sexta-feira, 21 de setembro de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

No universo dos bons sons, o FM é uma referência desde meados da década de 80. Já o Work Of Art é um dos nomes mais relevantes do AOR contemporâneo. Já o projeto Grounbreaker reúne o legendário vocalista Steve Overland com o talentoso guitarrista Robert Säll, os dois elementos centrais em suas respectivas bandas e sinônimo de qualidade, cada qual em sua função. O anúncio do projeto gerou uma grande expectativa, dados os nomes envolvidos e, principalmente, a vertente AOR que Overland e Säll tão bem praticam em suas respectivas bandas, sempre com qualidade abundante. E o projeto que os inclui não é exceção.

O álbum tem uma coleção de rockers imponentes e muito bem construídos, como se percebe na empolgante "Over My Shoulder" e nas envolventes "Will It Make You Love Me" e "Eighteen 'til I Die". Um ponto comum a todas as três canções é o refrão, sempre explosivo e grudento, exatamente do jeito que deve ser. Já "Only Time Will Tell" merece atenção, mas não tem o impacto das canções anteriores. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Enquanto isso, "Tonight" surge como um mid-pacer espetacular, com sonoridade clássica e aquele refrão que arrepia, ao passo que "Standing Up For Love" traz um pouco mais de peso - graças às guitarras na linha de frente - mas sem nenhum prejuízo ao aspecto melódico. Já "Something Worth Fighting For" é a única balada do álbum, com um arranjo bem cuidado e andamento tradicional, além de um refrão marcante. Inclusive, essa característica se faz também presente em "The Sound Of A Broken Heart", um rocker arrasador, com camadas de teclados cercadas por guitarras bem distribuídas no arranjo.

Ainda temos  a brilhante "The First Time" (rocker maravilhoso, com versos comedidos que conduzem a um refrão massacrante), a frenética "The Days Of Our Lives" e a descomunal "The Way It Goes", com seus teclados pomposos em primeiro plano e seu refrão marcante. Fechando o álbum temos a versão acústica para "Something Worth Fighting For", que realça ainda mais os poderosos vocais de Mr. Overland, mas uma canção inédita cairia melhor, sem dúvida alguma.

Grounbreaker: Påhlsson, Säll, Overland e Furin
Em resumo, caríssimos e caríssimas, esse álbum de estréia do Groundbreaker merece o selo "AOR De Terno", já que é muito bem cortado e elegante. Sem exageros e executado à perfeição, o álbum é consistente como poucos e tem direção musical muito bem definida. Overland e Säll desempenham suas funções com maestria (como sempre), assim como Påhlsson e Furin, que desfilam talento e qualidade na cozinha da banda. De maneira geral, esse álbum me soa mais como Robert Säll no FM do que Steve Overland no Work Of Art, mas seja como for, a qualidade transborda em doses cavalares de um dos melhores álbuns de AOR contemporâneo que 2018 apresentou. Sem dúvida alguma, esse trabalho merece um lugar na sua coleção...

GROUNDBREAKER - Groundbreaker 
Released on Sept. 05th 2018, via King Record Co. Ltd. (Japanese Pressing)
Cat. #KICP 1937

Tracklist
01 Over My Shoulder (assista ao vídeo aqui)
02 Will It Make You Love Me (assista ao vídeo aqui)
03 Eighteen 'til I Die
04 Only Tme Will Tell
05 Tonight
06 Standing Up For Love
07 Something Worth Fighting For (assista ao vídeo aqui)
08 The Sound Of A Broken Heart
09 The First Time
10 The Days Of Our Lives
11 The Way It Goes
12 Something Worth Fighting For (Acoustic Version)

Lineup
Steve Overland: vocals
Robert Säll: guitars
Nalle Påhlsson: bass
Herman Furin: drums

With Alessandro Del Vecchio: keyboards

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

BREAKING NEWS

* Vanderberg's Moonkings lançará "Rugged And Unplugged" no dia 23 de Novembro, via Mascot Records, incluindo canções em versão acústica de toda a carreira de Adrian Vanderberg;

* Angeline voltou discretamente ao cenário com "Shadowlands", álbum lançado no último dia 03 e que passou despercebido por muita gente. O trabalho mais recente da banda havia sido lançado em 2013;

* Lou Gramm e John Payne (acompanhado da sua versão da Asia) juntam forças para uma série de shows que ocorrerão ainda neste ano.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

AGORA É OFICIAL: KISS ANUNCIA TOUR DE DESPEDIDA PARA 2019

KISS promete sair de cena em grande estilo
Durante sua apresentação no programa "America's Got Talent" agora a noite, o Kiss anunciou que embarcará em sua tour de despedida em 2019.

Com o nome de "One Last Kiss: End Of The Road World Tour", a série de shows deverá levar a banda ao redor do planeta, confirmando os indícios de que o Kiss estava próximo de pendurar as guitarras e abandonar suas babilônicas tours mundiais.

Paul Stanley disse: "Esta será nossa última tour. Será a mais explosiva, o maior show que já fizemos. As pessoas que nos amam devem vir para ver-nos. Se você nunca nos viu ao vivo, esta é a hora. Este será 'o' show."

Em nota, a banda declarou: "Tudo o que construímos e tudo o que conquistamos ao longo das últimas quatro décadas nunca teriam acontecidos sem os milhões de pessoas que lotaram clubes, arenas e estádios ao longo dos anos. Esta será a maio celebração para aqueles que nos viram e uma última chance para quem nunca nos viu. KISS Army, estamos dizendo adeus em nossa tour final com o maior show de todos e sairemos de cena da mesma maneira que entramos: sem pedir desculpas e sem parar."

Vale lembrar que, recentemente, Gene Simmons disse - em entrevista concedida ao jornal sueco Expressen - que a tour final do Kiss duraria três anos e que levaria a banda a todos os continentes.

Quem viver, verá.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

BREAKING NEWS

* Os veteranos da Virgin Steele anunciam o lançamento do boxset "Seven Devils Moonshine" para o dia 23 de Novembro, contendo 5 CDs, sendo 3 deles álbuns completos e de material inédito;

* Jim Peterik anunciou que vai ressuscitar o chatinho Jim Peterik's World Stage, com novo álbum a ser lançado em meados de 2019 pela Frontiers Records;

* Um livro caprichado com fotos do legendário Ronnie James Dio chegará às lojas sob o nome "A Life In Vision 1975-2009" no dia 07 de Dezembro. O fotógrafo Frank White reuniu, ao longo de 144 páginas, registros desde o primeiro show de Dio com o Rainbow até poucos meses antes e seu falecimento, em 2010. Vale a pena incluir na sua  biblioteca...

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

OS DETALHES DO ÁLBUM DA MAGIC DANCE

Arte do novo álbum da Magic Dance
Um dos artistas mais respeitados no cenário retrowave (que investe pesado nos sintetizadores, baterias eletrônicas e melodias características de muitas trilhas sonoras dos anos 80), Jon Siejka assinou contrato com a Frontiers Records no final do ano passado e agora revela os detalhes de "New Eyes", álbum de estréia de seu projeto Magic Dance sob o selo italiano.

A sonoridade, como era de se esperar, mudou com o foco dado às guitarras em detrimento dos teclados, algo impensado nos álbuns anteriores da Magic Dance. Entretanto, as melodias permaneceram intocadas e você pode ouvir o resultado no single promocional "When Nothing's Real", clicando aqui.

Sobre o álbum, Siejka disse: "O álbum foi todo escrito e quase todo gravado em meu quarto durante a primavera de 2017. Eu gravei a bateria no Virtue And Vice Studios no Broklyn, em New York, com o engenheiro Anthony "Rocky" Gallo e com o baterista Kevin McAdams. O baixo foi gravado no Tone Tnet Studios em Stanhope (New Jersey) por Kevin Krug e Mike Peniston. O álbum mantém a linha AOR do meu trabalho anterior, 'Vanishings', mas estende seu alcance em várias direções. O nome 'New Eyes' surgiu por conta dessa nova perspectiva do estilo 80's que eu venho compondo nos últimos seis anos. O álbum tem viradas surpreendentes que os ouvintes certamente não esperam."

O tracklist de "New Eyes" é o seguinte:

01 You're Holding Back
02 Never Go Back
03 These Four Walls
04 Please Wake Me
05 Cut Beneath The Skin
06 When Nothing's Real
07 Better Things
08 For A Time (The End Of My World)
09 Looking For Love
10 New Eyes


O lineup da Magic Dance conta com o vocalista e tecladista Jon Siejka e com os guitarristas Jack Simchak e Tim Mackey, além dos baixistas Mike Peniston e Kevin Krug e do baterista Kevin McAdams.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Desde 2010, quando o absurdamente excelente "Coup De Grace" chegou às lojas, os suecos do Treat vem lançando álbuns consistentes, muito bem produzidos e repletos de grandes canções, fatores que causam ansiedade nos fãs a cada anúncio de um novo trabalho. Pois bem, "Tunguska" (nome do evento referente a queda de um objeto celeste na região de mesmo nome, em 30 de Junho de 1908) não só mantém os melhores elementos presentes nos álbuns da banda ao longo dos últimos anos, mas também eleva o nível daquilo que já se esperava ser excelente. Se você achava que não havia mais como o Treat melhorar, repare-se para uma grandiosa surpresa.

Quase que totalmente recheado com rockers cavalares, "Tunguska" mostra a direção musical que seguiu com a impactante "Progenitors" e seu refrão marcante, enquanto "Always Have, Always Will" é mais cadenciada, mas carrega um refrão arregaçante e grudento, no melhor estilo sueco, que combina perfeitamente com a envolvente "Best Of Enemies" e com a sombria "Rose Of Jericho" e seu refrão massacrante. Quatro doses cavalares do melhor melodic rock do mercado, merecedor de múltipla audições e volume máximo, como sempre.

"Hearthmath City" mantém o alto nível, com melodia empolgante e um refrão caprichado, enquanto a frenética "Creeps" traz um belo trabalho de guitarras e baixo. Já "Build The Love" resgata a sonoridade mais tradicional da banda com propriedade (e um refrão matador), enquanto "Man Overboard" tem andamento mais cadenciado, com baixo e guitarras se destacando enquanto um solo pavoroso de teclado quase estraga tudo. Mais uma sequência arrasadora de bons sons que merece volume máximo e sua irrestrita atenção.

A alternância entre rockers mais dinâmicos e outros mais cadenciados é uma característica de "Tunguska" e "Riptide" representa a primeira vertente com muita propriedade, enquanto a power ballad "Tomorrow Never Comes" surpreende com um arranjo bastante tradicional, mas com um refrão envolvente e que realça o equilíbrio entre peso e melodia, uma característica recorrente em "All Bets Are Off", um rocker incendiário e imponente que conta versos envolventes e um refrão explosivo, ao contrário da cadenciada "Undefeated", mas que conta com um refrão arrasador e marcante, no melhor estilo escandinavo. O álbum encerra com uma previsível versão acústica de "Tomorrow Never Comes", que ganha um ar intimista bastante diverso da versão original, mas apesar disso, seria melhor uma canção inédita ao invés dessas já manjadas versões acústicas.

Os suecos do Treat, circa 2018: Egberg, Ernlund,
Borger, Appelgren e Wikström
Em resumo, caríssimas e caríssimos, não há dúvida que "Tunguska" não é apenas um dos melhores álbuns do ano, mas também um ponto alto na carreira do Treat. Eu poderia me estender em elogios à exímia produção, ao desempenho irretocável da banda, às excelentes performances de Robert Ernlund e tantos outros pontos passíveis de avaliação, mas resumo tudo afirmando sem medo que "Tunguska" é o melhor álbum de melodic rock do ano (não vejo nada do que vem por aí sequer chegar perto desse álbum) e não me surpreenderia se fosse eleito o melhor trabalho de 2018. Um álbum absolutamente obrigatório na sua coleção...

TREAT - Tunguska (Japanese Pressing)
Released on Sept. 05th 2018, via King Record Co. Ltd.
Cat. #KIZC 482/3

Tracklist
01 Progenitors
02 Always Have, Always Will
03 Best Of Enemies
04 Rose Of Jericho (assista ao lyric video aqui)
05 Hearthmath City
06 Creeps
07 Build The Love (assista ao vídeo aqui)
08 Man Overboard
09 Riptide
10 Tomorrow Never Comes
11 All Bets Are Off
12 Undefeated
13 Tomorrow Never Comes (Acoustic)

Lineup
Robert Ernlund: vocals
Jamie Borger: drums
Pontus Egberg: bass
Anders 'Gary'Wikström: guitars, backing vocals
Patrik Appelgren: guitars, keyboards, backing vocals

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

OZZY ESCLARECE RUMORES SOBRE SUA APOSENTADORIA

O grande Ozzy Osbourne, circa 2018
Apesar de ter dado início a sua tour de despedida - apropriadamente chamada de "No More Tours 2" - o veterano Ozzy Osbourne tem sido alvo de boatos que insistem em sua absoluta aposentadoria.

"O que eu vou parar de fazer é o que estou fazendo agora, viajar ao redor do mundo o tempo todo. Eu gostaria que as pessoas entendessem que não estou me aposentando. Será que é meu sotaque britânico? A tour tem o nome de 'No More Tours' e não 'No More Tours Ever'", disse Ozzy.

Várias bandas estão tomando o mesmo caminho e adotando uma postura que os levará a shows mais selecionados, focados nos mercados que lhes trazem mais lucro, como o europeu e seus inúmeros festivais.

Em entrevista concedida à Rolling Stone, Ozzy já havia dito que gostaria de "diminuir o ritmo um pouco" e passar mais tempo com sua família. "Eu gosto de ser avô. Não quero passar outra geração de Osbournes sem vê-los crescer", disse.

terça-feira, 11 de setembro de 2018

BREAKING NEWS

* Paul Laine anunciou que começaram os trabalhos para a gravação do segundo álbum do The Defiants;

* Hearts On Fire tem novo vídeo e a canção escolhida agora foi "Holding On". Você pode conferir o trabalho aqui, lembrando que o álbum da banda chegará às lojas em 19 de Outubro, via MelodicRock Records;

* Mike Slamer volta à ativa com o projeto Devil's Hand, que conta com os vocais de Andrew Freeman. Clicndo aqui você pode ouvir "Falling In", canção retirada do álbum homônimo que chegará às lojas em 07 de Dezembro, via Frontiers Records.


A VOLTA DA WHITE WIDDOW

Arte do 5° álbum da White Widdow
Uma das bandas mais bacanas dessa nova geração, a White Widdow se prepara para o o lançamento de "Victory", novo álbum que chegará às lojas no dia 19 de Outubro, via AOR Heaven.

Tendo seu núcleo formado pelos irmãos Jules Mills e Xavier Mills, a banda já tem quatro álbuns em seu currículo, sendo o ótimo "Silhouette" - de 2016 - o mais recente deles.

A sonoridade da banda pouco mudou ao longo dos anos, mas foi sendo aperfeiçoada e a prova disso está registrada em seus trabalhos, onde a evolução da banda é inegável.

O press release diz que "'Victory' incorpora elementos pomposos em suas canções, aliados a sonoridade do AOR clássico dos anos 80 e tendo como fortes referências bandas como Giuffria e White Sister".

O tracklist do álbum traz as seguintes canções: 

01 Victory
02 Fight For Love
03 Second Hand Heart
04 Late Night Liason
05 Danced In The Moonlight
06 Love And Hate
07 Reach Up
08 Anything
09 America
10 Run And Hide

A banda se apresentará no Rockingham Festival - entre os dias 19 e 21 de Outubro - divulgando o novo trabalho, seguindo com uma tour que percorrerá Espanha, Grécia e Austrália.

A banda tem em seu lineup o vocalista Jules Mills e o tecladista Xavier Mills, acompanhados do guitarrista Enzo Almanzi, do baixista Ben Webster e do novo baterista Gavin Hill.

Recebi hoje o promo de "Victory" e sua resenha estará em breve aqui na AORWatchTower.

Stay tuned...

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

MIDNITE CITY REVELA OS PRIMEIROS DETALHES DO NOVO ÁLBUM

Arte no novo álbum da Midnite City
Os britânicos da Midnite City acabam de revelar os detalhes de "There Goes The Neighbourhood", seu segundo álbum que chegará às lojas no dia 19 de Outubro, via AOR Heaven. No dia 26 daquele mês, o álbum ganhará sua versão japonesa, via ASM-Anderstein Music.

O tracklist do álbum conta com as seguintes canções


01 Here Comes The Party
02 Give Me Love
03 You Don't Understand Me
04 Life Ain't Like This On The Radio
05 We're Gonna Make It
06 Tonight You're All I Need
07 Hard To Get Over
08 Takes One To Know One
08 Heaven's Falling
09 Heaven's Falling
10 Gave Up Giving Up
11 Until The End
12 Heaven's Falling (Piano Version * Japanese Bonus Track)


Todas as canções foram compostas pelo vocalista Rob Wylde, com exceção de "Life Ain't Like This On The Radio", escrita em parceria com o baterista Pete Newdeck, que também foi o responsável pela produção e mixagem.

A masterização ficou a cargo de Harry Hess.

O primeiro single será "Give Me Love" e terá execução a partir do dia 10.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Na estrada há oito anos, os suecos do Osukaru já tem belos trabalhos em sua discografia -  que contabiliza oito trabalhos, entre álbuns e EPs - e no dia 27 próximo mais um será adicionado à lista com o lançamento de "House Of Mirrors", álbum que tinha a ingrata tarefa de suceder o ótimo "The Labyrinth", lançado no ano passado. Felizmente, os suecos se mantiveram no caminho AOR/Melodic Rock (que fazem tão bem) e criaram um álbum coeso e carregado com grandes canções, todas executadas por uma banda em total sincronia. Com uma receita dessas, o resultado só poderia ser muito, muito positivo.

A exceção de uma faixa, o álbum é composto por rockers excelentes, que variam em alguns pontos (como não poderia deixar de ser), mas sempre mantendo a qualidade e os elementos que caracterizam a sonoridade do Osukaru.

Após a introdução instrumental "Past The Present" temos "You've Been Waiting", rocker excelente com aura radio friendly que muito me agrada, aura essa sentida ao longo dos versos e exponenciada pelo refrão massacrante, envolto em guitarras e teclados muito bem distribuídos, enquanto "Ritual" tem teclados mais discretos e guitarras onipresentes, além de um refrão grudento, exatamente como deveria ser. E com a mesma orientação radio friendly, "Ain't Too Late (For Love)" abre caminho com guitarras e teclados na linha frente, criando uma onda melódica crescente que culmina em um refrão explosivo.

Mantendo a linha melódica, "X Marks The Spot" tem arranjo mais envolvente e traz mais peso em um rocker cadenciado e marcante, enquanto "Until Forever Ends" surge como a única balada do álbum, desempenhando seu papel com propriedade graças a um arranjo intimista, mas que conta com um refrão imponente e envolvente. Em seguida, a arrasadora "All Guns Blazing" retoma o caminho rocker passando por cima de tudo e todos, com guitarras e teclados em perfeita harmonia e um refrão absurdamente marcante, exatamente como acontece na igualmente excelente "MacGyver It", o single de lançamento do álbum e que dá uma clara ideia da direção musical que o álbum apresenta: guitarras  teclados em abundância, cercados por uma inegável aura radio friendly em um desfile implacável onde elementos de AOR e Melodic Rock se misturam harmoniosamente.

Na reta final temos a empolgante "Red Heat", trazendo mais peso com seu refrão caprichado, além da ótima "Inception", que conta com os elegantes vocais de Anna Savage (e um surpreendente saxofone na receita) e a empolgante "Felicity Drive", com piano e bateria no melhor estilo "I'm Always Here" (do finado Jimi Jamison), conduzindo o ouvinte ao final desse desfile melódico em grande estilo.

Os suecos do Osukaru, circa 2018: Werner,
Osukaru, Mårtensson e Gadd
Em resumo, caríssimas e caríssimos, posso atestar sem medo que "House Of Mirrors" é um dos melhores e mais consistentes álbuns do Osukaru. Acompanhando a carreira da banda de um lugar privilegiado (graças a Oz Osukaru) já há alguns anos, me parece inegável que a banda apresenta um crescimento a cada novo trabalho e também uma expansão no que se refere ao seu estilo musical. Depois de algumas experiências, os suecos encontraram a fórmula que buscavam para nortear seus álbuns. As performances do vocalista Fredrik Werner me soam melhores e mais consistentes, muito provavelmente por conta da aceitação de seus limites como intérprete (todos têm os seus) e as composições dele com Oz Osukaru só fazem melhorar aos meus ouvidos. Não espere um álbum inovador em "House Of Mirrors", mas se lhe falta "novidade", saiba que há qualidade em abundância. Um belíssimo trabalho, recomendado não apenas para os fãs da banda, mas também para qualquer entusiasta do AOR/Melodic Rock contemporâneo...

OSUKARU - House Of Mirrors
To be released on Sept. 28th, via City Of Lights Records
Cat. #COL23

Tracklist
01 Past The Present
02 You've Been Waiting
03 Ritual
04 Ain't Too Late (For Love)
05 X Marks The Spot
06 Until Forever Ends
07 All Guns Blazing
08 MacGyver It (ouça a canção aqui)
09 Red Heat
10 Inception
11 Felicity Drive

Lineup
Oz Osukaru: guitars, keyboards, backing vocals
Fredrik Werner: vocals, guitars
Olof Gadd: bass, backing vocals
Vidar Mårtensson: drums, percussion, keyboards on "Past The Present" and "Felicity Drive"

Guest Musicians
Emelie Blidmark: voices
Anna Savage: 2nd lead vocal on "Inception"
Magnus Mild: guitar solo on "All Guns Blazing"
Jens Björk: sax on "Inception"
Erik Modin: keyboards on "Ain't Too Late (For Love)"
Mathias Rosén: keyboards on "Until Forever Ends"
Kristian Fyhr: keyboard solo on "Felicity Drive"
Sara Verge: backing vocals
Malin Täck: additional backing vocals

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

No universo dos bons sons, o FM é uma referência desde meados da década de 80. Já o Work Of Art é um dos nomes mais relevantes do AOR c...