quarta-feira, 1 de junho de 2011

JOE ELLIOTT ASSUMINDO RESPONSABILIDADE

Quem sabe, ele abraçou mais do que pode carregar.

O frontman do Def Leppard tem muito do que se orgulhar: às vésperas de uma tour com ingressos esgotados liderando um cast que também inclui o Heart e o lançamento do primeiro disco ao vivo da banda - o bacana "Mirrorball" - o vocalista associou o surgimento do rock alternativo ao legado da banda.

Joe Elliott (foto) declarou: "O Nirvana e o Pearl Jam aconteceram por causa do Def Leppard . O alternativo aconteceu por causa do Def Leppard. Eu não acho que haja o que ser discutido quanto a esse fato. Foi por causa do Def Leppard que você tinha o seu Winger, seu Cinderella, seu Warrant e Slaughter fazendo exatamente o que fazíamos, apenas não tão bem. Isso por sua vez diluiu o que fazíamos e as pessoas ficaram com nojo daquilo. Então o povo precisava de algo novo para voltar-se e Eddie Veder substituiu Bret Michaels".

E você acha que Elliott ainda e incomoda com isso? Segundo o próprio, de maneira alguma.

"Com o que eu deveria me ressentir?" argumenta Elliott. "Nosso último single acaba de entrar em #1 na parada das rádios rock dos U.S.A., estamos fechando o Donnington Festival pela segunda vez em quatro anos e claro, tem a tour com o Heart e o disco ao vivo. Ainda somos competitivos".

Ah, são mesmo. Com seus altos e baixos, alternando álbuns bem bacanas com outros lamentáveis, a banda cairá na estrada a partir de 15 de Junho em West Palm Beach, seguindo em frente com mais de 40 shows antes de encerrar a festa em Washington, no dia 15 de Setembro.

E o Def Leppard não está contente em repousar sobre seus louros uma vez que as coisas se acalmem. Elliot completa que a banda tem metas mais ousadas após os deveres de 2011.

"Eu não vejo porque o Def Leppard não deveria sair em tour de novo ano que vem e quem sabe lançar um novo álbum ou até mesmo um EP. Essa é uma banda que está tentando chegar lá junto dos seus Rolling Stones, Pink Floyd e Queen. Você não chega lá sentado em casa durante o verão".

SIMON KIRKE FALA SOBRE A DECLARAÇÃO DE BRIAN HOWE

Há cerca de dois anos, o vocalista Brian Howe declarou que havia deixado a Bad Company porque "estava cansado de fazer todo o trabalho". Nenhum dos outros integrantes da banda se incomodou a ponto de falar alguma coisa a respeito, pelo menos até agora!

Em entrevista a Guitar International, o baterista Simon Kirke - o único integrante presente em todas as formações que a banda já teve - respondeu a uma pergunta específica sobre o assunto. O jornalista Brady Lavia perguntou o seguinte: "Brian Howe tem sido citado por ter dito que o motivo pelo qual ele deixou Bad Company foi que ele estava cansado de fazer todo o trabalho. Pode nos dar o outro lado dessa história?"

Simon Kirke (foto) disparou: "(Risos) Sim, eu ouvi isso, eu ouvi isso, que ele estava cansado de fazer todo o trabalho. Bem, sem manter o seu departamento jurídico muito ocupado... (risos) Olha, ele tem direito à opinião dele. Ele, muito sinceramente, não se encaixava na banda. Essa é a pura verdade. Às vezes ele era difícil de lidar, como tenho certeza que eu era, mas a personalidade dele e nossas personalidades se chocavam no final. Nós apenas não nos dávamos bem, e assim nos separamos. Se ele fez ou não a maior parte do trabalho, é algo a ser debatido, mas nós tivemos algum período produtivo com ele. Nós fizemos algumas músicas muito boas com ele, então eu vou olhar para trás, sobretudo com lembranças afetuosas. E isso é mais diplomático que eu posso ser".

Clique aqui e leia a entrevista na íntegra - in English, obviously. Vale a pena...

ENTREVISTA COM HAL MARABEL

Uma das melhores bandas de AOR da Suécia, o Bad Habit é nome bem conhecido dos amantes dos bons sons. Com uma série de grandes álbuns no currículo, a banda se mantém entre os grandes nomes do cenário com belos trabalhos, dentre os quais vale a pena apontar "Above And Beyond" e "Atmosphere", os dois mais recentes lançamentos da banda. Em uma entrevista muito bacana e que foi feita em dois dias, tive o prazer de conversar com Hal Marabel (foto), o guitarrista, produtor e compositor do Bad Habit. Em sua primeira - e exclusiva - entrevista para a Terra Brazilis, Marabel foi de uma simpatia ímpar e sem mais delongas aqui está o papo com Hal Marabel, na íntegra e com exclusividade para a AORWatchTower.

01. Vamos começar com uma pergunta bastante tradicional: como o Bad Habit foi formado?

Hal Marabel: Eu sempre quis tocar em uma banda e depois de tocar em várias delas, todas amadoras, senti que era hora de buscar um projeto mais ambicioso. Doc (o tecladista original) e eu começamos a experimentar alguns arranjos e harmonias até que tivéssemos a base para o que se tornaria a sonoridade característica do Bad Habit. Recrutamos Bax (que ambos já conhecíamos), Patrick (que na época atendia pelo nome de Stevie) e Jan Andersson (o baterista original). Em maio de 1987 tínhamos a banda pronta para gravar a primeira demo, a qual acabou se transformando no mini-álbum "Young & Innocent".

02. Lá se vão 25 anos desde o primeiro single do Bad Habit. Como você vê a banda hoje, de maneira geral?

Hal Marabel: Trabalhamos de maneira um pouco diferente hoje em dia, em comparação com o início, mas o approach melodic rock permanence o mesmo. Ainda gostamos da música e do processo criativo, e nos damos muito bem depois de tanto tempo.

03. Musicalmente, a banda não se arrisca muito. Para alguns, isso é manter-se em sua zona de comforto; para outros, é conhecer seu espaço e fazer o melhor aonde está. Qual das duas afirmações é verdadeira, se é que alguma delas realmente é...

Hal Marabel: Bem, apesar de nos mantermos fiéis ao nosso estilo, nós criamos algumas variações entre nossos álbuns. Por exemplo, há uma grande diferença entre "Hear-Say" e "Adult Orientation", mas no fim das contas, acredito que o mais importante é não se desviar muito da sua sonoridade característica.

04. Eu gostei muito de "Atmosphere" e sempre aponto aquele álbum como um dos melhores trabalhos do Bad Habit. AOR/Melodic Rock direto, com refrões memoráveis e melodias ponderosas. Como você vê o novo álbum, da posição privilegiada de quem está na banda desde o começo?

Hal Marabel: Eu acreditei muito nesse trabalho desde o início. Tinha um bom pressentimento sobre ele, acho que todos tínhamos. Ele é um ótimo representante do que o Bad Habit é, combinando harmonias melódicas com uma sessão rítmica poderosa e pesada. Curtimos muito…

05. Foi um album fácil de gravar?

Hal Marabel: Nem mais nem menos que os outros. A parte da gravação, propriamente dita, é a mais fácil para mim. É o processo de composição que demanda tempo e requer muita consideração. Temos um rígido processo para selecionar material para cada álbum. Para o novo, eu posso dizer que foi muito divertido produzí-lo. Todos gostamos das canções e o ambiente durante as gravações sempre foi o melhor possível.

06. Além de produzir, você também arranjou o álbum. Somando todas as suas funções, não fica difícil desempenhar as três funções?

Hal Marabel: Nunca é difícil mas pode ser arriscado, especialmente em relação ao tempo. Não é fácil juntar todos os pedaços, mas quando se faz o que se gosta, você sempre faz dar certo.

07. Você também produziu "Above And Beyond", outro dos álbuns que mais curto do Bad Habit. Pessoalmente, acho que ele soa bastante como "Atmosphere" e acredito que por isso gostei tanto do novo trabalho...

Hal Marabel: Com “Above And Beyond” nós tivemos uma sonoridade mais aberta. Já com "Atmosphere" optamos por uma sonoridade mais pesada. Mas na parte musical há semelhanças sim, você está correto.

08. "Above And Beyond" contou com a presence de Doc Pat Shannon, o tecladista original da banda. Como ele se envolveu no projeto?

Hal Marabel: Doc vive atualmente nos U.S.A. e nós tínhamos um plano de incluí-lo no album, mas as agendas não combinavam. Como ele não pode participar como tecladista, acabou se envolvendo como co-produtor.

09. Vou lhe confessar que na primeira vez em que ouvi "Hear-Say" não me acostumei imediatamente com o material. E apesar de o album ter boas canções, admito que a bateria programada não me soa bem. Ainda, o álbum traz guitarras mais pesadas do que em qualquer outro trabalho da banda. O que a banda buscava com esse novo approach?

Hal Marabel: Nós queríamos tentar algo mais pesado e com approach mais mecânico. Achamos que era a hora certa. Consideramos "Hear-Say" um bom album, com boas canções, mas tivemos que mudar de direção e retomar a sonoridade mais melodica que é a marca registrada da banda.

10. O excelente "Adult Orientation" é sempre mencionado como um clássico do Bad Habit. Um album perfeito, com guitarras e teclados na medida certa, além das interpretações arrasadoras de Bax Fehling. Qual a sua opinião pessoal sobre o álbum?

Hal Marabel: Bem, aquele album representou uma grande mudança para a banda, não apenas na maneira em que a banda imprimia sua sonoridade característica, mas também na maneira que tratávamos o melodic rock, incluindo nosso visual (risos). Fomos uma das primeiras bandas a cortar os cabelos longos. Aquele album é especial para todos nós.

11. A Suécia sempre foi o berço de grandes bandas de AOR/Melodic Rock. Qual é o cenário musical do país atualmente?

Hal Marabel: Não há muitos hoje em dia, mas acho que o interesse pelo AOR está crescendo bastante. Acho que as coisas irão melhorar.

12. Sempre trato do retorno do AOR, algo que vem acontecendo discretamente desde a metade da década de 90 e que ganhou força no início dos anos 2000, quando muitas bandas retornanarm ao cenário. Você acha que o AOR voltou para ficar desta vez?

Hal Marabel: Eu não vejo da mesma maneira bandas que se reuniram para refazer o que faziam no passado daquelas que buscam algo novo, um approach diferente para seu trabalho. Creio que o Bad Habit seja parte do segundo grupo (risos).

13. Há alguma banda/artista que esteja foira do cenário atual e que você gostaria de ver nos palcos novamente?

Hal Marabel: Há várias bandas que eu gostaria de ver novamente, mas costumo me desapontar quando vejo bandas do passado retornando ao cenário, já que muitas delas perderam seu brilho e parecem estar fazendo a coisa toda pelos motivos errados. Mas verei um grande show com Journey e Foreigner em Junho, e estou muito ansioso por isso (risos).

14. O que você tem ouvido ultimamente?

Hal Marabel: Ah, ouço vários estilos musicais, desde baladas até metal, dependendo do meu humor. Em meu carro, normalmente toca AC Pop Rock e Hard Rock.

15. Há algumas bandas brasileiras que eu recomendaria a você: Auras, Highest Dream e N.O.W. são bandas que merecem sua atenção, Hal. Ou você já conhece alguma delas?

Hal Marabel: Não Juliano, não conheço nenhuma, mas vou buscar seu material. Agradeço a dica.

16. O Bad Habit fazendo alguma tour para divulgar "Atmosphere"?

Hal Marabel: Acredito que você deva trazer a banda para o Brasil. Seria ótimo ver vocês tocando por aqui... here…Não somos o tipo de banda que sempre faz tours, mas nos apresentamos frequentemente e estamos negociando mais shows com alguns agents europeus. Vamos ver como ficam as coisas…

Hal, foi um prazer falar com você. Espero que possamos falar novamente em breve, e deixo aqui meu abraço ao restante da banda.

Hal Marabel: Agradeço as palavras, Juliano. E quero aproveitar a oportunidade para agradecer aos fãs pelo apoio e por comprar nossos álbuns. Espero vê-los todos em um futuro próximo...

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...