segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ENTREVISTA COM ROBERT SÄLL

Os suecos do Work Of Art já estão bem estabelecidos como um dos grandes nomes contemporâneos do AOR, graças a seus três excelentes álbuns. Recheados de grandes canções, o trio tem em Robert Säll seu cérebro pensante e responsável direto pela ascensão da banda. Com o recente lançamento de "Framework", entrei em contato com Säll para falarmos não apenas sobre o mais recente álbum do Work Of Art, mas principalmente sobre o futuro da banda.

Agora que "Framework" já foi lançado e recebendo excelentes reviews mundo afora, como você vê esse trabalho:

Robert Säll: Eu acho que o sucessor digno dos outros dois álbuns. Enquanto trabalhávamos nele, eu não sabia se ele manteria o padrão estabelecido pelos outros álbuns, mas analisando agora, depois de dois meses no mercado, eu realmente gosto dele!

Como você compara "Framework" com os outros álbuns, musicalmente falando?

Robert Säll: Basicamente, acho que ele se manteve dentro do estilo e direção musical dos dois primeiros álbuns. Mas acredito que tocamos melhor, interpretamos melhor e produzimos melhor... e espero que até as canções estejam melhores. Eu tentei criar refrões mais pegajosos para esse álbum, por exemplo. Nosso objetivo era tomar os melhores elementos de "Artwork" e "In Progress" e fazer o melhor álbum do Work Of Art possível.

A bonus track japonesa "On The Edge Of Time" é incrível! Quem decide quais canções serão incluídas no tracklist dos álbuns? E quem escolhe quais serão as bonus tracks?

Robert Säll: Nós mesmos decidimos sobre o tracklist e as bonus tracks de maneira unânime entre Herman, Lars e eu. Na verdade, "On The Edge Of Time" acabou no álbum no último minuto e acredito que Lars gravou os vocais e os mixou apenas dois dias antes do álbum ser masterizado. Na verdade, a canção foi escrita rapidamente e gravada às pressas, mas apesar disso, acho que o resultado final ficou bem bacana.

Você tem muito material composto para o Work Of Art. Entre todas as canções da banda, quais as suas preferidas?

Robert Säll: Ah, essa é uma pergunta bastante difícil, mas posso citar duas canções de cada álbum: "Why Do I?", "Camelia", "The Great Fall", "One Step Away", "Time To Let Go" e "Till You Wake Up". Mas se você me fizer essa mesma pergunta amanhã, certamente terá uma resposta diferente (risos).

O que é mais fácil para você: compor sozinho ou com um colaborador?

Robert Säll: Às vezes é mais fácil ter um colaborador porque você pode trocar ideias e terminar uma canção mais rapidamente. Mas eu normalmente acho mais recompensador compor sozinho e deixar a canção ganhar vida e criar seu próprio espaço. Compositores trabalham de maniras diferentes mas, pessoalmente falando, é um processo bastante pessoal.

Work Of Art:Herman Furin, Lars Säfsund e Robert Säll
Há alguma canção escrita para outro artista/banda que você gostaria que o Work Of Art tivesse gravado?

Robert Säll: Provavelmente "Elaine", que eu escrevi para Fergie Frerediksen, ou mesmo "Worth Fighting For", composta para o projeto Kimball/Jamison. Acredito que ambas se encaixariam perfeitamente em um álbum do Work Of Art porque as demos com os vocais do Lars ficaram absolutamente incríveis... mas na verdade, é sempre assim! Mas fico muito feliz que aquelas canções tenham sido incluídas naqueles álbuns e adoro a maneira como Fergie, Bobby e Jimi as interpretaram. Especialmente Fergie e Jimi, falecidos tragicamente no ano passado.

Falando sobre canções, há muito material inédito do Work Of Art?

Robert Säll: Na verdade não. Há uma ou outra canção que ficou fora dos álbuns, mas acredite, há boas razões para isso. E normalmente, quando uma canção não está pronta para um álbum ela surge no próximo, toda retrabalhada. Por exemplo, "Fall Down" era uma canção que ficou de fora de "Artwork", mas que acabou incluída em "In Progress" com novos versos. Já "Natalie" era uma sobra de "In Progress" que acabou em "Framework" com um novo refrão.

O Work Of Art fará alguns shows para divulgar "Framework". Por onde a banda passará?

Robert Säll: Estaremos na Espanha em Maio com 3 shows marcados. Em seguida, tocaremos no Väsby Rock Festival aqui em Estocolmo, em Julho.

Há alguma chance de algum desses shows ser gravado/filmado para um futuro lançamento em DVD e/ou um álbum ao vivo?

Robert Säll: Não creio. Nós só fizemos cerca de seis ou sete shows até hoje, então tocar ao vivo ainda é uma novidade para nós. Precisaríamos de muitas apresentações no currículo para que pudéssemos fazer um show digno de registro em CD ou DVD.

O excelente "Framework", lançado em Setembro passado
Voltando à 2011, quando conversamos pouco antes do lançamento de "In Progress", você me disse que o Work Of Art tinha uma ideia de lançar três álbuns. Agora que o plano foi concluído, quais os próximos passos para a banda?

Robert Säll: Quando começamos a banda, no início dos anos 90 e quando éramos adolescentes, nós costumávamos sonhar sobre sermos astros do rock. Fizemos todo os tipo de grandes planos que os adolescentes fazem. E uma das coisas que fizemos foi escolher os nomes dos nossos primeiros álbuns. E, na verdade, nos mantivemos fiéis àquela ideia nos dois primeiros álbuns, porque "Framework" deveria se chamar "Piece Of Work", mas mudamos de ideia e optamos por um nome mais curto e mais fácil de ser memorizado.

Robert, foi um grande prazer falar contigo novamente. Lhe desejo ainda mais sucesso com o Work Of Art e espero ouvir mais material de vocês em breve. As portas da AORWatchTower estão sempre abertas à vocês.

Robert Säll: Obrigado, Juliano. Eu gostaria de de deixar um grande MUITO OBRIGADO à todos os nossos maravilhosos fãs. Vocês são a razão pela qual a banda segue em frente e espero encontrá-los pelo caminho um dia desses.

Um comentário:

Anderson win disse...

Muito boa a matéria! Tinha que ter pedido para tocar no Brasil! Work of art é a melhor banda atualmente pra mim. Valew!

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