segunda-feira, 30 de abril de 2012

ENTREVISTA COM DANNY VAUGHN

Durante um bom tempo eu tentei uma entrevista com Danny Vaughn, mas o momento sempre parecia errado. Por uma série de acontecimentos nunca havia conseguido contato com o vocalista do Tyketto. Até recentemente, quando muito gentilmente Mr. Vaughn concordou em responder algumas perguntas. E o momento não podia ser melhor, já que o Tyketto estava prestes a lançar um novo trabalho com o lineup original.

Com isso em mente, falamos sobre a reunião da banda, o processo de gravação do excelente "Dig In Deep", as expectativas da banda para 2012 e muito mais.

Então, é com muito prazer que lhes trago essa entrevista exclusiva com Danny Vaughn. Enjoy...

01 Lá se vão 21 anos desde o clássico "Don’t Come Easy". Olhando para trás, e considerando tudo pelo que a banda passou, como você o Tyketto hoje?

Danny Vaughn: Quando eu penso no Tyketto lembro de algumas das pessoas mais queridas no mundo para mim. Nós dividimos as coisas boas e enfrentamos as coisas ruins juntos. Como os irmãos fazem. E, assim como acontece nas famílias, as lembranças podem ser boas ou ruins. Eu certamente acho que o Tyketto deveria ser muito maior do que o destino quis, mas não tenho nenhum ressentimento sobre isso. Continuo orgulhoso com o fato de que, ao redor do mundo, há algumas pessoas que conhecem a música que criamos juntos.

02 Os fãs vinham aguardabdo ansiosamente por um novo álbum do Tyketto. E você, um novo álbum com a banda era algo que você considerava, já que sempre esteve envolvido em outros projetos?

Danny Vaughn: Eu não acredito que nenhum de nós imaginava isso. Todos sentíamos que o Tyketto era um capítulo já encerrado em nossas vidas. Mas as 'reunion tours' eram sempre divertidas de fazer e, como sempre acontece conosco, nós começamos a considerar a idéia de um novo álbum quando ninguém nos pedia por isso. Simplesmente achamos que o momento era certo.

03 Não só o anúncio do novo álbum foi recebido com alegria pelo fãs, mas o fato de trazer o lineup original foi definitivamente um grande bônus. Como foi reuinir-se com os outros integrantes novamente? 

Danny Vaughn: Quando estávamos todos no mesmo lugar tudo correu muito bem. Muito comfortável. Mas boa parte do processo de gravação foi feito via internet e isso é sempre difícil porque você nunca sabe qual a intenção incluída em um e-mail. Então foi normal que houvessem alguns mal-entendidos e algumas discussões que não teriam acontecido se estivéssemos todos no mesmo lugar.

04 Bem, eu tenho que duzer que "Dig In Deep" é um álbum excelente. Canções fortes, refrões marcantes, um paraíso melódico. Como foi compor juntos depois de tanto tempo? Demorou muito para que vocês percebessem que conseguiriam fazer isso?

Danny Vaughn: Obrigado. Na primeira vez que nos reunimos a idéia era tentar escrever novas canções já tinha dois anos. Michael e eu voamos até onde Brooke estava morando na região de Las Vegas e passamos uma semana com ele apenas para ver se nossas idéia resultariam em algo bom. Quando terminamos tínhamos seis canções novas e nos encorajamos com as possibilidades. Então decidimos nos concentrar em uma canção e terminá-la a distância, usando a internet e nossos estúdios caseiros. A canção se tornou "Love To Love", que nasceu de uma idéia que Brooke teve. Acho que a primeira vez que tivemos aquela sensação de dever cumprido foi quando terminamos a demo dessa canção. Foi ali que sentimos que poderíamos fazer isso.

05 Eu ouvi que uma das condições para que vocês gravassem o álbum era que o material deveria ser composto por você, Brooke St. James e Michael Arbeeny. Isso é verdade?

Danny Vaughn: Eu não sei onde você ouviu isso. Não é verdade. Algumas canções do álbum tiveram colaboração de compositores de fora O que queríamos fazer era um álbum com idéias novas e não usarmos nada do passado.

(A informação acerca da citada condição foi obtida com uma postagem da própria Frontiers Records em sua seção de HighLights - e reproduzida no Melodic Rock - conforme pode ser visto clicando aqui)

06 Há alguma canção preferida por você no tracklist, Danny? 

Danny Vaughn: É difícil escolher alguma canção como sendo favorita. São todas criações nossas, afinal de contas. Mas tenho muito carinho por "Here’s Hoping It Hurts" e "This Is How We Say Goodbye". Tenho muito orgulho em saber que as pessoas tem comentado positivamente sobre as letras no álbum. É onde concentro minhas energias e onde me dedico mais, e isso significa muito para mim. A primeira das duas canções que mencionei é sobre não conseguir perdoar alguém que te decepcionou. Talvez um sócio ou ex. Sempre nos dizem que é melhor perdoar e dar a outra face mas o cantor lhe diz  espero que você sofra pelo que fez para mim". Pode não ser politicamente correto, mas normalmente é assim que nos sentimos, não???

A outra canção é uma balada bastante pessoal sobre como lidamos com a morte de alguém próximo a nós. Nesse caso, é sobre as vidas de duas pessoas muito especiais, a mãe de Michael (Evelyn) e meu irmão espiritual, Charlie White Elk. É a canção mais pessoal que já escrevi e sempre sinto um nó na garganta quando a ouço.

07 E como foi gravar o álbum? Ouvi dizer que não foi exatamente um passeio no parque...

Danny Vaughn: Basicamente, tudo o que podia dar errado deu errado. Desde nevascas violentas até infecções de garganta e cirurgias no ombro. Tivemos que passar por muita coisa até completarmos o álbum. Espero que vocês não ouçam nada disso nas canções do álbum.

08 Este é o seu terceiro álbum com o Tyketto. Como você o compara em relação a "Don’t Come Easy" e "Strength In Numbers"?

Danny Vaughn: Acho que isso é uma coisa que os fãs devem decidir. A grabde diferença para nós é que, logicamente, estamos mais velhos e, possivelmente, mais espertos e por isso utilizamos um processo de gravação diferente daquele usado nos dois primeiros álbuns. Ainda é o Tyketto? É claro que é! Ainda é Brooke, Michael, Jimi e eu, então não poderia ser outra coisa. Mas é o Tyketto soando como se banda tivesse sido formada agora, e não em 1991.

09 O Tyketto tocará no  FireFest no dia 19 de Outubro como headliner. O que significa para a banda tocar em um festival como esse?

Danny Vaughn: Já tocamos uma vez e estivemos envolvidos na criação do festival quando ele começou, então nos sentimos em casa. É como tocar para nossos 1.400 melhores amigos. Mas, com um novo álbum lançado temos que provar novamente que somos capazes e isso vai acabar com nossos nervos. Realmente nos preocupamos em fazermos o melhor possível porque criamos uma reputação de fazermos bons shows desde o começo da carreira.

10 Com tantos álbuns e DVDs gravados no FireFest ao longo dos anos eu não posso evitar a pergunta: há alguma chance de sua apresentação no festival ser gravada para lançamento posterior em CD e/ou DVD?

Danny Vaughn: Muita gente quer isso, mas não... pelo menos por enquanto. Não ficamos impressionados o suficiente com alguns dos DVDs que foram gravados no Firefest. Apesar de ser um local muito bom para se tocar, não é muito bom para se gravar um DVD. E se decidirmos gravar um DVD ao vivo, prepararemos o projeto com muito cuidado e na hora e locais certos.

11 Vocês estiveram no Brasil em 2008. Quais suas lembranças daqui?

Danny Vaughn: Nós adoramos o Rio. Nos divertimos muito lá e conhecemos fãs incríveis. Vocês são apaixonados por música e nos receberam muito bem. E, vamos falar a verdade, algumas das mulheres mais bonitas do mundo estão aí, então a vista é sempre excelente.

12 Há alguma chance de vermos o Tyketto no Brasil novamente?

Danny Vaughn: Se encontrarmos o produtor correto, absolutamente. É preciso muita coisa para levar uma banda dos Estados Unidos até aí mas queremos muito visitá-los novamente.

Danny foi um grande prazer falar contigo. Você sabe que a grabadora não estava nada feliz com a possibilidade dessa entrevista acontecer, mas seu respeito pelos fãs se fez maior e você foi gentil o suficiente para falar comigo. Eu realmente espero ter a chance de vê-los ao vivo novamente e lhes desejo ainda mais sucesso. As portas da AORWatchTower  estão sempre abertas à você.

Danny Vaughn: O prazer foi meu e agradeço à você e aos fãs por não esquecerem de mim e do Tyketto ao longo dos anos. O novo álbum inicia uma nova era e espero ouvir notícias dos fãs brasileiros expressando o que acharam do novo trabalho. E espero visitá-los em breve!

Obrigado

POLÍCIA CIVIL INSTAURA INQUÉRITO CONTRA PRODUTORES DO METAL OPEN AIR

Essa história ainda vai longe, mas não pode acabar em pizza.

Reproduzo abaixo matéria publicada na página do Governo do estado do Maranhão, em 28 de Abril, e que pode ser conferida aqui.

A Polícia Civil decidiu abrir inquérito policial para investigar os problemas referentes ao festival de rock Metal Open Air (MOA) realizado neste último final de semana em São Luís. A decisão ocorreu após encontro com representantes da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e o produtor local do festival, Natanael Júnior, sócio da Lamparina Produções.

A reunião aconteceu nas dependências físicas da Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC), e contou com a presença do Superintendente da Capital, delegado Sebastião Uchoa; da titular da Delegacia do Consumidor, delegada Uthânia Gonçalves; do titular da Delegacia de Defraudações, delegado Paulo Aguiar; e os delegados assistentes Edilúcia Trindade e Wallace Pereira

O encontro inicialmente serviu para tratar das responsabilidades inerentes à produção local na organização do festival e todos os problemas acontecidos no desenrolar do evento bem como apresentar as reclamações recebidas pela Delegacia do Consumidor de diversos frequentadores que se sentiram lesados.

Segundo o delegado Sebastião Uchoa, o inquérito policial investigará todos os envolvidos na produção do festival. Além da produtora local Lamparina Produções, há ainda a participação das empresas CK Concerts e Negri Concerts

Segundo ele, os responsáveis poderão responder na Justiça pelos crimes de estelionato, fraude no comércio, formação de quadrilha ou ainda notificados em alguma tipificação criminal contida no Código de Defesa do Consumidor

"A Polícia Civil vai ouvir todos os envolvidos. Coletar todas as informações das outras produtoras e investigar as responsabilidades de cada um, considerando a agressividade dos fatos e o desfecho nefasto do evento", disse Sebastião Uchoa.

Nos próximos dias, a delegada Uthânia Gonçalves, da Delegacia do Consumidor, deverá promover oitivas com Natanael Júnior, da Lamparina Produções; Felipe Negri, representante da Negri Concerts e Christian Kramer, da CK Concerts, entre outros envolvidos. A Delegacia do Consumidor já ouviu diversos turistas e o público local, que compraram ingressos e passaportes para o evento.

GLASS TIGER TERÁ PRIMEIRO ÁLBUM RELANÇADO

E não será um mero relançamento, mas sim uma edição especial em comemoração aos 26 anos da chegada do excelente "Thin Red Line" (foto) às lojas.

Lançado em 11 de Junho de 1986, o álbum contou com a produção do veterano Jim Vallance e também teve a participação de Bryan Adams fazendo backing vocals em "I Will Be There" e na mundialmente conhecida "Don't Forget Me (When I'm Gone)".

Outros nomes conhecidos que participaram do álbum foram Lisa Dalbello, Paul Janz, Keith Scott, David Pickell e Marc Lafrance, entre outros.

A EMI anunciou que a edição de aniversário de "Thin Red Line" chegará às lojas no dia 12 de Junho próximo e incluirá o tracklist original todo remasterizado, além de um segundo CD contendo extended mixes dos maiores sucessos do álbum, b-sides, gravações ao vivo e demos inéditas.

Torço para que os outros álbuns da banda recebam o mesmo tratamento.

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...