quarta-feira, 18 de setembro de 2013

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES DE "LOVELESS FASCINATION", O NOVO ÁLBUM DA STARSHIP

Novo álbum da Starship faz jus ao bom nome da banda
Depois de um quarto de século, eis que a Starship lança um novo trabalho e "Loveless Fascination" traz a nova incarnação da banda resgatando a sonoridade que conhecíamos na época da Jefferson Starship

Se você curte canções mais orgânicas - como o próprio Mickey Thomas as descreveu - vai adorar esse trabalho. Mas se você prefere algo mais elaborado, deixe seu gosto momentaneamente de lado e dê uma chance ao álbum. 

O primeiro single não havia me empolgado, mas uma audição cuidadosa do álbum todo me provou errado (ainda bem) e revelou um excelente trabalho.

Me agradaram muito "It's Not The Same As Love", "Loveless Fascination" e "You Never Know", todos rockers bem trabalhados e que lembram muito a fase entre o final dos anos 70 e o início da década de 80, mas nenhuma das canções soa datada.

"What Did I Ever Do?", "Where Did We Go Wrong?", "How Will I Get By?" e "You Deny Me" são baladas muito bacanas e que fazem jus ao bom nome da banda. 

Mickey Thomas continua em plena forma e entrega performances incríveis ao longo do álbum. A banda também é muito boa, com destaque para o guitarrista John Roth (que já prestou bons serviços ao Winger e Giant) e para o baixista Jeff Adams.

Em resumo, "Loveless Fascination" deve agradar em cheio a quem curte e conhece a fase de transição que a banda viveu há mais de três décadas. Contando com a ilustre colaboração de Jeff Pilson nas composições, o álbum é bastante coeso e faz uma ponte entre o passado e o futuro da Starship com facilidade.

Mas apesar de tudo isso, confesso ter sentido saudades dos riffs de Craig Chaquico e do vocal poderoso de Grace Slick. Enfim, não se pode ganhar todas.

3 comentários:

Tenda do Cigano disse...

Gosto bastante do Jefferson Starship com a fase Mickey Thomas...aliás acho ele meio que subestimado como cantor de rock. Não podemos esquecer que a voz de Thomas trouxe um sopro de modernidade ao J. Starship e foi um dos responsáveis pela linguagem mais roqueira quase estilo Rock de Arena e hard Rock que o JS assumiu com a entrada dele, deixando de lado aquela atmosfera hippie. Enfim, gostei da resenha e fiquei ansioso para ouvir. Aliás parecia meio premonição...eu já vinha ouvindo incessantemente meus discos Freedom at Point Zero, Modern Times, Winds of Change e Nuclear Furniture que eu acho sensacionais e são o que considero fase de ouro do Jefferson com Mickey e Grace....Será que já tem no Brasil?? ou é só importado??

Juba.San disse...

Cigano, ao que me consta esse álbum ainda não ganhou uma edição nacional e, sinceramente, nem sei se isso vai acontecer.

Mas acredite, o investimento na edição importada vale cada centavo :)

Tenda do Cigano disse...

...Yeah...Juba.San...vou separar alguma grana de minha niqueleira e vou sim adquirir este CD..eu sei que poderia baixar o cd pela internet...mas sou meio antiquado as bandas que eu gosto eu tenho que ter os albuns na minha coleção...é algo mais orgânico...me criei comprando Vinis...não consigo apenas baixar musicas...tenho que ter o album..rsrsr...esta gurizada de hoje acostumada a comprar apenas musicas mp-3..não sabem o que é isso..rsrs...Bom, Starship..vamos lá...Aliás vi um show do Starshp do Mickey Thomas no rock'n roll Greats..e vi que ele estava animado... só faltava um material novo ( a voz dele ainda está muito boa)...

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