sexta-feira, 16 de março de 2012

VEGA COMEÇARÁ A DIVULGAR O NOVO ÁLBUM

Uma das grandes surpresas de 2010 foi a estréia dos britânicos da Vega (foto), com o excelente álbum "Kiss Of Life". Desde então a banda vinha compondo o material que integraria o tracklist do segundo trabalho. Pois agora a Vega anuncia que o segundo álbum já está pronto e o lançamento deve ocorrer no início do segundo semestre.

E para começar a divulgação eles participarão do projeto Grand Acoustic que, apesar do nome, nem sempre traz shows acústicos, mas sempre realizados no Scandic Hotel Grand Central, hotel luxuoso no centro de Estocolmo. O mais bacana é que os shows não são exclusivos aos hóspedes e são absolutamente gratuitos.

A Vega se apresentará no dia 27 de Abril e estarão acompanhados pelos suecos da Miss Behaviour.


BREAKING NEWS

* Os canadenses da Honeymoon Suite acabam de lançar "If Tomorrow Never Comes", novo single digital que pode ser comprado aqui. Com a sonoridade clássica da banda, essa canção é a primeira inédita desde o lançamento do álbum "Clifton Hill", em 2008;

* Em entrevista concedida à Classic Rock Revisited, o vocalista Dennis DeYoung surpreendeu quando afirmou que aceitaria voltar ao posto de frontman do Styx, caso fosse convidado. Depois de anos de brigas e trocas das mais variadas acusações, resta saber se algum integrante da banda aceitaria o retorno;

* Quem se prepara para cair na estrada em tour pela Europa é o guitarrista Kee Marcello, entre 23 de Março e 14 de Abril. E olha que o cidadão estará muito bem acompanhado pela canadense Alannah Myles, pelo tecladista Don Airey e, em datas específicas, o TNT se juntará ao trio. Nada mal, hein? Mais informações você encontra aqui.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O Chicago é uma verdadeira instiução musical nos U.S.A. e não há apreciador dos bons sons que não reconheça a alta qualidade dos álbuns da banda, mesmo que não seja sua praia. Quando o baixista, vocalista e integrante fundador Peter Cetera deixou a banda em 1985, muitos acharam que abanda não encontraria um substituto à altura. Richard Page - baixista e vocalista do Mr. Mister - foi convidado e recusou o convite e o Chicago acabou descobrindo Jason Scheff, cidadão que se encaixou como uma luva na banda. Mas a banda havia decidido ampliar sua sonoridade e rompeu a parceria de sucesso com David Foster para gravar "19", álbum produzido por Chas Sandford e Ron Nevison. Além disso, foi nesse álbum que Bill Champlin ganhou o merecido destaque. Ale´m disso, a banda contou com colaborações de peso nas composições, contando com material assinado por Diane Warren, Tim Feehan, Albert Hammond, Bruce Gaitsch, Bobby Caldwell, Marc Jordan, John Capek e o produtor Chas Sanford, entre outros. O resultado foi explosivo...

O álbum abre com "Heart In Pieces", um rocker arrasador que mostra que o Chicago não é uma banda que só sabe gravar baladas (embora seja, inegavelmente, seu forte). Com linha de bateria um pouco diversa da versão gravada por Tim Feehan dois anos depois, confesso preferir essa aqui. Gosto demais do teclados ocasionais e principalmente dos metais, sempre precisos, além dos backing vocals que conferem mais volume ao refrão arregaçante, e também da interpretação magistral de Bill Champlin. Uma verdadeira pancada, um dos grandes destaques do álbum e que merece ser ouvido no volume máximo, assim como "I Don't Wanna Live Without Your Love", baladaça arrasa-quarteirão que atingiu a posição #3 no Billboard Hot 100 e #5 no U.S. Adult Contemporary Tracks. Com andamento característico e linha de baixo envolvente, essa canção  apresenta teclados em primeiro plano, mas sem nenhum exagero. A guitarra de Dawayne Bailey tem precisão cirúrgica e aparece apenas quando necessária. O refrão é memorável e, mais uma vez, os backing vocals fazem diferença nesse outro destaque do álbum, sem dúvida. Já "I Stand Up" traz a sonoridade mais tradicional do Chicago, com os metais se apresentado desde o início e sendo acompanhados por um baixo pesado e por teclados sempre discretos, além de contar com um solo de guitarra bem bacana. Uma bela canção que agradrá em cheio os apreciadores mais conservadores da banda.

Continuamos com "We Can Last Forever", (#55 no Billboard Hot 100 e #12 no U.S. Adult Contemporary Tracks) outra balada de fazer arrepiar os bigodes do gato da bruxa malvada do leste. Gosto muito do arranjo e andamento dessa canção, especialmente a transição entre os versos, bridges e refrão. Com guitarras mais presentes (especialmente a partir da segunda parte da canção), os teclados ganharam mais destaque, além da interpretação caprichada de Jason Scheff, como de costume. Seguimos com "Come In From The Night", um crossover entre a sonoridade mais tradicional da banda e a proposta mais moderna do álbum. O resultado é uma canção forte, com linha de baixo bem marcada, acompanhado de metais certeiros e guitarras ocasionais, tudo isso construindo um dos destaques do álbum e que, por tudo que foi dito anteriormente, merece sua atenção e o volume máximo de seu equipamento de som. E eis que chega "Look Away", balada que faria jorrar whisky das tetinhas das vacas malhadas das montanhas de Asgard. O single atingiu a posição #1 no Billboard Hot 100 e também no U.S. Adult Contemporary Tracks. Com melodia crescente (uma característica da autora Diane Warren) e refrão explosivo, essa canção conta com uma das melhores interpretações de Bill Champlin, além de deixar clara qual era a direção musical que a banda queria seguir. Um petardo sonoro, arrebatador e que merece volume máximo, janelas abertas e uma bela companhia!!!

E quando você começa a se recuperar do impacto eis que surge "What Kind Of Man Would I Be?", outra balada matadora, dessa vez com Jason Scheff arregaçando nos vocais. A melodia é destruidora, envolvente e culmina em um refrão absolutamente apavorante (no bom sentido, logicamente), além de trazer um solo de metais muito bacana nessa canção que é, sem dúvida, outro destaque do álbum. O single atingiu a posição #5 no Billboard Hot 100 e não é difícil imaginar como ou porque. Depois de atordoar o ouvinte, nada melhor que um rocker caprichado, com base de baixo em primeiro plano, por onde guitarras e metais desfilam como acompanhantes, e "Runaround" tem tudo isso. Portanto, volume nas alturas (não foi abaixado ainda, acredito) e capriche na sua air guitar. Outro rocker matador chega em "You're Not Alone", canção absolutamente radio friendly e que traz outra interpretação perfeita de Bill Champlin. Com melodia envolvente, refrão marcante, guitarras irretocáveis e intepretação de arrepiar, essa canção é facilmente outro destaque do álbum, assim como  "Victorious", mid-pacer capaz de fazer vampiro tomar banho com água benta. Robert Lamm é preciso nos vocais dessa canção que conta com melodia envolvente (graças à linha de baixo em primeiro plano), além de contar com excepcionais backing vocals no refrão e também ao final da canção. Canção espetacular para fechar um álbum simplesmente matador.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, considero "19" não apenas o melhor álbum do Chicago na década de 80, mas também um dos melhores trabalhos em toda a distinta discografia da banda. Pessoalmente, ouço o Chicago se superar em todos os aspectos musicais que haviam apresentado até então, e especialmente na década de 80 onde a banda gravou dois de seus mais venerados álbuns, os excelentes "16" e "17". Ainda, o receio inicial em saber que a banda não trabalharia com David Foster se transformou em um isto de alegria e espanto (no bom sentido) ao ouvir até onde Ron Nevison e Chas Sandford levaram o Chicago. Se é absurdamente possível que você ainda não tenha este álbum, não faz idéia do que está perdendo. Espero que esse review tenha despertado a curiosidade em vocês porque, acreditem nibelungas e nibelungos, "19" é mais que um álbum obrigatório, ele é essencial.

CHICAGO - 19
Released in June 20th 1988, on Full Moon/Reprise Records
Cat. #7599-25714-2 (Europen Pressing)

Tracklist
01 Heart In Pieces
02 I Don't Wanna Live Without Your Love
03 I Stand Up
04 We Can Last Forever
05 Come In From The Night
06 Look Away
07 What King Of Man Would I Be?
08 Runaround
09 You're Not Alone
10 Victorious

Lineup
Jason Scheff - vocals, bass, backing vocals
Bill Champlin - vocals, keyboards, guitars, bcaking vocals
Robert Lamm - vocals, keyboards
Dawayne Bailey - guitars
Danny Seraphine - drums, percussion, programming
Lee Loughnane - trumpet
James Pankow - trombone
Walter Parazaider - saxophone 

Guest Musicians
Dann Huff - additional guitars
Chas Sandford - additional guitars
Phillip Ashley - additional keyboards
John Campbell - additional keyboards
Charles Judge - additional keyboard
Mike Murphy - additional percussion, programming
Peter Kaye - additional programming
Peter Mayer - additional programming

AVISO

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