segunda-feira, 21 de agosto de 2017

STEPHEN PEARCY DIZ QUE O NOVO ÁLBUM DO RATT SERÁ "MUITO DIFERENTE" DE SEU ANTECESSOR

O veterano Stephen Pearcy, circa 2017
E o antecessor foi "Infestation", de 2010. Nesse meio tempo, vale lembrar a briga judicial amplamente noticiada envolvendo Stephen Pearcy, Warren DeMartini e Juan Crocier contra Bobby Blotzer pelo direito de usar o nome Ratt. Blotzer acabou perdendo a disputa.

Pearcy confessou ter vontade de gravar outros álbuns, apesar de reconhecer que os fãs parecem cada vez menos interessados em ouvir material novo de bandas e artistas veteranos. "Eu simplesmente gravo álbuns", explicou. "Eu tenho meu próprio selo por um motivo. Eu amo gravar álbuns. Um álbum, as pessoas comprando ou não, ainda estará na história da banda. Por outro lado, poderíamos lançar singles o dia todo. Warren e eu temos composto e podemos fazer isso o dia todo, todo dia. Mas um álbum e um conceito ainda são muito importantes para mim".

Pearcy também confirmou que Croucier estará bastante envolvido no processo de composição do material para o próximo álbum do Ratt, que marcará sua primeira presença em um álbum da banda desde 1990, quando o bacana "Detonator" foi lançado.

Junto com Pearcy, Croucier e DeMartini, o atual lineup do Ratt conta com as ilustres presenças do guitarrista Carlos Cavazo (que tocou em "Infestation") e do ótimo baterista Jimmy DeGrasso, que já tocou com White Lion, Megadeth, Y&T, Fiona, David Lee Roth, Alice Cooper, Dokken e outros.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

O IMPRESSIONANTE BOXSET DE "1987", CLÁSSICO DO WHITESNAKE

Grande clássico do Whitesnake ganha edição caprichada 
para comemorar seu 30º aniversário
Lançado em 04 de Abril de 1987, o álbum "Whitesnake" - lançado na Europa e Austrália como "1987" e também como "Serpens Albus" no Japão) - foi um divisor de águas na carreira da banda. Com mudanças no lineup - entre elas, a saída do baterista Cozy Powell,substituído por Aynsley Dunbar - e uma série de músicos convidados, os britânicos criaram um trabalho que, até hoje, serve como referência não apenas em sua discografia, mas também dentro do hard rock.

Com singles arrebatadores como "Still Of The Night", "Crying In The Rain", "Here I Go Again '87" (que contou com as presenças de Dann Huff e Denny Carmassi), "Is This Love?" e "Give Me All Your Love ('88 Mix)" - que trazia Vivian Campbell nas guitarras, a banda se consolidou no mercado norte-americano e invadiu outros tantos de maneira absoluta.

Assim sendo, o trigésimo aniversário dessa obra deve ser comemorado com propriedade e David Coverdale acertou em cheio.

O arrasador boxset "1987 30th Anniversary Super Deluxe Edition" chegará às lojas no dia 06 de Outubro com custo de miseráveis U$ 49.98, e trará 4 CDs e um DVD repleto de coisas bacanas.

Dá uma olhada no que vem por aí:

Disco 1: 1987 (Álbum original totalmente remasterizado)

01. Still Of The Night
02. Give Me All Your Love
03. Bad Boys
04. Is This Love
05. Here I Go Again '87
06. Straight For The Heart
07. Looking For Love
08. Children Of The Night
09. You're Gonna Break My Heart Again
10. Crying In The Rain
11. Don't Turn Away


Disco 2: Snakeskin Boots (Registro ao vivo gravado entre 87-88)

01. Bad Boys/Children Of The Night*
02. Slide It In*
03. Slow An' Easy*
04. Here I Go Again*
05. Guilty Of Love*
06. Is This Love*
07. Love Ain't No Stranger*
08. Guitar Solo – Adrian and Vivian*
09. Crying In The Rain*
10. Still Of The Night*
11. Ain't No Love In The Heart Of The City*
12. Give Me All Your Love*


Disco 3: '87 Evolutions (Demos e ensaios)

01. Still Of The Night*
02. Give Me All Your Love*
03. Bad Boys*
04. Is This Love*
05. Straight For The Heart*
06. Looking For Love*
07. Children Of The Night*
08. You're Gonna Break My Heart Again*
09. Crying In The Rain*
10. Don't Turn Away*
11. Crying In The Rain (Lil' Mountain Alternate Take Ruff Mix) *


Disco 4: 87 Versions (E.P. originalmente só disponível no Japão e remixes 2017)

01. Still Of The Night - Remix*
02. Is This Love - Remix*
03. Give Me All Your Love - Remix*
04. Here I Go Again 87 - Remix*
05. Standing In The Shadows - 1987 Versions, Japanese Mini-Album
06. Looking For Love - 1987 Versions, Japanese Mini-Album
07. You're Gonna Break My Heart Again - 1987 Versions, Japanese Mini-Album
08. Need Your Love So Bad - 1987 Versions, Japanese Mini-Album
09. Here I Go Again - Radio Mix
10. Give Me All Your Love - Single Version


DVD

01. Still Of The Night - Vídeo oficial, restaurado e remasterizado em 5.1
02. Here I Go Again 87 - Vídeo oficial, restaurado e remasterizado em 5.1
03. Is This Love - Vídeo oficial, restaurado e remasterizado em 5.1
04. Give Me All Your Love - Vídeo oficial, restaurado e remixado em 5.1
05. Documentário: Making of 1987 Album*
06. Here I Go Again - Purplesnake Video Jam*
07. Crying In The Rain - 1987 Tour Video Bootleg*
08. Band Intros - 1987 Tour Video Bootleg*
09. Still Of The Night - 1987 Tour Video Bootleg*

* Conteúdo inédito 

O álbum também ganhará uma versão dupla em vinil, com o seguinte tracklist:

Lado 1
01. Still Of The Night
02. Bad Boys
03. You're Gonna Break My Heart Again
04. Straight For The Heart
05. Here I Go Again 87


Lado 2
01. Give Me All Your Love
02. Is This Love
03. Children Of The Night
04. Crying In The Rain
05. Don't Turn Away


Lado 3
01. Still Of The Night - 2017 Remix *
02. Is This Love - 2017 Remix *
03. Give Me All Your Love - 2017 Remix *
04. Here I Go Again 87 - 2017 Remix *
05. Looking For Love


Lado 4
01. Bad Boys/Children of the Night - Live*
02. Here I Go Again - Live*
03. Is This Love - Live*
04. Give Me All Your Love - Live*
05. Still of the Night - Live*


Também haverá uma edição dupla em CD, que contará com os dois primeiros CDs da edição de luxo.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Quando o tenebroso movimento grunge surgiu, no início da década de 90, uma série de bandas e artistas de qualidade acabou soterrada pela falta de interesse do mercado em qualquer tipo de música que não soasse fora de tom e que não tivesse cabeludos usando camisas de flanela as tocando. Entre essas bandas estava a Saints & Sinners, formada no Canadá e cujo único álbum foi produzido por ninguém menos que o conterrâneo Aldo Nova, que também figura como co-autor de nada menos que oito das dez canções que integram o tracklist

Também como colaboradores aparecem Jon Bon Jovi, Rachel Bolan (do Skid Row) e André Pessis (colaborador de longa data do Mr. Big e Eric Martin). Tendo em seu lineup o talentoso vocalista Rick Hughes e o tecladista Jesse Bradman (que já havia tocado com gente do calibre de Night Ranger, UFO e o próprio Aldo Nova), a banda debutou com seu álbum homônimo em 1992, trazendo uma sonoridade bastante característica do hard rock daquela época e com muita qualidade, característica evidenciada pela masterização exímia do veterano e renomado Bob Ludwig.

O álbum é bastante coeso e, como é de se esperar, infestado de rockers arrasadores, como a swingada "Shake" (um dos destaques do álbum), a empolgante "Rip It Up" e a descomunal "Walk That Walk" (outro destaque), que abrem a sessão em grande estilo e apontam a direção que o álbum segue. Múltiplas audições e volume máximo para cada uma delas, por favor...

Na sequência temos a excelente "Kiss The Bastards" (mais um destaque), a frenética "Wheels Of Fire" e a imponente "Lesson Of Love" (outro destaque) mantendo o alto nível musical e confirmando a absurda qualidade da mixagem, detalhe que você deveria ter notado logo na primeira canção. Recomendo manter as múltiplas audições e volume máximo, sem nenhuma moderação.

Saints & Sinners, circa 1992 :Bradman, Dufour,
Bolduc, Salem e Hughes
E com a mesma pegada ainda temos a espetacular "We Belong", a cadenciada "Frankenstein" e a introspectiva "Slippin' Into Darkness", rockers facilmente apontados como destaques do álbum, assim como "Takin' My Chances", linda power ballad que surge como uma ilha dentro do tracklist.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, fica claro que o único álbum da Saints & Sinners é uma festa para os amantes do hard rock dos anos 90. Com toda aquela produção grandiosa, canções bombásticas, um ótimo vocalista e uma banda afiadíssima, é mais que lamentável que o quinteto não tenha sobrevivido. Ainda, vale destacar a coesão do álbum. onde a progressão do tracklist foi cuidadosamente planejada. Confesso que, em vários aspectos, comparo esse álbum com o glorioso "Double Eclipse" da Hardline. Esse álbum da Saints & Sinners retrata, de maneira exata, a sonoridade do mais tradicional hard rock 'made in the U.S.A.' logo no início da década de 90. Um trabalho acima da média, irretocável (um dos melhores da década, na minha opinião) e, assim sendo, mais que recomendado.

SAINTS & SINNERS - Saints & Sinners
Released on Feb. 05th 1992, via Savage Records (Japan)
Cat. #TDCN-5013

Tracklist
01 Shake
02 Rip It Up
03 Walk That Walk (assista ao vídeo aqui)
04 Takin' My Chances
05 Kiss The Bastards
06 Wheels Of Fire
07 Lesson Of Love
08 We Belong
09 Frankenstein
10 Slippin' Into Darkness

Lineup
Rick Hughes: vocals
Stephane Dufour: guitars, backing vocals
Martin Bolduc: bass, backing vocals
Jeff Salem: drums
Jesse Bradman: keyboards, backing vocals

Guest Musicians
Aldo Nova: keyboards, programming, additional acoustic guitars
Alan Jordan: backing vocals
Michael Laroque: bass
Tim Harrington: bass
Alan Abrahams: bass
Daniel Hughes: drums
Peter Barbeau: drums

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

BREAKING NEWS

* Em sua página oficial no Facebook, o W.E.T. confirmou que as gravações de seu novo álbum já começaram, com Jeff Scott Soto tendo colocado vocais em duas canções;

* O projeto Heaven & Earth anunciou o lançamento de "Hard To Kill" para o dia 29 de Setembro. E você já pode ouvir "The Game Has Changed" clicando aqui. Esse será o quarto trabalho da banda de Los Angeles;

*  David Coverdale revelou que o Whitesnake lançará material inédito no próximo ano.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

MIKKEY DEE FALA SOBRE OS SCORPIONS

Mikkey Dee é o atual batera dos Scorpions
Há pouco mais de um ano, o sueco Mikkey Dee foi anunciado como baterista oficial dos Scorpions, substituindo James Kottak.

Antes de ser efetivado, Dee passou alguns meses no lugar de Kottak, que travava uma dura batalha contra o alcoolismo.

Agora, em recente entrevista concedida a Talking Metal, o baterista falou sobre como ocorreu a transição: "De maneira geral, nos identificamos imediatamente - todos nós, ao mesmo tempo - e soou muito bem. Eu estava substituindo James; ele não estava se sentindo bem naquele momento e precisava de um tempo fora da banda, creio eu. E foi assim que aconteceu. E então os caras resolveram me manter na banda. E eu não estava fazendo absolutamente nada naquela época. Então aconteceu. Pareceu certo. E no nível pessoal, gostamos uns dos outros. Foi ótimo. Então, aqui estou".

O baterista admite que juntar-se à uma banda como os Scorpions, na ativa há 50 anos, não é fácil. "É fácil e difícil ao mesmo tempo, porque eles têm suas rotinas, sua forma de trabalhar e tudo mais e eu tenho a minha. Então, ou as coisas acontecem logo de cara ou não acontecem mais, seja no nível pessoal ou musical. Mas nós nos identificamos imediatamente, eles gostaram do que ouviram e da maneira como eu tocava. E, para mim, foi ótimo juntar-me à outra banda e tocar coisas diferentes".

Dee continuou: "Depois de quase 25 anos com o Motörhead, tocando as mesmas músicas, as mesmas coisas e pensando nisso tudo como um baterista, é bastante difícil, foi um desafio para mim. Ainda não é fácil. Esses caras são... eles são músicos excelentes e sabem o que querem, sabem como querem soar e eu tive que me adaptar à eles assim como eles tiveram que se adaptar à mim. Mas acredito que controlamos bem a situação e o resultado é ótimo, um grande show. É muito coeso, muito pesado".

Na segunda-feira (14), os Scorpions e Megadeth começaram uma tour pelos Estados Unidos que se estenderá até o dia 15 de Outubro. As 16 datas da "Crazy World Tour" celebram o álbum "Crazy World", lançado em 1990 e que contém dois dos maiores sucessos dos alemães: "Send Me An Angel" e "Wind Of Change".

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O DESMANCHE NA ART NATION

Art Nation no palco com Rebecka Tholerus, Carl Tudén,
Christoffer Borg, Alexander Strandell e Johan Gustavsson,
durante show em Estocolmo, em Maio passado
No fim de semana, o vocalista Alexander Strandell postou uma mensagem - escrita e em vídeo - onde informava aos fãs da Art Nation que seu guitarrista, baixista e baterista deixaram a banda durante a tour que promove o mediano álbum "Liberation", seu mais recente trabalho.

A nota diz: "Olá pessoal!

Agora alguns de vocês devem saber que Christoffer, Rebecca e Carl deixaram a banda. Isso é muito triste, entretanto, todos achamos que era algo que deveria ser feito por causa das nossas visões diferentes para a banda.

Isto aconteceu há algum tempo e desde então temos cumprido nossa agenda com pessoas fantásticas que tem estado conosco na tour desde algumas semanas atrás.

Temos trabalhado muito e nosso plano de anunciar tudo coletivamente foi mal-interpretado quando os ex-integrantes publicaram seu próprio press release ontem.

Enquanto desejamos o melhor aos nossos ex-integrantes, nos concentramos na nova formação (que será anunciada em breve) que terminará o restante o que tem sido uma tour maravilhosa para nós.

Nos sentimos mais fortes do que nunca e mal podemos esperar para lhes contar as novidades que vem aí. Um grande 'muito obrigado' à todos os fãs, amamos vocês e esperamos lhes encontrar em breve".

Você pode assistir ao vídeo clicando aqui.

Christoffer Borg, Carl Tudén e Rebecka Tholerus
Ah, em tempo: a nota divulgada pelos ex-integrantes da Art Nation não tem nada de polêmica, conforme pode-se ler abaixo: 

"Para esclarecer qualquer confusão relacionada à Art Nation:

Carl, Rebecka e Christoffer estão deixando a banda.

Nós nos divertimos muito e temos muito orgulho do que conquistamos juntos.

Foi um prazer conhecer e encontrar pessoas tão maravilhosas.

Obrigado não parece ser suficiente e todos vocês têm um lugar em nossos corações.

Sem seu apoio não seríamos nada.

Esperamos encontrar-lhes novamente no futuro.

Carl, Rebecka e Christoffer".

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Ah, o que dizer de Serafino Perugino e suas mirabolantes ideias??? O presidente da Frontiers Records já é bastante conhecido pelos projetos que idealiza e, conforme já dito aqui na casa, é fato que muitos são vergonhosos, enquanto outros funcionam bem. 

O quarteto batizado de Kryptonite se encaixa na última descrição. Reunindo figurinhas bem conhecidas do universo melodic hard rock (de bandas renomadas como The Poodles, Treat, Palace e Eclipse), o projeto debuta com o álbum auto-intitulado e que, se não traz nada de inovador, também não é exatamente "mais do mesmo". Isto porque a soma de cada um dos integrantes - e a musicalidade que trazem de suas respectivas bandas - acabou por criar um álbum extremamente coeso e de alta qualidade, sob qualquer aspecto. Se o melodic hard rock é a sua praia, prepare-se para uma belíssima surpresa.

A sonoridade da banda é apresentada nos rockers "Chasing Fire", "This Is The Moment" e "Keep The Dream Alive", onde guitarras e teclados disputam espaço na linha de frente, enquanto baixo e bateria envolvem o ouvinte em camadas graves por onde vocais bem colocados atravessam facilmente. Os arranjos são bem cuidados e merecem sua atenção ao longo de múltiplas e incessantes audições.

Mas, pessoalmente falando, o fino do álbum vem a partir de "Fallen Angels" (um dos destques do álbum), um rocker potente e caprichosamente grudento, assim como acontece com o excelente - e comedido - "Across The Water" e também com o excelente "Love Can Be Stronger", outro destaque do álbum. Essas três canções reforçam o caráter melódico intimamente ligado à bases mais pesadas e revela, ainda, o equilíbrio perfeito entre ambas as partes. Três ótimos exemplos do melodic hard rock contemporâneo que merecem sua irrestrita atenção.

Mas ainda há mais lenha prá queimar com "One Soul" (outro destaque do álbum), "Better Than Yesterday" (mais um destaque) e "No Retreat, No Surrender" (outro destaque), todos rockers arrasadores e possuidores das melhores qualidades que o melodic hard rock pode conferir à uma canção. E não posso deixar de mencionar a linda e envolvente "Knowing The Both Of Us" (mais um destaque do álbum), balada com estrutura clássica e que oferece contraponto ao tracklist predominantemente rocker. Ouça tudo isso com o máximo de atenção e sem nenhuma moderação.

Kryptonite, circa 2017: Palace, Samuels, Egberg e Bäck
Em resumo, caríssimas e caríssimos, o álbum de estreia da Kryptonite é muito, muito bacana. É verdade que não traz nada de novo e nem se diferencia muito do que está por aí. Entretanto, todas as canções são bem construídas e perfeitamente interpretadas. Ainda, entre todos os elementos que compõe esse material, há que se destacar o excelente trabalho de Michael Palace, que desfila classe e talento de sobra ao longo das onze canções. Finalmente, a produção está bem acertada, mesmo tendo um exagero aqui e ali, mas nada que comprometa a integridade do álbum como um todo. Portanto, eu repito que, se a sua praia é o melodic hard rock, a Kryptonite chega como uma bela surpresa...

KRYPTONITE - Kryptonite
Released on Aug. 04th 2017, via Frontiers Records
Cat. #FR CD 807

Tracklist
01 Chasing Fire
02 This Is The Moment
03 Keep The Dream Alive
04 Fallen Angels
05 Across The Water
06 Love Can Be Stronger
07 Knowing Both Of Us
08 Get Out, Be Gone
09 One Soul
10 Better Than Yesterday
11 No Retreat, No Surrender

Lineup
Jakob Samuels: vocals
Michael Palace: guitars
Pontus Egberg: bass
Robban Bäck: drums

Guest musicians
Alessandro Del Vecchio: keyboards
Pete Alpenborg: keyboards
Mats Valentin: keyboards 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

JOE ELLIOTT E O DIVERTIDO "Q&A" SOBRE O CLÁSSICO "HYSTERIA"

Joe Elliott na tarde de ontem no Gibson Studios,
durante o programa especial sobre "Hysteria"
Na tarde de ontem, Joe Elliott entrou no Gibson Studios - em Londres - para participar de um programa especial, realizado pela Planet Rock.

Na pauta, o clássico "Hysteria" - o que mais poderia ser??? - e todas as histórias que cercaram a criação de uma verdadeira obra-prima e, sem a menor sombra de dúvida, o mais relevante trabalho na longa discografia da banda de Sheffield.

Dividido em duas partes distintas - mas transmitidas ao vivo e sem interrupção - o programa teve Elliott falando sobre todo o processo de criação e gravação do álbum na primeira meia hora, sendo que na segunda ele respondeu uma série de perguntas enviadas pelos fãs.

O bacana do programa não é apenas o conjunto de histórias - que todos conhecemos - mas sim a honestidade com que Elliott as conta. Sem poupar detalhes nem omitir nomes, o vocalista do Def Leppard abre o coração sobre uma situação a que poucas bandas teriam sobrevivido.

Se você não conseguiu assistir o programa ontem, aproveite a oportunidade e o assista aqui.

É diversão garantida...

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O INJUSTIÇADO "OUT OF THIS WORLD" COMPLETA 29 ANOS

O excelente "Out Of This World" é o 4.º álbum na 
respeitável discografia do Europe
O melhor e mais consistente álbum que o Europe lançou na década de 80 - na minha modesta opinião - o excelente "Out Of This World" completa hoje seu 29.º aniversário como um dos mais injustiçados trabalhos na discografia dos suecos.

Gravado entre Março e Junho de 1988 em Londres, o sucessor do histórico "The Final Countdown" não teve o mesmo desempenho nas paradas, atingindo a posição #19 no Billboard 200. E dos seis singles lançados, três galgaram posições respeitáveis.

A belíssima "Superstitious" atingiu a posição #31 no Billboard Hot 100, #9 no Mainstream Rock Tracks e #34 no U.K. Singles Chart, e foi a última canção do Europe a figurar nas paradas nos Estados Unidos. Já a arrasadora "Let The Good Times Rock" alcançou a posição #85 no U.K. Singles Chart. Enquanto que a regravação de "Open Your Heart" (gravada pela própria banda quatro anos antes no ótimo "Wings Of Tomorrow") chegou na posição #86 no U.K. Singles Chart. Já "More Than Meets The Eye" (lançada como singles apenas na Espanha, França e Japão), "Sign Of The Times" e "Tomorrow" (lançada apenas no Brasil) não deixaram rastro nas paradas.

A exceção da última canção citada, as três anteriores tiveram vídeos lançados e podem ser assistidos aqui, aqui e aqui.

E apesar dos pesares, o álbum é, até hoje, o mais vendido na Suécia.

Produzido pelo veterano Ron Nevison, "Out Of This World" também marcou a estréia do ótimo Kee Marcello, substituindo o renomado John Norum nas guitarras. Essa mudança gera discussões até hoje entre os fãs, já que muitos viram a banda enfraquecer sua sonoridade, enquanto outros - como eu - acham que Marcello trouxe uma abordagem nova ao material do Europe

E falando no guitarrista, em sua autobiografia "The Rock Star That God Forgot" ele escreveu sobre o tracklist do álbum, alegando ter escrito canções que acabaram recusadas. Entre elas, ele destaca "Too Far Gone", "Another World" e "Can't Fake Love".

Ainda sobre o tracklist, Marcello afirma que a banda considerou gravar uma canção escrita por um compositor de fora. Essa história já era bastante conhecida em 1988 e Marcello revelou que o tal compositor era ninguém menos que Diane Warren, uma das maiores, melhores e mais influentes compositoras na história da indústria musical norte-americana.

Europe, circa 1988: Mic Michaeli, Kee Marcello,
Joey Tempest, John Léven e Ian Haugland
A canção que foi submetida à banda - e recusada - era nada menos que "Look Away", mega-sucesso do Chicago e lançada em 09 de Dezembro de 1988. O single atingiu a posição #1 no Billboard Hot 100 e foi também produzido por Nevison. Vale lembrar que esse single é o mais vendido na longa história do Chicago. Você pode assistir ao vídeo dessa canção aqui.

O álbum contou com as colaborações de Keith Murrell (responsável por backing vocals em "Coast To Coast" e "Just The Beginning") e de Mike Moran (o regente das cordas).

Seja como for, é inegável que "Out Of This World" é nao apenas um grande álbum na carreira do Europe, mas também um belíssimo trabalho dentro do universo AOR da década de 80.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

BREAKING NEWS

* Depois de 10 anos, os britânicos do Burn anunciam seu retorno com o "Ice Age", álbum que chegará às lojas em Novembro. O lineup da banda conta com as presenças de Steve Newman (sim, aquele que tem a própria banda) e Chris Green (do Tyketto). A mixagem do álbum ficou a cargo de Tobias Lindell, responsável pelos mais recentes álbuns do H.E.A.T.;

* O novo álbum dos australianos da Radio Sun chama-se "Unstoppable" e chegará às lojas no dia 20 de Outubro, mixado por Paul Laine;

* A editora Rufus Stone Limited Editions revela detalhes do espetacular "Rock Or Bust: The Oficial Tour Book 2015", que traz registros arrepiantes da tour do AC/DC. Você pode assistir ao vídeo clicando aqui.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

AUTOBIOGRAFIA DE STEVE LUKATHER CHEGA EM 2018

Autobiografia de Steve Lukather promete
ser informativa e divertida na mesma medida
Não há dúvida alguma que Steve Lukather tem muita história para contar. Integrante fundador do Toto e um dos mais requisitados session musicians deste lado da galáxia, o guitarrista resolveu reunir suas memórias em um livro que promete ser interessante, revelador e muito divertido.

Batizado "The Gospel According To Luke", a autobiografia de Lukather chegará às lojas em Abril próximo.

Adorado por uma verdadeira legião de fãs, absolutamente respeitado por seus colegas e rechaçado por parte da imprensa, Lukather não apenas tem uma sólida discografia com o Toto, mas também conta com excelentes álbuns em sua discografia, que atualmente registra 10 trabalhos lançados entre 1989 e 2016.

E vale lembrar que Lukather já trabalhou com cerca de 75 artistas já incluídos no patético Rock And Roll Hall Of Fame, além de ter desfilado sua técnica como guitarrista em mais de 1.500 álbuns.

Em sua autobiografia, Lukather conta como foi trabalhar com algumas das maiores lendas da música e divide várias histórias, incluindo a de Barbra Streisand e intimidação dos seus produtores, por que não convidar Elton John para uma festa e até mesmo os métodos pelos quais Miles Davis reviveu um cachorro morto .

Aquisição certa e recomendada...

STEPHEN PEARCY DIZ QUE O NOVO ÁLBUM DO RATT SERÁ "MUITO DIFERENTE" DE SEU ANTECESSOR

O veterano Stephen Pearcy, circa 2017 E o antecessor foi "Infestation" , de 2010. Nesse meio tempo, vale lembrar a briga judi...