sexta-feira, 26 de novembro de 2010

OS DETALHES DO SHOW DE GLENN HUGHES EM PORTO ALEGRE

No dia 30 de Outubro noticiei aqui a vinda do legendário Glenn Hughes à Terra Brazilis. Pois agora, trago os detalhes do showzaço que Mr. Hughes fará na bela Porto Alegre.

A apresentação acontecerá no Beco (Av. Independência, 936) no dia 12 de Dezembro, um domingo rendido, como sempre. A banda Venus Attack fará a abertura do evento. A casa abrirá suas portas às 20:00, e uma hora depois rola o show de abertura. Às 22:00 está marcada a aparição de Glenn Hughes e aí, meu camarada, haja ouvido para tantos bons sons! Você pode obter mais informações através do telefone (51) 3026 3602.

Ingressos antecipados:

1º lote R$ 60
2º lote R$ 70
3º lote R$ 80

JEFF BECK ARRASA NO RIO DE JANEIRO

O texto abaixo é de Luciano Oliveira, - do Rock Em Geral - sortudo que esteve no showzaço que Jeff Beck (foto) fez no Rio de Janeiro, no último dia 24.

Não foi a aglomeração de típicos fãs de classic rock do lado de fora do Vivo Rio, ontem, o indicativo de que a noite seria especial. A ficha só caiu quando, lá dentro, Jeff Beck subiu no palco com ar despretensioso e percutiu pela primeira vez as cordas de sua guitarra, extraindo um som puro, cristalino, como só ele sabe fazer. Depois de sete anos fora do mercado, o guitarrista tem um novo álbum para mostrar, e tirou dele quatro músicas para montar um repertório de rara beleza técnica e, ao mesmo tempo, cativante. "Emotion & Commotion" trouxe um Jeff Beck inspiradíssimo de volta ao Brasil, depois de 12 anos, quando, possesso, deixou todos de queixo caído em pleno Free Jazz.

Dessa vez a coisa flui diferente, com a tensão substituída pela descontração. No palco, os músicos estavam à vontade, sorrindo o tempo todo em irresistíveis flertes musicais que ajudam a prender a atenção do público. Já na segunda música, Beck deixa o batera Narada Michael Walden e a baixista Rhonda Smith se divertirem um bocado, numa encurtada versão de "Stratus", do excepcional baterista Billy Cobham. A música serve com cartão de visitas de seus novos amigos, com direito a um solo particular de Neruda e um verdadeiro espancamento de cordas de baixo de Rhonda, coisa que se repetiria durante todo o set. Ela ainda faria o vocal em algumas músicas (em "I Want To Take You Higher", arrebentou) junto com o discreto (porém preciso) tecladista Jason Rebello. Logo se vê que se trata de um show de banda. E que banda!

Mas é Jeff Beck o chefe da turma, que logo apresenta as armas na dobradinha "Corpus Christi Carol"/"Hammerhead", do novo CD, a segunda com um incrível sotaque hendrixiano, como se Beck estivesse tocando junto com Jimi Hendrix, num crossover imaginário de lascar. A música é uma das mais pesadas da noite, mas não se pode reclamar de um guitarrista que sabe dosar tudo o que se pode tirar de uma guitarra. Às vezes solos, noutras andamentos; dedilhados ou steel guitar; velocidade, precisão ou as duas coisas… tudo faz parte do universo de um guitarrista que circula por vários ritmos musicais sem deixar de soar como seu próprio estilo. Até dixieland, em homenagem a Les Paul, o inventor da famosa guitarra, apareceu no bis, em "How High The Moon", com Beck usando um modelo clássico.

Rhonda Smith, saidinha, tem direito a um bom solo de baixo, antes de Jeff Beck emplacar o maior hit da noite, "People Get Ready", reconhecida de imediato pela platéia, mesmo sem os vocais de Rod Stewart que lhe deram notoriedade. O público não se manifesta muito, mas aplaude logo de cara quando "Somewhere Over The Rainbow" é iniciada, outra do novo álbum, e ainda quando o próprio Jeff Beck ergue o braço "pedindo" palmas, como em "Big Block". Em "Angels", usa um objeto de alguém do público (uma chave?) para tocar um trecho quase acústico, de tão limpo, para delírio de todos. Em várias canções se vê a intenção de mostrar início, meio e refrão, ainda que em músicas totalmente instrumentais. Em "Blast From The East", a vontade de cantarolar é quase involuntária.

Vale notar que um show de Jeff Beck não é daqueles em que se espera a inclusão dessas ou daquela música. O guitarrista não está nem aí para isso, condensando o repertório em sua maneira única de tocar e um irretocável bom gosto. A versão para "A Day In The Life", dos Beatles, por exemplo, é de emocionar, ainda mais com a ênfase num alongado trecho psicodélico entremeado à gravação original. O que não quer dizer que o público não se sinta, por vezes, desapontado com a falta de uma "Where Were You" aqui ou um "Beck’s Bolero" acolá. Mas isso, no fundo, no fundo, não impede a satisfação de presenciar um verdadeiro desfile de boa música, encerrado de forma completa com "Nessun Dorma", uma sintética peça de erudição que arremata uma noite memorável.

Setlist
01 Plan B
02 Stratus
03 Led Boots
04 Corpus Christi Carol
05 Hammerhead
06 Mna Na Eireann (Woman Of Ireland)
07 Solo de baixo
08 People Get Ready
09 You Never Know there
10 Rollin' And Tumblin'
11 Big Block
12 Somewhere Over The Rainbow
13 Blast From The East
14 Angels
15 Dirty Mind
16 Brush With The Blues
17 A Day In The Life
Bis
18 I Want To Take You Higher
19 How High The Moon
20 Nessun Dorma

STEVE LEE GANHA TRIBUTO

A gravadora italiana April Rain Promotion lançaraá no próximo dia 10 de Dezembro o álbum "One Life, One Soul: A Tributo To Steve Lee" (foto), como homenagem ao vocalista do Gotthard, que faleceu trágica e prematuramente no dia 05 de Outubro.

Bandas de todos os cantos do planeta regravaram canções da banda e as enviaram para a seleção da gravadora, que separou uma dúzia delas entre as milhares que receberam. De acordo com a gravadora, esse projeto tinha como base a máxima "de fãs, para fãs". E foi assim mesmo que a coisa toda surgiu.

O tracklist é o seguinte:

01) Heaven - Tank & Mitzi (Itália)
02) Hole In One - GoodWins (Rússia)
03) Someday - B.J. (Brasil)
04) Let It Be - Chicka (Itália)
05) Angel - Edoardo Menchicchi (Itália)
06) Sister Moon - Pub Connection (Alemanha)
07) All I Care For - Hugo M. Otsuki (Japão/Brasil)
08) Mighty Quinn - Freak Show (França)
09) One Life, One Soul - MMM Acoustic Trio (Itália)
10) She Goes Down - Sound Explosion (Hungria)
11) Come Alive - Junkie Dildoz (Itália)
12) And Then goodbye - Nathalie Griffart (França)

O álbum estará disponível em várias lojas virtuais, enquanto os italianos negociam o lançamento de uma versão física com o empresário do Gotthard.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Muita gente foi pega de surpresa quando Andy Taylor juntou-se a Power Station, logo após a dissolução do Duran Duran, em 1984. Com um approach muito mais rocker do que sua banda anterior, Mr. Taylor mostrou que sabia fazer muito mais do que havia mostrado até então. Mas ele surpreendeu novamente quando lançou, em 1987, o excelente "Thunder", um dos álbuns mais bacanas da década de 80, na minha modesta opinião. Acompanhado de músicos veteranos, Andy Taylor revelou-se um ótimo vocalista e se aventurou pelo mais tradicional Top 40 AOR que os U.S.A. tanto produziam. O resultado foi matador!

O álbum abre em alta rotação com "I Might Lie" (assista ao vídeo aqui), rocker arrasador que traz as guitarras em primeiro plano e que tem um refrão empolgante, além da melodia frenética. Mas a minha canção favorita é "Dont Let Me Die Young" (assista ao vídeo aqui), com sua introdução mid-tempo, sempre crescente, além da melodia toda cadenciada pela bateria precisa de Mickey Curry e pela guitarras de Steve Jones (sim, aquele ex-Sex Pistols). Vocais bem colocados garantem a diversão sem nenhum incidente. Ouça sem a menor moderação! E na sequência surge "Life Goes On", balada tradicional, sem nenhuma novidade. O destaque aqui fica pelo excelente trabalho das guitarras e pela linha pesada do baixo de Patrick O'Hearn, que confere volume à melodia. Canção bacana, que desce fácil e que cumpre seu papel de baixar a adrenalina.

Seguimos com "Thunder", rocker bacana e feito para tocar em rádio. Gosto bastante do baixo em primeiro plano e do teclado discreto - cortesia de Brett Tuggle - que permeia toda a canção. Se não é nenhuma maravilha, também não faz feio. Já "Night Train" é um mid-pacer onde o baixo, mais uma vez, assume a frente e mantém toda a melodia juntamente com um teclado bem discreto. Apesar de ser uma canção onde as guitarras quase não aparecem, quando o fazem roubam a cena sem cerimônia. E "Tremblin'" mostra uma melodia mais pesada e que, talvez, funcionasse melhor com menos teclados. A bateria e o baixo assumem a frente - mais uma vez - e as guitarras são coadjuvantes nesse cenário. Canção interessante, apesar de não ser uma das que eu mais gosto. Uma simples mudança no arranjo, entretanto, transformaria tudo.

Na reta final temos "Bringin' Me Down", um mid-pacer com peso e muito, muito bacana. A melodia parece uma mistura de "I Might Lie" com "Don't Let Me Die Young", mas com andamento mais cadenciado. Outra canção que eu curto muito nesse trabalho, onde as guitarras voltam à cena com mais destaque. E gosto muito de "Broken Window" e seu baixo pulsante, bateria bem marcada e guitarras muito bem postadas ao longo da melodia, além dos teclados mais contidos. Fechamos o caixão com a instrumental "French Guitar", canção que é um desfile de teclados e piano e bateria, onde a guitarra só aparece na metade da canção. Vá entender...

Recomendo esse álbum à todos que torcem o nariz quando se fala do Duran Duran. Não pela banda, mas sim pelo excelente guitarrista que a integrava. Andy Taylor participou da trilha sonora de inúmeros filmes e seriados de televisão na segunda metade da década de 80, e ainda gravou mais um álbum - o poderoso "Dangerous" - muito diferente deste. Se manteve ativo durante toda a década de 90, gravando várias canções, integrando algumas bandas e gravando com o amigo Luke Morley (ex-Thunder e atual The Union). Inclusive, Andy Taylor foi o produtor do clássico "Backstreet Symphony", de 1991, além de tocar no álbum.

Ele voltaria ao Duran Duran em 2004 e deixaria a banda mais uma vez, dois anos depois. Hoje, ele está envolvido com uma série de projetos e rumores dão conta de que lançará um novo álbum solo em 2011. Torço para isso...

ANDY TAYLOR - Thunder
Released in 1987 on MCA Records
Cat. #MVCM - 21057 (Japanese Edition)

Tracklist
01. I Might Lie
02. Don't Let Me Die Young
03. Life Goes On
04. Thunder
05. Night Train
06. Tremblin'
07. Bringin' Me Down
08. Broken Window
09. French Guitar

Musicians
Andy Taylor - vocals, guitars
Steve Jones - guitars
Mickey Curry - drums
Brett Tuggle - keyboards
Patrick O'Hearn - bass
Paulinho Da Costa - percussion
Mark Volman - backing vocals
Howard Kaylen - backing vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...