sexta-feira, 13 de julho de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A notícia pegou todos de surpresa: no dia 06 de Março, Ted Poley revelou que estava gravando seu novo trabalho solo usando os músicos de Degreed. A princípio, o álbum seria lançado pela Frontiers Records e contaria com a presença de Alessandro Del Vecchio. No fim das contas, apenas uma das duas coisas aconteceu. Mas o primeiro detalhe que chama a atenção, logo de cara e muito obviamente, é a colaboração de Poley - um dos nomes mais conhecidos e respeitados no universo dos bons sons- com os suecos do Degreed, uma das melhores e mais interessantes bandas de melodic rock em atividade. O segundo é o nome do trabalho, indicando que se trata de um novo projeto e não de um trabalho solo de Poley, como se imaginava. O resultado dessa colaboração gerou muitas expectativas, e acredito que elas tenham sido atingidas.

De maneira geral, é seguro dizer que a sonoridade está mais inclinada ao que os suecos fazem, um melodic hard rock caprichado e com sonoridade contemporânea, mas a voz de Poley, inevitavelmente, confere uma aura que nos faz lembrar do Danger Danger, se bem que aqui temos canções que soam mais outros trabalhos. A excelente "New World" remete aos bons sons do projeto Melodica, enquanto a arrasadora "Bury Me" é a cara do Degreed. Já a ótima "Out Of Control" tem versos bem cadenciados até que o refrão se revele mais dinâmico, numa bela - e bem calculada - virada de panorama, característica também presente em "Gypsy At Heart", um belíssimo rocker que peca pela quantidade de harmony vocals previsíveis e, em até certo ponto, chatos demais, descritos precisamente pelo amigo Leonardo Brandão Rodrigues como sendo "muito Disney"... hahahahahaha.

O rocker "Running For The Light" se apresenta de maneira acachapante, com bateria no melhor estilo "bate estaca" e um piano desnecessário, mas todo o resto do conjunto funciona bem, até melhor na segunda parte da canção que me faz lembrar dos álbuns solo de Poley, circa 2006-2007. Enquanto isso, "What Kind Of Love" é um rocker bacana e com andamento contido, mesmo no refrão (muito bacana, do ponto de vista harmônico). Pessoalmente, gostaria de ouvir essa canção em versão mais dinâmica, como o ótimo mid-pacer "Time", por exemplo. Com versos crescentes e refrão explosivo, essa canção é perfeita para os vocais de Poley, mas aquele piano chato marca presença outra vez enquanto o rocker "Devil To My Angel" brilha e, uma vez mais, remete a momentos anteriores da carreira de Poley. O piano chato está aqui também, mas com menos espaço no resultado final, detalhe comemorado por este que vos escreve.

Na reta final temos o ótimo rocker "Find Another Man" (que engana com sua introdução moderninha), a bacana e modernosa "I Know A Liar" (com todos os elementos do mais contemporâneo melodic hard rock, desde o arranjo até o refrão) e "Wilderness", outro rocker bem contemporâneo e bacana, com aquele refrão bem caraterístico do estilo, mas que faz o seu papel.

Ted Poley, circa 2017
Em resumo, caríssimos e caríssimas, dizer que esse projeto soa como Ted Poley no Degreed não é exagero algum. E como seria, se o álbum contém todas as características que os suecos desfilaram em seus quatro álbuns? Pessoalmente, ouço aqui  mais detalhes presentes nos últimos dois trabalhos do Degreed, mas de maneira geral, a cara da banda está estampada em cada uma das canções. Ted Poley fez um belo trabalho, em dúvida, e as canções são adequadas a ele (pelo menos em estúdio). Se levarmos em conta seus mais recentes trabalhos - o solo "Beyond The Fade" e o trabalho com o Tokyo Motor Fist -  comparação me faz olhar com mais carinho para o que já foi feito, mas é irresponsável dizer que Modern Art Featuring Ted Poley é ruim. Longe disso, mas se levando em conta os nomes dos envolvidos, confesso que esperava mais. Talvez se esse álbum tivesse sido lançado entre o segundo e o terceiro álbuns do Degreed, o resultado me agradasse mais. Apesar de consistente e com direção musical muito bem definida, "Modern Art Featuring Ted Poley" é um daqueles álbuns que deixam sua marca no ano, mas que dificilmente serão lembrados daqui a alguns meses. Ouça e tire suas próprias conclusões...

MODERN ART FEATURING TED POLEY - Modern Art Featuring Ted Poley
To be released independently on July 30th
Cat. # not available

Tracklist
01 New World
02 Bury Me
03 Out Of Control
04 Gypsy At Heart
05 Running For The Light
06 What Kind Of Love
07 Time
08 Devil To My Angel
09 Find Another Man
10 I Know A Liar
11 Wilderness

Musicians
Ted Poley: vocals
Daniel Johansson : guitar
Mats Eriksson : drums, percussion
Robin Eriksson : bass, co-lead vocals On "Wilderness"
Mikael Jansson: keyboards
Alessandro Del Vecchio: additional vocals
Melvin O'Dyne: additional vocals
The Swedish Bikini Orchestra: additional strings on "Time"

quarta-feira, 11 de julho de 2018

TERRY ILOUS SE MANIFESTA SOBRE SUA "SAÍDA" DO GREAT WHITE

Terry Ilous em ação, circa 2018
Na segunda-feira, Mitch Malloy foi anunciado como novo frontman do Great White, assumindo a posição que era de Terry Ilous.

A transição parecia ter sido tranquila, mas as aparências, como sempre, nos enganam.

Hoje, Ilous emitiu uma declaração onde lê-se: "Desde segunda-feira, dia 09, fui informado através de um email e via internet que não faço mais parte da banda Great White.

Depois de ter feito uma série de shows na outra semana, é desnecessário dizer que fui pego de surpresa. Eu gostaria de, primeiramente, agradecer pessoalmente a cada um dos fãs por seu apoio contínuo ao longo dos últimos 8 anos e meio. Significou muito para mim encontrar tantas pessoas incríveis pelo caminho.

Assumir os vocais de uma banda ão icônica quanto o Great White não foi fácil. Fiz o meu melhor para nunca desapontar os fãs e para respeitar e proteger o legado que Mark, Michael, Audie e Jack construíram há tantos anos. Ao longo desses 8 anos e meio e investi, com muito orgulho, toda a minha energia no Great White. E mesmo estando arrasado pelo fim abrupto da tour desse ano, eu agora me concentrarei em meus trabalhos solo e outros projetos.

E mesmo não tendo uma declaração oficial sobre shows nesse momento, posso dizer que haverá surpresas para os fãs. Fiquem ligados em minhas mídias sociais, anúncios serão feitos em breve.

Muito obrigado

Terry Ilous"

Ainda, houve uma atualização postada pouco depois, aparentemente em resposta aos comentários em suas redes sociais: "Olá a todos... muito obrigado pelo apoio. Estou muito tocado e sim, arrasado, mas não desejo começar nada ruim entre o Great White e eu. Foi uma grande oportunidade e agradeço a Mark, Audie, Michael e Scotty por acreditarem em mim. Great White, acredite em mim, não sou capacho. Só não quero drama."

O final dessa atualização deixa bem claro que as coisas não ocorreram bem e algo me diz que isso ainda vai render.

Vamos aguardar...

segunda-feira, 9 de julho de 2018

GREAT WHITE ANUNCIA MITCH MALLOY

Mitch Malloy, circa 2018
É isso mesmo que você leu!!!

Mitch Malloy assume a função de frontman do Great White, com a saída de Terry Ilous que, de acordo com Mark Kendall, foi "liberado para seguir seus outros projetos". Malloy é o terceiro vocalista nos 36 anos da banda.


"Mitch é um vocalista, compositor e engenheiro de som. incrível", disse o guitarrista Mark Kendall.



"Eu tenho que representar esta música com honra. Eu respeito o que veio antes de mim e tenho que lembrar os fãs onde eles estavam quando ouviram essas canções pela primeira vez. E tenho que ser eu mesmo ao mesmo tempo. Quando ouvi minha voz pela primeira vez com a música do Great White, eu soube que havia algo especial acontecendo", disse Malloy.


O guitarrista e tecladista Michael Lardie disse: "Nós tivemos uma conexão imediata com Mitch. Tenho certeza que os fãs o receberão de braços abertos e continuarão a apoiar o Great White. Nossa música é maior que qualquer indivíduo".

No mínimo, vai ser interessante.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Um dos álbuns mais esperados do ano, "Set The World On Fire" reúne Johnny Gioeli e Deen Castronovo pela primeira vez em 26 anos, desde o absurdamente obrigatório "Double Eclipse", da Hardline. Desde então, muita coisa aconteceu para ambos: Gioeli seguiu em frente com a Hardline, mas emprestou seus vocais a Axel Rudi Pell e Crush 40, além de participar de inúmeros projetos. Já Castronovo tocou com Ozzy Osbourne e engatou uma brilhante passagem pelo Journey, além de ser membro fundador do Revolution Saints e atualmente integrar o lineup da The Dead Daisies. Ainda que as agendas de ambos sejam bastante ocupadas, a dupla se encontrou na Itália para gravar um álbum que, sem dúvida, deve agradar aos fãs do tradicional melodic rock, onde o peso e a melodia caminham juntas sob uma linha tênue, mas bem demarcada.

A faixa-título abre o álbum trazendo aquele tradicional equilíbrio entre peso e melodia embalados em um arranjo frenético que favorece o poder vocal de Gioeli e Castronovo, como já era esperado. Ambos entregam performances precisas e enxutas, sem nenhuma sobra. Alguns diriam que isso soa artificial, outros diriam que é talento, mas seja como for, o fato é que a canção é incendiária. Já "Through" é um radio friendly mid-pacer envolvente e que cresce feito uma onda, ganhando volume e consistência enquanto a canção se dirige ao refrão explosivo e altamente contagiante, onde o aspecto melódico se sobrepõe à qualquer outro elemento. Com uma pegada semelhante, "Who I Am" é outro mid-pacer de primeira linha, com andamento mais convencional impulsionado por baixo e bateria protocolares, enquanto as guitarras têm mais espaço e preenchem os espaços perfeitamente, enquanto "Fall Like An Angel" retoma o caminho rocker com propriedade, onde os teclados têm mais espaço, sendo acompanhados de perto pelas guitarras em um dos momentos mais radio friendly do álbum. Essas quatro canções apontam a direção musical do álbum, apesar das evidentes diferenças entre elas e, acredite, é impossível ficar fisicamente indiferente a qualquer uma.

"It's All About You" é uma power ballad excelente, com arranjo caprichado e que tem espaço para piano, guitarras acústicas e cordas, além daquele refrão tradicionalmente emocionante, um detalhe de suma importância e que se faz presente na arregaçante "Need You Now", versão anabolizada do hit country originalmente gravado - e composto - pela Lady Antebellum em 2010. Apesar de o resultado ser bacana, seria muito mais interessante uma canção inédita para Gioeli e Castronovo, que acabam por abrir espeço em seu álbum de estréia para ressuscitar uma canção country de quase uma década atrás. Mas em "Ride Of Your Life" a dupla retoma seu caminho e desfila talento e energia em um rocker empolgante, simples, direto e todo interpretado por Castronovo, mas "Mother" conta com ambos os vocalistas em ação em uma faixa de conteúdo mais pessoal para Gioeli, que dedicou a canção à sua mãe.

Johnny Gioeli e Deen Castronovo, circa 2018
E no último quarto do álbum temos a linda power ballad "Walk With Me" seguida dos rockers "Run For Your Life" e "Remember Me" (e sua introdução com teclados chatérrimos), enquanto "Let Me Out" - uma belíssima balada semi-acústica - fecha o álbum de maneira surpreendente e muito, muito bacana.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, não há dúvidas que o trabalho da dupla Gioeli Castronovo deve agradar em cheio aos amantes dos bons sons. As recorrentes lembranças da Hardline e Journey se encarregam de entreter o ouvinte em um jogo de memória bastante agradável. O talento vocal de ambos é inquestionável e não há como apontar quem se sai melhor (se é que algum dos dois consegue isso), e com uma série de canções bem trabalhadas o álbum soa coeso e muito consistente, mesmo com aquela cover ainda inexplicável para este que vos escreve. Seja como for, "Set The World On Fire" vem aí e, desde já, é um forte candidato a "álbum do ano"...

GIOELI CASTRONOVO - Set The World On Fire
To be released on July 13th, via Frontiers Records
Cat. #FR CD 873

Tracklist
01 Set The World On Fire (assista ao vídeo aqui)
02 Through (assista ao vídeo aqui)
03 Who I Am
04 Fall Like An Angel
05 It's All About You
06 Need You Now
07 Ride Of Your Life
08 Mother
09 Walk With Me
10 Run For Your Life
11 Remember Me
12 Let Me Out

Musicians
Johnny Gioeli: vocals
Deen Castronovo: vocals, drums
Alessandro Del Vecchio: keyboards, backing vocals
Mario Percudani: guitars
Nik Mazzucconi: bass

quinta-feira, 5 de julho de 2018

BREAKING NEWS

* Share Pederssen, baixista da Vixen, disse em entrevista a Kaaos TV que não há previsão da banda entrar em estúdio para gravar o novo álbum. Já o registro ao vivo "Live Vixen" chegará às lojas amanhã;

* Joey Hoekstra, em entrevista concedida à WNJR 91,7 FM, descreveu o novo álbum do Whitesnake como sendo "empolgante". O aguardado "Flesh & Blood" tem lançamento marcado para o início de 2019;

* Os suecos do Taste anunciam o lançamento de seu segundo trabalho - já batizado de "Moral Decay" - para o dia 31 de Agosto, via AOR Heaven.

quarta-feira, 4 de julho de 2018

TOUR ACÚSTICA? NÃO COM O Y&T

Os tiozões do Y&T, circa 2018

Recentemente, os veteranos do Y&T lançaram o bacana "Acoustic Classix Vol. 1", álbum que surgiu da ideia do baixista Aaron Leigh.

"Aaron veio até nós porque ele tem seu projeto próprio que faz esse lance acústico. ele sugeriu que poderíamos fazer algo especial com versões acústicas dos nossos clássicos. E assim que ele mencionou, todos concordamos", disse o vocalista Dave Meniketti.

Mas em recente entrevista concedida ao "Mark & Mitch Show", Meniketti foi perguntado se existe a possibilidade do Y&T fazer uma tour acústica. A resposta foi enfática: "Provavelmente não (risos). Simplesmente porque, você sabe, acho divertido fazer isso no meio do set, uma ou duas versões acústicas. Isso funciona para nós."

Meniketti continuou: "Mas cair na estrada e fazer uma tour completamente acústica me faria sentir incompleto, vamos colocar dessa maneira. Simplesmente porque a majestade e poder do Y&T está nossa versão plugada. Não que eu não possa fazer a versão acústica do que estou fazendo naquele momento mas não é o que me faz sentir completo."

segunda-feira, 2 de julho de 2018

RICHIE KOTZEN FALA DA LIBERDADE EM GRAVAR CANÇÕES AO INVÉS DE ÁLBUNS

O talentoso Richie Kotzen
Em recente entrevista concedida ao pessoal da TotalRock Radio, Richie Kotzen falou sobre sua extensa carreira, dano ênfase ao momento atual.

Quando perguntado sobre suas mais recentes atividades, Kotzen disse: "Eu acabei de lançar o vídeo para 'Damned' e tenho recebido respostas bem positivas das pessoas que seguem meu trabalho. Elas parecem gostar da canção, o que obviamente me faz sentir muito bem. E acontece que tenho gravado várias novas canções lançadas como singles."

Em seguida, o guitarrista foi questionado se esses singles indicariam a chegada de um novo álbum, ao que Kotzen respondeu: "Eu não quero gravar um álbum e começar aquele processo novamente. Cada vez que você lança um álbum as pessoas perguntam, 'Oh, há um conceito? Há isso ou aquilo?' Eu sempre fui o tipo de cara que escreve canções. E decidi que não quero gravar um álbum. Se eu tenho uma canção nova, eu quero dividi-la com os outros, e é isso".

Kotzen foi também perguntado o que o levou a adotar essa linha de pensamento, e a resposta foi a seguinte: "As pessoas não compram álbuns, então porque me importar em gravar um? Mas sempre gravarei canções, porque u escrevo canções. Eu escrevi algumas e gravei o vídeo para 'Damned' e também tenho uma canção chamada 'Riot' e quando a terminei, também gravei um vídeo. Ainda, há outra que eu terminei recentemente e a lançarei em breve. Talvez até grave mais um vídeo. Eu gosto dessa liberdade e flexibilidade de lançar canções quando estão prontas, ao invés de ter que esperar até que outras 12 estejam prontas para lançá-las em um álbum para que sejam roubadas na internet. Eu vou gravar uma canção, colocá-la na internet e é isso. Divirtam-se."

No ano passado, Joe Elliott e Phil Collen - do Def Leppard - também declararam que esse modelo de lançar singles ao invés de um álbum completo lhes agrada e que a banda poderia, em breve, adotar esse mesmo sistema.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

O início dos anos 90 foi bastante produtivo dentro do universo dos bons sons, como se todos soubessem que a sombra do grunge se aproximava para mudar, de maneira catastrófica, o mercado da música. E uma das bandas mais bacanas surgidas naquele momento pré-camisa de flanela foi a Great King Rat, batizada nas águas sagradas do melodic hard rock escandinavo e que trazia em seu lineup nomes não apenas reconhecidos, mas também respeitados. Com canções excelentes, magistralmente produzidas e irretocavelmente executadas, o Great King Rat apresentou um belíssimo álbum mas que, inexplicavelmente, passou batido por muita gente.

Predominantemente rocker, o álbum tem a excelente "Bright Lights" abrindo os trabalhos, com seus versos delicados contrastando com o refrão explosivo, enquanto "Good Times" já tem uma pegada mais firme e uniforme, assim como "Woman In Love" e suas guitarras envolventes e sua levada descolada, cortesia do baixo e bateria em total sintonia. Essas três canções oferecem um panorama exato do que o álbum tem a oferecer e, sem dúvida alguma, todas são merecedoras de volume máximo e múltiplas audições.

A empolgante "Ball And Chain" é um rocker contagiante, com linha de baixo em evidência e guitarras quase onipresentes em segundo plano, enquanto "Take Me Back" carrega uma indisfarçável aura radio friendly que cai perfeitamente na sonoridade mais pesada da banda. Peso esse que se faz presente nas ótimas "Follow The Rains" (com backing vocals massacrantes no refrão) e "One By One" com sua belíssima introdução no melhor estilo southern rock, que rapidamente se converte no mais tradicional hard rock. Uma vez mais, volume máximo e múltiplas audições se fazem necessárias.

"Dirty Old Man Stomp" é uma dose cavalar de hard rock, igualmente impactante e empolgante, dos versos ao refrão, enquanto "Calling For My Angel" traz mais peso ao conjunto com andamento mais comedido, com bateria e baixo apavorando enquanto as guitarras desfilam elegantemente, assim como fazem na excelente "Top Of The World" - um rocker frenético e empolgante - e em "Bad Woman",um rocker curto e grosso feito coice de porco, com guitarras caprichosas  na linha de frente, além de um refrão matador, impulsionado por backing vocals brlhantes. Uma bela escolha para fechar o álbum, sem dúvida alguma.

Great King Rat, circa 1992: Broman, Nilsson,
Sundin, Höglund e Norgren
Em resumo, caríssimas e caríssimos, esse álbum do Great King Rat remete a bons nomes do universo dos bons sons: Hardline, Thunder e Gotthard são os mais recorrentes para mim. Com canções cuidadosamente escritas e magistralmente interpretadas, é realmente uma pena que esse trabalho tenha tido tão pouca exposição quando de seu lançamento. Pouca divulgação e a tenebrosa mudança que se apresentava sobre o mercado podem ter sido as causas desse aparente desinteresse pelo álbum, mas com o tempo sua relevância e valor - mesmo que emocional - só fazem aumentar. Aquela produção polida e os vocais cristalinos - tão comuns em álbuns escandinavos - estão em cada faixa desse primeiro trabalho do Great King Rat, e se ele não figura na sua coleção, acredite, ela está incompleta...

GREAT KING RAT - Great King Rat
Relased in 1993 via Fandango Records (Japanese Pressing)
Cat. #FRML-9001

Tracklist
01 Bright Lights
02 Good Times (ouça a canção aqui)
03 Woman In Love (ouça a canção aqui)
04 Ball And Chain
05 Take Me Back (ouça a canção aqui)
06 Follow The Rains
07 One By One
08 Dirty Old Man Stomp
09 Calling For My Angel
10 Top Of The World
11 Bad Woman

Lineup
Leif Sundin: vocals, acoustic guitars
Pontus Norgren: guitars, backing vocals
Mikael Höglund: bass, backing vocals
Tomas Broman: drums
Anders Nilsson: keyboatds, guitars, backing vocals

Guest Musicians
Mikael Andersson: backing vocals, lap steel on "Follow The Rains"
Rolf Alex: percussion
Backa-Hans Eriksson: cello on "Bright Lights"
Frans Lugmair: harmonica on "One By One"
Mats Oulasson: keyboards on "Bright Lights" and "Follow The Rains", piano on "Dirty Old Man Stomp"

quinta-feira, 28 de junho de 2018

ALICE COOPER VEM AÍ COM ÁLBUM AO VIVO

Alice Cooper traz registro de sua tour mais recente
"A Paranormal Evening At The Olympia Paris" é o nome do novo trabalho ai vivo do grande Alice Cooper, cujo lançamento será em 31 de Agosto.

Gravado no ano passado durante a tour promocional do ótimo álbum "Paranormal", o registro tem a produção do veterano Bob Ezrin, o que é sinal de qualidade por si só.

E vale lembrar que esse show também foi todo filmado, mas ainda não há nenhuma notícia sobre o lançamento desse material em DVD ou Blu-Ray. Uma pena...

O tracklist do novo álbum ao vivo de tia Alice em as seguintes canções:

Disc 1
01 Brutal Planet
02 No More Mr. Nice Guy
03 Under My Wheels
04 Department Of Youth
05 Pain
06 Billion Dollar Babies
07 The World Needs Guts
08 Woman Of Mass Distraction
09 Poison
10 Halo Of Flies

Disc 2
01 Feed My Frankenstein
02 Cold Ethyl
03 Only Women Bleed
04 Paranoiac Personality
05 Ballad Of Dwight Fry
06 Killer / I Love The Dead (Themes)
07 I’m Eighteen
08 School’s Out

terça-feira, 26 de junho de 2018

BREAKING NEWS

* W.A.S.P. recrutou o veterano baterista Brian Tichy para acompanhar a banda em uma série de festivais pela Europa;

* Kingdom Come anuncia tour comemorativa dos 30 anos de atividade da banda, onde tocarão seus dois primeiros álbuns na íntegra. Os vocais ficarão a cargo de Keith St. John, enquanto o restante da banda terá o lineup original;

* Na semana passada, a Recomendação da Semana trouxe "Lucky Dog", o próximo álbum do grande Clif Magness, que revelou "Unbroken" ser a canção que mais lhe agrada em todo o trabalho. Clicando aqui você pode ouvir a canção e descobrir o motivo da predileção de Magness.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Qualquer criatura no universo dos bons sons conhece o nome de Clif Magness. Muito provavelmente, deve curtir material escrito por ele, mesmo sem saber disso. Integrante fundador do fantástico Planet 3, autor de um clássico do AOR ("Solo", de 1994) e também de inúmeras canções gravadas por todo tipo de artista (de Robin Beck a Avril Lavigne, passando por Wilson Phillips, Céline Dion, Joe Bonamassa e Amy Grant, entre muitos outros), Clif Magness sempre foi sinônimo de qualidade. E é essa qualidade que ele apresenta em "Lucky Dog", seu segundo trabalho solo e que traz uma sonoridade mais contemporânea - como não podia deixar de ser - cercada por uma inegável aura AOR que confere um brilho especial a esse trabalho que traz material escrito por Magness com colaboradores de longa data, como Mark Mueller, Brock Walsh e Jennifer Grais.

O primeiro single desse trabalho é "Ain't No Way", um rocker com sonoridade bastante atual, melodia crescente e um refrão poderoso, mas que não representa de maneira alguma o que o álbum tem a oferecer. Para uma ideia mais precisa ouça "Don't Look Now", um rocker excelente, bem cadenciado, com arranjo simples e vocais matadores, além de contar com um refrão explosivo, exatamente como Mr. Magness sabe fazer. Em seguida temos "Unbroken", uma balada arrepiante que remete aos melhores momentos do Planet 3, com sua melodia delicada e arranjo envolvente que converge a um refrão impactante, onde as harmonias fazem escorrer lágrimas dos olhos da mais impiedosa das criaturas. No EPK do álbum, Magness disse ser essa sua canção preferida. Não é difícil entender o motivo. Já "Like You" é outro rocker bem bacana e que só não é melhor pelo arranjo chatérrimo da bateria ao longo do refrão, que estraga todo o andamento da canção. As harmonias no refrão, entretanto, são espetaculares e características dos trabalhos de Magness.

Seguimos com "Love Needs A Heart",um mid-pacer que traz o belíssimo dueto com Sherrie Adams (que é co-autora da canção) em um AOR contemporâneo de arrepiar. Arranjo, melodia, andamento, refrão, tudo se encaixa perfeitamente nessa canção que é uma bela representação da ponte entre o AOR oitentista e o que se pratica hoje em dia. Enquanto isso, o mid-pacer "Nobody Like You" serve uma base acústica na introdução, base essa que é prontamente acompanhada por baixo e bateria em primeiro plano em um arranjo que mantém o andamento, mas que vai ganhando corpo ao longo dos versos, passando pelos refrões mais agressivos. Uma belíssima canção que mostra versatilidade sem descaracterizar sua proposta inicial, enquanto a baladaça "Maybe" tem estrutura absolutamente AOR, com andamento tradicional, b-sections crescentes e aquele refrão impactante onde Magness faz uso de sua grande capacidade vocal, criando harmonias memoráveis. Com mais peso, mas sem prejudicar o aspecto melódico, o rocker "Shout" surge trazendo, uma vez mais, a sonoridade AC Rock já mostrada no álbum. Aqui, o resultado é mais agradável e me pergunto se essa não deveria ter sido a canção a promover o álbum. Ouçam e tirem suas próprias conclusões.

Na reta final temos "Rain", um mid-pacer que se apresenta com arranjo acústico até pouco mais de 50% da canção, e essa diferença de formatos deixa a canção desconexa - na minha opinião - e cansativa, já que o vai-e-vem do arranjo soa como acender uma vela para o santo e outra para o diabo. Já "All Over My Mind" é um mid-pacer mais coeso (apesar das breves variações de andamento), com refrão impulsionado por belíssimas harmonias e um arranjo caprichado, enquanto a linda balada "My Heart" fecha o álbum em grande estilo, com seu arranjo bem trabalhado e com melodia delicada, que sobressai no momentos onde o peso assume a ponta.

O genial Clif Magness, circa 2018
Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Lucky Dog" é um belíssimo álbum. Apesar da escolha do primeiro single me parecer bastante equivocada, o álbum é bastante coeso, com muita qualidade em todos os aspectos e com excelentes canções. Mesmo as menos agradáveis tem pontos bastante positivos em seus conjuntos. Mas o que mais comemorei, pessoalmente, foi o fato de perceber que Clif Magness continua em plena forma, capaz de criar melodias empolgantes e harmonias envolventes, características que permeiam os trabalhos de que participou. O equilíbrio entre os elementos mais característicos do AOR e a sonoridade contemporânea criaram um conjunto excelente e que merece, de fato, ser descrito como tendo sido influenciado pelos anos 80. A volta de Clif Magness ao cenário se dá em grande estilo e "Lucky Dog" desponta como um dos melhores álbuns do ano.

CLIF MAGNESS - Lucky Dog
To be released on July 13th, via Frontiers Records
Cat. #FR CD875

Tracklist
01 Ain’t No Way (assista ao vídeo aqui)
02 Don’t Look Now
03 Unbroken
04 Like You (ouça a canção aqui)
05 Love Needs A Heart (With Sherrie Adams)
06 Nobody But You
07 Maybe
08 Shout
09 Rain
10 All Over My Mind
11 My Heart

Musicians
Clif Magness: all instruments
Sherrie Adams: vocals on "Love Needs A Heart"

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A notícia pegou todos de surpresa: no dia 06 de Março, Ted Poley revelou que estava gravando seu novo trabalho solo usando os músicos d...