quarta-feira, 3 de julho de 2013

CLÁSSICOS "SUPER RECOMENDADOS" E A FALTA DE BOM SENSO

Álbuns clássicos deve ser ouvidos em equipamento clássico
Se buscarmos em qualquer dicionário a definição do adjetivo clássico, encontraremos algo assim: "Considerado como um modelo do gênero: obra que se tornou clássica; Autor ou obra que pode servir de modelo, cujo valor é universalmente reconhecido".

Pois bem, a partir de agora me permitam divagar sobre o assunto.

Quanto álbuns gostamos ou temos em nossa coleção que são, de fato, clássicos? Quantos álbuns temos ou conhecemos, com muita qualidade, mas que não se enquadram nessa categoria? E pior, quantos álbuns consideramos horríveis, mas que são constantemente apontados como clássicos?

Certamente, podemos citar alguns nomes para responder cara uma das perguntas feitas acima. Entretanto, um detalhe se faz necessário para que possamos falar a respeito: o bom senso.

Para apontarmos um álbum como clássico, devemos ter conhecimento de que, realmente, tal trabalho pode ser citado como tal. O ponto alto da carreira de uma banda ou artista, aquele trabalho que influenciou dezenas de outros álbuns ou mesmo o álbum que permanece atemporal são exemplos disso.

Mas não é tarefa fácil reconhecer que aquele trabalho que tanto gostamos não passa de um simples álbum, apenas mais um entre tantos outros lançados em um determinado período.O aspecto fã costuma se manifestar nesse momento, e é aí que as bobagens começam a aparecer.

Em primeiro lugar, existe algum tipo de problema em curtir álbuns e/ou artistas que não se enquadrem na categoria de clássicos? De maneira alguma. Inclusive, deve ser de uma chatice ímpar se enfurnar apenas nos álbuns de valor incontestável, já que muita coisa bacana corre ao lado deles sem nunca ter sido reconhecido como tal.

Em segundo lugar, o fato de gostarmos de determinado álbum não o torna um clássico, no máximo um álbum você pode recomendar, como faço aqui na AORWatchTower todas as semanas.

Mas é muito imprescindível reconhecer o valor de trabalhos que não nos agradam, não importa o motivo.Ignorar trabalhos relevantes pelo simples fato que não gostar do mesmos não é apenas infantilidade, é burrice.

E não há argumentos suficientes que escondam a relevância do que quer que seja. Por isso, nibelungas e nibelungos, curtam seus álbums e artistas, mas com uma saudável e cavalar dose de bom senso.

Nem todos gostam das mesmas bandas/artistas, e saber respeitar opiniões é ponto pacífico para que qualquer discussão gere bons resultados.

Afinal de contas, nem tudo o que você curte é super recomendado. Quer você queira, quer não...

2 comentários:

Unknown disse...

Texto excelente e providencial.
Concordo!

Leonardo disse...

Excelente. gostaria de destacar essa parte: "cujo valor é universalmente reconhecido".

Postar um comentário

JEFF SCOTT SOTO DIZ: "NÃO QUERO ENGANAR NINGUÉM"

O grande Jeff Scott Soto, circa 2020 Em anos recentes, cada vez mais artistas têm usado recursos tecnológicos para que seus shows soem mais ...