sexta-feira, 19 de outubro de 2012

JASON BONHAM FRUSTRADO COM A SITUAÇÃO NA BLACK COUNTRY COMMUNION

Juro que hoje não é o "Black Country Communion Day", mas as notícias vão surgindo e já recebi uma série de e-mails sobre a postagem com Joe Bonamassa. Nada melhor que jogar lenha na fogueira dos fãs da banda enquanto esperamos o (trágico???) desfecho dessa história.

Em entrevista concedida à Classic Rock, o careca Jason Bonham (foto) admitiu a frustração que tioma conta da banda, pela incerteza da realização da tour que promoveria "Afterglow", o mais recente álbum da Black Country Communion.

Disse Bonham: "É triste que tenhamos criado esse álbum e agora, quando teríamos que cair na estrada, não há planos para isso. É espantoso".

O baterista ainda foi mais longe, dizendo que a banda sabia que deveria trabalhar mais quando o álbum começou a ser gravado. "Não estou culpando ninguém, mas nós devemos fazer a tour. Mas certas 'forças' estão nos segurando", concluiu.

Bonham revelou que não sabia da indisponibilidade de Joe Bonamassa para divulgar o trabalho da banda em uma tour, e questiona dizendo que "se ele sabia que não poderia viajar, não sei porque a banda entrou em estúdio para gravar 'Afterglow' naquela época. Tudo o que sei é que, enquanto gravávamos o álbum, falávamos sobre uma tour para promovê-lo. Eu achava que aconteceria mesmo".

Quando perguntado se ele poderia explicar o que está acontecendo, Bonham disse não ter idéia, e que mantém contato frequente apenas com Glenn Hughes. "Tentei obter alguma reação dos empresários de Joe, mas eles se limitaram a dizer que 'haviam complicações'".

Bonham encerrou declarando o seguinte: "Eu poderia ter percebido que havia alguma coisa errada, Alguém, em algum lugar, estava incomodado com alguma coisa. É muito frustrante. Eu absolutamente adoro Joe. Ele é um dos melhores guitarristas do planeta. Mas gostaria que ele pudesse fazer a tour. Eu sei que ele está ocupado, entendo isso. Mas Glenn, Derek e eu gostaríamos de cair na estrada. Talvez ele consiga pensar em uma maneira de fazer os shows conosco. Quem sabe?  Espero sinceramente que ele consiga pensar em algo".

Ou isso tudo é um gigantesco golpe publicitário ou estamos assistindo o fim da Black Country Communion. Mais detalhes em breve. 

Stay tuned...

JOE BONAMASSA EMPUTECIDO COM GLENN HUGHES

O guitarrista Joe Bonamassa revelou publicamente todo seu descontentamento com o baixista Glenn Hughes. O guitarrista afirma que Hughes vem assumindo compromissos que sabe que ele não poderá cumprir.

Esse teria sido o motivo do cancelamento do show em Wolverhampton. Bonamassa estaria preocupado que Hughes falasse mais alguma bobagem sobre o incerto futuro da Black Country Communion (foto).


Depois da famosa troca de "amabilidades" via Twitter, Hughes até voltou atrás em seus comentários (que davam conta que a banda não poderia estar na estrada por causa da carreira solo de Bonamassa), mas o guitarrista disse que o estrago já estava feito.


Disse Bonamassa: "Eu ouvi essa bobagem por terceiros. Li num blog ou coisa assim também. E me pergunto porque, de repente, isso tudo é minha culpa? Estou fazendo o que disse que faria nos últimos três anos, e agora, porque alguém muda de idéia, a culpa é minha?".


E ainda teve mais: "O que mais me deixou puto foram os e-mails que recebi de uns garotos no Brasil dizendo que o sonho deles era ver a Black Country communion ao vivo, mas porque Glenn Hughes disse que eu não quero continuar com a banda, sou o anticiristo fudido do blues".


E a cada dia que passa a situação fica pior. Acredito que estamos assistindo ao fim de uma das bandas mais bacanas que surgiram nos últimos anos.
 
Vamos aguardar o próximo episódio...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O Foreigner é uma das mais importantes bandas do cenário AOR, mas o foi especialmente durante a década de 80. E como toda banda, chega um momento na carreira dos cidadãos em que umas férias se fazem necessárias. É aí que os trabalhos solo dos integrantes costumam surgir no mercado. Lou Gramm já havia lançao três álbuns solo até 1989, e foi justamente naquele ano que Mick Jones se arriscou fora da banda. Contando com a colaboração de grandes compositores (como Diane Warren, Ian Hunter e um tal M. Phillips, que muitos apontam ser um pseudônimo de Mick Jagger) e um time invejável de músicos, Jones criou um álbum que só seria melhor se fosse gravado pelo próprio Foreigner.

O álbum abre com "Just Wanna Hold", um radio friendly rocker excelente, todo centrado nas guitarras e com uma sólida base de baixo. A melodia é bastante agradável e o refrão, apesar de simples, fca ecoando na cabeça por horas e que conta com os ilustres backing vocals de Joe Lynn Turner e do monstruoso Billy Joel.  Bela canção que merece sua atenção e que é seguida por  "Save Me Tonight", outro radio friendly rocker calculadamente despretencioso, com melodia fácil e arranjo suave. Temos aqui outro refrão bacana e, novamente, os backing vocals de Mr. Turner conferem mais brilho à canção que merece ser destacada. A primeira balada surge em "That's The Way My Love Is", cuja melodia traz o baixo para a linha de frente acompanhado por teclados muito bem distribuídos. O arranjo é intimista e me agrada muito, o que faz com que essa canção seja também apontada como um dos destaques do álbum. 

"The Wrong Side Of The Law" retoma o caminho rocker com uma melodia mais pesada e muito bem cadenciada pelo baixo e pela bateria. O arranjo é mais despojado (mas bem montado) e esse detalhe é o que mais me agrada nessa canção que é perfeita para ser ouvida com as janelas abertas. Belíssimo som. Em seguida temos "4 Wheels Turning" e as guitarras, mais uma vez, assumem a linha de frente com propriedade, criando a base por onde o baixo e bateria desfilam muito bem postados. O refrão é arrepiante e merece volume máximo para ser ouvido. Aqui temos mais um destaque do álbum, assim como "Everything That Comes Around", outra balada caprichada cuja melodia é focada no baixo e na bateria, sendo ambos acompanhados por discretíssimos e envolventes teclados. Uma belíssima canção que também merece volume máximo e, se possível, uma ótima compania para completar o pacote. 

Retornando ao lado mais rocker do álbum temos "You Are My Friend", canção bacana cujo arranjo - especialmente no refrão - não me agradou logo de cara, mas confesso que aos poucos fui prestando mais atenção aos detalhes e hoje a tenho como uma das faixas que mais curto nesse trabalho. Destaco a linha caprichada de baixo (cortesia de Rick Wills, na época, o baixista do Foreigner) e a bateria sempre precisa do veterano Simon Kirke (endiabrado batera da Bad Company). Mais uma canção de destaque, mas "Danielle" não se encaixa nesse grupo. Pessolamente, acho a melodia fraca, apesar do arranjo ser bem bacana. Enfim, ouçam e tirem suas próprias conclusões. Ainda temos "Write Tonight", um radio friendly rocker meio insosso, mas que conta com os ilustres backing vocals de Carly Simon e com o saxofone sofisticado de Lenny Pickett. E o álbum chega ao final com "Johnny (Part I)", canção que traz apenas vocais e teclados nesse interlúdio bacana de pouco mais de um minuto, infelizmente. Gostraia de ouvir essa canção se desenvolver, já que gostei do arranjo e melodia do pouco produzido.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, esse único trabalho solo de Mick Jones só poderia soar melhor, repito, se fosse gravado pelo Foreigner. E é impossível não perceber a semelhança na sonoridade geral desse álbum com os melhores momentos da banda. Eu ouço muita coisa que remete ao clássico "Agent Provocateur", melódica e musicalmente falando. E também é muito fácil imaginar os vocais de Lou Gramm em todas essas canções, o que daria um tremendo upgrade ao resultado final. Recomendo esse álbum aos amantes dos bons sons em geral, mas especialmente àqueles que curtem os bons sons do Foreigner, por motivos óbvios já explicados aqui. Uma bela surpresa os aguarda, podem apostar...

MICK JONES - Mick Jones
Released in 1989 via Atlantic Records
Cat. #781 991-4

Tracklist
01 Just Wanna Hold
02 Save Me Tonight
03 That's The Way My Love Is
04 The Wrong Side Of The Law
05 4 Wheels Turning
06 Everything That Comes Around
07 You Are My Friend
08 Danielle
09 Write Tonight
10 Johnny (Part I)

Musicians
Mick Jones: vocals, guitars, keyboards, bass, backing vocals
Guitars: Kevin Jones
Acoustic Guitars: Hugh McCracken
Slide Guitar: Hugh McCracken
Drums: Dennis Elliott, Liberty DeVitto, Steve Ferrone, Simon Kirke, Kevin Jones
Piano. Ian Hunter, Leon pendarvis
Bass: Rick Wills, Schuyler Deale, Kevin Jones
Keyboards: Jeff Jacobs, Kevin Jones
Saxophine: Lenny Pickett
Percussion: Crystal Taliefero, Kevin Jones, Mick Jones
Programming: John Mahoney
Backing Vocals: Joe Lynn Turner, Billy Joel, Ian Hunter, Crystal Taliefero, Ian Lloyd, Carly Simon, Timothy Wright Concert Choir

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