sexta-feira, 3 de agosto de 2012

JOHN WAITE DETONA O BAD ENGLISH E CUTUCA O JOURNEY

Ah, esses comentários vão render muita coisa ainda!!!

Em entrevista concedida ao pessoal da Metal Sludge, o grande John Waite (foto) cuspiu violentamente no prato em que comeu e onde ganhou uma boa grana.

Os três anos em que integrou o Bad English, o vocalista esteve bastante insatisfeito e sempre que pode fala a respeito. Nessa entrevista, Waite expressou o que acha do tempo que passou com Neal Schon e companhia, mas aproveitou para dar um tapinha no Journey.

Disse Waite: "Eu acho que é um lixo. Quero dizer, odeio falar isso, mas eu ouço o Journey e penso 'Jesus Cristo, isso é tão errado'. É por isso que nunca haverá uma reunião do Bad English. É música super branca para pessoas super brancas. Foda-se, prefiro me matar".

Talvez alguns de vocês se lembrem da época do AORShrine, quando conversei com o baixista Ricky Phillips sobre o fim do Bad English. Na ocasião, Phillips contou que a banda chegou ao fim por causa das diferenças de opinião entre Waite e Schon.  Enquanto o primeiro queria que a banda adotasse mais baladas e mid-pacers em seus álbuns, o segundo queria explorar mais a face rocker da banda.

VALE A PENA ESPERAR PELO NOVO ÁLBUM DO BOSTON

Pelo menos é isso que o vocalista Tommy DeCarlo (foto) disse, em entrevista concedida ao site On Milwaukee.

DeCarlo está na banda há quatro anos, mas só assumiu o posto de frontman completamente no ano passado, quando Michael Sweet retornou ao Stryper. Para quem não lembra, DeCarlo conseguiu sua vaga no Boston ao escrever uma canção homenageando Brad Delp, que cometeu suicídio em 2007.

O guitarrista e mentor da banda, Tom Scholz, está trabalhando no álbum sucederá "Corporate America" (lançado em 2002) há alguns anos. Em 2011 ele declarou que tinha 85% do novo trabalho pronto e boatos dão conta de que o material chegará às lojas no primeiro semstre de 2013.

"Infelizmente, não sei dizer quando o álbum será lançado. Tom é um perfeccionista quando o assunto é sua música. Nem sempre essas coisas são feitas com base em um calendário. Mas quando estiver pronto, será fantástico. Estou com os fãs e estou ansioso para me ouvir. Vamos cruzar os dedos", disse DeCarlo.

GRANDES NOMES SE REÚNEM EM TRIBUTO AO SUPERTRAMP

Não sou muito fã desses tributos, mas concordo que, muitas vezes, encontramos versões bacanas de sons bastante conhecidos. E essa homenagem feita ao Supertramp parece ser um desses casos.

Batizado de "Songs Of The Century: An All-Star Tribute To Supertramp" (foto), o álbum reuniu grandes nomes do universo dos bons sons para interpretar alguns clássicos da banda de Roger Davies e companhia. O lançamento será no dia 14 de Agosto, via Cleopatra Records.

Integrantes (ou ex-integrantes) de bandas como Starship, Mr. Mister, Asia, Rainbow, Yes, XTC, Toto, Dream Theater, Deep Purple, King Crimsom, The Doors e outras tomaram parte nas gravações.

O tracklist inclui as seguintes canções: 

01 Breakfast In America - John Wetton & Larry Fast
02 Take The Long Way Home - John Wesley
03 The Logical Song - Mickey Thomas, Steve Morse & Tony Kaye
04 Give A Little Bit - Richard Page & Peter Banks (ouça aqui)
05 It's Raining Again - Chris Moulding & Geoff Downes
06 Crime Of The Century - Billy Sherwood, Rick Wakeman & Tony Levin
07 Dreamer - Annie Haslam & David Sancious
08 Goodbye Stranger - Billy Sherwood, Gary Green & Jordan Rudess
09 Rudy - Roye Albrighton & Steve Porcaro
10 Bloody Well Right - Joe Lynn Turner & Robby Kerzner
11 School - Rod Argent & Robby Krieger
12 Let The World Revolve - Chris Squire & Tony Kaye (Bonus Track)

No mínimo, interessante.

OS 25 ANOS DE UM CLÁSSICO

Exatamente hoje, celebramos os 25 anos do lançamento do maravilhoso "Hysteria" (foto), o quarto álbum do Def Leppard e que até hoje é apontado como seu melhor trabalho. O álbum gerou seis hit singles - "Women", "Animal", "Hysteria", "Pour Some Sugar On Me", "Love Bites", "Armageddon It" e "Rocket" - e emplacou na posição #1 no Billboard Hot 200 Albums Chart e também no U.K. Albums Chart.

O álbum tinha o nome original de "Animal Instinct",e seria produzido por Robert John "Mutt" Lange, mas ele abandonou a pré-produção do trabalho - alegando exaustão - e a banda teve que recorrer a outro produtor: Jim Steinman. O resultado foi desastroso, já que a banda e o produtor tinham visões absolutamente opostas sobre a direção que o álbum deveria seguir. No final, a banda dispensou Steinman (e pela quebra de contrato pagou uma multa altíssima) e decidiram assumir a função eles mesmo, com o auxílio do veterano Nigel Green, engenheiro de som que trabalhava com Mutt Lange.

Logo depois - exatamente no dia 31 de Dezembro de 1984 - o baterista Rick Allen sofreu o grave acidente que resultou na amputação de seu braço esquerdo. Foi esse motivo que impediu a vinda da banda à primeira edição do Rock In Rio. Ainda, criou-se uma tremenda expectativa sobre o futuro do baterista na banda, mas sua idéia maluca de criar um kit eletrônico que ele pudesse tocar com o auxílio de pedais deu muito certo. Foi durante esse período que o Def Leppard - aos poucos - convenceu Mutt Lange a retomar a produção do álbum, já bastante atrasada. Não bastasse o acidente de Allen, o produtor também sofreu um acidente de carro, e o vocalista Joe Elliott teve caxumba.

Em Janeiro de 1987, a banda terminou as gravações do álbum (que levaram quase quatro anos para serem concluídas), mas Mutt Lange passou outros três meses mixando o material. 

Quando lançado, o álbum fez tremendo sucesso na Europa, as a banda ainda visava o mercado norte-americano, onde tiveram êxito com o excelente álbum "Pyromania", lançado em 20 de Janeiro de 1983. A escolha do single promocional nos Estados Unidos ("Women", ao contrário de outros países que tiveram "Animal" como single promocional) não ajudou muito, mas quando a destruidora "Pour Some Sugar On Me" começou a tocar nas rádios, a situação mudou. A banda vendeu quase 500.000 do single em um dia!!!

O álbum "Hysteria" figurou nas paradas pelos próximos três anos e está na posição #51 na lista dos álbuns mais vendidos na história dos Estados Unidos. Além disso, figurou por 96 semanas no Billboard Top 40 e vendeu mais de 20 milhões de cópias mundo afora.

Os fãs mais xiitas do Def Leppard não gostam desse trabalho, alegando sempre que a banda "suavizou" sua sonoridade e "se vendeu". Ridículo.

Esse é um daqueles álbuns perfeitos, onde não existe uma canção fraca. O conjunto todo funciona muito além da média e a banda estava no auge da forma. Não bastasse isso, é impressionante ouvir o que Rick Allen fez na bateria com apenas um braço. Eu tive o grande prazer de assistir a 3 shows da "In The Round, In Your Face Tour" e confesso que - como baterista - me emocionei ao ver Mr. Allen em ação. Infelizmente, essa foi a última tour onde o lendário Steve Clark tocou.

Em 24 de Outubro de 2006, "Hysteria" ganhou uma reedição com dois cds, trazendo o tracklist original (totalmente remasterizado) e todos os b-sides dos singles da época do lançamento do álbum.

Eu poderia escrever sobre "Hysteria" por dias, mas certamente me faltariam adjetivos para classificá-lo. Prefiro fugir da redundância e dizer, apenas, que considero esse álbum uma verdadeira e genuína obra-prima, no mais puro sentido da palavra.

Se é possível que você ainda não conheça esse álbum, recomendo uma visita ao Youtube para buscar os vídeos dos singles que mencionei no início da matéria. E recomendo a compra desse álbum sem a menor sombra de dúvida.

Assim como muito fãs, esse é o álbum que mais curto na longa carreira do Def Leppard e fico feliz em ter vivido aquela época, quando a banda derrubou todas as dúvidas sobre seu futuro e ressurgiu de maneira incontestável.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Todos estamos cansados de saber da importância da Suécia dentro do universo dos bons sons. Celeiro de grandes bandas até hoje, o país revelou alguns nomes bastante relevantes e outros nem tanto, mas que lançaram álbuns excepcionais e que permanecem desconhecidos para muitos. E nessa categoria incluo o projeto Amaze Me, que com apenas três álbuns em seu catálogo conquistou o respeito de muitos fãs no cenário AOR. Contando apenas com o vocalista Conny Lind e o multiinstrumentista Peter Broman, os suecos iniciaram sua caminhada em 1995 com o álbum "Amaze Me", um dos que eu mais curto daquele período. E se você curte radio friendly AOR, prepare-se para uma ótima e prazerosa viagem...

O álbum abre com "God's Gift To Woman", rocker bem bacana que conta com baixo e guitarras em primeiro plano, aconstruindo uma melodia animada e que traz um refrão marcante, com backing vocals caprichados. Vale a pena ouvir essa canção no volume máximo, assim como "You Say You Never Cry", outro rocker que chama sua atenção logo nos acordes iniciais. Me agrada bastante a melodia e o andamento dessa canção, e o refrão também me soa melhor, com mais energia. Também vale destacar a medida exata de guitarras desfilando sobre a linha de baixo. Já "Help Me Through The Night" começa com uma melodia chatinha, mas se revela um tremendo rocker no refrão. Confesso que não curto muito essa coisa de arranjar como mid-pacer ao longo dos versos e descambar para o lado rocker apenas no refrão, mas aqui a coisa funciona bem e recomendo várias audições se você não se convencer logo de cara. Outra canção que merece destaque é "Tough Ain't Enough", um radio friendly AOR construído sob uma base de baixo e discretos teclados, sempre pontuada por guitarras muito bem distribuídas, compondo uma melodia envolvente, com andamento perfeito e que te leva até um refrão explosivo, bem caraterístico do melhor AOR Made In Sweden. Volume máximo e janelas abertas para ouvir essa canção, por favor...

Continuamos nossa viagem com "Fairwarning", rocker bacana e que tem melodia e andamento bem acertados. Gosto bastante da presença discreta dos teclados e das guitarras, sempre na medida e nos locais certos. O refrão também merece destaque, fato que se repete em "Your Lover, Your Friend", balada bastante tradicional, com linha de baixo pesada e guitarras preenchendo os espaços, acompanhadas por backing vocals que ficam mais evidentes no refrão. Bela canção que merece sua atenção, assim como "It Seems So Hollywood", outro radio friendly AOR de arrepiar. Mais uma vez, melodia e andamento são excelentes, contando com teclados ocasionais e guitarras onipresentes, além do refrão empolgante, cercado por backing vocals. Volume máximo aqui também e prepare-se para "Next Train Back", um rocker com melodia crescente, com guitarras, baixo e teclados distintamente perceptíveis e bem integrados. O andamento é arrepiante, especialmente no refrão, que considero um dos melhores de todo o álbum. Mais uma vez, volume máximo...

Seguimos com "Love Is Like A Fire", rocker com melodia um pouco distinta do que ouvimos até aqui, mas é muito bacana. O andamento funciona bem, gosto bastante das guitarras (especialmente) e baixo tocando em uníssono ao longo dos versos (isso muda nas bridges) e do refrão memorável. Já "You Can't Hide"  é um rocker bem interessante, mas não agrega muita coisa ao conjunto de canções. Mas ainda assim, vale uma audição cuidadosa. Em "Fever" temos guitarras aos montes, com bateria e baixo na linha de frente, construindo uma melodia bacana - mas que parece que vai se perder em alguns momentos - e que conta com um bom refrão, e só. Me soa mais como um caso de AC Pop misturado com AOR, mas que não sabe exatamente qual dos dois é. E na reta final do álbum temos "I Dream Long Distance", um mid-pacer pesado, com baixo pulsante em primeiro plano, construindo a base por onde as guitarras passam acompanhadas por discretíssimos teclados. O refrão é envolvente, assim como a melodia, e o resultado final é arrasador. Mais um grande momento do álbum, assim como "Tell Me Why", balada que encerra nossa viagem com propriedade. Me agrada muito o andamento dessa canção, assim como e melodia simples e bem trabalhada. Teclados em profusão, guitarras em segundo plano e baixo mais consistente fazem dessa canção mais um destaque do álbum.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, o primeiro álbum da Amaze Me é um belo exemplar do melhor AOR sueco da década de 90. Não bastassem as excelentes melodias, não posso encerrar essa resenha sem mencionar - novamente, eu sei - os absurdos talentos de Conny Lind e Peter Broman. É quase inacreditável pensar que apenas dois cidadãos fazem tudo o que está nesse álbum. Se você já conhece algum dos outros dois álbuns da Amaze Me (e já recomendei o monstruoso "Dream On" aqui) sabe do que estou falando. Se não conhece, não faz idéia do que e tá perdendo.

AMAZE ME - Amaze Me
Released in 1995 via Z Records
Cat. # ZR 1997008

Tracklist
01 God's Gift To Woman
02 You Say You Never Cry
03 Help Me Through The Night
04 Tough Ain't Enough
05 Fairwarning
06 Your Lover, Your Friend
07 It Seems So Hollywood
08 Next Train Back
09 Love Is Like A Fire
10 You Can't Hide
11 Fever
12 I Dream Long Distance
13 Tell Me Why

Lineup
Conny Lind: vocals
Peter Broman: all instruments, backing vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...