segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

FIM DA LINHA PARA O KISS???

Os veteranos do Kiss, circa 2017
No dia 08 de Fevereiro,a Kiss Catalog Ltd. (empresa proprietária dos direitos autorais de toda a obra do Kiss) registrou um pedido junto ao Escritório de Registro de Patentes e Marcas Registradas do Estados Unidos pelo uso da expressão "The End Of The Road". Se concedido, o registro protegerá o uso da expressão padrão para fins de entretenimento, mais especificamente para "performances ao vivo de grupos musicais".

O fato repercutiu entre os fãs do Kiss, que especulam se a banda está preparando sua tour de despedida.

Há quase 20 anos, a banda anunciou publicamente que encerrariam a carreira. A "Farewell Tour", de 2000, foi descrita por Paul Stanley como "uma tentativa de livrar o Kiss de seu sofrimento, depois de anos de disputas de ego e de brigas por conta dos créditos autorais entre os integrantes originais da banda".

"'A Farewell Tour' deveria ter nos tirado do palco com nossos rabos entre as pernas enquanto tínhamos algum respeito próprio", explicou Gene Simmons. "E ficou claro que os fãs não queriam que fôssemos embora".

No ano passado, em entrevista a Glasgow Live, o baixista afirmou que a banda ainda tinha alguns anos pela frente antes de saírem de cena.

E Paul Stanley vem dizendo, repetidamente e já há algum tempo, que a banda poderia seguir em frente sem ele e Simmons. "Uma vez que a formação original do Kiss se desfez, ficou claro para nós que, de uma certa forma, éramos mais como uma equipe esportiva. Nós não temos as mesmas limitações de outras bandas porque não somos como as outras bandas. Então sim, em algum momento, eu adoraria ver alguém em meu lugar na banda, porque eu amo a banda".

A seguir, cenas dos próximos capítulos...

BREAKING NEWS

* Para tristeza dos fãs, Ozzy Osbourne se adiantou e desmentiu os boatos que afirmavam que ele tocaria o clássico "Blizzard Of Ozz" na íntegra, por ocasião do 40º aniversário do álbum em 2020, ano em que a "No More Tours 2" chegará ao fim;

* Sebastian Bach já está escrevendo e gravado demos para seu novo álbum que, segundo ele, será "inspirador e divertido";

* George Lynch declarou que o próximo álbum da dupla Sweet Lynch será um trabalho conceitual, já que Michael Sweet é cristão e Lynch, como ele próprio se descreve, é "de outra linha". O álbum, de acordo com o guitarrista, terá canções que enaltecem um lado, e canções que enaltecem o outro lado.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM LEIGH MATTY

O álbum de estréia da Romeo's Daughter é
considerado um clássico do AOR
Há cerca de 30 anos, o AOR vivia dias gloriosos e os grandes lançamentos eram abundantes. Alguns desses lançamentos se tornaram clássicos e, entre eles, está o primeiro álbum dos britânicos da Romeo's Daughter, banda que se encontra em franca atividade (graças aos deuses) e que estava destinada a se tornar um dos grandes nomes do estilo. Mas a história não aconteceu como se previa.

Mesmo tendo um tracklist fantástico, a ilustre colaboração de um dos maiores nomes do AOR daquela época e um produtor legendário, o álbum "Romeo's Daughter" foi engolido quase sem deixar vestígios.

Poucos anos mais tarde, seu valor começou a ser revisto e há anos aquele trabalho é apontado como um dos melhores da sua época e uma referência no AOR.

Com tanta coisa cercando aquele álbum, entrei em contato com a sempre simpática Leigh Matty que prontamente concordou em conversar sobre o trabalho que lançou a Romeo's Daughter no universo dos bons sons.

Enjoy...

01 Neste ano, o álbum clássico da Romeo's Daughter completa 30 anos (o tempo passou rápido!) e poucas bandas tiveram a sorte de ter seu primeiro trabalho produzido por um grande nome, mas vocês tiveram dois deles. O primeiro foi John Parr, um dos maiores nomes da década de 80. Como ele se envolveu com o projeto?

Leigh Matty: Nós conhecemos John em um evento social através de nossa empresária naquela época, Olga Lange, e tudo se desenvolveu a partir dali. Ele estava em um intervalo entre álbuns e tinha tempo disponível para trabalhar conosco, o que nos deixou muito felizes!

02 Ao que me consta, vocês gravaram quatro canções com Parr e de todas elas apenas "I Cry Myself To Sleep At Night" foi incluída no álbum. O que você pode nos dizer sobre as outras três?

Leigh Matty: "I Cry Myself To Sleep At Night" surgiu a partir de outra canção que gravamos com John, chamada "Dreams". "Wild Child" também foi criada a partir de outra demo (não consigo me lembrar seu nome!). Nós retrabalhamos ambas as canções mais tarde com Mutt e elas se transformaram nas canções que acabaram no álbum.

03 Aparentemente, Parr era muito disciplinado, esforçado e exigia sempre o melhor da banda enquanto gravava as demos. E, pelo jeito, valeu a pena...

Leigh Matty: Na verdade, era muito fácil trabalhar com John. Nunca havíamos trabalhado com alguém famoso e não sabíamos o que esperar. Ele era tremendamente famoso naquela época, já que "St. Elmo's Fire" havia sido lançada alguns anos antes de nos conhecermos, e ficamos surpresos ao saber que ele queria fazer parte do nosso álbum (agradecidamente surpresos!). Ele foi muito paciente conosco e aprendemos muita coisa com ele e adoraríamos ter trabalhado juntos mais vezes, mas não era para ser assim.

04 E aquelas demos gravadas por John Parr trouxeram Mutt Lange. A história é bem conhecida (eu acho), mas já que sempre há alguém que não a ouviu, por favor Leigh, conte-nos como tudo aconteceu...

Leigh Matty: Nossa primeira empresária era uma senhora chamada Olga Lange, que havia sido casada com Mutt Lange no início dos anos 80. Ele era o mais ocupado (e provavelmente um dos mais bem sucedidos) produtor daquela década e nem em nossos sonhos mais malucos poderíamos imaginar que ele teria tempo e vontade de trabalhar conosco. Mas ele ouviu uma demo que havíamos gravado chamada "Stay With Me Tonight" e gostou, o que o levou a trabalhar em algumas canções.. Aquelas canções se transformaram em sete no período de um ano, sendo que John Parr gravou outras três. Naquela época, não imaginávamos como seria grande o impacto em nossa sonoridade e como seria precioso para nós termos trabalhado com eles. Éramos muito jovens e inexperientes no mundo da música e, assim sendo, tentamos absorver o máximo possível. Quando olho para trás, vejo como tivemos sorte em ter trabalhado com caras tão incrivelmente talentosos.

05 Mutt Lange é conhecido por levar bandas e artistas ao limite, sempre com resultados fantásticos. Quais as suas lembranças de ter trabalhado com ele?

Leigh Matty: Sempre achei que Mutt era rígido, mas muito paciente e prestativo. Mas deve ter sido estranho para ele trabalhar com músicos tão desconhecidos e inexperientes como nós três éramos, mas ele foi muito gentil e nos ensinou muito. Nós até nos mudamos para sua casa por um tempo, para gravarmos em seu próprio estúdio. Ele tinha uma ética de trabalho maravilhosa, que significava começar a trabalhar toas as manhãs por volta das 10 horas até tarde da noite, para que não houvesse nada do 'estilo de vida rock and roll' envolvido. Seu tempo era precioso, já que havia uma série de artistas querendo trabalhar com ele quando o trabalho conosco terminasse, então tudo foi feito muito rapidamente.

06 Rumores dão conta de que Mutt exige 110% dos vocalitas com quem trabalha. Como as coisas aconteceram com você? Essa reputação é verdadeira?

Leigh Matty: Ele tinha a reputação de não gostar de trabalhar com vocalistas mulheres mas eu nunca senti que ele não havia reconhecido o quanto eu me esforcei para conseguir o vocal que ele esperava de mim. Às vezes, eu estava exausta depois de passar horas dentro da cabine de gravação, mas tudo valeu a pena. Ele é um ótimo vocalista e sempre sabia exatamente o que queria da minha performance. Eu lembro ter sido uma experiência positiva para mim (e ele nunca me fez chorar!).

07 Quão diferente foi trabalhar com John Parr e Mutt Lange?

Leigh Matty: Creio que John era mais divertido e tranquilo que Mutt. Nós costumávamos rir muito e John era muito divertido, se me lembro bem. Eu acho que ficávamos mais a vontade trabalhando com ele do que com Mutt, mas ambos foram fantásticos, cada um a sua maneira.

08 Ambos trabalharam juntos em duas canções:"I Like What I See" e "Don't Break My Heart". Deve ter sido educativo vê-los trabalhando em conjunto...

Craig Joiner, Leigh Matty e Toni Mittman: o núcleo
da Romeo's Daughter, circa 1988
Leigh Matty: John e Mutt trabalharam juntos em "Dont Break My Heart", apesar de a demo ter sido gravada originalmente com Mutt. Nós gravamos "Inside Out", "Colour You A Smile" e "I Like What I See" com John, apesar de Mutt ter colaborado com backing vocals naquelas canções.

09 Deve ter sido intimidador trabalhar com um sujeito como Mutt Lange. Não apenas ele produziu o álbum, mas também se envolveu com as composições. Como foi adaptar o seu estilo de compôr ao dele?

Leigh Matty: Foi muito intimidador, mas também incrivelmente inspirador, já que estávamos todos iniciando na carreira. Ele nunca nos deixou desconfortáveis e tudo o que aprendemos com ele permanece conosco até hoje.

10. E até onde sei a banda não tinha um nome mesmo com o álbum já pronto e foi Mutt Lange quem os batizou Romeo's Daughter, nome tirado de uma linha da canção "I Cry Myself To Sleep At Night". Como foi aceitação do nome por vocês?

Leigh Matty: A escolha do nosso nome foi muito difícil. Ninguém conseguia decidir como deveríamos nos chamar e, de repente, o álbum estava sendo masterizado e a arte precisava começar a ser trabalhada e tínhamos dois dias para decidir! Acredito que Mutt sugerir Romeo's Daughter foi uma bênção naquele momento. Nós nós apegamos ao nome. É um nome incomum e tenho muito orgulho dele.

11 Então, havia esse ótimo álbum de AOR, com canções fantásticas e produção impecável, ingredientes de uma receita certa para o sucesso. Mas sabemos que não foi exatamente assim que tudo aconteceu. Onde as coisas deram errado?

Leigh Matty: Bem, é como dizem: 'timing é tudo!' Basicamente, perdemos o trem por um ano, creio eu. Na época em que o álbum estava pronto para ser lançado em '88, a música que estava sendo tocada no rádio tinha mudado drasticamente e o mundo todo se preparava para loucura que seria o grunge. Nós realmente lutamos para termos nossas canções tocadas por qualquer das principais rádios aqui no Reino Unido e fomos melhor recebidos nos Estados Unidos e resto da Europa, mas mesmo lá, as coisas estavam mudando rápido. Fomos mal aconselhados pela nossa empresária e pela gravadora para que não fizéssemos uma tour naqueles países, então nunca construímos um público em shows grande o suficiente para que pudéssemos crescer como deveríamos. Se tivéssemos a chance de fazer tudo outra vez, as coisas seriam muito diferentes.

12 Em 2007, falando sobre o álbum, Craig Joiner disse que algumas pessoas não entenderam que tipo de banda a Romeo's Daughter era, sendo classificada como "muito leve para ser rock e muito pesada para ser pop". Você concorda que a banda não foi devidamente promovida?

Leigh Matty: Sempre tivemos a impressão que não fomos propriamente aceitos como uma banda de rock e que éramos 'rock demais' para sermos considerados pop, então acabamos presos entre os dois estilos, o que foi muito ruim para nós. E não era muito comum uma banda ter uma vocalista naquela época, especialmente no Reino Unido, então acredito que também éramos vistos como uma novidade. Ainda, nossa gravadora na época achava que, pelo simples fato de termos Parr e Mutt envolvidos, seríamos um grande sucesso e por isso não nos promoveram tanto quanto outras bandas de seu cast.

13 Bem, com o passar dos anos o álbum provou ter uma excelente coleção de canções AOR, tão verdade que três delas foram regravadas no início dos anos 90: o Heart escolheu "Wild Child", já Eddie Money ficou com "Heaven In The Backseat", enquanto Bonnie Tyler e Chrissy Steele deram novas interpretações a "I Cry Myself To Sleep At Night". Não ficou um gosto amargo ao ver outros artistas terem sucesso com canções gravadas por vocês há pouco tempo?

Leigh Matty: Sim e não! Foi uma grande honra ter nossas canções regravadas por aqueles grandes artistas e a versão de "Wild Child" é a melhor delas para mim. Nós até assistimos o Heart tocá-la em Wembley no início dos anos 90 e foi surreal ouvi-los tocar sua versão daquela canção. Nós ainda encerramos nossos shows com ela e eu sempre menciono que é nossa canção e não do Heart (risos). É claro que teria sido ótimo se nós tivéssemos tido o mesmo sucesso que eles, mas chegamos perto!

14 E falando sobre canções, há muito material inédito ou inacabado das sessões de gravação do primeiro álbum?

Leigh Matty: Há muito material inédito e inacabado daquela época e algumas daquelas canções foram usadas no nosso segundo álbum. Mas nós sempre buscamos olhar para frente e usamos material novo em nossos dois trabalhos mais recentes, "Rapture" e "Spin".

15 Finalmente, em retrospecto, como você vê "Romeo's Daughter" hoje, 30 anos depois? E como você vê a banda no atual cenário AOR?

Leigh Matty em ação com a Romeo's Daughter
em 2015, durante o HRH AOR Festival
Leigh Matty: Eu olho para o passado com orgulho e amor. Sei que nunca atingimos as alturas que o álbum talvez merecesse, mas isso nunca me incomodou. Eu sou muito grata por ter estado no lugar certo e na hora certa para conhecer Craig e Tony e por ter tido a oportunidade de ter gravado um álbum que acabou sendo tão querido por tanta gente.Aquele trabalho definiu minha vida e tenho muito orgulho de ter sido parte dele.

Leigh, foi uma honra conversar novamente contigo. Desejo à você e à banda todo o sucesso que vocês tanto merecem e que tenhamos muito material da Romeo's Daughter chegando no futuro. As portas da AORWatchTower estão sempre abertas à vocês...

Leigh Matty: Muito obrigado, Juliano, pelo convite para falar sobre o álbum e pelo seu apoio contínuo ao longo dos anos. É sempre um prazer falar com a AORWatchTower.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Há três anos, os britânicos do Blood Red Saints debutaram no universo dos bons sons com "Speedway", álbum que dividiu opiniões e que ainda não convenceu muita gente, apesar de suas evidentes qualidades (especialmente no quesito produção). Com uma sonoridade que apresenta peso e melodias na medida certa, a banda trocou de gravadora e retorna ao cenário com "Love Hate Conspiracies", álbum que apresenta - de maneira geral - a mesma receita do anterior, mas sem ser uma mera cópia. Se o trabalho de estréia da banda lhe agradou, o novo material deverá ter o mesmo efeito

O álbum é bastante coeso, mas apresenta momentos bastante distintos. No primeiro, a banda traz rockers onde o peso predomina, como se nota na frenética "Live & Die", na envolvente "Wake Up" (um dos destaques do álbum) e também na linda balada "Exit Wounds" (outro destaque e que me remete ao Harem Scarem).

Com a mesma qualidade, temos a excelente "Something In Your Kiss" (mais um destaque) e a empolgante "Love Hate Conspiracies" (destaque com backing vocals que me remetem ao Def Leppard, circa 1996, e refrão matador no melhor estilo Harem Scarem) que, assim como as canções anteriores, são merecedoras de sua total atenção e daquelas tradicionais múltiplas audições (air guitars e air drums recomendados).

Blood Red Saints, circa 2018: Revill, Hibbs,
Chemney, Naylor e Godfrey
Em um segundo momento, as melodias são mais favorecidas e surgem canções como a ótima balada "Arms Wide Open" (outro destaque do álbum) e os rockers "Is It Over?" (destaque do álbum, apesar da introdução moderninha e do teclado insuportável), "Sometimes" (destaque absoluto) e "Turn On The Night", destaque que fecha o álbum com propriedade e aquela recomendação de múltiplas audições.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Love Hate Conspiracies" não é nenhuma novidade, mas me agradou mais que o primeiro álbum do Blood Red Saints, mostrando uma evolução nas composições e também nas interpretações. A produção está mais enxuta, o que soa bacana em alguns momentos, mas não no álbum todo. Seja como for, o novo trabalho do Blood Red Saints mostra a banda em uma curva ascendente, com um álbum bem bacana e merecedor de sua atenção.

BLOOD RED SAINTS - Love Hate Conspiracies
Released on January 2018 via AOR Heaven
Cat. #AORH00161

Tracklist
01 Another Freak
02 Live & Die (assista ao vídeo aqui)
03 Wake Up
04 Exit Wounds
05 Something In Your Kiss
06 Love Hate Conspiracies
07 Arms Wide Open
08 Is It Over?
09 Sometimes
10 Rise Again
11 Turn On The Night

Lineup
Paul Godfrey: vocals
Rob Naylor: bass
Lee Revill: guitars
Neil Hibbs: guitars
Adam Chemney: drums

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

BREAKING NEWS

* James Christian retomará a carreira solo com o lançamento de "Craving", previsto para o dia 20 de Abril, via Frontiers Records. Este será o quarto trabalho de Christian fora da House Of Lords, depois do excelente "Rude Awakening" (1995), "Meet The Man" (2004) e "Lay It On Me" (2013);

* A loirosa Issa Overseen também tem trabalho novo chegando! "Run With The Pack" chegará às lojas no mesmo dia 20 de Abril, pela mesma gravadora italiana;

* E os veteranos do Dokken anunciam o lançamento de "Return To The East Live" para o dia... SIM, 20 de Abril!!! O material foi todo gravado durante os shows que a banda fez no Japão e também em South Dakota. O álbum trará uma canção inédita. Já os formatos em que será disponibilizado o material são CD/DVD/Blu-Ray, vinil e uma edição "deluxe" que conterá uma camiseta da banda.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

LEIGH MATTY FALA, COM EXCLUSIVIDADE PARA A AORWATCHTOWER, SOBRE OS 30 ANOS DO CLÁSSICO ÁLBUM DA ROMEO'S DAUGHTER

A queridona Leigh Matty
Há cerca de 30 anos, os britânicos da Romeo's Daughter debutavam no universo dos bons sons com seu álbum homônimo, que se tornaria um clássico dentro do AOR.

Com produção do medalhão John Parr e do legendário Robert John "Mutt" Lange, o álbum traz uma série de canções absurdamente contagiantes, excepcionalmente bem produzidas - como não poderia deixar de ser - e absurdamente interpretadas por Leigh Matty.

Com um conjunto de fatores favoráveis como esses, não haveria como o projeto dar errado, mas apesar de tudo, deu. E muito.

Os fatores que contribuíram para a derrocada do álbum foram muitos. O destino que "Romeo's Daughter" teve ao longo dos anos foi bastante diverso daquele que lhe for reservado quando de seu lançamento.

Foram necessários alguns anos para que fosse percebida a alta qualidade do material contido naquele álbum, fato comprovado pelas regravações que alguns grandes nomes lançaram não muito tempo depois.

Sobre tudo isso - e mais um pouco - a sempre simpática Leigh Matty conversou comigo na última semana e o registro de todo o blábláblá será postado aqui na casa na próxima sexta-feira, abrindo a temporada de entrevistas da casa.

Leigh Matty, com exclusividade para a AORWatchTower, no dia 16.

Stay tuned...

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

BONS SONS CHEGANDO DA ARGENTINA

Arte de "Dreamland", primeiro álbum solo do
talentoso baixista Charlie Giardina
O amigo Charlie Giardina é parceiro da casa desde 2011, quando ainda era integrante da Flamedown. Em 2013, o baixista havia me revelado em uma conversa que estava preparando seu álbum solo, conforme matéria publicada aqui.

Agora, cinco anos depois, Giardina revela os primeiros detalhes de "Dreamland", seu álbum solo que já desperta interesse.

A sonoridade do álbum é descrita como "estilo AOR/Melodic Rock, com clara influência de bandas como Toto e Journey". Mas há também uma inegável aura westcoast, como se pode conferir em "Don't Give Up The Hope", que pode ser conferida aqui.

Mas o que impressiona ainda mais são as participações mais que especiais de gente do mais alto calibre.

Senão vejamos: o baixista barbudo Leland Sklar tocou, por muitos anos, com Phil Collins e mais recentemente com o Toto. O baterista Herman Furin (que toca na faixa "Don't Give Up The Hope") é bem conhecido da casa, sendo o responsável pela bateria da Work Of Art. Já Bruce Gaitsch prestou bons serviços a Richard Marx, Peter Cetera e King Of Hearts, enquanto o legendário Michael Thompson tocou com todos os mais relevantes nomes do cenário pop/rock deste lado do universo, além da sua Michael Thompson Band e do projeto TRW..

Charile me revelou que o álbum poderá ser lançado de maneira independente na América do Sul, enquanto o mercado europeu poderá ter uma gravadora envolvida no processo.

Mais detalhes em breve.

Stay tuned...

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

PHIL COLLEN FALA SOBRE O NOVO ÁLBUM DO DEF LEPPARD

Def Leppard, circa 2018
Em meio ao anúncio da mega tour que fará com o Journey neste ano, o Def Leppard tem feito uma verdadeira romaria em rádios e programas de tv. Em uma dessas entrevistas, o guitarrista Phil Collen falou com o pessoal da Q103 FM - de Albany - NY - sobre uma série de assuntos.

E entre os tópicos abordados, dois me chamaram a atenção. O primeiro deles foi a possibilidade de o Def Leppard tocar "Hysteria" na íntegra durante a tour com o Journey. Collen confirmou que a banda fará isso na Austrália, Japão, Nova Zelândia e Grã-Bretanha, além de qualquer outro lugar que faça esse pedido à banda. Mas os Estados Unidos não verão isso, pelo menos em 2018, porque o Def Leppard aproveita o atual momento para divulgar seu catálogo, o que implica em um setlist bem mais variado e abrangente.

Collen também revelou que a banda já recebeu vários convites para festivais na Europa em 2019, e acredita que receberão convites do mercado americano para tocar o clássico "Hysteria" do começo ao fim.

O segundo tópico que me chamou a atenção foi a pergunta sobre a possibilidade de termos material novo do Def Leppard em breve. E sobre isso, o guitarrista disse: "Eu já comecei o novo álbum. Na verdade, comecei no ano passado. Joe e Sav têm canções novas.. Eu comecei a escrever uma canção incrível e já a enviei para Joe e Sav. E é assim que fazemos as coisas, fazemos uma canção de cada vez. Mais ou menos como fizemos o álbum de 2015. Ao invés de fazermos como 'Ok, vamos arranjar X meses em um estúdio e ficarmos lá'. Nós começamos hoje, começamos no laptop, no telefone, colocando ideias e todas aquelas coisas e antes que você perceba surge uma canção pronta. E de repente, você tem duas canções".

Collen continuou: "Foi mais ou menos assim com o último álbum do Def Leppard. Nós tínhamos um prazo para compor. Pensamos que conseguiríamos escrever uma ou duas canções e, quando nos demos conta, tínhamos 12 prontas. E então pensamos 'Oh, meu deus! Acho que temos que gravar um álbum'. E esse processo é bem mais interessante do que ter que arranjar tempo para fazê-lo. Já começamos o novo álbum. Então, haverá alguma coisa em breve".

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O quarteto P.A.L. surgiu a partir da colaboração entre os conhecidos Peo Pettersson (na ativa desde 1995) e Roger Ljunggren (ex-integrante da T'Bell), amigos desde a década de 80. Mantendo a sagrada tradição sueca de bons sons, o quarteto investe em uma sonoridade que é facilmente descrita como um AOR talhado para rádio, com melodias fáceis, contagiantes e refrões marcantes. Com essas qualidade reunidas em um mesmo álbum, não há como a receita dar errado e se essa aura radio friendly lhe agrada, "Prime" merece sua atenção.

O álbum tem uma proposta bem definida e que pouco apresenta alterações e ótimos rockers "Heads Or Trails", "Carry On" e "Hiding Away From Love" apontam a direção musical do trabalho. Volume máximo e múltiplas audições são recomendadas.

Na sequência temos "Double Trouble" (que só não é melhor por conta da alternância do andamento entre versos e refrão), "Wildfire" e o mid-pacer "What We Could Have Been", todas canções que seguem exatamente na mesma linha que as anteriores, mas cada uma com suas qualidades particulares e todas merecedoras de sua atenção e volume máximo.

P.A.L.:Pettersson, Petterson, Andersson e Ljunggren
A excelente "Nowhere Left To Go" mantém o nível, assim como "Rivers Run Dry", "Leaving This Town" e "One Step Away", que fecha o álbum em grande estilo. Uma vez mais, múltiplas audições e máximo volume se fazem recomendados.

Em resumo, caríssimos e caríssimas, não espere nada revolucionário ou impactante do álbum do P.A.L. sob hipótese alguma. A proposta aqui parece ser, simplesmente, trazer um conjunto de canções com apelo assumidamente radio friendly. Missão cumprida. Todo o álbum é bastante coeso e as canções não variam muito, o que dificulta apontar destaques. Por vezes a sensação de repetição se fez presente, mas a sonoridade bem equilibrada entre peso e melodia sobressaiu sempre. Assim sendo, recomendo que "Prime" não seja levado a sério e nem seja descrito com nenhum superlativo de superioridade. O álbum é bem feito, bem mixado, divertido e fácil de ouvir. Encare esse trabalho sem muita seriedade e você, possivelmente, vai curtir muito mais...

P.A.L. - Prime
Released on Jan. 26th 2018, via AOR Heaven
Cat. #AORH00162

Tracklist
01 Heads Or Trails
02 Carry On
03 Hiding Away From Love
04 Double Nature
05 Wildfire
06 What We Could Have Been
07 Nowhere Left To Go
08 River Runs Dry
09 Older And Wiser
10 Leaving This Town
11 One Step Away

Lineup
Peo Pettersson: vocals, keyboards
Roger Ljunggren: guitars
Peter Andersson: bass
Mauritz Petersson: drums

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

FALECEU PAT TORPEY

O grande Pat Torpey, circa 2015
Agora há pouco foi anunciada o falecimento de Pat Torpey.

Tive o grande prazer de vê-lo em ação algumas vezes. A última delas em 2011 em um memorável show do Mr. Big em Porto Alegre, durante a tour do álbum "What If...".

Um baterista vigoroso e criador de sequências rítmicas únicas, reconhecidas por colegas como o legendário Neil Peart.

Em 25 de Julho de 2014 ele anunciou que estava com Mal de Parkinson e desde então vinha travando uma batalha pública contra a doença. Continuou se apresentando com o Mr. Big até o ano seguinte, durante a tour do álbum " ...The Stories We Could Tell".

Torpey deixa um legado espetacular registrado não apenas nos arrebatadores álbuns do Mr. Big, mas em inúmeros trabalhos com gente do calibre de Jeff ParisStan Bush, John Parr, Belinda Carlisle, Robert Plant, Montrose, Richie Kotzen, The Knack, Impellitteri, Ted Nugent e muitos outros.

O universo dos bons sons, uma vez mais, está em silêncio...

JOE SATRIANI ESPERA A VOLTA DO CHICKENFOOT EM 2018

Os veteranos do Chickenfoot durante os ensaios que
antecederam os shows da banda em Lake Tahoe em 2016
Em recente entrevista concedida à WRIF FM de Detroit, Joe Satriani disse esperar que o Chiceknfoot se reúna na metade desse ano para trabalhar em novo material.

Quando perguntado sobre a longa inatividade da banda (parada desde 2012) e se há algum plano para retomarem a carreira, Satriani disse: "Bem, acho que todos nós... e quando digo 'todos nós me refiro a mim, Chad e Mike... estamos tentando convencer Sammy a passar algum tempo conosco trabalhando em novas canções".

O guitarrista continuou: "Eu acredito que ele queira, mas está meio ocupado se divertindo com suas outras coisas. Então me parece que teremos que fazer uma anotação em sua agenda que ele tem sessões agendadas conosco. Talvez nesse verão. Parece que todos nós teremos algum tempo livre na metade do ano, então tentaremos entrar todos em estúdio".

Em 2016 a banda se reuniu para dois shows em Lake Tahoe, quando tocaram juntos pela primeira vez em seis anos. Na ocasião, o Chickenfoot tocou "Divine Termination", canção inédita que integrava o tracklist da coletânea "Best+Live", lançada em Março daquele ano.

O álbum de inéditas mais recente do Chickenfoot é o ótimo "III", lançado em 2011.

FIM DA LINHA PARA O KISS???

Os veteranos do Kiss, circa 2017 No dia 08 de Fevereiro,a Kiss Catalog Ltd. (empresa proprietária dos direitos autorais de toda a obra ...