sexta-feira, 22 de junho de 2012

FILME QUE MOSTRA GRAVAÇÃO DE ÁLBUM CLÁSSICO DO THE WHO VEM AÍ

Um documentário que mostra a gravação do excelente "Quadrophenia" (lançado em Outubro de 1973) será exibido na BBC 4, no dia 29 de Junho. O material será exibido em alguns cinemas nos Estados Unidos no dia 24 de Julho.

Batizado de "The Who: Quadrophenia-Can You See the Real Me?” The Story Behind the Album", o documentário traz introdução do guitarrista Pete Townshend e promete dar uma visão profunda de uma das mais influentes bandas de rock do planeta.

Recheado com histórias nunca antes contadas - incluindo aquela do famoso colapso que Keith Moon teve no palco, logo no primeiro show da tour que promovia o álbum - o documentário também trará uma boa dose  de rock'n roll e bons sons, incluindo a poderosa "Love Reign O’er Me".

Torço pelo lançamento desse filme em Blu-Ray.

LITA FORD TOMA ATITUDE QUE PODE TRAZER AS RUNAWAYS DE VOLTA À ATIVA

A loirosa Lita Ford (foto) saiu de um casamento conturbado, descrito por ela mesma como um relacionamento do tipo "Ike e Tina Turner". Depois disso, ela se concentrou no bacanérrimo "Living Like A Runaway", seu novo álbum que certamente fará todos esquecerem o vergonhoso "Wicked Wonderland".

Mas Ford foi mais longe. Depois de muitos anos, ela buscou Joan Jett e Cherie Currie (suas ex-colegas da Runaways) e fez as pazes com ambas, deixando para trás anos de disputas legais e muitas barbaridades e ofensas trocadas.

Em entrevista concedida à Rolling Stone, Ford contou: "Eu não tinha mais falado com Joan há muito tempo... a útima vez havia sido em 1980, quando a Runaways se separou. Eu pedi ao meu empresário, Bobby Colin, para que ligasse para Kenny Laguna, empresário de Joan, e que tentasse marcar um jantar para nós. E nos encontramos em New York".

Ford continuou: "Eu levei Rudy Sarzo comigo, como amigo apenas, e Joan levou Kenny com ela. Tivemos um jantar agradabilíssimo. Foi bastante amigável, como se tivesse enciontrado minha irmã. Falamos sobre os velhos tempos e Joan me deu o contato de Cherie. Quando fui até a costa oeste jantei com ela".

  A pergunta óbvia é: isso quer dizer que as Runaways vão se reunir???

Não exatamente.

A possibilidade de uma reunião foi discutida sim, mas os resultados foram, como a própria Lita disse, "inconclusivos". "Eu não sei como Joan se sente em relação a isso, não consegui uma resposta mais sólida dela. Mas quero que ela saiba que estou aqui, e se ela decidir que quer reunir as Runaways novamente, eu concordo 100%", disse Ford.

Estou torcendo desde já...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O feioso Pete Sandberg já havia prestado bons serviços ao Alien quando lançou o excelente "Back In Business", em 1998. Cercado de ótimos músicos e com um conjunto de canções matadoras, o sueco lançou, na minha opinião, um dos álbuns mais bacanas daquele ano, e não é lá muito difícil de entender isso, uma vez que você começa a ouví-lo. Um verdadeiro desfile do melhor "AOR Made In Sweden" é o que segue...

O álbum abre com "When The Night Comes In",  um radio friendly AOR inocente e centrado em uma base suave de teclados, com baixo em primeiro plano e tendo guitarras bastante discretas ao longo da melodia crescente, que conta com um refrão pegajoso e  bastante característico. Um belo cartão de visitas que é seguido por "Little Lover", um poderoso radio friendly AOR e um dos grandes destaques do álbum. Me agrada muito o baixo em primeiro plano, fazendo a base por onde os teclados e guitarras desfilam com um andamento empolgante, convergindo para um refrão marcante e envolvente, com backing vocals muito bem colocados. Canção perfeita para ser ouvida no volume máximo, como de costume. Outra canção que desponta como destaque é "Stay A While", baladaça que conta com um arranjo intimista onde o baixo assume a ponta com teclados acompanhando de perto. O refrão apresenta as guitarras e backing vocals que só fazem melhorar o que já era muito bacana. A melodia é bem construída e o andamento e métrica excelentes. Essa é mais uma canção que merece volume máximo. Já "Pretty Angel" é outra balada, lindona e ainda mais intimista, onde o arranjo favorece os backing vocals. Gosto da melodia construída com o baixo em primeiro plano, com teclados discretos ao fundo e as guitarras surgindo ocasionalmente. Mas talvez não tenha sido uma boa idéia colocar uma balada após a outra.

Mas "Big Bad Rap" retoma o caminho mais rocker com uma melodia carregada de guitarras e quase sem teclado agum. Me agrada bastante a métrica e andamento dessa canção, especialmente a levada das guitarras e o refrão mais "solto". Mais um destaque do álbum, sem dúvida. Já "Babe" é uma balada cuja melodia usa apenas teclados e um piano elétrico, mas que conta com a participação especial de uma guitarra no solo. Não acho nada de mais, mas não é uma canção a ser ignorada. Ouça e tire suas próprias conclusões. Seguimos com "River Of Tears", um mid-pacer interessante, com melodia agradável, mas confesso que gostaria de mais guitarras e um pouco menos de teclados. Ainda assim, essa canção é bacana e recomendo à todos atenção quando forem ouví-la. O arranjo e métrica são muito, muito bons mesmo. Na sequência temos "A December Monday", um rocker meia-boca que não fede, nem cheira. Me soa mais como uma mistura despreporcional de AOR com elementos pop rock, contando com metais que soam perdidos na melodia. Uma pena...

Entretanto, a ótima "Cold Hearted Woman" resgata as guitarras nesse rocker empolgante, onde a melodia é envolvente, trazendo teclados na medida certa, baixo pesado e backing vocals perfeitos, tudo isso culminando em um refrão empolgante. Mais um destaque do álbum e que merece volume máximo, com toda certeza, assim como "Scared", balada intimista que conta com um loop de bateria acompanhado por teclados e um baixo que confere bastante volume à melodia. Ouça com atenção porque é uma canção que merece sua atenção. Com mais um loop, "Unchain Your Heart" equilibra elementos de AC Rock com aquela pegada que só o AOR confere. Me agrada o resultado final, onde destaco as guitarras muito bem distribuídas ao longo da melodia. Ouça sem medo e no volume máximo, mas lamente antecipadamente a versão de "Closer To Heaven", um dos grandes clássicos do FM. Com sua voz aguda, Pete Sandberg parece um mosquito da dengue em comparação com o satanic viking Steve Overland. É uma pena que uma mancada desse tamanho tenha sido incluída no final do álbum, já que "Need Your Lovin'" é um mid-pacer capricahdo e muito bacana, com ótimos backing vocals e guitarras precisas, numa melodia leve e bem trabalhada. Gosto demais do arranjo e da linha de baxo, em particular. Ouça no volume máximo, sem medo de decepcionar a freguesia.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, "Back In Business" é um álbum excelente para os amantes do AOR sueco. Com melodias muito bem trabalhadas e arranjos excelentes, considero esse o melhor álbum de Pete Sandberg, com toda certeza. Apesar de uma ou outra canção realmente não se equiparar às demais, o conjunto funciona perfeitamente e entrega uma dose cavalar de bons sons. Se você ainda não tem esse álbum em sua coleção, vá atrás dele porque vale  pena. Eu garanto...

PETE SANDBERG - Back In Business
Released in 1997 via BlueStone Music
Cat. #BSM 1017

Tracklist
01 When The Night Comes
02 Little Lover
03 Stay A While
04 Pretty Angel
05 Big Bad Rap
06 Babe
07 River Of Tears
08 A December Monday
09 Cold Hearted Woman
10 Scared
11 Unchain Your Heart
12 Closer To Heaven
13 Need Your Lovin'

Musicians
Pete Sandberg: vocals
Fredrik Bergengren: guitars
Stanley Hawk: guitars
Patrik Alm: bass
Carl Colt: drums, percussion
Tommy Falk: keyboards, organ, programming
Johan Stentorp: keyboards
Thomas Nyberg: backing vocals
Jonas Sandquist: backing vocals
Johan Dahlstrom: backing vocals

AVISO

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