quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O QUE NOS AGUARDA EM 2019???

Coisas bem bacanas chegarão em 2019
Os britânicos da Escape Music têm alguns álbuns bem interessantes agendados para o ano. A maioria deles não têm data anunciada, mas confesso que a ansiedade já começa a fazer efeito.

Um dos projetos que salta aos olhos é o Lonerider, cujo álbum "Attitude" será lançado em 26 de Abril. O lineup desse projeto consiste "apenas" em Steve Overland, Simon Kirk (da Bad Company), Steve Morris (Heartland) e Chris Childs (Thunder e Tyketto).

Nada mal hein?

Ainda, Steve Overland e Chris Ousey terão álbuns solo chegando. No caso de Overland, Brian Tichy assumiu a bateria.

Outro nome que gera boa ansiedade é Mick Devine, ex-vocalista do Seven e que terá, finalmente, seu primeiro álbum solo lançado neste ano. E depois de 27 anos, Robert Hart vai retomar a carreira solo, com seu terceiro trabalho também agendado para 2019.

Axe, Alliance, Viana e o projeto Tug Of War (que conta com BK Morrison, Tommy Denander, George Hawkins, Chris Ousey, Bill Champlin e Joseph Williams) também terão trabalhos lançados neste ano.

E os italianos da Frontiers não ficam atrás e a lista de lançamentos dos caras não é nada fraca. Alguns os artistas que terão álbuns no mercado em 2019 são Whitesnake, Alan Parsons, Burning Rain, The Defiants, Kane Roberts, Inglorious, Find Me, Toby Hitchcock, FM, TNT, Hardline, Eclipse e outros mais.

Vamos aguardar...

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

TOP 10 2018

Finalmente, caríssimos e caríssimas!!!

Depois de um ano mediano para quase todos os estilos, 2018 vai chegando ao fim deixando uma sensação de que poderia ter sido melhor, muito por conta da expectativa criada acerca de alguns álbuns que pareciam promissores, mas que acabaram morrendo na praia.

Alguns poucos foram surpreendentes, enquanto a maioria, na melhor das hipóteses, cumpriu tabela, por assim dizer.

Entretanto, no meio de tanta coisa, vocês conseguiram selecionar 10 trabalhos que lhes foram marcantes e que, por isso mesmo, foram listados como sendo os melhores que 2018 teve a oferecer.

Aproveito o momento para agradecer os 774 leitores que enviaram suas listas, a primeira delas tendo chegado na casa no final de Outubro!!! 

E como era de esperar, a grande maioria chegou em Dezembro mesmo, quando as gravadoras passaram a régua no ano e lançaram alguns poucos trabalhos. Assim sendo, e com toda aquela tradicional dose de surpresa - para o bem ou não - eis a lista dos 10 melhores álbuns que vocês escolheram ao longo de 2018:

01 TREAT - "TUNGUSKA" Não há ano em que os suecos lancem material inédito e que não figurem no primeiro lugar de várias listas de melhores lançamentos. O Treat é uma banda que está em franca ascenção desde o fantástico "Coup De Grace", de 2010, lançando álbuns com muita qualidade sob todos os aspectos, reinventando sua música sem descaracterizar a sonoridade que os tornou uma das mais respeitadas bandas de melodic hard rock do planeta.  Uma banda afiada, um vocalista preciso e sempre armados com canções poderosas e envolventes, o Treat descansa, merecidamente, na posição #1 da lista dos melhores do ano.

02 State Of Salazar - "Superhero"
03 Clif Magness - "Lucky Dog"
04 Steve Perry - "Traces"
05 Jerome Mazza - Öutlaw Son"
06 Perfect Plan - "All Rise"
07 Judas Priest - "Firepower"
08 Gioeli Castronovo - "Set The World On Fire"
09 Creye - "Creye"
10 W.E.T. - Ëarthrage"

Outros álbuns bastante citados e que quase - quase mesmo - entraram na lista dos 10 melhores, sem ordem de votação, são:

* Care Of Night - "Love Equals War"
* White Widdow - "Victory"
* Groundbreaker - "Groundbreaker"
* Dukes Of The Orient - "Dukes Of The Orient"
* The Night Flight Orchestra - "Sometimes The World Ain't Enough"

Assim sendo, encerramos o ano com uma lista menos homogênea do que em anos anteriores, mas me parece ponto pacífico que todos os álbuns votados transbordam qualidade e merecem o destaque dado por vocês. Mas se a posição em que encontram na lista é justa, é outra história...

Agradeço imensamente a participação de todos, afinal de contas, nossa brincadeira anual só acontece pelo engajamento de todos. Assim sendo, muito obrigado!!!

Agora, a AORWatchTower entre em um breve hiato (que deve se estender até quase o fim de Janeiro), mas se algo de muita relevância acontecer nesse meio tempo, pode apostar que aparecerá aqui na casa.

Que os deuses nos protejam e iluminem nossos caminhos, vigiando nossos movimentos e nos concedendo bons sons para nos embalarem ao longo do novo ano que se aproxima.

Até breve, moçada!!!

Rock on...

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Quando o sueco Michael Palace surgiu com seu primeiro álbum, há dois anos, ele imediatamente chamou a atenção dos amantes dos bons sons não apenas como intérprete, mas principalmente como compositor de mão cheia. O álbum "Master Of The Universe" foi produzido pelo talentoso Daniel Flores, com aquela sonoridade polida e grandiosa que o melodic rock contemporâneo ostenta. Mas para "Binary Music", Palace optou por uma produção menos imponente e se arriscou em arranjos bem menos previsíveis do que aqueles encontrados em seu trabalho de estréia. E esse fator surpresa é o ponto positivo desse novo álbum. Mas é o negativo também.

O álbum traz uma série de rockers bem bacanas, mas organizados de maneira irregular ao longo do tracklist, o que causa "idas e voltas" ao procurar o que mais lhe agrada entre as 11 canções propostas.

Senão vejamos: posso listar "Tears Of Gaia" e "Nothing Personal" como duas das canções mais bacanas do álbum, e ambas me remetem aos bons sons do Newman em todos os aspectos. Ainda, "Love Songs" tem um belo arranjo e boas variações melódicas, enquanto "Dangerous Ground" me faz lembrar, novamente, dos britânicos do Newman.

Todas esses rockers merecem sua atenção absoluta e volume máximo, já que aponto cada uma delas como destaques do álbum.

Também são merecedores de nota as ótimas "Promised Land", "Julia" e a massacrante "To Have And To Hold", com suas nuances variadas e direções opostas, elas agregam muito ao álbum e apresentam contrapontos interessantes ao que foi mencionado anteriormente.

O carecão Michael Palace, circa 2018
"Binary Music" me soa como uma mistura exagerada entre o contemporâneo e o clássico, enquanto "Queen Of The Prom" é como privada em elevador: a ideia pode ser boa, mas não funciona. Uma canção absolutamente deslocada no tempo e espaço do álbum e, sem dúvida, o ponto fraco do trabalho. E a balada "Who's Counting Time" tem em seu refrão o momento mais brilhante, enquanto versos e b-sections são sofríveis.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Binary Music" traz Michael Palace em um momento descendente, lamentavelmente. Toda a coesão melódica do primeiro trabalho foi espalhada em doses erráticas ao longo do tracklist do novo álbum. É fato que o álbum tem seus momentos de grandeza e eles são maiúsculos quando surgem, e acredito serem suficientes para justificar a aquisição desse álbum. Mas estejam avisados: "Binary Music" não é nenhum "Master Of The Universe". Infelizmente...

PALACE - Binary Music
Released on Nov. 2018, via King Record Co. Ltd. (Japanese Pressing)
Cat. #KICP 1958

Tracklist
01 Binary Music (assista ao vídeo aqui)
02 Tears Of Gaia
03 Nothing Personal (ouça a canção aqui)
04 Promised Land (ouça a canção aqui)
05 Love Songs
06 Dangerous Ground
07 Queen Of The Prom
08 Who's Counting Time (ouça a canção aqui)
09 Julia
10 To Have And To Hold (ouça a canção aqui)
11 Who's Counting Time (Acoustic Version)

Musicians

Michael Palace: vocals, bass, keyboards, harmonica, saxophone

Daniel Flores: drums
Oscar Bromwall: guitar on "Julia"

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

DUROU POUCO: MIKE ANTHONY DESMENTE RETORNO AO VAN HALEN EM 2019

Anthony, Hagar, Alex e Eddie, em foto promocional 
da desastrosa reunião de 2004
A notícia de que Michael Anthony poderia voltar ao Van Halen mexeu com o universo dos bons sons, mas não demorou muito para que o baixista esclarecesse as coisas.

A possível tour da banda, que aconteceria no verão norte-americano em 2019, deveria reunir o lineup original do Van Halen, segundo comentários de Eddie Trunk em seu programa de rádio. Ainda, Trunk revelou que Eddie e Alex estariam interessados em ter Anthony de volta.

Esse rumor se junta ao comentário de David Lee Roth, sobre "a sua banda" tocar no Yankee Stadium no próximo ano.

Mas a Premiere Radio Networks - que é uma divisão da iHeartRadio - conseguiu contato com o baixista enquanto a fogueira da boataria queimava sem controle

"O único comentário que tenho a fazer é que não tenho falado com nenhum dos caras desde que tocamos juntos em 2004", disse Anthony.

O baixista também disse que encontrou Alex Van Halen há alguns anos, e que os dois não tiveram nada além de "conversa casual".

A tour de reunião do Van Halen, que aconteceu em 2004, teve problemas antes de qualquer show, já que Eddie Van Halen não queria Michael Anthony na banda, enquanto essa era umas exigências de Sammy Hagar.

Na ocasião, Anthony assinou um contrato que reduzia seus ganhos ao longo da tour, além de extinguir qualquer direito em relação à marca Van Halen. "Eu decidi entrar naquilo porque achei que aquela seria a última vez que o Van Halen se apresentaria, e eu queria estar lá com ele e com os fãs",disse Anthony na época.

O baixista foi substituído por Wolfgang Van Halen, em 2006.

MICHAEL ANTHONY RETORNA AO VAN HALEN PARA TOUR EM 2019?

O lineup original do Van Halen, circa 1984
Pois é, foi isso que Eddie Trunk disse em seu programa de rádio.

Trunk afirmou também que o Van Halen vai, de fato, retomar as atividades em 2019 com uma série de shows em território norte-americano, e que contariam com a volta do grande Michael Anthony, que foi vergonhosamente substituído por Wolfgang Van Halen em 2006, pelo simples fato de ter mantido amizade e uma relação profissional com Sammy Hagar.

"Hesitei em falar sobre isso porque todo ano tem um rumor sobre o Van Halen estar prestes a fazer ou anunciar alguma coisa. E, ultimamente, isso não acontece. Porém, estou começando a ouvir alguns boatos. Não posso citar a fonte, mas uma pessoa da indústria da música me disse que ouviu de algumas pessoas que, de fato, o Van Halen estará ativo em 2019 em termos de shows", afirmou Trunk.

"Os rumores são - e eu enfatizo que são rumores - de fontes confiáveis é que a banda excursionará em 2019 com sua formação original, o que significaria o retorno de Michael Anthony, e que seria algo pensado para estádios", completou o radialista.

Vale lembrar que, em recente entrevista à Vulture, o vocalista David Lee Roth disse que o Van Halen "tocará no mesmo lugar que os Yankees jogam", em clara menção ao Yankee Stadium. "Se eu disser algo em entrevista, todos vão dizer: 'oh, isso vazou'. Porém, a banda vai estar... não posso dizer", completou, após ser questionado sobre o assunto.
Vamos aguardar ansiosamente...

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

GEDDY LEE E SEUS SENTIMENTOS PÓS-RUSH

O legendário Geddy Lee, circa 2015
Os canadenses do Rush encerraram sua tour de 40 anos em Agosto de 2015, cm um monumental show no Forum de Los Angeles.

Questionado pelo The Guardian sobre se ele sabia que aquele seria, de fato, seu último show com a banda, o baixista/vocalista/tecladista Geddy Lee respondeu: "Não 100%. Neil estava irredutível que seria, ele realmente tocou como se aquele fosse o último show. E é por isso que ele deixou a bateria ao fim do show e nos deu um abraço ainda no palco, algo que nós jamais imaginaríamos ser possível. Eu estava um pouco otimista. Mas não. Acredito que Alex aceitou melhor aquele show como sendo o fim. E acho que fomos muito bem naquela noite, mas é difícil dizer, porque ficamos emotivos nos últimos 20 minutos. Foi a primeira vez que fiquei com nó na garganta em frente ao microfone. Então acredito que parte de mim sabia".

Lee ainda confessou sentir falta de tocar com o Rush: "Eu não sinto falta de viajar com o Rush. Eu sinto falta de estar no palco com aqueles caras porque foi uma honra singular para mim. Tenho certeza que tocarei ao vivo algum dia, mas nunca substituirá a intensidade daqueles shows de 3 horas do Rush. Aquilo me desafiou a atingir meu auge e isso é algo raro nessa vida".

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

POISON VOLTARÁ EM 2020

Poison promete retornar ao cenário em breve
A declaração foi de Bret Michaels, em recente entrevista concedida ao Newsday.

"Não haverá um único dia em que eu direi 'Estou cansado do Poison'. A banda está animada para retornar em 2020 com novas canções. Ainda estamos nos divertindo muito no palco", disse.

Em meados do ano, Bobby Dall disse que a banda deveria gravar um novo álbum, mas afirmou não saber se isso aconteceria. "Eu não vou enganar vocês e dizer que há novas músicas sendo criadas. Eu gostaria que houvessem? Sim, mas é uma questão de todos arranjarem tempo para isso. Todos na banda têm outro compromissos. Alguns integrantes têm filhos mais novos que outros. Então, no meio de tudo isso, fica difícil e, você sabe, há também problemas de saúde que surgem com a idade. Nós deveríamos gravar um novo álbum? Sim, definitivamente. Mas isso vai acontecer? Realmente, eu não sei", disse Dahl em entrevista ao All That Shreds.

O mais recente álbum de material inédito da banda é o esquisito (sem trocadilho) "Hollyweird", lançado em 2002. Cinco anos depois, o Poison lançou "Poison'd", álbum bem interessante de covers.

TOP 10 2018

Caríssimas e caríssimos

Em menos de uma semana, a votação que elegerá os 10 melhores álbuns do ano será encerrada.

Até o momento, tenho 374 listas e, devo dizer, bem variadas entre si.

Na verdade, há 7 álbuns que figuram em praticamente todas as listas, mas em posições diferentes.

Se fosse encerrada hoje, a votação talvez não surpreendesse tanto na primeira posição, mas certamente daria margem à discussões da segunda em diante.

Enfim, envie sua lista para aor-heaven@hotmail.com com o título Top 10 2018 até as 11 horas da manhã do dia 31 próximo. Ao meio dia, a lista será divulgada.

E desde já, agradeço a participação de todos que já tomaram parte na nossa brincadeira de todo ano.

Rock on...

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

BREAKING NEWS

* Revolution Saints gravarão seu terceiro álbum em 2019. De acordo com Deen Castronovo, as bases de bateria serão gravadas no fim de Março;

* Kip Winger foi perguntado, em recente entrevista, sobre a possibilidade do Winger lançar um álbum em 2019. O frontman foi direto, dizendo que está envolvido em outros projetos e que não sabe quando lidará com um novo trabalho de sua banda;

* TerraNova volta à ativa em 30 de Janeiro, com "Raise Your Hands", seu sétimo trabalho. Mas vale lembrar que a edição japonesa já está no mercado e, assim sendo, já vazou.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

THE POODLES ANUNCIA FIM DA BANDA

The Poodles, circa 2018
A notícia pegou muita gente de surpresa, mas o fato é que os suecos do The Poodles anunciaram o fim da banda na manhã de hoje.

Uma mensagem emitida pela banda diz o seguinte: "Feliz Natal e um feliz Ano Novo, queridos amigos, irmãos e irmãs!

Nós queremos aproveitar a oportunidade e anunciar o fim da jornada do The Poodles juntos como banda, e que maravilhosa experiência tem sido!

Ao longo dos últimos 12 anos nós viajamos juntos, criamos lindas músicas, lutamos, rimos, amamos e sonhamos!

Mas cada navio deve encontrar seu porto, não importa quão grande tenha sido sua jornada.

Nós aproveitamos cada momento e cada encontro ao longo do caminho. Queremos agradecer as muitas pessoas que nos ajudaram e colaboraram conosco, alguns apenas brevemente, outros por períodos de tempo mais longos; todos a serviço do rock! Vocês sabem que são!

Ainda, um MUITO OBRIGADO especial aos nossos fantásticos fãs e público por nos seguirem pela estrada, apreciando nossa música e por nos apoiarem em todas as maneiras. Sem vocês, nada disso teria sido possível. Desejamos a vocês o melhor!!!

Agora, o futuro ainda está para ser escrito e esperamos vê-los todos em breve, de alguma maneira, em algum lugar.

Saudações e adeus, por hora!"

O mais recente trabalho da banda - chamado "Prisma" - foi lançado neste ano.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

A expressão "AOR De Terno" é usada para descrever bandas e artistas que praticam aquele AOR elegante, bem trabalhado e que, muitas vezes, foge do óbvio. Os suecos do State Of Salazar se encaixam perfeitamente nessa descrição, com sua sonoridade rebuscada sem ser redundante, que flerta descaradamente com o westcoast e que ainda conta com os mais efervescentes elementos do AOR que tanto curtimos. E em seu segundo álbum, a banda reforçou ainda mais as características descritas, o que a destaca em um cenário corriqueiramente previsível. Se você busca fugir do lugar comum, mas mantendo a qualidade no topo da lista, "Superhero" vai te surpreender.

A grandiosidade de "If You Wait For Me" dá a tônica do aspecto AOR do álbum, seguida pela excelente "My Heart Is At War" (com explícita influência do Toto) e pela lindíssima "Hold On Tonight", que ratificam a descrição da sonoridade da banda. Três rockers arrasadores, únicos entre si e que transbordam classe, assim sendo merecedores de múltiplas audições com volume máximo.

A levada envolvente de "Masquerade" - com baixo e bateria na linha de frente - mescla modernidade com elementos mais clássicos, algo como o Work Of Art costuma fazer, mas "She's A Loaded Gun" tem a cara do State Of Salazar, esbanjando bom gosto em um arranjo rico em detalhes, enquanto "Lie To Me" surge como um lindo dueto entre Nygren e Kristina Talajic, e apesar do arranjo mais tradicional, a performance dos vocalistas é absolutamente irretocável. Mais três grandes momentos do álbum, e que merecem sua irrestrita atenção e volume máximo.

Apontando outra direção, "Joanne" tem uma base westcoast - com baixo e piano - pontuada por teclados e guitarras que vem sendo usada desde os anos 70 com ótimos resultados, mas o diferencial aqui é Marcus Nygren e seus vocais precisos. Enquanto isso, "Someone I Know" é um westcoast excelente, de modelo clássico e com todas as variações em arranjo que se espera do estilo. Já "To The Wire" é um rocker com andamento contido, mas traz guitarras e teclados com evidência e um refrão bem bacana, elementos que também se apresentam na balada "Love Will Find A Way", que se opõe absolutamente ao rocker "Superhero" e seu arranjo frenético, repleto de teclados e guitarras que se alternam na primeira frente da canção e que encerra o álbum com a mesma grandiosidade do início.

State Of Salazar, circa 2018: Nygren, Thuesson,
Hosford, Brun e Hansson
Em resumo,caríssimos e caríssimas, "Superhero" não é apenas um grande álbum, mas também é prova irrefutável do crescimento do State Of Salazar como banda. Em comparação com seu primeiro álbum, lançado em 2014, a nova empreitada dos suecos é superior em qualquer aspecto, desde a produção até as performances. É fato que os teclados soam um pouco exagerados em alguns momentos, mas esse detalhe acaba diluído em um mar de bom gosto e classe que se fazem presentes em cada uma das canções do álbum. Assim sendo, espero que o State Of Salazar não nos faça esperar outros quatro anos para que possamos ouvir material inédito, porque essa fuga da obviedade que impera no cenário é mais que bem-vinda...

STATE OF SALAZAR - Superhero
Released on Dec.07th 2018, via Frontiers Records
Cat. #FR CD 902

Tracklist
01 If You Wait For Me (Assista ao vídeo aqui)
02 My Heart Is At War (Assista ao vídeo aqui)
03 Hold On Tonight (Assista ao lyric video aqui)
04 Masquerade
05 She's A Loaded Gun
06 Lie To Me
07 Joanne
08 Someone I Know
09 To The Wire
10 Love Will Find A Way
11 Superhero

Lineup
Marcus Nygren: vocals
Johan Thuresson: guitars
Johannes Hansson: bass
Kevin Hosford: keyboards, vocals
Kristian Brun: drums

Guest Musicians
Kristina Talajic: vocals on "Lie To Me"
Rasmus Nyvall: sax on "Love Will Find A Way"

O QUE NOS AGUARDA EM 2019???

Coisas bem bacanas chegarão em 2019 Os britânicos da Escape Music têm alguns álbuns bem interessantes agendados para o ano. A maioria d...