segunda-feira, 2 de maio de 2011

BON JOVI SEGUE SEM RICHIE SAMBORA

Vocês já devem saber que o guitarrista Richie Sambora se internou em clínica para se desintoxicar. Seus recorrentes problemas com bebidas tem criado uma série de complicações não só para ele, mas também para a banda, que tomou uma decisão surpreendente na semana passada: chamou um substituto para Sambora, já que o Bon Jovi tem uma série de compromissos pendentes.

O cidadão chamado para a vaga foi Phil "Phil X" Xenidis (foto), que já prestou bons serviços a gente como Frozen Ghost, Aldo Nova e por ter substituído ninguém menos que Rik Emmett no Triumph, durante a Edge Of Excess Tour e álbum correspondente.

E você pode estar pensando agora: "será que vai dar certo?" Olha, pelo jeito já deu muito certo, conforme pode-se ler nesta matéria do Nola.com e/ou assistindo aos vídeos de "Lay Your Hands On Me" e "Runaway".

Não é segredo para ninguém que sempre considerei Richie Sambora o melhor músico no Bon Jovi. Já li muitas críticas à banda por resolver seguir com um substituto, mas devemos nos lembrar que existem compromissos profissionais, contratos assinados e fãs esperando para ver a banda, mesmo sem uma de suas grandes estrelas. Boa sorte ao Bon Jovi e uma pronta recuperação ao excelente Richie Sambora. Já a Phil Xenidis não desejo sorte porque o cara não precisa, ele é bom pacas!!!

MIKE MANGINI FALA SOBRE O DREAM THEATER

Na semana passada, o Dream Theater acabou com o suspense e anunciou o excelente Mike Mangini (foto) como novo baterista da banda, e com a indigesta missão de ocupar o lugar do legendário Mike Portnoy. Em entrevista a revista Drumhead, Mangini falou sobre o ex-batera da banda e sobre a emoção de ter superado outros seis excelentes bateristas no processo de audição conduzido pelo Dream Theater.

Disse Mangini: "Eu ainda estou me beliscando. Eu acordo quase todas as manhãs pensando em no meu próximo passo, e agora com o Dream Theater estou muito feliz, é incrível. Começo o dia e eu me pergunto, o que está acontecendo? como eu fui parar aqui? Uau!

Não importa em qual posição eu esteja, quero ser apenas quem sou, não quero que tudo o que está acontecendo mude. Eu só quero tocar minha bateria;.. é isso aí, é isso que eu quero fazer. Tudo o que eu estou esperando para fazer é ser capaz de ter a oportunidade de ir para cima juntamente com o respeito do Dream Theater. Mike Portnoy fez muito pelo Dream Theater, e comigo não vai ser diferente. Não vou apenas agitar os tambores. Eu e o Portnoy temos algo em comum, nós dois amamos Rush e Metallica, por isso é um sentimento natural. Eu quero continuar a demonstrar esse tipo de vibração, bem como oferecer algo novo trabalhando com o Dream Theater.

Quanto à audição, eu estava me sentindo muito bem. Entrei, cumprimentei a todos: 'Oi, gente, eu estou pronto!' Eu estava absolutamente pronto para ir lá e não cometer um erro sequer. Em minha mente, eu tinha que ser assim. Isso foi importante para mim. Eu tinha muito interesse nestas pessoas e nesta música. Eu não ia estragar tudo.

Então, lá estava eu. Toquei as músicas e tudo se movimentava diante de mim, ou seja, eu não estava pensando, 'Oh meu Deus, este é um teste!' Era mais, 'Ok, eu vou contar aqui, eu vou olhar para o Jordan Rudess, tocando o teclado, John Myung aqui, John Petrucci lá, James LaBrie lá, etc. Eu estava atento. Meus olhos estavam pegando tudo o que eles estavam fazendo. Era como se eu soubesse de tudo que eles faziam. Por exemplo, se John Myung tocava algo diferente em 'The Spirit Carries On', eu estava pronto. Eu estava assistindo, ouvindo e sentindo tudo o que estavam fazendo como se minha vida dependesse disso. Quando Jordan e John fizeram algo em um solo, eu os segui. John fez algo diferente em um riff de guitarra, eu tinha que pegar. John Petrucci estava ligado em tudo.

Nós estávamos 100 por cento, era o que parecia. Eles vinham até mim e diziam coisas agradáveis​​, reconhecendo o que eu estava fazendo. Eu não queria demonstrar tristeza ou carência, mas eu precisava deles para dizer essas coisas. Acredito que todos nós podemos usar o reconhecimento e uma dose de simpatia com aquilo que realmente gosta de fazer. Sabiam que eu os respeitava"

ENTREVISTA COM JIM KIRKPATRICK

Quando o FM anunciou que retomaria sua carreira depois de sua participação no FireFest, muitos se perguntaram quem seria o guitarrista da banda, já que Andy Barnett havia declarado que não continuaria na posição. Logo a banda anuciaria que Jim Kirkpatrick, amigo de Steve Overland, assumiria o posto de guitarrista do FM. Logo nos primeiros shows que os ingleses fizeram, a resposta dos fãs foi muito positiva e a aposta da banda provou ser a correta. Desde então, Kirkpatrick gravou com o FM os E.P.s "Wildside" e "City Limits", além do álbum "Metropolis" que a banda vem divulgando pela Europa em uma série de shows que ainda passará por Suécia, Inglaterra, Irlanda, Holanda, Bélgica, Alemanha e Portugal. E foi durante o intervalo da atual tour que tive o prazer de falar com Jim Kirkpatrick, com exclusividade para a AORWatchTower.

01 Você se juntou ao FM por indicação de Steve Overland. De onde vocês e conheciam?

Jim Kirkpatrick:
Steve e eu nos conhecemos em 2004 no pub que ambos frequentamos. Descobrimos que éramos vizinhos morando na mesma rua. Também começamos a sair para bebermos umas cervejas e seis meses depois começamos a compor algumas partes juntos. Na verdade, uma das primeiras canções que escrevemos juntos foi "Start It Up", que acabou incluída no E.P. "City Limits".

02 Quais são suas influências, Jim? E há alguma coisa que você ouviu ultimamente que chamou sua atenção?

Jim Kirkpatrick:
Influências...ooh. É uma longa lista (risos). Gosto muito de blues, Hendrix, Queen, Clapton, Little Feat, The Beatles, The Beach Boys (Brian Wilson em particular), Free e Bad Co., Allman Brothers Band, Rory Gallagher, The Small Faces. Gosto muito de canções centradas na guitarra mas também gosto de pop bem escrito.

03 De alguma maneira foi difícil substituir Andy Barnett?

Jim Kirkpatrick:
Bem, há coisas que ele gravou que me são impossíveis tocar, pois ele é muito rápido, mas de maneira geral, não foi não. Eu acho que os fãs preferem a sonoridade que Chris Overland imprimiu e tenho me concentrado muito mais nisso.

04 Então posso deduzir que foi fácil para você reproduzir os acordes de Chirs Overland, já que você certamente estava familiarizado com o material... (Risos)

Jim Kirkpatrick:
Eu estava bem familiarizido com o material do FM antes de me juntar a banda (risos), e tem sido um grande prazer tocar as músicas deles. Sempre fui um grande fã de Chris e de sua maneira mais melódica de tocar.

05 Sua estréia com a banda foi no Wigan’s Winstanley College, em Março de 2009. Quais suas memórias daquela noite?

Jim Kirkpatrick:
Eu estava muito nervoso e provavelmente aquele foi o show mais difícil que já toquei desde que entrei para o FM, porque me apresentei perante 150 fãs maníacos pela banda e que certamente conheciam as canções melhor que eu. Fiquei muito aliviado quando o show acabou e fomos para o bar do hotel (risos).

06 Haviam grandes expectativas quanto ao retorno do FM. Isso lhe afetou de alguma maneira?

Jim Kirkpatrick: Em relaçlão aos shows sim, fiquei muito nervoso e apreensivo nas primeiras apresentações. Eu sabia que as pessoas me julgariam por ser o substituto de Andy e julgariam a banda por isso também, mas acredito que provamos à todos que estamos em forma. Era sabido que teríamos que caprichar com "Metropolis" e acho que conseguimos. A resposta dos fãs e crítica foi fantástica. E acho que o fato de termos feito um bom álbum nos anima para seguirmos por mais alguns anos. Um álbum ruim, por outro lado, certamente teria encerrado a carreira da banda.

07 E apenas seis meses depois de você ter se juntado ao FM, a banda foi uma das atrações principais no Firefest VI. Uma grande experiência, tenho certeza...

Jim Kirkpatrick: Hoje tudo aquilo parece mais como um borrão para mim, mas eu gostei muito. Hoje, me sinto muito mais confortável e a vontade na posição que ocupo na banda do que naquele momento. E a festa pós-show foi excelente (risos).

08 Os fãs do FM lhe receberam muito bem na banda e todos elogiam sua técnica. Você temia uma recepção diferente da que você teve?

Jim Kirkpatrick: Sim, os fãs poderiam ter me odiado (risos). E aquilo teria sido muito ruim para a banda. É sempre uma aposta arriscada substituir um integrante. Sei que o FM perdeu muitos fãs quando Andy Barnett entrou para a banda em 1991. Ele é um guitarrista muito diferente de Chris Overland e não tocava corretamente os solos de algumas canções que Chris havia gravado nos álbuns "Indiscreet" e "Tough It Out", pelo que ouvi dizer. Acho que isso o prejudicou um pouco mas acho que ele se redimiu completamente com "Aphrodisiac". Quando eu entrei para a banda decidi tocar o material mais antigo da maneira mais fiel possível porque achava que era aquio que os fãs queriam ouvir. Mas tenho a oportunidade de imprimir a minha sonoridade nos próximos álbuns, mas também sei que existe uma certa linha que deo seguir para fazer com que as canções soem como FM.

09 Você tocou nos E.P.s "Wildside" e "City Limits", além do álbum "Metropolis". Como é dinâmica de trabalho da banda? Você já sente confortável com o resto da banda? (Risos)

Jim Kirkpatrick:
Nos damos muito bem e estamos todos confortáveis uns com os outros (risos). No estúdio somos todos iguais e parece estamos juntos desde sempre.

10 Eu já entrevistei Pete Jupp duas vezes e na última vez em que falamos ele me disse que o FM poderia lançar seu novo álbum ainda no segundo semestre de 2011, se tudo ocorrer conforme os planos da banda. Como estão as coisas neste momento? Podemos esperar o novo álbum do FM no segundo semestre?

Jim Kirkpatrick: Esperamos que o álbum seja mesmo lançado aina em 2011 e o material todo está qusase todo pronto. E é, no mínimo, melhor que "Metropolis". Já estamos trabalhando nas estratégias de divulgação para o álbum!

11 Pete também disse naquela ocasião que não havia muito o que falar sobre o novo álbum, a não ser que seguiria a mesma linha de "Metropolis". O que você pode nos contar sobre o novo trabalho depois de todos esses meses?

Jim Kirkpatrick: O novo álbum soa mesmo como "Metropolis" mas não é exatamente uma s equência dele, e também acho que as canções são melhores.

12 Ainda, a canção "Kissed By An Angel" está no álbum "Rock For Japan", que acaba de ser lançado. Fale um pouco sobre ela, Jim...

Jim Kirkpatrick: Essa canção acabou ficando de fora da edição ocidental de "Metropolis" mas entrou como bonus track da edição japonesa. É uma canção com ar bem pop e sua demo já tinha muita qualidade.

13 Ela será incluída no próximo álbum?

Jim Kirkpatrick:
Não.

14 Eu havia perguntado a Pete, em Janeiro, se algum dos shows que o FM fará em 2011 seria gravado para lançamento em DVD Alguma novidade a respeito?

Jim Kirkpatrick: É possível, mas não tenho certeza.

Jim, foi um prazer falar com você. Uma vez mais eu agradeço pelo tempo e atenção despendidos para que pudéssemos conversar. Lhe desejo o melhor e muito sucesso em sua carreira com o FM.

Jim Kirkpatrick: Obrigado por seu apoio, Juliano. E obrigado à todos os fãs por seu apoio, e que tenhamos todos um excelente 2011.

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...