segunda-feira, 31 de março de 2014

AS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE "TEARING DOWN THE WALLS", O NOVO ÁLBUM DO H.E.A.T.

H.E.A.T. retorna com álbum decepcionante
Quando Kenny Leckremo anunciou sua saída do H.E.A.T., os fãs ficaram preocupados, naturalmente, com a possibilidade de que o substituto não estivesse à altura do cargo. Mas o topetudo Erik Grönwall já mostrou no ótimo "Address The Nation" que faz jus à posição de frontman da banda.

Com um belo álbum lançado com o novo vocalista, o H.E.A.T. começava a preparar o novo álbum quando o guitarrista - e principal compositor - Dave Dalone se desligou da banda, deixando os fãs preocupados, mais uma vez. Aos poucos, a banda foi relatando o progresso das gravações do novo álbum e a ansiedade de fãs e entusiastas em geral só fazia crescer.

Entretanto, quando o single "A Shot At Redemption" foi lançado, as opiniões se dividiram sobre o que o álbum poderia reservar. Pessoalmente, achei a canção chata, redundante e musicalmente pífia. Mas como a esperança é a última que morre, aguardei o álbum todo para poder opinar com mais propriedade.

Perdi tempo.

"Tearing Down The Walls" se mostrou um trabalho burocrático, daqueles que bandas gravam apenas por força contratual. De maneira geral, as canções soam perdidas e falta coesão, o que afeta diretamente a desenvoltura do álbum como um todo.

Ainda, me parece bastante claro que a saída de Leckremo não causou tanto estrago quanto a de Dalone, e uma rápida comparação entre os álbuns do H.E.A.T. mostra isso de maneira inequívoca. Tão verdade que a banda funcionou com ambos os vocalistas, tendo o guitarrista como fator comum. Mas como não estamos falando sobre nenhuma ciência exata, as opiniões variarão e, depois de algumas boas audições os argumentos serão, fatalmente, discordantes.

Pessoalmente, o novo álbum do H.E.A.T. surge como uma das grandes decepções do ano. Depois de algumas audições, não me imagino ouvindo "Tearing Down The Walls" em breve. Ao invés disso, vou buscar o excelente "Freedom Rock" e lembrar de como essa banda era eficiente.

8 comentários:

toni cardoso disse...

Velho na boa Freedom Rock era de outro mundo, Caramba eu fiquei maluco na primeira vez que ouvi We're Gonna Make It to the End, Who Will Stop the Rain e Tonight.

Juba.San disse...

Pois é, Toni, infelizmente a banda nem conseguiu manter o nível do "Address The Nation". Inclusive, essa minha resenha irritou alguns xiitas, mas mantenho cada letra: o álbum é chato e previsível, e não me imagino ouvindo o material em um futuro próximo.

Diógenes Soares disse...

Honestamente, essa banda nunca me encheu os olhos. Sei lá, mas nunca vi nada de mais neles, mas é apenas uma questão de gosto mesmo. Se for para continuarem levantando a bandeira do Hard/AOR que continuem angariando fãs pois o cenário agradece. Nos últimos anos, as revelações que mais me agradaram foram Wild Rose e Lionville.

Rafael Silva disse...

Bom, acabei de escultar o album..de fato muito previsivel linhas de guitarras simplorias demais, e um som altamente comercial, a saida do Dave de fato mudou o rumo da banda, agora estou aguardando o album de Work of Art para ver se salva o ano...

Rafa Librenz disse...

Ainda não ouvi esse. Sou um grande fã da banda e fiquei super triste ao ler isso. Achei a música nova ("A Shot At Redemption") legalzinha, mas nada comparável com a genialidade hard-rock-melódica das grandes músicas dos 3 álbuns anteriores.

A saída do Dave realmente me preocupou agora. Bom, vamos ver o que ele vai fazer da vida agora. Eu, pessoalmente, torço para que ele encontre Kenny Leckremo na rua e decidam fazer um projeto juntos (tá aí uma ideia de alguns milhares de dólares). Hehehe.

Rafael Silva disse...

Ta ai Rafa.... otima ideia..
Sera que vem coisa boa ae vamos aguardar

Rafael Silva disse...

Ta ai Rafa.... otima ideia..
Sera que vem coisa boa ae vamos aguardar

Leandro disse...

Esse álbum é extremamente viciante. Muito bom mesmo. Prefiro ele do que o Freedom Rock, que é um álbum EXTREMAMENTE COMERCIAL. É um disco diferente? Lógico. Só que é bem mais maduro. Bem mais Hard do que AOR. As músicas estão um pouco mais pesadas do que o habitual.

Comparar não funciona. Talvez eles nunca façam um disco tão bom quanto o primeiro. Não consigo entender por que algumas pessoas acham este disco ruim. Ele é simplesmente demais! O MelodicRock.com, maior site de AOR do mundo, deu nota 100% (Clássico) pra este disco.

E eu não paro de ouvir. É uma obra-prima! Me enche os olhos.

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