JIM JIDHED VOLTA COM NOVO TRABALHO SOLO

Posted: quinta-feira, 8 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Daniel Flores e Jim Jidhed em estúdio
O veterano Jim Jidhed vai retomar sua carreira solo com o lançamento de "Push On Through", marcado para 27 de Janeiro, via AOR Heaven.

Você pode assistir ao teaser xexelento clicando aqui.

Esse será o sexto trabalho solo de Jidhed e o primeiro em 10 anos e terá a produção de Daniel Flores.

O press release diz que o álbum será diferente de tudo o que Jidhed já gravou, trazendo uma sonoridade mais pesada e consistente.

A banda que acompanhou Jidhed inclui o próprio Daniel Flores na bateria, acompanhado pelos guitarristas Michael Palace e Philip Lindstrand, além do baixista Ken Sandin (companheiro de Jidhed no Alien) e de Rolf Pilotti, responsável pelos backing vocals.

Clicando nos links você pode ouvir trechos de "Glorious", "If We Call It Love" e "One Breathe".

Parece bastante promissor. Vamos aguardar...

BREAKING NEWS

Posted: quarta-feira, 7 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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* Kip Winger foi indicado ao Grammy na categoria "Melhor Composição Clássica Contemporânea", com seu álbum "C.F. Kip Winger: Conversations With Nijinsky";

* Joe Satriani lançou gratuitamente um E.P. com cinco remixes de canções do álbum "Shockwave Supernova", como agradecimento aos fãs pelo sucesso de seu mais recente trabalho. Você pode baixar o material aqui;

* Alice Cooper começou a gravar as demos que virão a ser seu próximo trabalho. O processo todo está sendo acompanhado pelo renomado produtor Bob Ezrin.



THUNDER ANUNCIA NOVO TRABALHO

Posted: terça-feira, 6 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Arte do novo álbum do Thunder
Os veteranos do Thunder anunciam o lançamento de "Rip It Up" para o dia 10 de Fevereiro próximo.

Gravado ao longo de três sessões - ocorridas em Março, Junho e Agosto - a banda gravou 11 canções (todas assinadas pelo talentosíssimo guitarrista Luke Morley) que, segundo a banda, "são um passo acima em todos os aspectos".

O álbum foi mixado na Inglaterra, mas o que chama a atenção é o fato de a mixagem ter acontecido no legendário estúdio Sterling Sound, em New York.

Finalmente, o álbum será lançado em uma série de formatos diferentes, incluindo vários combos exclusivos e disponíveis apenas no site da banda. Todos os formatos e seus detalhes serão anunciados amanhã.

Stay tuned...

TNT ASSINA COM FRONTIERS

Posted: segunda-feira, 5 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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TNT lançará trabalho em 2017, depois de seis anos de hiato
A gravadora italiana Frontiers Records anuncia que assinou com os veteranos do TNT para o lançamento do próximo álbum da banda, que chegará às lojas no final do primeiro semestre de 2017.

Todo o material começou a ser escrito no início deste ano por Tony Harnell e Ronni Le Tekrø, marcando a primeira vez em uma década que a dupla assumiu tal função.

"Fizemos nosso melhor álbum até hoje e estamos animados em trabalhar com a Frontiers", disse Ronni.

Harnell concluiu: "Estamos ansiosos pela tour mundial em 2017/18 para tocarmos em tantos lugares quanto nos for possível".

O lineup da banda também conta com o baterista Diesel Dahl, além do baixista Ove Husemoen e do tecladista Roger Gilton.

2017 VEM COM TUDO

Posted: sexta-feira, 2 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Enquanto 2016 entra em sua reta final, já começam a surgir os anúncios das novidades que 2017 trará. E meus amigos, tem coisa muito boa vindo por aí!!!

Vamos começar com o projeto Tokyo Motor Fist, que reúne ninguém menos que Ted Poley e Steve Brown. Confesso que este é o projeto que mais despertou minha curiosidade e tenho grandes esperanças em relação a ele. O tracklist do álbum homônimo é o seguinte:

01 Pickin' Up The Pieces
02 Love Me Insane
03 Shameless
04 Love
05 Black And Blue
06 You're My Revolution
07 Don't Let Me Go
08 Put Me To Shame
09 Done To Me
10  Get You Off My Mind
11 Fallin' Apart

O press release diz que "o álbum agradará não apenas aos fãs de Danger Danger e Trixter, mas também aos fão do melodic hard rock". Não tenho dúvidas disso.

Quem também retomará a carreira de maneira apropriada são os veteranos da Unruly Child. O álbum "Can't Go Home" reúne Marcie Free, Bruce Gowdy, Jay Schellen, Guy Allison e Larry Antonino. Enquanto a banda trabalha em um boxset muito interessante (mais detalhes em breve), o novo trabalho promete animar os fãs com o seguinte tracklist:

01 The Only One
02 Four Eleven
03 Driving Into The Future
04 Get On Top
05 See If She Floats
06 She Can't Go Home
07 Point Of View
08 Ice Cold Sunshine
09 When Love Is Here
10 Sunlit Sky
11 Someday, Somehow

Depois do equivocado lançamento digital do E.P. "Down The Rabbit Hole", a Unruly Child finalmente ressurge com um álbum propriamente dito, o que não acontecia desde 2010. Se mantiver a mesma linha melódica de seu trabalho anterior, o novo álbum já valerá a pena. Entretanto, confesso esperar bem mais dos caras. 

Além disso, vale lembrar que tem material já anunciado de Lionville, Place Vendome e Pride Of Lions, entre outros.

Ah, e tudo isso chegará às lojas no dia 24 de Fevereiro, via Frontiers Records.

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Posted: by Juba.San in
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O Canadá gerou muita coisa bacana na década de 80 e entre os maiores nomes da época está o Glass Tiger, banda que lançou seu primeiro álbum em 1986, deixando sua marca no cenário AOR/AC Rock da época.

Dois anos depois a banda retornava à ativa com "Diamond Sun", um álbum com letras mais maduras e uma sonoridade mais polida e trabalhada, ao contrário do som alegre que marcou sua estréia. Mas não se deixe enganar, a alta qualidade que caracterizou o Glass Tiger foi repetida e isso se evidencia facilmente em "Far Away From Here", um dos singles encarregados de promover a nova empreitada da banda e, sem dúvida alguma, um dos grandes destaques daquele álbum.

A excelente "Far Away From Here" - assista ao vídeo aqui - é um rocker envolvente, onde uma linha de baixo proeminente embala a canção acompanhada pela alternância de guitarras acústicas e elétricas - especialmente ao longo dos versos - e também pela incessante levada da bateria. Me agrada demais as b-sections crescentes e o refrão, que soa até discreto. Essa canção funcionava excepcionalmente bem ao vivo e permanece como fixa nos setlists da banda. Belíssimo momento na discografia do Glass Tiger e que merece múltiplas audições.

Glass Tiger, circa 1988: Conelly, Parker,
Hanson, Frew e Reid
"This Island Earth" tem proposta absolutamente oposta a faixa anterior, já que é bem mais introspectiva e ate sombria, musicalmente falando. Com uma base envolvente de bateria, baixo e sintetizadores, as guitarras surgem ocasionalmente enquanto os vocais desfilam suavemente em meio a uma organizada catarse instrumental. A melodia é bastante envolvente e o próprio andamento da canção favorece essa sensação, que se torna ainda mais evidente ao mesclar versos, b-sections e refrão de maneira quase imperceptível. Uma belíssima canção, com um arranjo requintado, bastante elaborado e que merece sua total atenção.

Em resumo, caríssimas e caríssimos, "Far Away From Here" mostra a franca evolução em meio a qual os canadenses do Glass Tiger se encontravam em 1988. O resultado final foi além do esperado e o álbum "Diamond Sun" se tornou um grande sucesso. 

E as canções do single apresentado aqui retratam, ainda que de forma contida, a versatilidade de uma banda que nunca foi linear em seus trabalhos. Se você ainda não está familiarizado com os bons sons do Glass Tiger - ou se conhece apenas aquelas duas canções - rescomendo apostar em "Far Away From Here"

Acredite, há grandes chances de você se surpreender...

GLASS TIGER - Far Away From Here (7" Single)
Released in 1988 via EMI-Manhattan Records
Cat. #B-50144

Tracklist
Side A
01 Far Away From Here
Side B
01 This Island Earth

Lineup
Alan Frew: vocals
Sam Reid: keyboards
Wayne Parker: bass
Al Connely: guitars
Michael Hanson: drums, additional guitars

Guest musicians
Lisa Dalbello: backing vocals
Arnold Lanni: backing vocals
Jim Vallance: additional keyboards and drums

A VOLTA DO PLACE VENDOME

Posted: quinta-feira, 1 de dezembro de 2016 by Juba.San in
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Place Vendome retorna ao cenário depois de 3 anos
O projeto Place Vendome retoma a carreira com "Close To The Sun", álbum que chegará às lojas no dia 24 de Fevereiro, via Frontiers Records.

O projeto - criado por Serafino Perugino, presidente da Frontiers Records - reune Michael Kiske e Dennis Ward três anos depois de seu álbum mais recente.

Sobre o novo trabalho, Ward disse: "Quando recebi as demos do material que deveria estar no novo álbum do Place Vendome eu fiquei um pouco preocupado porque os estilos vocais usados iam contra o que fez Michael Kiske conhecido como vocalista. Depois de conversarmos, concordamos deixar as melodias fluírem naturalmente, sem tentarmos duplicar o que estava nas demos. E Michael cumpriu seu papel nesse álbum. Ele fez que sabe fazer, sem preocupações. Ele tornou próprias as canções e as levou a outro nível. Eu tenho muito respeito por ele porque, agora, esse álbum é muito mais do apenas 'mais um álbum de AOR'".

O álbum conta com canções assinadas por vários músicos/compositores convidados: Magnus Karlsson, Jani Liimatainen, Olaf Thorsen, Fabio Lione, Simone Mularoni, Alessandro Del Vecchio, Aldo LoNobile e Michael Palace. Além deles, também participam do álbum os guitarristas Michael Klein, Mandy Meyer,  Kai Hansen, Gus G., Uwe Reitenauer e Alfred Koffler.

O tracklist do álbum contém as seguintes canções: 

01 Close To The Sun
02 Welcome To The Edge
03 Hereafter
04 Strong
05 Across The Times
06 Riding The Ghost
07 Light Before The Dark
08 Falling Star
09 Breathing
10 Yesterday Is Gone
11 Helen
12 Distant Skies

O Place Vendome tem em seu lineup o veterano vocalista Michael Kiske e o baixista Dennis Ward, acompanhados pelo baterista Dirk Bruinenberg e pelo tecladista Günter Werno.

Chumbo grosso chegando em breve...

A VOLTA DA LIONVILLE

Posted: quarta-feira, 30 de novembro de 2016 by Juba.San in
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Lionville retorna ao cenário em 2017
Se você é um entusiasta da íntima ligação entre AOR e westcoast, certamente também é fã da Lionville, projeto capitaneado por Stefano Lionetti e que conta com o espetacular Lars Säfsund nos vocais, além de outros grandes nomes que participam dos dois primeiros trabalhos.

Agora, Lionetti e Säfsund anunciam o lançamento de "A World Of Fools" para o dia 24 de Fevereiro, via Frontiers Records. Clicando aqui você pode assistir ao EPK.

Sobre o novo trabalho, Lionetti disse: "É um álbum muito importante para a Lionville, já que estamos retornando depois de quatro anos de silêncio. Eu realmente queria deixar felizes os fãs que nos esperaram tanto tempo. Como produtor e compositor, fiz o meu melhor para criar um álbum de alta qualidade, mas com a quantidade certa de variedade. Vocês encontrarão melodic rock, algumas baladas, canções no estilo dos álbuns anteriores e, é claro, muito atenção dada aos arranjos".

O tracklist ao álbum traz as seguintes canções:

01 I Will Wait
02 Show Me The Love
03 Bring Me Back Home
04 Heaven Is Right Here
05 A World Of Fools
06 One More Night
07 All I Want
08 Living On The Edge
09 Our Good Goodbye
10 Paradise
11 Image Of Your Soul

O álbum traz uma série de participações especiais que ainda não foram totalmente anunciadas (mas sabe-se que Bruce Gaitsch e Alessandro Del Vecchio são dois desses nomes), mas sabemos que o lineup da Lionville conta com o guitarrista, tecladista e vocalista Stefano Lionetti e também com os marcantes vocais de Lars Säfsund, além do guitarrista Michele Cusato e do baixista Giulio Dagnino, acompanhados pelo baterista Martino Malacrida.

Vem coisa muito boa por aí...

IAN HAUGLAND E O NOVO ÁLBUM DO EUROPE

Posted: by Juba.San in
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O veterano Ian Haugland, no Europe desde 1985
Em recente entrevista concedida ao pessoal do FaceCulture, o baterista Ian Haugland falou sobre o próximo trabalho do Europe, cujas gravações começam em Fevereiro.

"O que estamos tentando com cada novo álbum é, na verdade, nunca nos repetirmos, mas sim olhar para o nosso catálogo e dizer, 'Ok, nós fizemos isso nesse álbum, então agora vamos tentar criar algo diferente'. E isso é bom", disse Haugland.

Continuando, o baterista disse: "É como ter uma galeria de arte com muitos quadros: você pode ter várias imagens que geram sentimentos diferentes. Então, eu acho que o próximo álbum do Europe será, provavelmente, um pouco diferente de 'War Of Kings''".

E quando perguntado sobre a direção musical que o álbum terá, Haugland disse: "Eu não sei de nada porque ainda não ouvi nada (risos). A verdade é que Joey Tempest cria um monte de músicas em sua cabeça antes de gravá-las para que possamos ouví-las.Eu tenho certeza que ele já tem um monte de ideias paras as canções. E sei também que John Levén tem uns riffs bem legais. E o mesmo pode ser dito sobre Mic Michaeli. Depois do Natal estaremos prontos para entrar em estúdio em 01 de Fevereiro e juntar os pedaços".

O baterista ainda disse que a banda pretende lançar o álbum no segundo semestre, possivelmente em Setembro.

BREAKING NEWS

Posted: terça-feira, 29 de novembro de 2016 by Juba.San in
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* Finalmente, o Foreigner aparece com material inédito!!! "The Flame Still Burns" é o novo single da banda e você pode assistir ao vídeo oficial clicando aqui;

* O projeto Crossbones - do italiano Dario Mollo - também tem vídeo novo: "Gates Of Time" pode ser assistido aqui;

* "The Tell" é a primeira canção do novo trabalho do Pride Of Lions, que chegará às lojas no início de 2017. Mas você já pode ouvir a canção clicando aqui.

ENTREVISTA EXCLUSIVA COM PAUL LAINE

Posted: segunda-feira, 28 de novembro de 2016 by Juba.San in
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Nome mais que reconhecido no universo dos bons sons, o canadense Paul Laine despontou para o universo dos bons sons com "Stick It In Your Ear", seu primeiro álbum solo. Depois disso, teve uma gloriosa passagem pelo Danger Danger, Shugaazer, pelo projeto com Andre Andersen e David Readman e Darkhorse. Depois de dois anos em silêncio, Laine retorna no The Defiants, onde se reuniu com Bruno Ravel e Rob Marcello, ambos seus ex-colegas no Danger Danger, em um dos mais festejados álbuns de 2016. Com uma carreira tão rica, assunto não seria problema e Paul Laine gentilmente concordou em conversar comigo sobre sua caminhada até agora, mas também refletindo sobre o passado e olhando firme para o futuro.

Enjoy...

01 Agora que o álbum do The Defiants já está no mercado, vocês esperavam que ele tivesse uma aceitação tão grande?

Paul Laine: Quando me juntei ao The Defiants tinha expectativa zero em relação a receptividade do público. Eu apenas queria compor o melhor possível. Eu sempre tentei escrever cada álbum que gravei como se fosse o último. O mais inspirador e totalmente inesperado em relação a esse álbum foi o carinho que eu, Bruno e Rob temos recebido. Estou impressionado com isso. Me faz sentir orgulho por meus companheiros de banda também.

02 Não há dúvidas de que o álbum soa muito como Danger Danger (em minha resenha escrevi que aquele era o melhor álbum que o Danger Danger nunca lançou). Essa sonoridade foi o resultado natural da colaboração com Bruno Ravel e Rob Marcello ou foi algo planejado, de alguma maneira?

Paul Laine: Eu acho que é uma conclusão lógica. Bruno tem uma certa sensibilidade como compositor e eu também tenho. A maneira como abordamos a composição do álbum não nos permitia tentar sr qualquer coisa. Literalmente, acordávamos todo dia e começávamos a escrever. Temos um certo estilo para escrever, com foco nas melodias e um certo tipo de energia. Um desejo de criar algo qu soa épico e real. Eu sempre me questiono: ''Que tipo de álbum e banda eu gostaria de ver e ouvir ao vivo?''. É essa resposta que me guia. Eu deixo que meu adolescente interior responda àquela pergunta e deixo que o homem grave o álbum. Faz sentido? Para mim faz...

03 Como foi o processo de composição? Vocês chegaram a se reunir ou foi tudo feito via internet?

Paul Laine: Nunca estivemos na mesma sala, tudo aconteceu via internet. É preciso lembrar que Bruno e eu trabalhamos juntos por quase 12 anos... não precisamos mais estar na mesma sala para obtermos uma reação qualquer e nenhum de nós se preocupa com o que a outra pessoa pensa, desde que consiga responder a seguinte pergunta: ''Isso presta ou não?''. Se bem que Bruno e eu, durante minha época no Danger Danger, não compúnhamos juntos (Bruno escrevia sempre com Steve West, e eu escrevia sozinho). E isso não me intimidou nenhum pouco, o que foi ótimo. Ambos adotamos a mesma atitude na hora de compor. Não havia lugar para ego, apenas para boas ideias. Na verdade, a falta de preocupações não nos deixava preocupados em magoar ninguém. É uma postura essencial, porque mostra que música é o mais importante e ninguém precisou segurar a mão do outro.

Com Bruno Ravel e Rob Marcello no The Defiants
04 O The Defiants tocou no Frontiers Festival em Abril. Como foi aquela experiência? Quais as suas lembranças do show?

Paul Laine: Estava nervoso e fiquei impressionado com a reação do público. Eu amo a paixão da platéia pela música e pelas bandas que se apresentaram naquele fim de semana. Foi uma bela experiência que deixou grandes lembranças. Como intérprete, eu consigo retribuir aquela paixão o dia todo. Ainda, o show aconteceu em Milão! Se você não conseguir ter uma experiência maravilhosa na Itália, queime sua bagagem, jogue fora seu passaporte e nunca mais viaje! (Risos)

05 Há outros shows agendados ou planejados para a banda?

Paul Laine: Há pouco, tocamos no Rockingham, que foi outro momento fantástico. Cada show que fazemos nos ajuda, porque cada um gera mais interesse e mais ofertas surgem depois que o público nos assiste ao vivo. Já 2017 vai começar promissor porque há alguns boatos envolvendo o nome da banda. Poderá ser mais um ano na estrada se todos os shows oferecidos se concretizarem.

06 Então podemos esperar mais material do The Defiants?

Paul Laine: Bruno está decidido e eu também. Acredito que a Frontiers também esteja.

07 Durante aquele show em Abril vocês tocaram algumas canções do Danger Danger. Vamos voltar um pouco no tempo. Como você entrou na banda?

Paul Laine: A versão curta é a seguinte: Steve e Bruno gostavam do meu primeiro álbum solo e contrataram o engenheiro que trabalhou comigo quando gravaram "Screw It!". Irwin Musper, o citado engenheiro, passou meu número de telefone ao Bruno durante as gravações do álbum do Danger Danger. Eu recebia ligações esporádicas dele. Eu nem fazia ideia dos problemas na banda ou de coisa alguma. Um dia, recebi uma ligação e soube que Ted não estava mais na banda. Acho que estavam em um tipo de encruzilhada, pensando se conseguiriam seguir sem ele. É difícil fazer parte de uma banda. Há muitas personalidades, muitas coisas diferentes acontecendo ao mesmo tempo nas vidas de todos. E sendo um artista solo antes de me juntar ao Danger Danger, eu entendia perfeitamente como era estar no controle. Acho que me viram como uma alternativa menos arriscada e tive grande momentos durante minha passagem pelo Danger Danger.

Com Steve West e Bruno Ravel, circa 1995, em foto
promocional do tenebroso álbum "Dawn"
08 Eu lembro que fiquei chocado e assustado quando ouvi "Dawn". Aquela era uma versão alternativa do Danger Danger?

Paul Laine: Era uma época diferente. O que muitas pessoas não sabem sobre aquele período é que o Danger Danger estava sendo processado pelo Ted. Ainda, o mercado musical havia mudado muito. Eu havia regravado o "Cockroach", mas percebi que aquele álbum estava envolvido em uma ação legal que duraria anos. Ninguém havia me ouvido com o Danger Danger e todos decidimos criar algo completamente novo. Um novo som, uma nova imagem, uma nova direção. Eu estava animado com isso, mais até do que com a ideia de fazer parte do Danger Danger e cantar músicas compostas por outra pessoa. Então, ao longo das gravações de "Dawn", a ideia era essa. E pouco antes do lançamento do álbum, os caras tiveram um surto, achando que ninguém compraria se não tivesse a marca Danger Danger na capa. Pessoalmente, acho que foi um erro mas isso não importa mais depois de todos esses anos. Acontece que eu gosto muito daquele álbum, mas ele foi prejudicado pelo nome da banda e por tudo o que ele representava. Bruno tem remixado algumas coisas daquele álbum e tudo soa espetacularmente bem. "Dawn" foi a única vez em que escrevi com o Danger Danger. Depois, eu apenas entregava minhas canções para cada álbum.

09 Mas a banda acertou a mão com "Four The Hard Way", "The Return Of The Great Gildersleeves", "Cockroach" e "Live And Nude". Em cada um desses álbuns, fica claro que você estava absolutamente confortável na posição de vocalista do Danger Danger...

Paul Laine: Absolutamente. Quando o assunto é música e performance, eu me entrego completamente.. Afinal de contas, eu nasci para fazer isso. Me sinto confortável no palco, como se estivesse em casa. Só me sinto nervoso e extremamente tímido quando vou de encontro ao público, se bem que ninguém sabia disso (risos). Sempre busco ser extrovertido... mas se não estou em tour, sou o contrário disso. Os anos que passei no Danger Danger foram fantásticos e lembro com carinho de quase tudo. No fim das contas, na minha linha de trabalho, você tem sorte se consegue manter as amizades depois de trabalhar junto com outras pessoas por tantos anos. A maioria não conseguem infelizmente. Me considero afortunado por ter vivido as coisas que vivi com o Danger Danger.

10 No próximo ano o fantástico "Four The Hard Way" completará 20 anos e o tenho como um dos melhores e mais consistentes álbuns do Danger Danger. Quais as suas lembranças e impressões daquele álbum?

Paul Laine:  A coisa de que mais lembro sobre aquele álbum é da mixagem no verão, em New York. Bruno ainda morava em um apartamento em Rego Park, em Queens. Isso na época em que mixávamos tudo analogicamente e tínhamos que ensaiar na mesa para completarmos a mix. Nada automatizado, apenas eu e Bruno e Steve mexendo nos faders. Bruno tinha comprado um aparelho de ar-condicionado, mas me lembro de suar muito naquele apartamento. Também usávamos uma Polaroid para tirarmos fotos da configuração do equalizador, porque se precisássemos remixar alguma coisa, poderíamos retomar do início. Totalmente 'old school'... (risos).

Com Bruno Ravel e Steve West no Dange Danger, em 2000
11 Acredito que deve ser muito gratificante saber que os fãs do Danger Danger não o vêem apenas como um substituto do Ted Poley, mas sim como um dos vocalistas da banda, propriamente dito. Foi difícil lidar com a sombra de Ted (por assim dizer) no início da sua caminhada com a banda...

Paul Laine: Nem tanto com a sombra do Ted. O mais estranho para mim foi ter uma carreira anterior como artista solo e um contrato com uma grande gravadora antes de me juntar à banda. A armadilha naquela época era o fato de eu ter pouco mais de 20 anos e ter todo o desafio que o trabalho impunha pelo fato de ingressar em uma banda já estabelecida, quando antes disso, era eu quem dava as cartas. Foi difícil ter que segurar a língua todos aqueles anos em respeito ao relacionamento artístico de Bruno e Steve e também em relação a ideia de ser voto vencido. Eu queria continuar a fazer tours e a trabalhar o máximo possível e o Danger Danger não operava naquele formato.

Eu estava acostumado a fazer shows o tempo todo e a trabalhar duro na estrada para manter meu nome em evidência e na cabeça das pessoas. Muitas vezes eu achei que a banda se valorizava muito em relação a shows e, apesar de ser 1/3 da banda, na verdade não era. As decisões eram tomadas e depois passadas a mim e raramente me perguntavam alguma coisa antes. Eu entendia isso, é claro, e ficava quieto no meu canto. Se eu estivesse no lugar do Bruno ou Steve eu teria agido da mesma maneira. Eles construíram o Danger Danger. Era uma coisa deles.

Pergunte a qualquer novo integrante em uma banda conhecida como as coisas funcionam e eles lhe contarão uma história semelhante. Em relação ao Ted, serei franco: ele é um vocalista excelente. Nós temos estilos vocais muito diferentes, não há como comparar. Nunca senti aquela aura de competição, sabe? Sempre me preocupei em fazer a minha parte, em passar a minha mensagem e oferecer o meu melhor. Se você gostar, ótimo! Se não gostar, ótimo também. Você não pode ser tudo para todos e nem deve tentar ser. Caso contrário, nunca descobrirá quem você é.

12 Você consideraria o convite de voltar ao Danger Danger se Bruno reativasse a banda?

Paul Laine: Não! Mas eu participaria de uma reunião se Ted estivesse envolvido. Como em um show onde ambos cantássemos canções de sua respectiva época. Acho que seria uma festa para os fãs e só faria isso caso Ted também aceitasse.

13 E olhando ainda mais para trás, seu segundo álbum solo completou 20 anos agora em 2016, enquanto "Stick It In Your Ear" completou 26. Como você vê esses álbuns hoje, depois de tato tempo desde que foram lançados?

Paul Laine: Sobre o segundo álbum, não lembro nada em especial. O primeiro álbum não foi lançado nos anos 80, mas sim em 1990. Muita gente se confunde em relação a isso, mas eu entendo. Tenho muito orgulho daquele álbum como tenho orgulho de cada trabalho que gravei o longo dos anos. É o registro de um período da minha vida. Representa o que eu sentia naquele momento, tantos anos trás. A inocência, a positividade, a esperança... todas essas coisas são como uma cápsula do tempo musical. O fato é que, enquanto compositor, você tende a escrever sobre as coisas que vive, Meus álbuns são meus diários.

O clássico "Stick It In Your Ear", de 1990
14 Eu tenho aqui uma pergunta enviada pelo leitor Marcelo Teixeira. Ele gostaria de saber se você tem muito material ainda não lançado - especialmente da época do álbum "Stick It In Your Ear" - e se você pensa em disponibilizar esse material em algum momento.

Paul Laine: Eu tenho muita coisa daquele período, mas não lançarei nada. Me desculpe, Marcelo (risos). É que eu vejo da seguinte maneira: você gostaria que sua mãe lançasse todos os seus desenhos rabiscados que você fez na escola como se fosse obras de arte? Pois é, eu também não...

15 Finalmente, e de maneira abrangente, como você analisa sua carreira, tendo participado mais de projetos do que lançados álbuns próprios, e mesmo assim tendo construído um nome respeitado dentro do cenário AOR/Melodic Rock?

Paul Laine: Eu nunca parei de trabalhar o suficiente para pensar a respeito. Na verdade, sempre estou procurando pela próxima canção,pelo próximo álbum, pelos próximos shows. Não importa ser grande, todo trabalho que fiz foi porque sempre quero fazer melhor. Eu já disse que não terminamos álbuns, nós os abandonamos. Quando você termina, já está seguindo em frente. Um álbum é como um intenso caso de amor que você sabe que terá um fim. E quando acaba, você quer tomar uma ducha e se afastar daquilo o máximo possível (risos).

Paul, muito obrigado pelo tempo e atenção. Pessoalmente, significou muito não apenas como entusiasta do AOR/Melodic Rock, mas também como fã de seu trabalho. Espero que possamos ouvir mais material do The Defiants em muito breve e, quem sabe, assisti-los aqui no Brasil. Lhe desejo o melhor e as portas da AORWatchTower estão sempre aberta a você

Paul Laine: Muito obrigado, Juliano. Foi uma entrevista excelente! Quero expressar minha gratidão aos brasileiros que sempre demonstraram respeito e carinho ao longo dos anos. Suas mensagens nas mídias sociais e os encontros depois dos shows para os quais vocês viajam de tão longe para assistir significam muito e me emocionam bastante. Os brasileiros expressam suas emoções a respeito de música de maneira tão intensa que eu sempre senti uma conexão com isso. Meu muito obrigado a vocês por isso.

SAMMY HAGAR DIZ NÃO ESTAR IMPLORANDO PARA VOLTAR AO VAN HALEN

Posted: sexta-feira, 25 de novembro de 2016 by Juba.San in
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Sammy Hagar em ação na Cabo Wabo neste ano,
na já tradicional comemoração seu aniversário
Em entrevista concedida a Eddie Trunk no último dia 21, Sammy Hagar foi perguntado sobre qual seu nível de relacionamento com Eddie Van Halen e Alex Van Halen, já que o vocalista disse que os irmãos não fizeram nenhum esforço para serem amigáveis com ele, retribuindo os desejos de feliz aniversário enviados por Hagar à cada um deles.

Sobre como está a situação com os irmãos Van Halen, Hagar disse: "Eu não faço a menor idéia. Fiz algumas tentativas de contata-los e reatar a amizade, porque todos esses caras estão morrendo mundo afora. Cara, eu não quero levar inimizades para o meu túmulo. Nós teremos que reatar essa amizade em algum momento. Mas você sabe, eles provavelmente entendem isso errado, eles provavelmente pensam 'Oh, claro, ele está tentando voltar para a banda'. Eu não sei o que aqueles caras pensam".

Hagar continuou: "Para ser honesto contigo, eu desejei feliz aniversário ao Eddie em seu aniversário, e desejei feliz aniversário ao Al no aniversário dele, e eles não retribuíram os desejos no meu aniversário. Eles nunca disseram 'feliz aniversário' para mim no meu aniversário, ou mesmo para o Mike Anthony. Então, eu não sei, eles estão fechados. Obviamente, há muito raiva e ressentimento contra Mike e eu eu não sei o que nós fizemos. E nós sempre sentamos por aí, coçando nossa bundas e perguntamos 'O que? Você lembra de ter feito alguma coisa para irritar aqueles caras? Eu não' (Risos). Nós éramos caras legais nos divertindo. Eu acho que foi isso que os irritou. Estávamos nos divertindo demais".

Tão irritante quanto a ausência de Sammy Hagar no Van Halen é a eterna menção à briga que envolveu todo mundo. Enquanto isso, o mundo segue sem o Van Hagar. Quem sabe, um dia...

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Posted: by Juba.San in
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Em meados da década de 90, quando o AOR era mais undeground o que nunca, o nome da Dante Fox despontava como um dos mais promissores, graças a canções envolventes e também aos marcantes vocais de Sue Willets Manford. O tempo passou e a banda se consolidou como uma das mais respeitadas dentro do cenário AOR/Melodic Rock, tendo quatro ótimos álbuns no currículo. 

E eis que em pleno 2016 a banda retoma as atividades com "Breathless", trabalho que registra a Dante Fox em franca ascendência e traz um dos melhores conjuntos de canções de sua carreira.

Uma das características da Dante Fox são rockers empolgantes e isso se encontra nos excelentes "Young Hearts", "All Eyes On You", "Break These Chains" e "Dynamite (Your Love Is Like)", todos classificados como destaques do álbum e dignos exemplos do melhor AOR/Melodic Rock contemporâneo, com melodias envolventes, arranjos bem construídos e interpretações arrepiantes de Ms. Willets Manford. Ouça todas múltiplas vezes e sem nenhuma moderação.

E igualmente dignos de nota são "Breathless", "Broken Hearted Man" (com andamento alternativo entre versos e refrão), "I Can't Stop Tonight" (outro destaque) e "How Will You Know (Where To Find Me)", todos rockers empolgantes e que merecem sua irrestrita atenção.

Ainda,a baladas  "A Love Affair" surge como uma bela surpresa, assim como a excelente acústica "Creeps Into My Mind", formato que foi usado para a segunda versão de "Broken Hearted Man", cujo resultado é simplesmente espetacular e merecedor de múltiplas audições.

Dante Fox, circa 2016: Tim, Sue, Alan e Andy
Em resumo, caríssimas e caríssimos, afirmo categoricamente que "Breathless" é um dos melhores álbuns da Dante Fox. Como já havia mencionado, o conjunto de canções tem muita qualidade e as interpretações de Ms Willets Manford são absolutamente irretocáveis, assim como os precisos backing vocals do grande Lee Small e as precisas guitarras de Mr. Manford. Também merece destaque a presença de Eric Ragno, cujos teclados se encaixam perfeitamente na sonoridade da banda. Assim sendo, recomendo audições não apenas de "Breathless", mas também dos outros quatro trabalhos da Dante Fox (lançados entre 1996 e 2012) para que você possa avaliar, com mais precisão, a ascensão a que me referi no início dessa resenha. A volta da Dante Fox é uma das boas surpresas de 2016 e "Breathless" faz jus ao bom nome que a banda construiu, além de ser um álbum mais que recomendado.

DANTE FOX - Breathless
Released on Aug. 26th, via AOR Heaven
Cat. # AORH00136

Tracklist
01 Young Hearts
02 All Eyes On You
03 Breathless
04 Break These Chains
05 Broken Hearted Man
06 I Can't Stop Tonight
07 Dynamite (Your Love Is Like)
08 A Love Affair
09 How Will You Know (Where To Find Me)
10 Creeps Into My Mind
11 Broken Hearted Man (Acoustic Version)

Lineup
Sue Willets Manford: vocals
Tim Manford: guitars, backing vocals
Andy Perfect: drums
Alan Mills: bass
Eric Ragno: keyboards

Guest Musicians
Lee Small: backing vocals
Pete Lakin: keyboards on "A Love Affair" and "How Will You Know (Where To Find Me)"