sexta-feira, 8 de abril de 2016

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Lá se vão seis longos anos desde que os suecos do Treat lançaram o já clássico "Coup de Grace", mas parece que o intervalo foi bem maior. A qualidade daquele trabalho é tão assombrosa que estabeleceu um novo patamar para o que seja lançado posteriormente. E o primeiro teste de qualidade será feito com "Ghost Of Graceland", a nova investida do Treat. Com aquele hard rock bastante conhecido pelos amantes dos bons sons, a banda caprichou na escolha das canções, fazendo jus ao bom nome que construiu ao longo dos anos. Além disso a produção de Peter Mansson foi muito mais que acertada, o que já é uma grande vantagem, se considerarmos muitos álbuns lançados recentemente. E se você está ansioso para saber se o novo álbum é digno de figurar entre os melhores momentos do Treat, prepare-se para uma retumbante (e ótima) confirmação.

A ótima "Ghost Of Graceland" abre o álbum de maneira cadenciada, com um arranjo que destaca o baixo e intercala a linha de frente com guitarras e teclados ao longo dos versos, culminando em um refrão poderoso e envolvente. Já "I Don't Miss The Misery" é um rocker onde as guitarras predominam totalmente, seguidas de perto por uma linha de baixo volumosa e pontuada por teclados ocasionais, especialmente no refrão pegajoso dessa canção que tem um forte apelo radio friendly, assim como "Better The Devil You Know", ótimo rocker que conta com uma sólida base de baixo e guitarra e onde os teclados quase não aparecem, nem mesmo no ótimo refrão (apesar de um breve solo de Hammond que, sinceramente, não combinou). São três canções facilmente classificadas como destaques do álbum, portanto, suba o som, abra as janelas e prepare sua air guitar!!!

Em seguida temos "Do Your Own Stunts", um mid-pacer matador, construído com teclados perfeitamente distribuídos, guitarras bem colocadas e um baixo pontual que, acompanhado pela bateria, criam uma base envolvente. Mais um belíssimo momento do álbum que também conta com "Endangered", rocker que traz teclados mais evidentes, mas sempre cercados por guitarras onipresentes e bem colocadas que acompanham o ouvinte até o refrão arregaçador, exatamente como acontece em "Inferno", rocker totalmente excelente e que conta com todos os melhores elementos das melhores canções do Treat. E o refrão é daqueles que fazem afrouxar a tampa da cabeça!!! Mais três canções facilmente citadas como sendo destaques do álbum.

Seguimos com "Alien Earthlings", com mid-pacer pesado onde os teclados tem mais destaque, mas sem ocupar os espaços das guitarras, sempre bem colocadas. Com um refrão envolvente e um temendo apelo radio friendly, essa canção desponta como mais um destaque do álbum, da mesma maneira que a espetacular "Nonstop Madness" e seu versos frenéticos que levam a um refrão arrepiante, daqueles que ecoam na cabeça por dias, assim como acontece com a ótima "Too Late To Die Young", rocker com andamento mais dinâmico e foco quase total nas guitarras, além de contar com refrão marcante e grudento. E assim temos mais três canções que podem ser descritas como sendo destaques do álbum.

Treat, circa 2016: Appelgren, Egberg, Ernlund, Wikström e Borger
E na reta final do álbum temos o ótimo radio friendly rocker "House On Fire" (onde teclados e guitarras dominam o arranjo, além de ter um refrão arregaçante), a absolutamente excelente balada "Together Alone" (onde teclados, voz e baixo dominam a cena) e a derradeira "Everything To Everyone", excelente radio friendly rocker cadenciado, onde baixo, teclados e guitarra dividem espaço de maneira harmoniosa, ganhando a companhia de backing vocals muito bem colocados nas b-sections. E sim, são destaques toda as três.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, valeu a pena esperar mais de meia década para termos em mãos um novo álbum do Treat. Não apenas a qualidade de seu antecessor foi alcançada, me atrevo a dizer que "Ghost Of Graceland" supera (por pouco, é verdade) o obrigatório "Coup De Grace". Com uma produção mais que acertada e um conjunto de canções que englobam a identidade musical do Treat, esse álbum representa a banda de maneira inequívoca, pintando um retrato fiel da sonoridade que fez do Treat um nome não apenas reconhecido, mas principalmente, respeitado dentro o cenário hard rock escandinavo. Até o momento, não tenho receio algum em apontar "Ghost Of Graceland" como sendo o melhor álbum que ouvi em 2016, mas desde já é um sério candidato ao título de "álbum do ano". Um álbum muito mais que recomendado, "Ghost Of Graceland"  é obrigatório em sua coleção...

TREAT - Ghost Of Graceland
To be released on April 15th via Frontiers Records
Cat. #FR CD 727

Tracklist
01 Ghost Of Graceland
02 I Don't Miss The Misery
03 Better The Devil You Know
04 Do Your Own Stunts
05 Endangered
06 Inferno
07 Alien Earthlings
08 Nonstop Madness
09 Too Late To Die Young
10 House On Fire
11 Together Alone
12 Everything To Everyone

Lineup
Robert Ernlund: vocals
Anders Wikström: guitar, vocals on "Together Alone", backing vocals
Patrick Appelgren: keyboards, guitars, backing vocals
Pontus Egberg: bass
Jamie Borger: drums

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