quarta-feira, 8 de julho de 2015

CÂNCER MOBILIZA AMIGOS PARA AJUDAR NA BUSCA DA FAMÍLIA BIOLÓGICA

Simone precisa da nossa ajuda

Caros amigos


Apesar de dedicar 100% do espaço da casa aos bons sons, o assunto de hoje não está relacionado com eles. Mas a seriedade da questão e o fato deu conhecer pessoalmente quem necessita de ajuda me faz abrir um espaço para chamar a atenção não apenas para o caso da minha querida amiga Simone Pohlmann, mas também para uma realidade que, quando menos esperamos, pode bater à nossa porta.

O caso já foi divulgado em rede estadual pela RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, mas nunca é demais levar a questão até onde for possível.

Nunca se sabe se alguém não conhece - ou conheceu - alguém da família da Simone. E é com esse intuito que reproduzo abaixo, na íntegra, a matéria que foi veiculada no site da VVale e que pode ser lido em sua versão original aqui.

Caso alguém tenha qualquer informação, por favor, envie para aor-heaven@hotmail.com.

Segue o texto.


Aos 48 anos de idade, a empresária de Porto União, Simone Pohlmann, voltou ao passado para uma busca especial. Por conta de um linfoma, que novamente voltou a incomodar, Simone precisa encontrar e entender suas raízes. Não é um processo fácil: a empresária vai encarar o passado de frente, entender os porquês da rejeição e encontrar luz para o segundo tratamento que faz contra o câncer.

O apelo já está na rede social, na televisão e agora, nos jornais locais. “Agora, apenas a quimioterapia e o transplante de medula autólogo, não resolvem mais. Preciso de um transplante de doador”, explica. Esta é a justificativa para a busca que começou há alguns dias mas que não tem data para terminar. O encontro dos pais biológicos, de algum irmão ou até de parentes mais distantes, é um tiro no escuro. Simone trabalha sem qualquer pista. “É como encontrar uma agulha no palheiro”, sorri. Ao lado de Pedro, seu companheiro desde 2001, a empresária viaja com fé e esperança, tonalidades dessa caminhada.

Adoção

Ela ocorreu, como diz Simone, “à brasileira”, uma referência a falta de qualquer documentação do processo na época. A empresária nasceu no dia 5 de maio de 1967. Com um dia de vida, foi adotada por Fritz e Joana Pohlmann. “Meu pai (Fritz) era pedreiro na época e trabalhava ali perto do Hospital São Braz, em Porto União. Ele já estava casado há dez anos e como não tinha filhos, deixava claro essa vontade para todo mundo”, conta Simone.

Assim, uma enfermeira da unidade não teve dúvidas: encaminhou o bebê para Fritz, sem qualquer burocracia. “O seu Fritz contava que convidaram ele para conhecer a mãe biológica. Ele segurou na maçaneta da porta, mas recuou. Ficou com medo de depois encontrar a mulher na rua e de depois, talvez, ela quisesse a filha de novo”, lembra Pedro.

Sem provas, sem fotos, sem registros, a adoção ocorreu. Simone foi registrada como filha legítima de Fritz e Joana. Da mãe biológica, não sobrou qualquer vestígio. “A gente nem sabe se realmente ela me teve no São Braz ou acabou só me deixando ali”, diz.

Procura

Por conta da raridade, as apostas são para os membros da família, que tem um percentual maior de compatibilidade. “Entre irmãos, a chance é de 25% e primos, 5%”, comenta Pedro. Diante de uma corrida contra o tempo, Simone não viu outra saída: precisou recorrer ao passado para garantir seu futuro. “Não é fácil. Não queria expor meus pais (Fritz e Joana) mas não tem outro jeito”, sorri.Em 2011, Simone e Pedro, por iniciativa própria, tentaram encontrar a família biológica. Na época, o câncer também motivou a busca. “Mas, como deu certo o tratamento de medula, a gente deixou de lado”, explica Simone. Neste ano, o linfoma “Não-Hodgkin”, apareceu. Simone tem nódulos na região do pescoço, das axilas e da virilha. Como já usou o método autólogo de transplante, agora, precisa da ajuda de doadores.

Enquanto isso, a empresária luta, com sorriso no rosto, para se manter em pé, dia após dia. O tratamento em Curitiba já não resulta em tantos benefícios. Em breve, portanto, ela vai precisar procurar outros centros para avaliar o avanço dos nódulos até que a família seja encontrada.

Como ajudar

Além de oferecer ajuda à Simone pela rede social e pelos telefones 3522-4775, 9131-3136 e 9975-7252, ambos com DDD 42, a inscrição no cadastro de doadores de medula é, de fato, o que de mais prático pode ser feito no momento. Em União da Vitória, o Banco de Sangue atende todos os dias, em período integral. Basta procurar o espaço e se mostrar interessado no cadastro. Uma pequena quantidade de sangue será coletada e a partir dela, o nome do doador fica inserido no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), um cadastro nacional que “conversa” com instituições de tratamento de câncer de todo o País. Para se cadastrar, só é preciso ter boa vontade.

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