sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

PINK CREAM 69 VOLTA NO INÍCIO DE 2013

Uma das mais bacanas bandas de melodic hard rock, o Pink Cream 69 retornará ao cenário dos bons sons com "Ceremonial" (foto), seu novo álbum que chegará às lojas no dia 25 de Janeiro via Frontiers Records.

O press release diz que "musicalmente, os fãs podem esperar a sonoridade clássica do Pink Cream 69, da época de David Readman". Se for dessa maneira, vem coisa boa por aí...

O guitarrista Alfred Koffler falou sobre o novo trabalho: "A vibração dentro da banda é de pura criatividade e entusiasmo. Há muitas canções fortes para eu, David Readman e Dennis Ward escolhermos. Serão doze delas no álbum além de duas bonus tracks para diversos mercados e formatos. E também teremos a participação de dois grandes músicos, ambos fãs da banda".

No início do ano, o baterista Kosta Zafiriou deixou a banda, sendo substituído pelo amigo e drum tech Chris Schmidt, que já havia tocado com Sunstorm e no projeto First Signal, de Harry Hess. Ou seja, bem credenciado o cidadão é, sem dúvida.

O tracklist de "Ceremonial" terá as seguintes canções:

01 Land Of Confusion
02 Wasted Years
03 Special
04 Find Your Soul
05 The Tide
06 Big Machine
07 Let The Thunder Roll
08 Right From Wrong
09 Passage Of Time
10 I Came To Rock
11 King For One Day
12 Superman

Mais um lançamento bastante aguardado chegando logo no início de 2013...

MICHAEL BOLTON JÁ ESTEVE NO JOURNEY???

Na tarde de quarta-feira, eu estava conversando com o amigo Chris Siloma (manager da Wild Rose) quando ele postou o vídeo de "When I'm Back On My Feet Again", do grande Michael Bolton (foto). E a partir daquele momento, começamos a divagar sobre a carreira do cidadão.

Falamos sobre seus excelentes primeiros álbuns, sobre a maneira como ele vem pulando de galho em galho, conforme o mercado muda e como isso o fez perder o respeito de muitos de seus fãs.

Mas quando comentei que Mr. Bolton havia feito uma apresentação com o Journey, em Março de 1987, algumas pessoas que acompanhavam a conversa se espantaram. Na verdade, quase todos que ouvem essa história pela primeira vez se espantam.

Mas é verdade.

Enquanto morei no Canadá, em 1988, já havia ouvido essa conversa de algumas pessoas, mas nunca tinha obtido nenhum tipo de confirmação sobre o fato. Mas isso mudou em 1992...

Uma das minhas aquisições mais  importantes daquele ano foi "Time³", um caprichado boxset do Journey, contendo três cd's, uma infinidade de canções inéditas, gravações ao vivo, canções raras e outras tranqueiras. Junto com todo o material, vem um belíssimo livreto que traça - de maneira bem detalhada - a trajetória da banda, desde seus primórdios até 1996 (se bem que esse período não é abrangido no boxset).

Com texto primordioso de Joel Selvin e Dan Pyne, esse livreto é uma verdadeira aula sobre o Journey e, na página 36, os autores falam sobre o clássico álbum "Raised On Radio", mencionando a saída de Ross Valory e Steve Smith no ano anterior e, como vocês bem sabem, eles foram substituídos por Randy Jackson e Mike Baird, respectivamente.

E pouco depois de abordarem a gravação ao vivo para o vídeo de "Girl Can't Help It", encontramos o seguinte trecho: "A próxima vez em que a banda apareceu reunida em público foi em Março de 1987 na entrega dos Bay Area Music Awards, mais conhecidos como 'Bammies'. Schon e Cain tocaram algumas canções com o baixista Randy Jackson e o baterista Narada Michael Walden com um novo vocalista que Cain estava produzindo - Michael Bolton ...".

Coincidência ou não, tanto Jonathan Cain quanto Neal Schon - além de Randy Jackson e Mike Baird - participaram do ótimo álbum "The Hunger", quinto trabalho de Michael Bolton, lançado em 22 de Setembro de 1987.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A Itália é um país de grande tradiçao em várias áreas, mais notadamente no automobilismo, futebol e gastronomia. A contribuição da velha bota no cenário musical há anos deixou de ser expressiva, tendo como expoentes os sonolentos Eros Ramazzotti e Laura Pausini. Mas em 2011, a terra de Sofia Loren (ainda belíssima) e Rita Pavone nos trouxe a Lionville, projeto capitaneado pelo talentoso multiinstrumentista e vocalista Stefano Lionetti. Cercado de grandes nomes, Lionetti lançou o primeiro álbum da banda, apresentando uma equilibrada mistura entre AOR e Westcoast. Agora, a Lionville retorna ao universo dos bons sons com "II", seu novo álbum e que, mais uma vez, conta com ilustres presenças em seu lineup. O resultado é, sem dúvida, um dos melhores álbuns do ano...

O álbum começa com "All We Need", um excelente radio friendly AOR que conta com uma base pesada de baixo e guitarras e teclados trabalhando quase que intercaladamente. A canção conta com melodia forte, amarrada por um arranjo empolgante e ainad traz um refrão marcante. Belíssimo começo que se mantém em alta com "The Only Way Is Up", AOR caprichado que traz as guitarras para a linha de frente, acompanhadas por teclados bem distribuídos na melodia. Gosto demais da métrica e andamento dessa canção, além do refrão explosivo. Certamente, essa canção é um dos grandes destaques do álbum. E então chega "Another Day", um radio friendly AOR simplesmente descomunal e que cativa o ouvinte desde a introdução. Com andamento bem cadenciado e métrica simples, o grande segredo dessa canção é a melodia crescente, envolvente e que culmina em um refrão absurdamente arrepiante, entoado pelo sobrenatural Lars Säfsund que, na minha opinião, é o melhor vocalista surgido no universo AOR nos últimos 10 anos. Me faltam adjetivos para dizer o quanto essa canção me agrada, e certamente a escolheria - se fosse necessário - para mostrar o que AOR para quem ainda tem o azar de não ser familiarizado com o estilo. Essa canção é, na minha opinião, o grande destaque do álbum e uma das melhores canções de 2012. Na sequência temos "Higher", canção que conta com os ilustres vocais do veterano Bill Champlin, um dos maiores e mais respeitados nomes do universo Westcoast. Mas aqui, ele encara uma bela mistura de AOR e Westcoast, onde o arranjo é de um e a melodia de outro. Mas o resultado é bem bacana e funciona bem dentro da proposta da Lionville, em reunir ambos os estilos.

Em seguida temos "No Turning Back", balada caprichada que conta com uma melodia excelente, andamento mais arrojado e arranjo muito bem trabalhado. Vale destacar a métrica, que só faz valorizar a fluência da canção que conta com um refrão forte e marcante. Eis aqui outro destaque do álbum que é seguido por "All This Time" mais um radio friendly AOR de respeito. Não por acaso, essa canção lembra demais os bons sons do Work Of Art, já que além dos infernais vocais de Mr. Säfsund, essa canção conta com as guitarras, teclados, letra e música (essa última, em parceira com Mr. Lionetti, sejamos francos) de Robert Säll. Grande canção que merece volume máximo, assim como a cativante "Next To Me", AOR cuja melodia é de uma beleza ímpar, sinceramente. O refrão é perfeito, simples e direto como deve ser, mas ainda assim, marcante. Mais um grande destaque do álbum, sem a menor sombra de dúvida. E eis que surge "Waiting For A Star To Fall", cover do clássico do Boy Meets Girl (originalmente lançado em 1988) e que não me impressiona. A melodia ganhou um approach todo AOR, é verdade, e até que combinou, mas ainda preferia uma canção inédita. Seja como for, o resultado não é ruim - longe disso - e merece sua atenção, especialmente depois que você conhecer a versão original, cujo vídeo pode ser assistido aqui.

"Don't Walk Away" se apresenta com guitarras à frente nesse ótimo AOR, cujas bridges brilham dentro da canção que ainda conta com refrão simples, mas bastante eficiente. Mas prefiro "One In A Million", excelente radio friendly AOR que conta com a ilustre presença do guitarrista Sven Larsson. Muito me agradam arranjo, melodia e andamento dessa canção, que além de tudo, conta com um forte refrão, daqueles que ficam ecoando na cabeça. Temos aqui mais um destaque do álbum, com toda certeza. E na reta final do álbum temos a bacana "Shining Over Me", um AOR carregado de elementos westcoast, bem no estilo Toto, e que merece múltiplas audições, assim como a delicada "Open Your Heart", balada que traz o momento mais westcoast de todo o álbum, embalado pela bateria precisa de Herman Furin, do Work Of Art. Linda melodia, andamento perfeito e arrano intimista conferem mais brilho à essa canção que também aponto como um dos grandes destaques dees álbum. Bela surpresa ao final do tracklist.

Em resumo, nibelungas e nibelungos, "II" se mostra mais AOR-oriented do que o primeiro trabalho da Lionville. A sonoridade pouco mudou, mas fica evidente a evolução de Stefano Lionetti como compositor e arranjador. Além disso, a química entre os integrantes da banda permanece intocada, o que contribui - e muito - para a alta qualidade do álbum como um todo. Recomendar esse álbum - que sem nenhuma dúvida é um dos melhores de 2012 - é quase que uma redundância, haja vista a inquestionável qualidade das canções e músicos participantes, mas se você ainda não tem "II" em sua coleção, pode acreditar: ela está incompleta!!!

LIONVILLE - II
Released on Nov. 30th 2012, on Avenue Of Allies
Cat. #Avenue 12 10 0048

Tracklist
01 All We Need
02 The Only Way Is Up
03 Another Day
04 Higher
05 No Turning Back
06 All This Time
07 Next To Me
08 Waiting For A Star To Fall
09 Don't Walk Away
10 One In A Million
11 Shining Over Me
12 Open Your Heart

Lineup
Stefano Lionetti: vocals, guitars, keyboards, backing vocals
Lars Säfsund: vocals, backing vocals
Alessandro Del Vecchio: keyboards, backing vocals
Bruce Gaitsch: guitars
Mario Percudani: guitars
Anna Portalupi: bass
Alessandro Mori: drums, percussion

Guest Musicians
Bill Champlin: vocals on "Higher"
Tamara Champlin: backing vocals on "Higher"
Robert Säll: guitars and keyboards on "All This Time"
Sven Larsson: guitars on "One In A Million"
Peter Friestedt: guitars on "Another Day"
Joe La Viola:  saxophone on "Waiting For A Star To Fall"
Herman Furin: drums on "Open Your Heart"

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...