sexta-feira, 24 de setembro de 2010

BRET MICHAELS TERÁ QUE ENCARAR OUTRA CIRURGIA

Trago abaixo matéria originalmente publicada no Gibson Website, e que pode ser acessado clicando aqui.

O ano de 2010 já tem sido um ano duro para o frontman do Poison, Bret Michaels (foto), e parece que as coisas não irão melhorar tão cedo. O vocalista terá que retornar ao hospital em janeiro de 2011 para uma cirurgia no coração, que visa reparar um desconhecido buraco que Bret possui no coração desde que nasceu.

O rockstar esteve no hospital várias vezes neste ano – uma vez na UTI. Bret sofreu uma hemorragia cerebral em abril, mas conseguiu se recuperar. Um mês depois ele sofreu um leve derrame que o levou de volta ao hospital. Apesar de tudo, ele se recuperou o suficiente para fazer uma aparição na final do programa Celebrity Apprentice, em maio, no qual ganhou 250 mil dólares para a American Diabetes Association.

Musicalmente, foi um ano cheio para Michaels. Ele lançou um novo álbum, "Custom Built", no verão do hemisfério norte, e atualmente está na estrada com sua "Roses & Thorns Tour". Como já foi noticiado, ele também está trabalhando num álbum country, que será lançado no início de 2011

SERÁ O FIM DA BAD COMPANY???

Depende da sua interpretação, é claro. A Bad Company (foto) fará seu último show nos U.S.A. neste ano em Tulsa, Oklahoma.

E o vocalista Paul Rodgers surpreendeu os fãs com a seguinte declaração em uma recente entrevista: "Depois do show de Tulsa não há planos para a Bad Company, a não ser por alguns shows no Japão. Eu estou trabalhando em meu novo álbum de estúdio e tenho uma tour solo no U.K. planejada para mais tarde, então estou vendo como as coisas ficam", disse.

Atualmente, a banda conta com outros dois integrantes da formação original: o guitarrista Mick Ralphs e o baterista Simon Kirke. Completam o lineup o excelente guitarrista Howard Leese - que prestou ótimos serviços ao Heart por muitos anos - e o baixista Lynn Sorensen, ambos integrantes da banda solo de Rodgers.

Os fãs norte-americanos receberam as declarações de Rodgers como uma despedida, e as especulações sobre o futuro da banda já começaram. Agora, só nos resta esperar a história desenrolar. Novidades em breve...

FM: CITY LIMITS E.P. PRESS KIT

Na última terça-feira eu anunciei aqui o lançamento do "City Limits E.P." (foto), a nova empreitada do pessoal do FM. E recebi da sempre atenciosa Lidia Samson o electronic press kit oficial, o qual reproduzo, na íntegra, abaixo:

2010 tem sido um tremendo ano para o FM até agora. Seu aclamado álbum "Metropolis" (lançado em Março) continua a aganhar aprovação de fãs e críticos e as faixas do álbum continuam a ser tocadas. O single lançado em Maio - "Hollow" - foi incluído no playlist da BBC Radio 2, sendo executado nacionalmente. A banda fez tour pelo U.K. e foram convidados para tocar no palco principal do Download Festival em Junho de 2010, junto com o Aerosmith. Seu show em Londres foi classificado pela Classic Rock Magazine como "O Show Da Semana" e a banda também foi destaque na edição de Julho da revista, no artigo "O Retorno do AOR - Como Journey, FM & Foreigner retornaram ao rádio". O FM terminará o ano com três shows regionais em Outubro; o retorno a London O2 Academy Islington no dia 1º de Dezembro e uma aparição no palco principal do Hard Rock Hell IV em Prestatyn no dia 3 de Dezembro. Tudo isso além do lançamento de um mini-álbum com nove faixas!

Lançado pela Riff City Records, o "City Limits E.P." sem dúvida agradará os novos e velhos fãs. A faixa principal "Bring Back Yesterday" (do álbum "Metropolis", lançado neste ano) vem sendo executada pela BBC Radio 2, e recebendo airplay nos shows de Chris Evans e Steve Wright, entre outros. Também estão incluídas no mini-álbum cinco faixas do álbum "Metropolis" gravadas ao vivo nos shows do FM no último verão. Os fãs se emocionarão ao ouvirem a nova canção "Start It Up" e a arrepiante nova versão acústica de "That Girl" (originalmente lançada no álbum de estréia da banda, "Indiscreet", e ainda uma de suas canções mais populares, regularmente incluída nos stelists da banda). O mini-álbum fecha com um extended mix de "Bring Back Yesterday", de autoria do DJ Juppy (na verdade, o baterista Pete Jupp).

O "City Limits E.P." será lançado no dia 11 de Outubro e estará disponível nas melhores lojas virtuais. O CD também poderá ser adquirido no site oficial do FM - www.fmofficial.com -a partir de 11 de Outubro. Ainda, o EP poderá ser adquirido antes da data oficial de lançamento, já que o mesmo será vendido nos shows que a banda fará em Outubro.

O tracklist completo inclui:

Bring Back Yesterday (Radio Edit)
Start It Up
That Girl (Acoustic Version 2010)
Wildside (Live)
Hollow (Live)
Metropolis (Live)
Over You (Live)
Flamingo Road (Live)
Bring Back Yesterday (City Limits Extended Mix)

Mal posso esperar para colocar minhas mãos nesse material. Para mais detalhes, visite o site oficial do FM.

CONFIRMADO: STAN BUSH E MARK MANGOLD NA AORWATCHTOWER

O final de 2010 se aproxima e as entrevistas na casa se consolidam a cada semana. Depois dos recentes anúncios das entrevistas com Tim Feehan, Marcie Free, Terry Brock, Fredrik Bergh, Harry Hess e Mitch Malloy eu pensei, sinceramente, que meu ano estava completo.

Pois eu estava errado...ainda bem!

Depois de confirmar uma entrevista exclusiva com Fiona Flanagan ainda nessa semana, ontem recebi as confirmações de ninguém menos que Stan Bush e Mark Mangold. Nada mal, hein?

Stan Bush (foto) é um dos maiores nomes do universo AOR e uma unânimidade quando o assunto é melodia e vocais. Além de ter uma tremenda discografia, Mr. Bush lançou o destruidor "Dream The Dream" nesse ano, um sério concorrente a melhor álbum de 2010. Ainda, temos toda uma riquíssima carreira e grandes álbuns para discutir, portanto, podem esperar muita, mas muita novidade.

Mark Mangold participou de inúmeros projetos e tocou com muita gente boa ao longo da carreira, mas foi com o Drive, She Said que ele deixou sua marca no cenário dos bons sons. Com vários álbuns bacanas no currículo, assunto não vai faltar. Além disso, a banda está preparando um álbum de material inédito para 2011, e muitas novidades serão reveladas nesse papo.

Ambas as entrevistas deverão ocorrer na segunda quinzena de Outubro e estarão postadas aqui, com exclusividade, muito em breve.

Stay tuned...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A Alemanha produziu muito mais coisas além de nazistas, chucrute, excelentes carros e cerveja. O país tem bons nomes no universo dos bons sons, e o Heat – não confunda com os suecos do H.E.A.T. - é um ótimo exemplo disso. Com apenas um álbum lançado, não preciso dizer que ele se tornou raro em pouco tempo, e não por acaso. Soando como uma mistura entre Vixen e Dalton, o Heat produziu boas canções e contava com uma ótima vocalista. O resultado tinha que ser bacana. E foi, apesar da arte que entra para a lista das mais pavorentas que já vi!

A introdução hi-tech de "Raise Your Hands" pode te desanimar, mas aguarde pelas guitarras e tenho certeza de que sua opinião mudará. Um rocker rápido e direto, carregado de teclados e guitarras em primeiro plano - característica recorrente ao longo do álbum - emoldurados pelos poderosos vocais de Elke Klein. A melodia é bacana e a canção funciona bem, assim como "What About Love", rocker mais cadenciado e que conta com uma bela base de baixo e guitarras bastante incisivas, além dos vocais ocasionais do tecladista Lutz Korndörfer. Considero essa uma das canções mais bacanas de todo o álbum. Já "We're Gonna Rock" tem toda uma sonoridade 80's que não me agrada muito, talvez pela alternância no andamento. Dispensável...


Mas a baladaça "Could Have Been Love" merece sua atenção, tendo toda a primeira parte construída com órgão e vocal, e só revelando os outros instrumentos no refrão bem característico do AOR. Pode não ser a oitava maravilha do mundo, mas é uma canção bastante interessante e que me agradou logo de cara. Recomendo uma audição no volume máximo! Outro rocker bacana se apresenta em "2nd Hand Show" onde, mais uma vez, o baixo dita a cadência e faz a base que é insistentemente cortada pelas guitarras e teclados, ocasionalmente. As bridges são muito boas e o refrão certeiro, o que faz dessa canção um dos destaques do álbum. Mas "Wild Times" me desaponta com um rocker nostálgico, apesar da linha de bateria e guitarras serem boas. Não curto muito, mas tenho certeza de que muitos de vocês vão gostar dessa canção. Prefiro "Give Me Your Love" com seu arranjo mais tradicional e refrão mais marcante, apesar de faltar um certo brilho à canção. Ainda assim me agrada, e recomendo!

Os teclados na introdução de "Cryin'" lembram os primeiros álbuns do Europe, mas a comparação termina por aí mesmo. Um rocker bem cadenciado e com andamento bastante comum na década de 80, essa canção te remete à várias bandas daquela década, mas isso é uma vantagem, pode apostar. Essa é a minha canção preferida em todo o álbum, mas divide minhas atenções com a excelente "Got It Made", canção cujo arranjo flerta discretamente com o pop rock, mas tendo um approach mais pesado acaba por acertar em cheio o coração dos amantes dos bons sons. Uma paulada e ótima surpresa. Em "Never Say Never" temos outro rocker que, mais uma vez, apresenta alternância no andamento entre os versos e bridges e refrão. Não me agaradou na primeira vez, e repetiu a dose aqui. O álbum fecha com "A Song For You", uma balada bem bacana, toda construída sob uma base de piano e vocais acompanhando, o que a diferencia de todas as outras canções do álbum. Uma bela surpresa, sem dúvida.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, o álbum tem variações sobre o mesmo tema, se é que vocês me entendem. Não segue uma linha só, atira em algumas direções diversas e isso pode ser um atrativo para alguns, mas não para mim. Entretanto, reconheço o talento dos músicos - não só como instrumentistas, ams como compositores - e, em especial, a bela voz de Elke Klein. Um álbum bem bacana e interessante que merece estar na sua coleção. E apesar de não me agradar em alguns momentos, o recomendo sem medo para vocês. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

HEAT – Heat
Released in 1993 via Rockwerk Records
Cat. Not catalogued

Tracklist

01. Raise Your Hands
02. What About Love
03. We're Gonna Rock
04. Could Have Been Love
05. 2nd Hand Show
06. Wild Times
07. Give Me Your Love
08. Cryin'
09. Got It Made
10. Never Say No
11. A Song For You


Lineup
Elke Klein - vocalss
Lutz Korndörfer - keyboards
Torsten Weber - guitars
Marcus Rippl - bass
Ralf Deutscher - drums

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...