RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Posted: sexta-feira, 20 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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Há décadas vivemos um período musicalmente tenebroso no Brasil, sob todos os aspectos. Além da mídia insistir e investir em artistas pré-fabricados (vide os exemplares presentes em programas abomináveis como "Superstar"), há um velado desinteresse do público pela qualidade. O que se busca é o hit fácil e igualmente descartável, coisa que poderia ser descrita perfeitamente usando a analogia "amor de verão". 

Mas no meio dessa terra de chapelões e bundas, há quem batalhe com talento na mãos e boas ideias na cabeça. Parte desse nobre grupo está incluída em "Road Songs Collection", coletânea 100% brazuca que tem por objetivo mostrar que temos mais a oferecer do que esses "Canarinho & Vira Bosta" que infestam o Brasil. A coletânea reúne bandas de São Paulo, Curitiba, Caxias do Sul e Salvador e apresenta coisas bem bacanas em sua maioria.

O quesito produção - sempre ele - separa Fairoff, Marenna e Adellaide das outras bandas. Essas três apresentaram canções com um tratamento mais elaborado, mas ainda assim passível de melhora. E a diferença entre a produção do material todo é gritante. Não sei se as bandas não tiveram tempo suficiente para trabalhar no material, ou se foi descuido, mas o fato é que a diferença entre algumas canções na coletânea beira o absurdo. E isso é mais a constatação de um fato do que apenas uma crítica.

Sobre as canções, "Fall In Love Again" e "Forever" só confirmam que Marenna tem tudo para entrar facilmente no mercado internacional. Ambos rockers são melodicamente simples e altamente contagiantes, até porque Rodrigo Marenna entrega interpretações empolgantes. Marenna não só tem chance real de invadir território gringo, mas também me parece capacitado a emplacar por lá. E há uma grande diferença em "lançar trabalho por selo internacional" e "se estabelecer no mercado internacional". Enfim, vamos aguardar...

Já o pessoal da Fairoff conta com as ilustres presenças de Allan Juliano e Marcos Peres, ex-batera e ex guitarrista (respectivamente) da Paradise Inc. e que arquitetam com a nova banda um retorno ao cenário. As excelentes "The Day After Tomorrow" e "Take Me Higher" são rockers caprichados e estruturas melódicas que lembram bastante a Paradise Inc., mas a diferença aqui são os vocais da loirosa Lan Weiss, nome conhecido no circuito paulista dos bons sons. Lan é o que eu chamaria de "diamante bruto", dona de um vocal poderoso, arregaçante, mas que precisa de um ajuste aqui, outro ali. Vejo a Fairoff quase pronta a alçar vôos mais altos e, sem dúvida, aposto nessa banda como sendo um dos nomes a prestarmos atenção.

A Adellaide traz "Save Your Love" e "Edge Of Feelings", dois rockers bem produzidos, os arranjos elaborados demais se tornam cansativos. Teclados demais e viradas demais me lembram - e muito - o Horyzon, banda que conseguiu contrato internacional e que morreu na praia. Mas não vejo a Adellaide fadada ao ostracismo, de maneira alguma. Pessoalmente, acredito que pouco se faz necessário para que a banda soe mais enxuta e direta e, dessa maneira, fuja da sonoridade comum que bandas influenciadas pelo AOR dos anos 80 apresentam.

Finalmente, Vallet, Hot Foxxy e Trigger empatam tecnicamente em vários quesitos, sendo a produção fraca o maior deles. E apesar de algumas canções até serem legais, me parece faltar muito para que pudessem estar em uma coletânea. Algumas parecem demos e tem mixagem horrível (Hot Foxxy e Trigger, especialmente), o que me leva a pensar nos motivos que levaram as bandas a incluir esse material na coletânea.

Finalmente, caríssimas e caríssimos, "Road Songs Collection" serve mais para mostrar que nem só de sertanejo e funk vive a música nacional do que para outra coisa. Infelizmente, a disparidade na qualidade entre as canções prejudica - e muito - o álbum como um todo. Entretanto, serve para mostrar alguns nomes que, em breve, poderão estar presentes na sua coleção. Fique de olhos e ouvidos bem abertos porque tem coisa boa da Terra Brazilis chegando em breve...

VARIOUS ARTISTS - Road Songs Collection
Released independently on Dec. 20th, 2016
No catalogue number available

Tracklist
01 Fall In Love Again - Marenna
02 Save Your Love - Adellaide
03 The Day After Tomorrow - Fairoff
04 How Much Love - Vallet
05 Red Head Rocker - Hot Foxxy
06 Forever - Marenna
07 Edge Of Feelings - Adellaide
08 Take Me Higher - Fairoff
09 Living On The Road - Vallet
10 Born To Be A Rockstar - Hot Foxxy
11 Satisfaction - Trigger

Musicians
Too many to mention...

BREAKING NEWS

Posted: quinta-feira, 19 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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* Os suecos da Age Of Reflections lançarão seu primeiro álbum - já batizado de "In The Heat Of The Night" - no dia 24 de Fevereiro, mas mostram agora o que podemos aguardar do trabalho que contém "Blame It On My Heart", cujo lyric video está aqui;

* Já o Pride Of Lions lançará "Fearless" no próximo dia 27 e você conferir o vídeo para "All I See Is You" clicando aqui;

* A morenosa sueca Martina Edoff está preparando seu terceiro álbum com a ilustre colaboração de Billy Sheehan.


NOVO VOCALISTA DA SAPPHIRE EYES É NOME BEM CONHECIDO NO UNIVERSO AOR

Posted: quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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Niclas Olsson, o criador da Sapphire Eyes
A Sapphire Eyes surgiu em 2012 com um álbum homônimo bem bacana, recheado daquele AOR escandinavo que tanto curtimos e que mantinha a mesma linha melódica da Alyson Avenue, banda que tinha em seu lineup Niclas Olsson, que vem a ser o criador da Sapphire Eyes.

Na tarde de ontem, enquanto conversava com Olsson a respeito do cenário AOR e também sobre algumas expectativas para 2017, ele me revelou que o novo trabalho da Sapphire Eyes já está pronto. "Tenho as masters de dez canções para o novo álbum, mas ainda não tenho uma data de lançamento definida", disse.

Olsson também revelou que o trabalho tem o nome de "Breath Of Ages", por causa das influências do começo do movimento AOR americano que o álbum contém, mas com um approach moderno.

Mas a maior surpresa veio quando perguntei se o vocalista Thomas Bursell participaria do álbum e Olsson disse que não. A Sapphire Eyes terá Kimmo Bloom nos vocais!!!

Se você é entusiasta do AOR, certamente conhece a Urban Tale, banda finlandesa que lançou dois trabalhos bem bacanas, "Urban Tale" (2001) e "Sign Of The Times" (2003). Em ambos, Bloom era o vocalista.

Bloom ressurgiu em 2013 quando participou do álbum dos italianos da Charming Grace, na canção "Bring My Life Back".

O retorno de Bloom ao cenário é uma ótima notícia e que agrega valor ao próximo capítulo da história da Sapphire Eyes.

Mais detalhes em breve..

MOVIMENTAÇÃO PODE INDICAR RETORNO DOS CANADENSES DA HAYWIRE

Posted: terça-feira, 17 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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Haywire em ação, com lineup original, em Dezembro último
Os canadenses da Haywire lançaram seu último trabalho de inédias em 1992. Na época, a banda havia deixado de lado o AOR pop que havia os tornado famosos por um rock mais consistente, mas também mais cru e menos polido.

Entretanto, nos shows da banda o que faz o povo se agitar são as canções dos álbuns "Haywire" e do excelente "Don't Just Stand There" (leia a resenha aqui), lançados em 1986 e 1987, respectivamente.

A Haywire retomou lenta e discretamente suas atividades no início dos anos 2000 e a manobra deu tão certo que, desde então não pararam mais de se apresentar, especialmente no Canadá.

Sua mais recente apresentação foi na virada do ano, com um show transmitido via internet (show excelente diga-se de passagem) e que aconteceu em Prince Edward Island, a cidade natal da banda.

Pois bem, em contato com o baixista Ronnie Switzer na tarde de ontem, quando tratamos de assuntos relacionados a AORWatchTower Radio e Absolute 80's (mais detalhes em breve), inevitavelmente entramos no território da Haywire e seus planos para o futuro.

Perguntei então sobre um possível novo álbum, a que Switzer disse: "Estamos trabalhando em algumas canções inéditas. Não sei se elas darão origem a um novo álbum, mas quem sabe...".

Confesso que a mera possibilidade de um novo álbum da Haywire me anima bastante. Tive o prazer do assistí-lo ao vivo quando morei no Canadá - naquele distante 1988 - e é lamentável não haver nenhum registro oficial de shows da banda, seja em áudio ou vídeo. E o show que aconteceu em Dezembro passado mostrou que o quinteto está em plena forma, tranquilamente capacitados para retornar ao cenário.

Vamos torcer...

FRONTIERS RECORDS EXPANDE SEUS DOMÍNIOS COM NOVO CONTRATO DE DISTRIBUIÇÃO

Posted: segunda-feira, 16 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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Frontiers Records dá passo importante no mercado internacional
Os italianos da Frontiers Records assinaram contrato de distribuição com a RED, empresa que faz parte da Sony Music. Ainda, a gravadora italiana renovou contrato com The Orchard, empresa que também pertence a Sony e com quem já há uma parceria de dez anos".

O contrato prevê que a The Orchard continuará a fazer a distribuição mundial do conteúdo digital da Frontiers.

"The Orchard tem sido a parceira digital estratégica há muitos anos", disse Serafino Perugino, presidente da Frontirs Records. "Seu apoio, dedicação e crença em nosso trabalho tem sido maravilhosa. Eles tem sido a fundação do sucesso da gravadora nos mercados internacionais", concluiu.

Já a RED - em conjunto com a Sony Music Australia - cuidará da distribuição das mídias físicas na América do Norte, Austrália e Nova Zelândia.

"O contrato com a RED e Sony Music marca um novo início na área estratégica para os artistas da Frontiers, cujo cast está totalmente sob os cuidados da Sony Music na América do Norte e também na Austrália", disse Perugino.

Bob Morelli, presidente da RED, disse: "A Frontiers criou um selo para conhecedores de rock e metal que será perfeito para a família de gravadoras da RED. O conhecimento de Serafino, seus anos de sucesso e experiência com artistas de rock é impressionante e estamos ansiosos para expandir seu alcance em direção a uma audiência mais ampla".

Nada mal, hein?!?!?!?

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM JACK BLADES

Posted: by Juba.San in
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O talentoso Jack Blades
Quem acompanha a página da AORWatchTower no Facebook (visite aqui) já estava sabendo da novidade, mas agora é hora de trazer a novidade para cá.

Na semana passada confirmei entrevista exclusiva com ninguém menos que Jack Blades, baixista e vocalista do Night Ranger e cuja carreira ainda inclui bons serviços prestados aos Damn Yankees e também seus dois trabalhos gravados junto com Tommy Shaw, além da participação em um dos álbuns do guitarrista japonês Tak Matsumoto e o projeto Revolution Saints.

Não bastasse tudo isso, Jack Blades ainda lançou dois trabalhos solo, em 2004 e 2012.

Contudo, a entrevista que abre a temporada 2017 será focada no Night Ranger e sua rica discografia, incluindo também "Don't Let Up", o novo trabalho da banda que chegará às lojas no dia 24 de Março, via Frontiers Records.

Vale a pena revelar a vocês que essa entrevista estava sendo negociada há dois anos, mas sempre surgia algum imprevisto que travava tudo. Ao menos duas vezes estive perto de anunciar essa matéria,

O papo com Blades acontecerá na próxima semana e será postada em breve aqui na casa.

Stay tuned...

CHEEEEEGA!!!

Posted: segunda-feira, 2 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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Caríssimos e caríssimas

Depois em um ano simplesmente muito 'modafoca', a AORWatchTower entrará em um breve hiato que deve durar - se tudo der certo - até o próximo dia 15.

Enquanto isso, atualizações esporádicas serão feitas na nossa página no Facebook, mas se algo extraordinário acontecer, certamente aparecerá por aqui também.

Ah, vale lembrar que até as recomendações estão suspensas até a data já citada.

Enquanto isso, vamos aproveitar para tomarmos fôlego porque tem coisas bacanas chegando em breve.

Que os deuses dos bons sons nos vigiem...

Rock on...

BREAKING NEWS: FALECEU DAVID ANTONIO SAYLOR

Posted: domingo, 1 de janeiro de 2017 by Juba.San in
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David Antonio Saylor, circa 2016
Há cerca de um hora o veterano David Antonio Saylor faleceu em decorrência de um ataque cardíaco.

O britânico despontou para o universo dos bons sons com a Push U,K, em 2010, quando lançaram o ótimo álbum "Strange World".

Posteriormente, Saylor se lançou em carreira solo gravando cinco álbuns entre 2012 e 2016, sendo que "City Of Angels" (de 2012), "Strength Of One" (de 2014) e "Build To Last" (de 2016) foram recomendados aqui na casa, e você pode ler as resenhas de cada um deles aqui, aqui e aqui, respectivamente.

Ainda Saylor emprestou sua voz aos gregos da Wild Rose em "Dangerous" (de 2013) e "Hit 'N Run" (de 2014), cujas resenhas podem ser lidas aqui e aqui

Sempre muito receptivo e simpático, David não apenas atendeu meu pedido para uma entrevista exclusiva em Setembro de 2015 (leia na íntegra aqui), mas costumava falar sobre seus projetos - mesmo os supostamente 'secretos' - e sobre música em geral, sempre de maneira educada e comedida.

Sua morte pega todos os amantes dos bons sons de surpresa e deixa um gosto amargo nas comemorações pela chegada do novo ano. O universo dos bons sons perdeu não apenas um grande vocalista, mas também, e principalmente, uma grande pessoa.

R.I.P. David Antonio Saylor 

TOP 10 2016

Posted: sábado, 31 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Sejamos justos: 2016 foi um ano mediano em relação aos lançamentos que chegaram até nós.

Algumas expectativas foram alcançadas, enquanto outras tantas... enfim.

Mas no meio de tanta tralheira houveram álbuns que foram marcantes, seja pela qualidade técnica, seja pelo tracklist, seja pelos vocais acima da média... teve um pouco de tudo.

E apesar de o número de lançamentos relevantes não ter sido dos maiores, a tarefa de escolher o melhor do ano nunca é fácil. E a disputa nesse ano foi brutal, certamente a mais acirrada desde a criação da AORWatchTower.

A diferença entre a primeira e a segunda posição foi de meros 3 votos, e foi decidida pouco antes do fim do prazo para recebimento das listas. Ainda, a diferença entre a segunda e a terceira posição foi de 5 votos, o que mostra o alto nível dos álbuns escolhidos.

E como sempre, há surpresas em muitas posições e alguns trabalhos que foram bem lembrados por vocês. 

Assim sendo e sem mais delongas, aqui estão os dez melhores álbuns de 2016, conforme votos de todos vocês:

01 TREAT - Ghost Of Graceland: Em uma disputa mais que acirrada, os suecos do Treat superaram o favoritismo que o segundo colocado ostentou até hoje cedo. Com um trabalho muito consistente e repleto de canções espetaculares, "Ghost Of Graceland" pode ser comparado ao clássico "Coup De Grace" em qualquer aspecto, e esse conjunto de qualidades certamente fez a diferença quando a comparação com os outros álbuns foi feita. Um belo trabalho que mostra o Treat em plena forma e em franca ascensão.

02 NORDIC UNION - Nordic Union
03 THE DEFIANTS - The Defiants
04 WILD ROSE - 4
05 VEGA - Who We are
06 CRUZH - Cruzh
07 SEVEN - Shattered
08 TYKETTO - Reach
09 WIGELIUS - Tabula Rasa
10 ROTH BROCK PROJECT - Roth Brock Project

Agradeço imensamente a participação de todos que enviaram suas listas - foram exatas 518 -  pelo tempo dispensado a criação das mesmas. E que 2017 nos traga a farta quantidade com a devida qualidade que tanto gostamos e merecemos.

Rock on...

E ESSE ANO FILHO DA PUTA DEIXOU O UNIVERSO DOS BONS SONS MAIS TRISTE

Posted: by Juba.San in
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Peter Broman, a alma instrumental do Amaze Me
Não há dúvidas de que 2016 foi um ano maldito, do ponto de vista musical.

Pior que a avalanche de porcarias que chegaram ao mercado foram as várias mortes que assolaram o universo dos bons sons.

E no último dia do ano foi-se Peter Broman, o genial multi-instrumentista que junto com o vocalista Conny Lind, formava a dupla Amaze Me.

Na página da banda no Facebook, Lind escreveu: "É com o coração partido que anuncio que meu amigo de infância e irmão musical Peter Broman nos deixou devido ao câncer. Nós seguimos nossos sonhos musicais e produzimos vários álbuns do Amaze Me. Eu não digo adeus, apenas prepare tudo para mim aí no outro lado e me maravilhe quando eu estiver chegando. Tome conta e visite aqueles que você ama enquanto eles estão por aqui. Acredito que duraremos muito tempo nas mídias digitais...".

A dupla lançou quatro álbuns e uma coletânea entre 1995 e 2013, sendo que três deles - "Dream On" (de 1997), "Amaze Me" (de 1995) e "Guilty As Sin" (de 2013) - foram recomendados aqui, aqui e aqui, respectivamente.

É AMANHÃ

Posted: sexta-feira, 30 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Está quase tudo pronto...
Caríssimas e caríssimos

Extraordinariamente amanhã, a AORWatchTower fará uma única postagem trazendo os dez trabalhos mais votados por você como sendo os melhores de 2016.

A título de curiosidade, nunca vi uma disputa tão acirrada pela primeira posição, já que a mesma vem sendo ocupada por duas bandas, alternadamente, nas últimas duas semanas.

No momento, a diferença entre elas é de apenas 5 votos; ontem estava em miseráveis três.

Ainda, é bacana ver álbuns menos óbvios sendo bem votados, o que deve garantir surpresas nas lista final.

Mas você ainda pode enviar a sua lista!!!

Todas recebidas até as 11:00 de amanhã ainda serão contabilizadas. Hoje, recebi exatas 53!!!

E ao meio-dia de amanhã, nosso top 10 estará disponível aqui, como de costume.

Desde já quero agradecer imensamente a todos que participaram da brincadeira uma vez mais, já que são a única razão da existência da casa.

Nos vemos amanhã...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Posted: by Juba.San in
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Quem me conhece sabe da minha paixão pelo rock australiano e também da vizinha Nova Zelândia, e entre os grandes nomes daquela terra está Jon Stevens, vocalista do Noiseworks (nome já conhecido na casa e que está em estúdio trabalhando no próximo álbum) e um dos substitutos do legendário Michael Hutchence (R.I.P.) no INXS e Dead Daisies.

Com uma carreira solo muito mais interessante do que se pode imaginar, Stevens conta com uma série de belíssimos álbuns em seu currículo e entre eles "Changing Times" merece destaque. Mantendo a sonoridade que mescla elementos tradicionais do rock australiano com o blues, Stevens criou uma série de canções envolventes que merecem sua total atenção.

Confesso ser tarefa árdua apontar destaques nesse tracklist, mas alguns rockers me chamam mais a atenção, como as poderosas "Acid Tongue", "Maybe Baby" e "These Are The Days", três petardos sonoros para deixar tonta a mais centrada das criaturas. 

Outros belos exemplos que merecem menção, como a linda "Stare" e a malemolente "Kamikaze Pilot", além da acústica "Changing Times", que desponta como uma bela surpresa para fechar o álbum.

Não bastasse tudo isso, há mid-pacers espetaculares como os arregaçantes "One Mistke" e "Just A Man" com seus refrões impactantes, enquanto "No Surrender" traz melodia mais delicada e envolvente, na mesma linha do que a linda "Closer To God" oferece.

Jon Stevens, circa 2011
Em resumo, caríssimas e caríssimos, não resta dúvidas de que "Changing Times" é um dos melhores e mais consistentes trabalhos solo de Jon Stevens

A estrutura melódica que caracteriza seus trabalhos foi perfeitamente encaixada com elementos do blues (especialmente as guitarras), resultando em um álbum musicalmente riquíssimo e muito, mas  muito interessante. 

Se você está cansado do nhénhénhé que infesta o universo musical nas últimas décadas, Jon Stevens é uma excelente opção para resgatar sua fé e esperança em dias - e álbuns - melhores. Uma recomendação de respeito prá encerrar esse maldito 2016...


JON STEVENS - Changing Times
Released digitally on Sep. 09th, 2011, via Circle Music
No catalogue number available

Tracklist
01 One Mistake
02 Acid Tongue
03 Living The Life
04 Maybe Baby
05 Just A Man
06 TheseAre The Days
07 Stare
08 Kamikaze Pilot
09 No Surrender
10 Closer To God
11 Changing Times

Musicians
Jon Stevens: vocals, guitars
Other musicians unlisted

MARÇO VEM AÍ COM BELAS NOVIDADES

Posted: quinta-feira, 29 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Março terá grandes lançamentos em 2017
Muita coisa bacana chegará às lojas em Fevereiro, mas o mês seguinte trará três dos álbuns mais esperados e promissores de 2017.

Sabemos que dois deles serão lançados exatamente no mesmo dia 08 e prometem fazer a alegria dos amantes dos bons sons.

O primeiro deles é "Momentum", trabalho dos suecos do Eclipse que verá a luz do dia no mercado japonês antes do resto do planeta. Esse será o primeiro trabalho de inéditas da banda desde o ótimo "Armageddonize", lançado em 2015.

O segundo é "Saint Of The Lost Souls", nova empreitada dos veteranos da House Of Lords e que deve seguir a linha de "Precious Metal" e "Indestructible" (lançados em 2014 e 2015, respectivamente), mesclando elementos um pouco mais pesados nas composições mas sem prejudicar o aspecto melódico. Pessoalmente, este é um dos álbuns que mais  aguardo para o ano novo, cujo lançamento ocorre no Japão em 08 de Março, e no resto do mundo no final do mesmo mês.

Finalmente, os finlandeses do Brother Firetribe também chegam com o novo álbum, mas ainda sem nome e sem data oficial de lançamento.

Depois de um ano mediano em relação a lançamentos, vamos ver o que 2017 nos trará...