe o trabalho, só poderíamos ter um grande sucesso, certo? Errado!

O álbum passou praticamente desapercebido na época - graças ao nefasto movimento grunge - mas alguns sortudos prestaram mais atenção à qualidade do material e investiram alguns dólares nele. A surpresa foi das melhores possíveis!!!

A poderosa "Anything At All" (assista ao vídeo aqui) abre o álbum com toda força, carregada com guitarras cortantes e dona de um refrão mais que empolgante! Absoluto radio friendly AOR e o grande destaque do álbum, sem dúvida alguma. Tente ouvir essa canção e ficar indiferente...hehehe. Em seguida temos "Mission Of Love", um rocker muito bacana e com metais que dão um toque todo particular à melodia bem amarrada. Outra canção que merece ser ouvida sem a menor moderação. Da mesma maneira - e igualmente bacana - chega "Nobody Wins In This War", uma baladaça daquelas bem tradicionais no cenário AOR, e com arranjo forte e envolvente. A interpretação de Mr. Malloy é uma das melhores neste álbum e, como sempre nesse tipo de canção, o refrão é daqueles que fica na cabeça por dias a fio. Uma belíssima canção, sem dúvida.

Em "Over The Water" temos um rocker com melodia que me remete diretamente à "Black Velvet", da canadense Alannah Myles, já que ambas são calcadas no baixo e tem o tempo muito semelhante. Boa canção, mas nada que me impressione. Já "Problem Child" é bem interessante, não só pela melodia que contagia desde o início, mas também porque é uma canção toda acústica e que convence assim mesmo! Claro, só posso imaginar como ficaria uma versão full band dessa canção, mas o que temos aqui é bem bacana e recomendável. E "Stranded In The Middle Of Nowhere" tem o início um pouco confuso, mas que descamba em um rocker consistente e com linha de baixo dominante, entrecortado por guitarras sempre certeiras, além do refrão espetacular. Outro destaque desse álbum, com toda certeza.

"Music Box" é um interlúdio instrumental de 21 segundos e que abre as portas para "Cowboy And the Ballerina", rocker muito bacana e que saiu da mesma forma em que "Mission Of Love" foi cozida. Assim como naquela canção, aqui os metais fazem a diferença e criam um clima todo particular. Mais uma bela canção, assim como "Our Love Will Never Die", outra balada capaz de fazer cego andar e surdo enxergar! Considero o maior segredo dessa canção a interpretação de Mr. Malloy, já que a melodia não é nenhuma novidade, apesar de ser carregada de qualidade. Grande som...

Na reta final do álbum temos "Forever" - um rocker bem bacana e simples, e com uma das melhores melodias do álbum - e "Mirror Mirror", uma balada açucarada demais para o meu gosto, toda acústica e que por algum motivo obscuro não me convence.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, esse é um excelente álbum. Na verdade, este é o melhor trabalho que Mitch Malloy já gravou, na minha opinião. Um álbum bastante coeso, com identidade e sonoridade bem definida. Não bastassem os grandes nomes que acompanharam Mitch Malloy neste trabalho, as canções são muito boas e funcionam perfeitamente juntas. Um álbum altamente recomendado, sem medo de errar.

MITCH MALLOY – Mitch Malloy
Released in 1992 on RCA
Cat. #61044-2

Tracklist
01. Anything At All
02. Mission Of Love
03. Nobody Wins In This War
04. Over The Water
05. Problem Child
06. Stranded In The Middle Of Nowhere
07. Music Box
08. Cowboy And The Ballerina
09. Our Love Will Never Die
10. Forever
11. Mirror, Mirror


Musicians
Mitch Malloy - vocals, guitars
Mickey Curry - drums
Hugh McDonald - bass
Michael Thompson - guitars
C. J. Watson – keyboards

Additional Musicians
Tristan Avakian - guitar
Jai Winding - keyboards
Michael Fisher - percussion
Vinnie James - background vocals
Bekka Bramlett - background vocals
Tommy Funderburk - background vocals
Carol Rowley - background vocals
Yvonne Williams - background vocals
Devon Meade - background vocals
Gary Grant - trumpet
Jerry Hey - trumpet and horn arrangements
Dan Higgins - saxophone
Larry William - saxophone

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...