segunda-feira, 23 de abril de 2012

MINISTÉRIO PÚBLICO VAI TENTAR ANULAR REGISTROS DAS EMPRESAS "ORGANIZADORAS" DO VERGONHOSO METAL OPEN AIR

Reproduzo abaixo matéria publicada no UOL Entretenimento.

Sem comida há quase 24 horas e sem banho há vários dias, cerca de 25 pessoas ainda estão acampadas em um estábulo do Parque da Independência, em São Luís, local onde aconteceu o Metal Open Air, informou ao UOL a promotora de defesa do consumidor do Maranhão, Lítia Cavalcanti. Após dois dias de problemas na organização e cancelamento de mais de 20 shows, o festival foi cancelado na manhã deste domingo (22).

Ela explicou que sua equipe conseguiu uma doação de um supermercado local para que essas pessoas, de vários estados do Brasil, possam almoçar e tomar lanche antes de pegar o avião de volta para casa. "A situação é muito séria. As pessoas estão sendo tratadas como indigentes aqui. O estábulo está cheio de baratas e carrapatos. Parece um campo de concentração", afirmou ela.

A promotoria do Maranhão, segundo Lítia, também teve de conseguir um transporte para tirar as pessoas do acampamento e levá-las para o aeroporto, onde será servido o almoço e o lanche. "Alguns deles foram furtados na sexta-feira e estão sem condições de chegarem ao aeroporto".

Lítia ainda conta que os responsáveis pela realização do show não estão dando qualquer suporte para esses fãs do metal e não foram localizado pelo Ministério Público. "Essas empresas acabaram com a imagem do Maranhão", afirmou ela.

Procurado pelo UOL, Natanael Jr., dono da Lamparina, umas das produtoras realizadoras do evento, se defendeu das acusações e disse que disponibilizou uma equipe de seguranças para ficar no local até agora. Em relação à falta de comida, ele afirmou que disponibilizou no sábado e domingo comida às pessoas furtadas, mas ninguém apareceu para pegar. "Alguns quiseram trocar a comida por cerveja", disse ele. Natanael ainda disse que a produtora não tem a obrigação de fornecer alimentos, por isso não voltou a oferecer comida nesta segunda (23).

Em alguns dias, o Ministério Púlbico vai finalizar um inquérito civil público, que pode cancelar os registros das duas empresas produtoras, a Lamparina e a Negri Concerts. "As duas são responsáveis diretas pelo o que aconteceu e o inquérito pode fazer com que elas não consigam mais atuar no mercado".

Será formalizado também um inquérito policial e os responsáveis pelo festival podem responder por crimes contra relação de consumo, estelionato e formação de quadrilha.

ASIA COMEMORA TRÊS DÉCADAS DE BONS SONS COM NOVO ÁLBUM E TOUR

Impossível falar de AOR sem mencionar o nome dos veteranos da Asia, que celebram trinta anos de bons serviços prestados ao AOR em 2012. E aproveitando o embalo, a banda retorna ao cenário com um novo álbum e uma tour que inclui shows na Europa, Japão e Estados Unidos.

O aguardado "XXX" (ou "Triple X") chegará às lojas no dia 29 de Junho (no mercado europeu) e 03 de Julho (nos Estados Unidos), via Frontiers Records. E no dia 14 de Maio, o single promocional "Face On The Bridge" começará a rolar nas rádios. Você pode assistir ao vídeo promocional dessa canção clicando aqui.

O detalhe que merece destaque é que o álbum foi gravado pela formação original da banda, que inclui o baixista e vocalista John Wetton, o guitarrista Steve Howe, o baterista Carl Palmer e o tecladista Geoff Downes. Juntos, os quatro fizeram história com a Asia deixaram um legado invejável de grandes canções.

O álbum - cuja arte é de autoria do parceiro de longa data, o inigualável Roger Dean - será lançado em três formatos: CD, como CD/DVD e vinil, sendo a última opção exclusiva para o mercado europeu. O tracklist do álbum é o seguinte:

CD
1. Tomorrow The World
2. Bury Me In Willow 
3. No Religion 
4. Faithful
5. I Know How You Feel 
6. Face On The Bridge 
7. Al Gatto Nero 
8. Judas 
9. Ghost Of A Chance 

CD/DVD
1. Tomorrow The World 
2. Bury Me In Willow 
3. No Religion 
4. Faithful 
5. I Know How You Feel 
6. Face On The Bridge 
7. Al Gatto Nero 
8. Judas 
9. Reno (Silver And Gold)
10. Ghost Of A Chance 
11. I Know How You Feel (Midnight Mix) 

BONUS DVD
1. Face On The Bridge (Music Video)
2. Faithful (Music Video)
3. The Making Of "XXX"

As primeiras datas da tour que passará pela Europa, Japão e Estados Unidos são as seguinte:

Japão
24th September - Tokyo Shibuya Kokaido
25th September - Tokyo Shibuya Kokaido 
26th September - Osaka Sankei Hall Breeze 
27th September - Zepp Nagoya 

Estados Unidos
17th October Red Bank, NJ Count Basie 
18th October Boston, MA Wilbur Theater 
19th October Westbury, NY Westbury Theater
20th October Philadelphia, PA Keswick 
21st October Wilmington, DE Opera House
23rd October Syracuse, NY Turning Stone Casino
25th October Ridgefield, CT Ridgefield Playhouse 
26th October Uncasville, CT Mohegan Sun 
27th October NY, NY Best Buy Theater
28th October York, PA Strand Capital

Europa
2nd September – Weyfest Festival, Weyfest, UK
15th December – The Wharf, Tavistock, UK
16th December – The Picturedrome, Holmfirth, UK
17th December – Queens Hall, Edinburgh, UK
18th December – TBA
19th December – City Hall, Salisbury, UK
20th December – Town Hall, Birmingham, UK
21st December – RNCM, Manchester, UK
22nd December – Shepherds Bush Empire, London, UK

AQUILES PRIESTER FALA SOBRE A PALHAÇADA CHAMADA "METAL OPEN AIR"

Abaixo reproduzo a entrevista exclusiva que Charley Gima - diretor e jornalista da MiG 18 - conseguiu com Aquiles Priester, baterista do Hangar (foto). Nela, o músico conta um pouco do que aconteceu com a banda onde toca e revela como foi a negociação com as empresas que "organizaram"o evento.

MiG 18 – Aquiles, os fãs do Hangar, do metal nacional e até do metal mundial ficaram pasmos com a desistência do Hangar no festival Metal Open Air, o que de fato ocorreu? O que os produtores do MOA alegaram pra banda?

Aquiles PriesterA situação não é de agora. Quando você acerta um show ou qualquer tipo de evento, junto com o contrato você acorda vários detalhes de cachê, deslocamento, equipamento e logística. O contrato nunca chegou. A comunicação com os organizadores sempre foi difícil. A confirmação de hotel chegou somente dois dias antes do evento, quando já estávamos na estrada. Começamos a solicitar o que havíamos combinado e ficamos estacionados em Fortaleza esperando pela solução. Na manhã da quinta feira, dia 19, eles entraram em contato e ofereceram apenas 35% e o restante no dia do festival. Como já era manhã do dia 19 e estávamos de ônibus, não havia tempo para chegar a São Luis para o show. De qualquer maneira, sem o combinado sendo acertado, não aceitaríamos expor a banda a uma situação arriscada de viajar tantos quilômetros e não saber como seríamos recebidos ou se seríamos pagos. Por maior que seja o nosso amor ao metal, não podemos tocar de graça. Isso é nosso trabalho e ninguém trabalha de graça!

MiG 18 - Esse cancelamento acarreta uma série de problemas logísticos pra banda. Onde vocês estão hoje, o que estava planejado e o que farão para contornar o problema?

Aquiles - Nunca tocamos sem o nosso próprio backline. Fazemos questão de ir com nosso ônibus levando toda a estrutura da banda. Uma opção que é nossa, ao contrário das outras bandas que iriam de avião e tocariam com backline local. Seriam mais de 4.000 km de São Paulo até São Luis, mas não importa, todos sabem que trabalhamos assim. Na ida para São Luís marcamos alguns workshops nas cidades de Palmares, Recife e Caruaru em Pernambuco, Picos no Piauí e Fortaleza no Ceará. Para fazermos essa viagem para tocar no M.O.A. recebemos um adiantamento de 25% do nosso cachê, que não cobriria nem metade da nossa viagem até lá. Os workshops foram um sucesso de público e podemos ver o quanto a banda cresceu no Nordeste e o quanto é importante fazer esse trabalho de divulgação em locais onde nunca uma banda de metal esteve, como em Picos e Palmares. A medida que os dias foram passando, e não havendo nenhum tipo de contato, fomos ficando preocupados e também muito atentos aos sinais que vinham do M.O.A. Se não fossem os outros eventos marcados, o prejuízo da banda seria muito maior. São esses prejuízos que desistimulam as bandas e fazem as atividades serem encerradas.

MiG 18 - Quantas pessoas estão envolvidas na equipe do Hangar, sofrendo com estes problemas junto com você, e quanto de equipamento vocês carregam?

Aquiles - Viajamos com 11 pessoas, 5 da banda e uma equipe com motorista, uma pessoa que vende nosso merchandising, o engenheiro de som e 3 roadies. Levamos cerca de 6 toneladas de equipamento com o ônibus, um total de cerca de cerca de 15 toneladas. Estamos agora todos aqui em Fortaleza, parados, pois com o cancelamento do M.O.A. temos somente um workshop dia 25 em Goiânia. Toda essa despesa será nossa. Serão três dias parados mais a volta sem o complemento do nosso cachê. No entanto, em momento algum pensamos em cancelar a nossa apresentação em Goiânia, pois nosso fãs não têm nada a ver com as falcatruas da De Negri Concerts e Lamparina Produções. Se cancelássemos, seríamos iguais a eles… O que temos de mais importante na história da banda é o nosso caráter. Não temos o rabo preso com nínguém e podemos sustentar a nossa opinião sem medo algum… Somos independentes!

MiG 18 - Como um renomado artista mundial, você procurou saber de outras bandas e artistas, tanto nacionais quanto estrangeiras, se estão passando pelos mesmos problemas?

AquilesDurante o mês de março eu estava em tour com o guitarrista Tony MacAlpine, porém sempre atento, sempre cobrando a organização do festival. Durante a semana falei com algumas pessoas e todas estavam com os mesmos problemas. Não compro a briga de ninguém de graça e tenho muito orgulho de termos sido a primeira banda a comunicar oficialmente que não participaríamos por falta de cumprimento de contrato. Depois da gente, todo mundo que estava na situação, resolveu abrir a boca e falar sobre essa vergonha nacional.

MiG 18 - Você considera o ocorrido um desrespeito maior com quem? As bandas nacionais, as bandas internacionais ou os fãs?

Aquiles - Você tem que realizar projetos quando está realmente preparado para aquilo. Nesse caso não havia espaço para erros. Existe uma grande chance de virarmos uma piada do metal mundial pela desorganização. Imagine o mundo todo falando sobre esse fiasco no mundo metal? Tenho muita pena das pessoas que realmente trabalha a sério com isso.

MiG 18 - Vocês chegaram a cogitar o fato de tocar no festival mesmo sem as garantias contratuais como algumas bandas estão fazendo?

Aquiles - Nunca. Sair da sua casa somente para ter o nome da sua banda em um cartaz de festival aqui no Brasil não seria apropriado para o Hangar. Nós somos o tipo de banda que tenta levar o metal a todos os lugares possíveis com a nossa própria estrutura. Fizemos um workshow na cidade de Palmares em Pernambuco na última sexta feira para duas mil pessoas. Se as outras bandas querem tomar uma passagem só de ida para o festival e ficar pedindo a passagem de volta e o cache é problema deles. Você tem que valorizar o que voce faz. Não dá para dar de graça a única coisa que você faz para viver. Não podemos chegar num posto de abastecimento, dizer que amamos nossa arte e que tocamos de graça num festival em São Luís ao meio dia, e que agora precisamos que eles nos dêem combustível de graça, por que todo mundo ouve música no carro. O cara vai rir e vai dizer: cada um com os seus problemas…

MiG 18 - Você já tocou em grandes festivais na Europa e no Japão, esse fato mostra que o Brasil ainda está despreparado para eventos de grande porte para o Metal?

Aquiles - O Brasil já teve muitos festivais organizados e sérios. Não seria correto generalizar. No caso do M.O.A. parece que era uma coisa meio que anunciada. Já no início, se apropriaram de um nome que não era deles… Muita gente já estava esperando algumas confusões. Temos que torcer agora que os efeitos no mundo sejam pequenos porque a falcatrua rolou solta.

MiG 18 - O que falta para atingirmos uma excelência em produção de festivais? Apoio governamental, patrocínio, divulgação em massa ou mais profissionalismo por parte dos envolvidos?

Aquiles - Organização, só isso. O público quer shows de metal. Só precisamos mudar a imagem do metal… Não precisamos mais do estereótipo que o cara curte metal adora estar bêbado e drogado e não pensa no seu futuro… Isso já era, é coisa do passado. Nunca quis essa imagem para minha carreira e muito menos para o Hangar. O Hangar é um case de sucesso… Nos mantemos em atividade o ano todo, cuidamos de tudo em torno da banda (merch, divulgação, prensagem de CDs, agendamento de shows e workshops, empresariamento, site, etc) e não dependemos de ninguém, a não ser dos nossos FÃS! Não aceitamos tocar de graça nem na Europa com passagens pagas. Já nos ofereceram para ser banda suporte de algumas turnês para tocar em troca de comida, transporte e venda de merch. Não vou viajar, ficar um mês fora de casa e voltar com as mãos vazias… Não dá mais para ser irracional. Precisamos arriscar até onde não arriscarmos a integridade da banda.

MiG 18 - Você ainda acredita que podemos um dia ter um grande festival de metal nos moldes do Wacken ou Sweden?

Aquiles - Com certeza. Tem gente séria e competente o suficiente para realizar eventos aqui no país.

MiG 18 - Estes problemas com o MOA mancham a imagem do Brasil com as bandas gringas?

Aquiles - Vamos esperar mais um pouco, só está começando, mas com certeza se alguma coisa não estiver de acordo, eles irão reclamar muito! Tudo pode prejudicar. O cara sempre vai pensar duas vezes antes de vir ao Brasil.

MiG 18 - Para finalizar, deixe seu recado para os internautas e fãs do Hangar.

Aquiles - Nós estamos aqui para manter a nossa música em primeiro lugar e não vamos mudar nosso pensamento por causa de um acontecimento desses… Sempre remamos contra a maré e isso só nos mostra que estamos certos… Se estivéssemos lá nesse momento, estaríamos abandonados e sem saber para quem recorrer. O prazer do show já teria passado e estaríamos em sérios problemas… Obrigado pela compreensão e pela manifestação de todos VOCÊS!

A REPERCUSSÃO INTERNACIONAL DO VERGONHOSO METAL OPEN AIR

Depois de todas as barbaridades e o mais absoluto amadorismo profissional por parte de empresas que não te vergonha de se proclamarem "produtoras de eventos", o ridículo Metal Open Air (já rebatizado na internet de Merda Open Air, entre outros nomes carinhosos) foi oficialmente cancelado ontem.

Mas na era digital não há como se esconder de uma palhaçada dessas. A repercussão internacional não foi nada boa, como era de se esperar.

Bandas como Rock 'N Roll All-Stars, Blind Guardian, Anthrax, U.D.O., Ratos de Porão, Grave Digger, Obskure, Venom, Saxon, Unearthly, Expose Your Hate, Terra Prima, Shadowside e Hangar (entre outras) listam os motivos pelo quais deixaram de comparecer ao evento. E tem de tudo um pouco:  falta de pagamento de cachê e passagens aéreas até o receio pela integridade física dos músicos e fãs. 

"Decidimos que é muito perigoso aparecer no festival. A produtora local não agiu de maneira profissional (...) e pedimos extrema cautela a qualquer um que esteja pensando em ir", escreveu o baixista do Kiss, Gene Simmons, em nota divulgada neste sábado em nome do Rock 'N Roll All-Stars. E agora, alguém vai questionar a opinião de um artista desse calibre???

"Entendemos que a produção não foi capaz de proporcionar um ambiente adequado para o festival", declaram os alemães do Blind Guardian em comunicado publicado em sua página no Facebook. Também em sua página na rede social, os brasileiros do Ratos De Porão disseram que até fizeram check-in, mas que as passagens haviam sido canceladass por falta de pagamento. "Tentamos de todas as formas durante dois dias reverter a situação uma vez que nosso cachê estava pago, mas sem aéreas, fica impossível", informou o grupo do vocalista João Gordo.

Em um comentário no Facebook, a produtora Lamparina - uma das responsáveis pela realização do festival - admitiu que tem enfrentado "uma série de problemas estruturais, boicote e outros"

A empresa prometeu dar mais explicações hoje.

O CUSTO DO AMADORISMO

Apesar da AORWatchTower ser um espaço dedicado ao AOR/Melodic Rock, foi impossível ficar indiferente a palhaçada nacional chamada Metal Open Air, evento que aconteceu entre os dias 20 e 22 deste. Antes não tivesse se realizado...

Os problemas se anunciavam há tempos, mais especificamente no que tangia a organização mais básica. Ao que parece, os organizadores se preocuparam muito em chamar grandes nomes do metal nacional e gringo mas esqueceram do mais simples: organizar, de maneira ordenada, o evento que criavam.

O resultado foi caótico.

A maioria da atrações internacionai cancelou suas apresentações com base no mesmo argumento: a aparente falta de organização local. Em todos os sentidos.

Uma das bandas que cancelou seu show foi o Anthrax. Os alemães do Blind Guardian seguiram o mesmo caminho. Em sua página do Facebook, a banda anunciou que o cancelamento de sua apresentação foi o resultado doalto número de problemas técnicos e administrativos. "Entendemos que a produção não foi capaz de proporcionar um ambiente adequado para o festival", escreveu a banda em comunicado.

A coisa foi tão mal planejada que, de acordo com reportagem do UOL Entretenimento, "os camarins estavam sendo desmontados, mas a produção estava trabalhando na montagem de um dos palcos. Sem confirmação, o público aguardava um possível início de shows debaixo de chuva" na tarde de Sábado, quando as apresentações começaram com absurdas sete horas de atraso.

Ainda no Sábado, o festival quase foi cancelado já que, descontentes com a falta de pagamento, fornecedores de caixas de sons começaram a desligar os equipamentos que estavam no palco. A informação é de Felipe Negri, da Negri Concerts, uma das produtoras do evento.

A estrutura totalmente amadora surpreendeu público, artistas e mídia, em um exemplo descarado do mais puro amadorismo. Mas ainda havia maneiras de o desastre aumentar.

Várias denúncias de furtos no Metal Open Air surgem a cada momento. De acordo com presentes, o pior momento deu-se após o show da banda Destruction, quando era possível ver várias carteiras vazias jogadas no chão. Quando reclamavam com os ditos seguranças, os mesmos orientavam os presentes para que procurassem um agente da polícia. E quando relatavam aos policiais o ocorrido, a resposta que recebiam era de que os policiais não poderiam fazer nada, e que cuidavam apenas da segurança externa.

Vergonha...

Matéria publicada no G1, dá conta de que "a promotora do consumidor, Lítia Cavalcante, esteve na manhã deste sábado (21) no Parque Independência, acompanhada do gerente do Procon, Kléber Moreira. Eles vistoriaram a área de camping do festival e ouviram as queixas dos acampados.

Segundo a promotora, os tópicos mais importantes da fiscalização foram registrados para materializar uma denúncia e fundamentar uma possível ação judicial. 'O que mais chamou atenção foi a área de camping, onde as pessoas estão acampadas em baias para cavalos, o alto número de furtos e as vítimas, que estão sem condições de se alimentar', frisou.

Questionado sobre a propaganda do festival na internet estar em desacordo com o que realmente é oferecido no festival, o gerente do Procon, Kléber Moreira, exclamou 'isso é propaganda enganosa, é prática abusiva'".

É realmente uma pena que ainda aconteça esse tipo de coisa no Brasil. Lamento profundamente pelo público que foi enganado e que compareceu ao evento esperando ver as bandas que tanto curte. Lamento ainda mais pelo cenário metal do país, que foi envergonhado de maneira infantil e irresponsável pela dita "organização" do festival.

E durante a madrugada de Domingo, Negri postou as seguintes mensagens em seu Twitter:

"A quem duvidou que o festival ia acontecer, vão todos se f _ _ _ _ !!!!"

"Megadeth no palco do MOA, chupem"
 

Como se uma banda fosse a salvação de tudo o que foi prometido ao público. Com esses comentários dignos de um adolescente mimado e que precisa sim de uns tapas na bubda, fica claro o amadorismo profissional daqueles que se proclamam "organizadores", e que parecem não saber que um festival de rock não se resume simplesmente a contratar bandas/artistas, mas que é necssário todo um planejamento que inclua uma estrutura destinada a proporcionar segurança e tranquilidade aos presentes.

E eis que logo na manhã de ontem, o idiotamente amador Metal Open Air foi oficialmente cancelado. A informação foi confirmada por Natanael Jr., dono da produtora Lamparina, uma das realizadoras do festival. "Não tinha como continuar depois do clima de ontem", afirmou Natanael Jr.

E em um momento de absoluta humildade, o desbocado Felipe Negri - da produtora Negri Concerts - também confirmou o cancelamento. "É uma pena. É a única coisa que consigo dizer. Estou chocado com tudo isso", disse Negri, que também explicou que as bandas que algumas bandas haviam sido convencidas a subir ao palco neste domingo. "Mas os fornecedores de som não foram pagos, que já desmontaram e levaram todo o equipamento embora", disse.

E pensar que esse cidadão havia se pronunciado no Twitter horas antes, todo cheio de razão. A língua é o chicote da bunda, meu caro Felipe Negri. 

Antes o ECAD tivesse conseguido cancelar essa papagaiada toda...

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...