sexta-feira, 30 de julho de 2010

EUROPE TOCARÁ NA ARGENTINA E CHILE

É meus caros, enquanto a Terra Brasilis se mantém indiferente à certos shows, os hermanos se labuzam com os bons sons e mais uma prova disso é o show que os suecos do Europe (foto) farão no país.

De acordo com o jornal Clarín, a banda fará um show no local chamado Malvinas Argentinas, no dia 07 de Novembro. O jornal ainda dá como confirmada a apresentação da banda no Chile. Os ingressos já estão a venda pelo site http://www.tickettek.com.ar/.

No site oficial da banda não há nenhuma das citadas datas, entretanto, já se pode ver vários shows marcados para 2011, no mês de Fevereiro.

Seja como for, é uma excelente notícia e já me mobilizo para comprar o meu ingresso. Temos que ir para onde os bons sons estão e, infelizmente, o Brasil se preocupa mais em trazer os artistas enlatados da MTV do que gente com décadas de carreira bem sucedida.

Lamentável...

A ORIGEM DA BLACK COUNTRY COMMUNION

Em entrevista ao pessoal da Music News, o baixista e vocalista Glenn Hughes (foto) foi perguntado sobre como a Black Country Communion foi formada. A resposta foi a mais rock'n roll possível:

"A banda foi formada secretamente em Novembro passado, durante um show que fiz em Los Angeles com Joe Bonamassa. O produtor Kevin Shirley estava lá e disse: 'Vamos formar uma banda hoje! Ligue para Jason Bonham e Derek Sherinian' e foi assim. Na manhã seguinte tínhamos uma banda com quatro caras e Kevin disse: 'Glenn, você tem cinco semanas para compor quatro ou cinco canções, porque Joe é muito ocupado. E crie um nome até o Natal!'. Então eu tive muito, muito trabalho. Mas ru gosto de trabalhar sob pressão. Não o tempo todo, claro. Mas caredito que quando os fãs ouvirem o álbum, ouvirão um álbum criado por destino. Algumas coisas são criadas prelo destino, sabia? Estou aqui para lhe dizer que o rock'n roll vive neste corpo".

Ah, e não esqueça que a canção "One Last Soul" - o primeiro single do álbum que a banda lançará ainda em 2010 - estréia na Planet Rock Radio na noite da próxima segunda-feira. Aguardo ansioso...

MARCO FERREIRA NA AORWATCHTOWER

Começando a próxima semana, caríssimas e caríssimos, publicarei a entrevista que o amigo Marco Ferreira (foto) me concedeu recentemente. Falamos de muita coisa, especialmente do Goodbye Thrill e de seu novo projeto, Ferreira.

E se você leu alguma das outras dez entrevistas publicadas na casa, já conhece o formato e sabe que elas costumam ser relativamente longas, ainda mais quando temos muitos assuntos para cobrir. O papo, dessa vez, não foi diferente, já que tratamos de duas bandas, além da carreira solo do cara. Assunto, realmente, não foi problema...hehehe.

Então não perca, na segunda -feira, a entrevista com Marco Ferreira, aqui na AORWatchTower.

LYNCH MOB TEM NOVO BAIXISTA

E não é nenhum novato, caríssimas nibelungas e nibelungos! Quem assume o posto é o veterano James Lomenzo (foto), que já prestou bons serviços ao White Lion, Black Label Society e Megadeth. Ou seja, currículo - e talento - o cara tem de sobra.

A banda está com a tour de verão em andamento nos U.S.A., e tem os seguintes pela frente:

Jul. 29 - Starland Ballroom - Sayreville, NJ
Jul. 30 - Jaxx - Springfield, VA
Jul. 31 - The Filmore - New York, NY
Aug. 01 - Crazy Donkey - Farmingdale, NY
Aug. 02 - Eleanor Rigby's - Jermyn, PA
Aug. 03 - House of Blues - Cleveland, OH
Aug. 04 - Scatz NightClub - Middleton, WI
Aug. 06 - Club Vegas - Salt Lake City, UT
Aug. 07 - The New Oasis - Sparks, NV
Aug. 08 - Tower Theater - Fresno, CA
Aug. 11 - Studio Seven - Seattle, WA
Aug. 12 - Dante's - Portland, OR
Aug. 13 - Last Day Saloon - Santa Rosa, CA
Aug. 14 - Sky City Amphitheater - Pueblo of Acoma, NM

O lineup da Lynch Mob conta, atualmente, com o inigualável guitarrista George Lynch, o excelente vocalista Oni Logan, o talentoso Brian Tichy na bateria e, logicamente, James Lomenzo no baixo.

OZZY OSBOURNE DETONA BRUCE DICKINSON

O maluquete Ozzy Osbourne (foto) concedeu entrevista à Joe McIver - biógrafo do Black Sabbath - para o site The Quietus. A conversa foi longa, mas Mr. Osbourne aproveitou a oportunidade e detonou Bruce Dickinson. Confira trechos selecionados:

The Quietus: Alega-se que em 2005, sua esposa Sharon teria supostamente planejado o incidente em que foram atirados ovos no Iron Maiden enquanto a banda tocava no Ozzfest, devido ao fato de o vocalista Bruce Dickinson ter feito no palco alguns comentários que ela não teria gostado. Qual a sua opinião sobre isso?

Ozzy Osbourne: "Eu não sabia na época, mas toda noite ele subia ao palco e falava coisas me atacando. E isso não era algo legal a se fazer. Se ele não estava gostando da porra da tour, deveria ter chegado e falado: 'Estou saindo fora dessa porra de tour'. Agora, subir ao palco e me atacar a troco de nada... Eu nunca falei uma única coisa de ruim para ele. O baixista veio ao último show e disse 'Me desculpe pelo Bruce' e eu fiquei meio como 'Sobre o que diabos você está falando?'. Ninguém tinha me dito nada. Eu falei 'Eu não estou entendendo o que diabos você está falando'.

E assim, Sharon ficou furiosa... aquilo não teve nada a ver comigo. Pra mim, não havia nada o que fazer. Suponho que Sharon tenha ficado irritada. Mas, quer saber? Eles estavam recebendo pra estar lá. Se você tem algo a dizer sobre mim, seja homem. Me encare e diga 'eu acho você um babaca'. Não seja um idiota. Isto é tão pateticamente infantil! Infelizmente, o restante da banda acabou sofrendo por tabela. Eu suponho que tenham ficado furiosos com ele. Mas uma coisa deve ficar clara: eu nunca, nunca, nunca falei nada com o cara... Aliás, minto. Teve uma noite em que eles estavam prestes a subir ao palco, e eu que não sabia nada do que estava acontecendo, cheguei até eles e disse: 'Tenham um bom show, rapazes'. No entanto, eu não gosto de toda aquela merda que estava acontecendo. Se você não gosta de mim, apenas diga 'eu não gosto de você. Estou tocando no festival, mas acho você um porra'. Tudo bem. Agora, ir até o meu palco e me atacar, isso não é certo. Não vão me atacar enquanto eu pago a eles cada maldita noite."

The Quietus: Foi decepcionante ver as duas maiores bandas do metal britânico em desavença.

Ozzy Osbourne: "Até hoje não entendo o que aconteceu. Simplesmente não entendo. Ir ao Ozzfest e insultar as pessoas… é loucura. Eu realmente acho que ele precisa de um psiquiatra, se ele realmente fez isto. Ele é louco. É uma irresponsabilidade fazer aquilo. Sharon ficou muito irritada com aquele babaca".

Como disse, a conversa foi longa e você pode conferir a matéria na íntegra - in English, my friend - clicando aqui.

CHEGOU A TV DO KISS!!!

Infelizmente, não é um canal de televisão, mas sim, um aparelho LED com a marca do Kiss. Há tempos a banda vinha estudando propostas para lançar um aparelho desses - já que existem desde camisinhas até caixões com o nome da banda - e agora chega ao mercado a televisão da banda, e chega com propriedade.

O aparelho tem a primeira edição limitada a 15.000 exemplares e traz o nome da banda nos dois lados do aparelho. Sempre que o aparelho for ligado, mostrará por oito segundos uma imagem da banda ao vivo. Ainda, essa primeira tiragem do aparelho vem disponível em modelos com 32", 40" e 46" de tela.

Para mais detalhes, acesse o site oficial da Kiss HDTV e se resista a tentação...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O Scandal havia lançado um E.P. em 1982 e não chamou muito a atenção do público. Com algumas mudanças no lineup, aliada a exímia produção de Mike Chapman e contando com os inconfundíveis vocais de Patty Smyth, a banda acertou em cheio com "The Warrior", seu único álbum e um grande sucesso em 1984. Com sua mistura poderosa de AC Rock e radio friendly AOR – bastante comum na época – o diferencial ficava por conta dos vocais de Ms. Smyth. Ainda mais nesse conjunto de canções que mais parecem tiradas de uma trilha sonora daqueles teen movies que tanto gostamos.

Logo de cara “The Warrior” arregaça seus pavilhões auditivos com a introdução poderosa e segue com a melodia centrada nas guitarras até o refrão que, sem dúvida, é um dos mais marcantes dos anos 80. Com a assintaura de Holly Knight e do canadense Nick Gilder, essa canção é um verdadeiro clássico no universo dos bons sons. A guitarra bem colocada logo no início de “Talk To Me” mostra o caminho rocker por onde essa canção segue, e tem em seu refrão o contraponto ao compasso do resto da canção. Com arranjo mais contido, o excelente rocker “Beat Of A Heart” dá continuidade ao desfile de belas canções e mostra que Patty Smyth tinha, além de alcance, maleabilidade vocal e ainda, deixava claro que a banda sabia – e muito – variar dentro do mesmo estilo sem perder nada em qualidade. Mas ainda haviam surpresas reservadas nesse álbum...hehehe.

A baladaça “Say What You Will” é uma delas, com seu arranjo despojado e melodia simples, essa é uma das canções que mais me agradam no álbum. Ela tem um clima todo especial, não sei exatamente o que é, mas me agrada demais e a considero uma das melhores canções do álbum, sem dúvida. Um mid-pacer muito bacana se apresenta em “Hands Tied”, com linhas de guitarra muito bacanas e arranjo vocal contagiante, especialmente os backing vocals que surgem em vários pontos durante a canção que traz a assinatura da dupla Holly Knight e Mike Chapman, responsável por muitos dos maiores hits da década de 80. Mas ainda haviam surpresas reservadas nesse álbum...hehehe. A cadência de “Tonight” é bastante básica, mas combina com a linha das guitarras simples e, apesar de soar um pouco repetitiva, é uma canção bem bacana.

Talvez, a canção mais interessante do álbum seja “Less Than Half”, mid-pacer com uma linha de bateria inesperada ao longo dos versos, mas que retoma a simplicidade nas bridges e refrão. Mais uma vez, as guitarras amarram o conjunto que é um dos melhores do álbum. Outro rocker bem simpático é “Maybe We Went Too Far”, canção que segue a mesma receita das anteriores sem mudar nada, e por isso mantém a mesma atmosfera e qualidade do álbum. Mas aí a banda resolveu arriscar com “Only The Young” - clássico do Journey – e errou o pulo! Patty Smyth era uma excelente vocalista, mas encarar uma canção que tem os vocais de Steve Perry na versão original é para pouquíssimos vocalistas. Seria mais salutar para banda ter incluído outra canção inédita ao invés dessa versão que, infelizmente, é o ponto fraco do álbum, na minha opinião. Fechamos o caixão com “All I Want”, canção que resgata o brilho do Scandal e mostra que a banda não precisava de nada além de si mesmo para produzir bons sons. As mesmas guitarras e vocais que lhe entreteram até agora retornam trazendo a mesma sonoridade que fez respeitável o nome da banda. Bela canção para encerrar o álbum.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, tenho certeza que a moçada que viveu a adolescência na década de 80 se arrepia quando ouve este álbum. Repito que todas as canções do Scandal parecem ter sido retiradas de algum filme daquela época e esse é um dos motivos que tanto me fazem curtir esse trabalho. Infelizmente, este seria o único álbum da banda que se desmanchou em 1986, quando Patty Smyth começou uma carreira solo muito bacana e que também vale a pena conferir (clique aqui e veja o review de seu álbum de 1992, já recomendado na casa). Um excelente conjunto de radio friendly AOR made in the U.S.A. e que, até hoje, soa melhor do que muita bobagem com espaço nas rádios.

SCANDAL FEATURING PATTY SMYTH – The Warrior
Released in 1984, on Columbia Records
Cat. #FC39173

Tracklist
01. The Warrior
02. Talk To Me
03. Beat Of A Heart
04. Say What You Will
05. Hands Tied
06. Tonight
07. Less Than Half
08. Maybe We Went Too Far
09. Only The Young
10. All I Want


Lineup
Patty Smyth - lead vocals
Zach Smith - guitars, backing vocals
Keith Mack - guitars, backing vocals
Ivan Elias - bass
Thommy Price - drums, backing vocals

Guest Musicians
Peter Wood synthesizer
Andy Newmark - drums
Pat Mastelotto - drums
Frankie Previt – backing vocals
Norman Mershon – backing vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...