sexta-feira, 30 de maio de 2014

ENTREVISTA COM KEITH SLACK

Se você curte aquele bluesy hard rock que o Whitesnake fazia tão bem, certamente já deve ter em sua coleção o excelente "Drive", álbum de estréia da Mother Road e lançado há uma semana pela AOR Heaven. Tendo em seu lineup o tecladista Alessandro DelVecchio, o baixista Frank Binke e o baterista Zacky Tsoukas, a banda foi formada pelo guitarrista Chris Lyne e pelo excelente vocalista Keith Slack, que gentilmente aceitou meu pedido para uma entrevista exclusiva sobre seu mais novo projeto.

Enjoy...

Quais as circunstâncias que levaram você e Chris à criação da Mother Road?

Keith Slack: Chris estava procurando um vocalista para montar uma nova banda e eu estava disponível naquele momento. A manager Birgitt Schwanke me contatou e perguntou se eu estaria interessado. Chris me mandou algumas músicas e concordamos que nossos estilos musicais eram compatíveis e começamos a trabalhar no álbum.

Como os outros integrantes foram chamados para a banda? Vocês já tinham aqueles nomes em mente?

Keith Slack: Chris conhecia os outros integrantes de projetos anteriores. Ele me apresentou à eles e ficou claro que eles eram os indivíduos certos para a banda.

A Mother Road resgatou aquele rock que enfatiza o órgão Hammond e que também é calcado em guitarras, estilo que foi negligenciado por muito tempo. Essa direção musical da banda foi adotada desde o prinícpio ou vocês tentaram um approach diferente antes?

Keith Slack: Nós sabíamos o que queríamos fazer dese o início. Queríamos poder não apenas escrever música que nós amávamos e que crescemos ouvindo, mas também podermos adicionar alguns elementos mais modernos à isso.

Não há dúvidas de que a sonoridade da Mother Road a separa de outras tantas bandas. Quais foram as suas influências para definir a sonoridade da banda?

Keith Slack: Agradeço o elogio, Juliano. A indústria está tão saturada com besteiras super produzidas e homogeneizadas, que acabamos optando por fazer um álbum de verdade, sem truques ou um gênio que nos escondesse atrás de uma cortina (risos). Como eu disse, todos crescemos em uma época rica em canções, tons e vibes como Led Zeppelin, Bad Company, etc... e isso se revela em nossa música. Entretanto, somos todos diferentes e temos ideias e interesses bastante ecléticos. Pessoalmente, eu gosto de folk e da música americana em geral, mas também de coisas como Alice In Chains, Chris Cornell e tudo de bom da década de 90. É um verdadeiro caldeirão onde jogamos nossas ideias e as deixamos aquecer em fogo brando.

Cada integrante da banda vive em um país diferente e a tecnologia tem um papel determinante no processo de gravação hoje em dia, ajudando a superar esse tipo de barreira geográfica. Mas quais as grandes diferenças que você percebe entre gravar um álbum como nos velhos tempos, com a banda toda reunida no estúdio, e hoje em dia, onde cada uma fica atrás de seu laptop?

Keith Slack: Sempre preferirei ter a banda em uma sala, experimentando novos sons, ensaiando e deixando as ideias aflorarem. É assim que a mágica acontece. Infelizmente, nem sempre podemos fazer isso. E quando não podemos, a tecnologia nos permite ser criativos de maneiras diferentes. Eu acredito que enquanto houver comunicação, e que você saiba o que está fazendo com seu equipamento, as coisas podem dar certo.

Você acha que o fato de a banda trabalhar separa pode afetar a sua sonoridade, de alguma maneira?

Keith Slack:  Não, não realmente. Como eu disse antes, se você souber o que está fazendo já está no caminho certo.

Outro ponto forte no álbum é a produção. Quem foi o responsável? E como você acha que isso pode influenciar na resultado final de um álbum?

Keith Slack: Chris, Ale e eu somos engenheiros/produtores. E quando você tem mais de um cara dando opiniões, as coisas se tornam mais fáceis a longo prazo. Chris experimentou seus instrumentos em Berlin, eu fiz meus vocais no Texas e Ale e Chris  se reuniram no estúdio do Ale na Itália para gravar os teclados e algun dos backing vocals com as Black Mambas.

O álbum "Drive" tem uma forte identidade musical e ótimas canções que suportam essa afirmação. Quais são as suas favoritas???

Keith Slack: Novamente, agradeço muito seus comentários :) As minhas canções favoritas são "The Sun Will Shine", "These Shoes" e "Feather In Your Hat".

E agora que o álbum foi finalmente lançado - e recebendo boas críticas - é seguro dizer que a Mother Road vai cair na estrada para divulgar o trabalho?

Keith Slack: Estou confiante que a banda estará pronta e se apresentando em breve.

E quais são os planos para a Mother Road?

Keith Slack: Queremos continuar gravando mais e mais músicas de qualidade, aproveitando e prolongando o momento o máximo possível.

Keith, foi um grande prazer falar contigo novamente e parabéns pelo excelente álbum. Lhe desejo todo o sucesso com a Mother Road e espero ouvir ainda mais sobre vocês. As portas da AORWatchTower estão sempre abertas à você...

Keith Slack: Obrigado, Juliano. O prazer foi meu! Agradeço uma vez mais por seu apoio e pelas palavras gentis sobre a banda. Espero encontrá-lo em breve. Paz e amor à todos!

Um comentário:

Diógenes Soares disse...

Os caras gravaram um ótimo disco, me fez lembrar de bandas como Cry of Love e Arc Angels. Excelente trabalho!

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