sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

TOMMY ALDRIDGE ESTÁ DE VOLTA AO WHITESNAKE!!!

Tommy Aldridge retorna ao Whitesnake
Um dos melhores bateristas do planeta (na minha humilde opinião), o grande Tommy Aldridge retoma seu lugar no Whitesnake após a saída de Brian Tichy.

Aldridge já havia tocado na banda nos excelentes "Slip Of The Tongue" e "Live In The Shadow Of The Blues".

Sobre seu retorno à banda, David Coverdale disse: "Quando pedi aos integrantes da banda que fizessem uma lista com nomes de bateristas para tocar conosco, todos eles, sem exceção, tinham Tommy Aldridge no topo de seuas listas. Ainda, a amioria dos fãs que enviaram sugestões para o site oficial queriam Tommy na banda. Então, sem mais delongas, estamos felizes em recebê-lo de volta. Parece que é nosso destino trabalhar juntos. Vai ser muito divertido. Bem vindo de volta, TA!!!".

Já Aldridge declarou: "Não consigo expressar o quão honrado e agradecido eu estou por retornar ao Whitesnake. Trabalhar com David Coverdale e companhia sempre foi um trabalho apaixonante. Estou muito feliz por estar de volta e terminar o que começamos".

Não poderia haver escolha mais acertada.

FM MOSTRA TRECHO DE NOVA CANÇÃO

FM: prestando relevantes serviços ao AOR desde 1986
Nos dias 06 e 12 de Janeiro, os tiozões do FM gravaram os primeiros vídeos promocionais para "Rockville", o aguardado novo album da banda que chegará às lojas em 11 de Março.

O bacana é que já foi também anunciado o lançamento de uma edição dupla do mesmo álbum, contendo uma série de surpresas, as quais começam a ser reveladas agora.

Clicando aqui você assistir ao vídeo que mostra a preparação da banda para gravar o material promocional do último dia 06, além de ouvir um trecho de "High", uma das canções que intregra o tracklist do disco bônus da edição de luxo de "Rockville".

Ainda, vale lembrar que o FM começará sua tour em 2013 no dia 15 de Março, sendo acompanhado pela Vega, Serpentine e It Bites.

Arte do aguardado "Rockville"
Ah, e se você ainda não tem o excelente "Only Foolin' E.P.", não faz idéia do que está perdendo. Além da faixa título, o tracklist traz duas canções exclusivas: as excelentes "Rainbow's End" (votada #4 no AORWatchTower Top 10 Songs 2012, conforme postado aqui) e "Shot In The Dark", além de versões ao vivo para "Let Love Be The Leader", "Don't Stop", "Does It Feel Like Love?", "Tough It Out" e "Hot Legs", todas gravadas durante a tour comemorativa dos 25 anos do clássico "Indiscreet".

Mais novidades sobre o FM e seu novo álbum chegando em breve. Stay tuned...

NOVO ÁLBUM DO BON JOVI SERÁ MAIS SÉRIO

Bon Jovi: David, Jon, Richie e Tico
Jon Bon Jovi recentemente descreveu "What About Now" como sendo um "grande álbum de rock", mas que conterá "muitos comentários sociais", incluindo a crise econômica mundial e desemprego.

"Estamos passando por um momento específico no tempo. E esse momento quase nos forçou a lançar o álbum, de outra maneira, o assunto principal se torna ultrapassado", explicou o vocalista.

Ainda, ele disse não se preocupar com a atual crise econômica, e encara a situação como uma oportunidade para fazer coisas da maneira que fazia quando a banda começava a carreira. "Você escreve uma canção para si mesmo. Se as pessoas se identificarem com ela, a encontrarão. O que acontece depois não tem controle, mas não é frustrante", disse.

O Bon Jovi foi anunciado como atração principal do festival de verão que acontecerá no Hyde Park (em Londres), entre os dias 28 de Junho e 07 de Julho. A banda subirá ao palco no dia 05 de Julho.

Bem, a julgar pela pavorosa "Because We Can", não parece que será dessa vez que a banda lançará um álbum de rock, propriamente dito.  O que nos aguarda é mais do AC Rock que o Bon Jovi vem fazendo desde o final da década de 90. E que fique claro, não tenho absolutamente nada contra o rock mais contemporâneo, apenas acho que a mudança de ares foi contraproducente para a banda.

É indiscutível que os dólares continuam entrando na conta da banda, mas o que eles lançaram de relevante nos últimos anos? Quais canções dos álbuns mais recentes você imagina sendo tocadas em shows daqui uns 20 anos? Claro, você deve ter lembrado de alguns nomes, mas ainda acredito na reação do público para medir o impacto das canções de uma banda, e aí a coisa fica muito feia para o Bon Jovi.

Muitos diriam que não é justo comparar canções mais recentes com os clássicos da banda, mas não podemos nos esquecer que "Living On A Prayer", "Wanted Dead Or Alive", "In And Out Of Love", "Born To Be My Baby", "I'll B There For You" e tantas outras não nasceram clássicas, e só se tornaram assim pela qualidade embutida nelas.

Curiosamente, me parece que quanto mais a banda corta os cabelos, pior as coisas ficam. Está na hora de o Bon Jovi deixar as cabeleiras crescerem novamente.

ENTREVISTA COM DAVIDE "DAVE ROX" BARBIERI

Davide "Dave Rox" Barberi
Nos últimos anos, a Itália vem revelando grandes nomes dentro do universo dos bons sons. Em 2010, a moçada da Wheels Of Fire estreou no cenário com dos álbuns mais bacanas daquele ano, e no final de 2012, eles retornaram com "Up For Anyhting", trabalho que mantém o bom nome da banda e a alta qualidade das canções do quinteto. Recentemente, tive o prazer de conversar com Davide "Dave Rox" Barbieri, vocalista da Wheels Of Fire, que falou com exclusividade para a AORWatchTower.

A conversa está aqui, na íntegra. Enjoy... 

01 Lá se vão dois anos desde "Hollywood Rocks". O que mudou na Wheels Of Fire desde então?

Davide Barbieri: Depois que "Hollywood Rocks" foi lançado, tivemos algumas mudanças na formação da banda, com a chegada de três novos integrantes: Fabrizio Uccellini na bateria, Marcello Suzzani no baixo e Andrea Vergori nos teclados.

02 A banda lançou "Up For Anything" em Novembro. Como tem sido a recepção do álbum até agora?

Davide Barbieri: Estamos muito felizes e satisfeitos com a resposta que temos tido de publicações, websites e dos fãs. Passamos muito tempo e gastamos muita energia gravado esse álbum, fazneo nosso melhor para apresentar um álbum de qualidade.

03 Ambos os álbuns seguem uma linha melodic rock. Quais bandas servem de influência para a Wheels Of Fire?

Davide Barbieri: Nós crescemos ouvindo melodic hard rock nos anos 80, e nossas influêbcias são todas daquela época, entretanto, acredito que no novo álbum há muita influência da década de 90, porque queríamos expandir nossa sonoridade.

O ótimo álbum "Up For Anything", de 2012
04 O novo trabalho traz a colaboração de James Christian em "Don’t Walk Away". Como vocês o recrutaram para o álbum?

Davide Barbieri: Eu tenho que agradecer Alessandro Del Vecchio, que foi quem entrou em contato com ele. Eu conheci James pessoalmente em sua tour européia, no final de 2011, e lhe dei todas as informações necessárias sobre a canção. Ele é uma pessoa muito gentil.

05 E de quem foi a idéia de chamá-lo?

Davide Barbieri: James é um dos meus vocalistas favoritos nesse gênero e no momento em que imaginei um dueto para essa canção ele foi a primeira escolha. Foi a realização de um sonho ter tido a oportunidade de gravar um dueto com um artista tão importante.

06 E na mesma canção, Robin Beck gravou backing vocals. Eu tenho certeza de que trazer James ajudou muito para incluí-la nas gravações. Essa era a idéia original, quero dizer, ter os dois fazendo vocais na mesma canção?

Davide Barbieri: Sim, desde o começo! Eles vivem juntos então nos aproveitamos dessa situação e pedimos à James para incluir Robin no projeto, e ela gravou os backing vocals. O resultado foi incrível, com backing vocals impressionantes. Robin é uma cantora fantástica!

07 Outro convidado no álbum é Rob Marcello, responsável pelo solo em "No Mercy". Como ele foi integrado ao projeto?

Davide Barbieri: Eu perguntei à Alessandro Del Vecchio se ele conseguiria entrar em contato com ele. Rob é um guitarrista incrível e fez um grande trabalho no último álbum do Danger Danger e também no projeto Marcello/Vestry. Ele fez o solo, gravou e me enviou no mesmo dia! Um verdadeiro guitar hero!

08 A Wheels Of Fire passou por uma grande mudança com a chegada de Marcello Suzzani, Andrea Vergori e Fabrizio Uccellini. Como a chegada dos novos integrantes mudou o processo criativo da banda?

Davide Barbieri: Todas as composições do novo álbum são minhas e do guitarrista Stefano Zeni. Quando mostramos as canções para o resto da banda, antes de começarmos as gravações, dissemos à eles que adicionassem ou mudassem qualquer coisa em suas respectivas partes. Mas, criativamente falando, todas as canções foram escritas por mim e Stefano.

Wheels Of Fire: Vergori, Uccelini, Barbieri, Suzzani e Zeni
09 Com dois ótimos álbuns no currículo, levará muito tempo até termos um DVD da Wheels Of Fire? Há algum plano referente a isso?

Davide Barbieri: Não temos nenhum plano para lançar um DVD nesse momento. Precisamos nos apresentar mais antes de pensarmos nisso, e no momento estamos procurando uma agência que possa nos dar a possibilidade de tocar o máximo que pudermos.

10 Quais são os planos da banda para 2013?

Davide Barbieri: Apenas tocar o máximo que pudermos. Realmente gostaríamos de ir até o Brasil...seria incrível. Enquanto isso, vamos continuar a compor novas canções.

Muito obrigado pela atenção, Davide. Desejo à vocês o melhor e ainda mais sucesso em 2013. As portas da AORWatchTower estão sempre abertas à vocês, meu amigo. Rock on...

Davide Barbieri: Muito, mas muito obrigado mesmo, Juliano! Eu realmente admiro o que você vem fazendo em nome do AOR! E à todos que leram essa entrevista, "keep rocking!". Espero vê-los todos nos shows!

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

No final de 1993, Paul Laine assumiu a ingrata tarefa de substituir Ted Poley como frontman do Danger Danger. Depois de um começo desastroso com "Dawn" (se não considerarmos o material regravado para "Cockroach" em 1994, e só lançado oficialmente em 2001), a banda se reencontrou com os bons sons lançando dois excelentes álbuns: "Four The Hard Way" (cujo review está aqui) e "The Return Of The Great Gildersleeves", trabalho que manteve a qualidade dos álbuns anteriores que Lane gravou com a banda, e que também marcou sua despedida dela. Mas o último registro do canadense no Danger Danger foi com classe e uma série de belas canções.

O álbum abre com "Grind", rocker descomunal que apresenta uma pesada linha de baixo acompanhada por guitarras cruas e calculadamente distribuídas, enquanto teclados discretos se fazem perceber no refrão empolgante. Um dos destaques do álbum, para ser ouvido no volume máximo e sem a menor moderação, assim como a debochada "When She's Good She's Good (When She's Bad She's Even Better)", rocker com andamento mais arrastado e melodia excelente, além de contar com um refrão explosivo, repleto de backing vocals certeiros. Outro destaque do álbum que, logicamente, necessita de volume máximo e nenhuma moderação. Já "Six Million Dollar Man" (que conta com o áudio da introdução da ótima série de tv dos anos 70) é um rocker mais sério, por assim dizer. O baixo retorna à linha de frente com propriedade, em um arranjo que pouco privilegia as guitarras. A melodia e o refrão me soam fracos em comparação com as canções anteriores. Enfim, ouça e tire suas próprias conclusões. Entretanto, qualidade é o que não falta à "She's Gone", mid-pacer arrepiante que apresenta baixo e bateria à frente, seguidos de perto por teclados ocasionais e guitarras precisas, criando a base onde Laine desfila seus vocais em uma de suas melhores interpretações. Grande canção e, sem dúvida, o grande destaque do álbum. Ouça múltiplas vezes, com as janelas abertas, volume máximo e tudo mais que se fizer necessário.

Danger Danger: Bruno Ravel, Paul Laine e Steve West
Na sequência chega "Dead, Drunk & Wasted", rocker cujo arranjo não é lá grande coisa, mas a melodia salva a cena toda. Guitarras onipresentes, bateria descontroladamente contida e um refrão explosivo garantem bons momentos aos amantes dos bons sons em mais esse destaque do álbum, mas infelizmente, o mesmo não se repete em "Dead Dog", rocker mais pesado e com arranjo arrastado, onde guitarras pesadas divideme spaço com teclados ocasionais, durante longos 06:41!!! Pessoalmente, essa canção não me agrada nenhum pouco, mas como as opiniões variam, ouça por si mesmo e, quem sabe, acabe com uma visão diferente da minha. Mas certamente concordaremos que "I Do" é bem mais bacana, onde as guitarras e teclados dividem espaço na medida certa nesse excelente rocker que tem um inegável apelo radio friendly e que conta com um refrão empolgante, o que garante a recomendação de volume máximo e janelas abertas, cabível apenas aos destaques do álbum. Seguimos com "I Do", mid-pacer tranquilo com arranjo quase que totalmente acústico, onde Paul Laine mostra mais um pouco de sua versatilidade como vocalista. Linda música, belíssima melodia e arranjo caprichado fazem dessa canção outro destaque do álbum. Recomendo múltiplas audições no volume máximo...

E na reta final do álbum temos "Cherry Cherry", rocker muito bacana com baixo e guitarras predominantes, e cujo arranjo é bastante simples, mas muito eficiente, assim como acontece em "Get In The Ring", mas aqui a sonoridade é levemente mais pesada, contudo, sem ser agressiva, da mesma forma que "Walk It Like Ya Talk It", rocker com andamento mais acelerado e guitarras envolventes, magistralmente acompanhadas pelos excelentes vocais de Laine, que te levam à um refrão carregado de energia e absolutamente arrepiante. Belíssima canção para encerrar o álbum!!!

Em resumo, caríssimas e caríssimos, considero "The Return Of The Great Gildersleeves" um ótimo álbum e acredito que o único trabalho de Paul Laine no Danger Danger que supere esse aqui seja o excelente "Four The Hard Way". Entretanto, os pontos altos desse álbum - e não são poucos - fazem o conjunto valer a pena, costurando um cenário melodic rock bastante convincente e repleto de qualidade. Se é possível que você não tenha esse álbum em sua coleção, providencie a aquisição. Acredite, vale a pena... 

DANGER DANGER - The Return Of The Great Gildersleeves
Released in 2000 via Victor Entertainment Inc. (Japanese Pressing)
Cat. #VICP-60965

Tracklist
01 Grind
02 When She's Good She's Good (When She's Bad She's Even Better)
03 Six Million Dollar Man
04 She's Gone
05 Dead, Drunk & Wasted
06 Dead Dog
07 I Do
08 My Secret
09 Cherry Cherry
10 Get In The Ring
11 Walk It Like Ya Talk It

Lineup
Paul Laine: vocals, guitars, keyboards
Bruno Ravel: bass, keyboards, guitars, vocals
Steve West: drums, percussion

Guest Musicians
Andy Timmons: guitars
Damien Graham: drums, percussion
Tony Bruno: guitars, guitar synthesizer, keyboards
Lance Quinn: keyboards
Scott Brown: backing vocals

AVISO

Devido as chuvas aqui o sul da Terra Brazilis , não teremos a Recomendação Da Semana hoje. Retornaremos em breve...