sexta-feira, 30 de março de 2012

JERRY DIXON RELEMBRA JANI LANE

Em recente entrevista concedida ao Legendary Rock Interviews,o baixista Jerry Dixon falou um pouco sobre, Jani Lane, ex-vocalista do Warrant que faleceu tragicamente no ano passado. Confira trechos abaixo:

Sabemos que você não estava muito feliz com a forma que a reunião de 2008 terminou, mas não veicularam o quanto a banda tentou ajudar Jani Lane naquele tempo.

Jerry Dixon: Com certeza. É estranho como as pessoas se comunicam hoje em dia no Facebook, de forma tão imediata, e ainda há pontos tão obscuros desse tópico em partcular. Há vários fãs nossos que parecem nem saber que tentamos de verdade fazer uma reunião em 2007 e 2008. Publicam coisas sobre como não tentamos ajudar Jani depois que ele saiu. Tentamos de verdade fazer aquela reunião, colocamos Jani numa clínica de reabilitação naquela época e permanecemos visitando ele, sem ignorá-lo. O álcool estava proibido em qualquer parte de nosso backstage e levamos um dos conselheiros do Dr. Drew durante nossa turnê, mas mesmo assim fizemos apenas 11 shows. Foi uma grande decepção para nós, mas não eram apenas negócios, temos corações por baixo de nossa pele.

Jani Lane nunca aceitou ou entendeu como ele era apreciado ou como a música que o Warrant fez era também muito apreciada.

Jerry Dixon: Sim, e isso sempre me deixou triste, mas ele estava desconfortável com tudo. Quero dizer, ele relutava com coisas do dia-a-dia que não se deveria relutar, como viajar ou feriados, coisas que deveriam ser fáceis de se lidar, não ficando nervoso. Queria também mencionar algo que eu penso muito sobre e que não sei se as pessoas se dão conta. Se você quer saber sobre a vida de Jani Lane, sobre o que aconteceu com ele, está tudo em suas músicas. Em discos como "Ultraphobic" e especialmente "Belly To Belly", você pode ouvir a história das coisas indo mal em sua vida. Todos querem saber o que rolou com Jani, mas a vida de Jani Lane está em suas músicas. Em uma noite coloquei "Falling Down" para tocar, e foi algo como “Cara, a história está aqui”, e eu não sei se as pessoas já repararam. Ele estava dizendo ao mundo o quanto ele estava mal e nem eu nem a maioria das pessoas percebemos isso na época.

TRAJETÓRIA DE ARNEL PIÑEDA CHEGANDO AOS CINEMAS

Todos certamente conhecem a histórioa de Arnel Piñeda, atual vocalista do Journey. Pois bem, os caminhos que levaram o pequenino das ruas de Manila até os palcos como frontman de uma das mias importantes bandas na história do rock chegará aos cinemas em breve com o nome de "Don't Stop Believin': Everyman's Journey".

O documentário fará sua estréia oficial em 03 de Maio, durante o San Francisco Film Festival.

Piñeda foi anunciado como novo vocalista do Journey em 05 de dezembro de 2007. No dia 21 de Fevereiro de 2008 ele fez sua primeira apresentação a frente da banda no renomado Viña Del Mar International Song Festival, no Chile. 

Até agora, Piñeda lançou dois álbuns com a banda: o ótimo "Revelation" (de 2008) e o meia-boca "Eclipse" (de 2011), além do DVD "Live in Manila" (de 2009), que registrou um excelente show em sua terra natal.

Clique aqui para assistir ao trailer do documentário mencionado acima.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A essa altura dos acontecimentos, acredito que nenhum amante dos bons sons aidna ache que o Canadá se resume a Bryan Adams e Harem Scarem (sou fã de ambos) e tenho certeza de que sabem que existem - ou existiam - coisas bem bacanas por lá. A Honeymoon Suite é uma dessa bandas que nunca teve o devido reconhecimento por parte da mídia, mas o azar é totalmente de quem depende dela. Em 1991 a banda lançou "Monsters Under The Bed", um de seus trabalhos mais marcantes (na minha opinião) e que permanece como um favorito meu.

O álbum abre com "Say You Don't Know Me" (assista ao vídeo aqui), um rocker excelente com melodia crescente e refrão explosivo, tudo permeado por teclados bem dosados, como a banda costuma fazer. Volume máximo e janelas abertas para o primeiro destaque do álbum. Com base toda acústica a bacana "Bring On The Light" apresenta arranjo bem tradicional e melodia que tem elementos tipicamente country, especialmente na métrica. Outra faixa que merece sua atenção é "If Ya Love Me", rocker que traz uma base de piano que contrasta com a guitarra de maneira bem bacana. Gosto bastante do refrão e das bridges sempre crescentes, elemento que se repete em "The Road", mid-pacer que não tem o mesmo brilho das canções anteriores, apesar de ser interessante. Ouça e tire suas próprias conclusões...

Seguimos com "Little Sister", rocker cavalar que apresenta bateria e guitarras pesadas logo de cara, seguidas por uma linha de baixo que preenche todo e qualquer espaço onde você ouça essa canção. E acredite, ela deve ser ouvida no volume máximo possível, assim como "How Long", mid-pacer mais encorpado e com melodia mais agradável (pessoalmente falando), especialmente no que tange os teclados. Com guitarras precisas, a bacana "Come (Let Me Take You There)" surge com propriedade e se revela um rocker de primeira, com linha de baixo bem marcada e guitarras ocasionais que convergem para um refrão marcante. Outra bela canção que merece destaque, da mesma maneira que "Miracle", cuja melodia é uma das melhores do álbum, sem dúvida alguma. Recomendo múltiplas audições no volume máximo!!!

"It's Only Love" é uma balada com roupagem bastante tradicional, mas não previsível. Gosto bastante do arranjo e da métrica dessa canção, especialmente as linhas de guitarras e o refrão forte. Retomando o caminho rocker temos "Next To You", que traz linha de baixo pesada e guitarras quase que onipresentes. Gosto de quase tudo nessa canção, mas o teclado no refrão sinceramente não me anima. E outro destaque do álbum surge na reta final com "Stand Alone", um radio friendly AOR destruidor que engloba todos os melhores elementos que um verdadeiro AOR deve ter, desde a melodia envolvente até o refrão explosivo, passando por bridges empolgantes e contando com uma interpretação impecável. Essa é a canção que mais curto no álbum e é uma das minhas preferidas na discografia da banda. Ouça no volume máximo sem a menor moderação e prepare-se para "All I Wanted", mid-pacer bacana que fecha o álbum sem muito brilho, apesar de não ser uma canção ruim, apenas não a mais indicada para encerrar o tracklist. Questão de opinião pessoal...

Em resumo, caríssimas e caríssimos, esse álbum é muito bacana, apesar de seus altos e baixos. As canções que mais se destacam dentro do tracklist fazem valer a pena a compra de um dos álbuns mais bacanas da Honeymoon Suite. Pode não ser consistente como outros trabalhos da banda, mas merece menção honrosa por ter sido lançado justamente no início do nefasto movimento grunge. De qualquer maneira, recomendo sem medo "Monsters Under The Bed" para qualquer amante dos bons sons. Canadian AOR da melhor qualidade, pode apostar...

HONEYMOON SUITE - Monsters Under The Bed
Released in 1991 via WEA Canada
Cat. # 75532

Tracklist
01. Say You Don't Know Me
02. Bring On the Light

03. If Ya Love Me

04. The Road

05. Little Sister

06. How Long

07. Come (Let Me Take You There)

08. Miracle

09. It's Only Love

10. Next to You

11. Stand Alone

12. All I Wanted 

Lineup
Johnny Dee - vocals
Steve Webster - bass
Jorn Anderson - drums
Derry Grehan - guitars
Ray Coburn - keyboards

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...