sexta-feira, 13 de setembro de 2019

RECOMENDAÇÃO DA SEMANA

Desde que surgiu no universo dos bons sons, já há três anos, o The Defiants chamou a atenção por dois motivos bastante óbvios: canções de alta qualidade e a íntima relação com o Danger Danger. Com o esperado sucesso do primeiro trabalho e também dos shows que a banda fez (especialmente na Europa), logo criou-se a expectativa para um segundo álbum que, finalmente, três anos depois, chegou sob o nome de "Zokusho", palavra japonesa que significa "sequência" ou "próxima capítulo". E esse novo capítulo na história da banda é melhor que o primeiro, mesmo que não de maneira significativa, mas é inegável a consolidação da banda e a evolução em suas composições, ainda que sutis.

Aquela aura radio friendly, presente em absolutamente todo o primeiro álbum, está de volta neste novo trabalho, na mesma medida e com o mesmo efeito positivo, como se percebe facilmente nas massacrantes "Love Is The Killer", "Standing On The Edge", "Hollywood In Headlights" e "Fallin' For You", todos rockers imponentes e que carregam a sonoridade mais característica da banda.

O mid-pacer "Hold On Tonite" é uma dose quase fatal de bons sons (com uma saudável quantidade de teclados), assim como a cadenciada "Allnighter" e a empolgante "U X'd My Heart" (uma das primeiras canções reveladas do álbum), além da excelente "It Goes Fast" e sua estrutura simples, mas muito eficiente.

"Stay" é a personificação do que é o melodic rock, com andamento dinâmico e refrão potente, enquanto "Alive" traz um arranjo mais moderno (os backing vocals são prova disso), sendo que "Drink Up!" segue a linha mais tradicional com muita propriedade. Mas a grande surpresa dessa edição japonesa é a ausência da previsível versão acústica em favor de uma canção inédita: a baladaça "Forever", com sua base acústica, envolvente e intimista, surge como uma bem vinda novidade, fechando o álbum com brilho.

The Defiants, circa 2019: Ravel, Laine e Marcello
Em resumo, caríssimos e caríssimas, "Zokusho" é um tiro certo para quem curte aquela vertente mais farofenta do melodic rock, com seus refrões grandiosos e teclados e guitarras onipresentes. É um "mais do mesmo" se comparado ao primeiro álbum, mas quem reclama se o produto tem qualidade? Não há dúvida alguma em relação ao merecido sucesso do The Defiants, que pode construir uma sólida carreira. Paul Laine mostra que nasceu para o melodic rock, assim como Ravel, Marcello e Steve West, outra bela surpresa que esse álbum traz. Me faltam adjetivos para recomendar "Zokusho", um trabalho mais que excelente e que merece um lugar em sua coleção...

THE DEFIANTS - Zokusho
Released on Sep. 11th 209, via King Records Co. Ltd.
Cat. #KICP 1975

Tracklist
01 Love Is The Killer
02 Standing On The Edge
03 Hollywood In Headlights
04 Fallin’ For You (assista ao vídeo aqui)
05 Hold On Tonite
06 Allnighter
07 U X'd My Heart (assista ao vídeo aqui)
08 It Goes Fast
09 Stay
10 Alive
11 Drink Up!
12 Forever (Bonus Track for Japan)

Lineup
Paul Laine: vocals, guitars
Bruno Ravel: bass, keyboards
Rob Marcello: guitars
Steve West: drums

3 comentários:

Marcelo disse...

Excelente resenha, como sempre...Álbum nota 1000...It Goes Fast é matadora...Outra, achei Alive muito na linha do que o Bon Jovi faz hoje, mas com muuuuito mais qualidade...abs

Juba.San disse...

Agradeço o elogio, Marcelo. Realmente, o The Defiants está crescendo e espero que mais trabalhos cheguem até nós. E se você acha que esse álbum tá bacana, espere até ouvir o novo do Work Of Art...

Unknown disse...

Ótimo site. Olha, eu curto os mais variados gêneros de rock/metal e afins, de AOR a Death Metal, e devo dizer que esse é um disco sensacional. É farofa, mas da boa. Altamente recomendado.

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