quinta-feira, 14 de abril de 2016

JOE ELLIOTT CONTA COMO O DEF LEPPARD SOBREVIVEU AOS IMUNDOS ANOS 90

Joe Elliott falou sobre os tenebrosos anos 90
Todos sabemos que a década de 90 foi marcada pelo nefasto movimento grunge, onde guitarras desafinadas, vocalistas gritalhões (e fora do tom) e camisas de flanela dominaram boa parte da cena musical. Com a mudança, muitas bandas/artistas acabaram fora de cena, encerrando prematuramente suas carreiras, mas algumas poucas insistiram em se manter ativas e uma delas foi o Def Leppard.

Em entrevista recente, concedida a WRIF de Detroit, Joe Elliott falou sobre aquele período nefasto e como o Def Leppard enfrentou a drástica mudança de mercado.

Disse Elliott: "O que nós fizemos nos anos 90 foi lembrarmos o que dissemos a nós mesmos nos anos 80. Bandas como REO Speedwagon, Foreigner, Journey e Styx... quando nós surgimos, parecia que muitas das bandas da era 80's haviam... eu não sei... elas meio que haviam desistido, ou suas gravadoras haviam desistido. Eu acredito que as bandas nunca se desistiram, mas a indústria desistiu delas e os caras novos chegaram. Nós dissemos à nós mesmos 'Um dia, isso vai acontecer conosco. Em uns dez anos, haverá novas bandas e  elas tentarão fazer conosco o que nós, aparentemente, fizemos com as bandas dos anos 70'. E dissemos 'Nós temos que garantir que isso nunca aconteça. E mesmo que aconteça. temos que continuar até que as coisas mudem'".

Elliott continuou: "O sucesso, ou a vida, de maneira geral, é como uma roda. Enquanto ela estiver em movimento, cada parte da roda estará no topo, cedo ou tarde. Sim, o Guns N' Roses surgiu, e quando estavam no auge em 1992, nós lotávamos três noites em cada arena que tocávamos nos Estados Unidos com um álbum que estava na posição #1 da Billboard há seis semanas. E então, em meados dos anos 90, as coisas ficaram complicadas. Mas ao final da década, notamos que a música grunge começou a soar mais alegre; não se tratava mais de Alice In Chains e Pearl Jam e Nirvana. Muitas daquelas bandas que nos atropelaram - por assim dizer - sumiram ou morreram, ou pessoas morreram dentro das bandas. E aí haviam bandas surgindo, como o Sugar Ray, que pareciam grunge com uma sonoridade mais alegre, e o Goo Goo Dolls também. E eram bandas do tipo 'Top 40' e eu dizia 'Isso é pop em roupagem grunge'. De repente, as pessoas passaram a nos aceitar novamente e percebemos que havia muito trabalho a ser feito e que não podíamos ter certeza de nada. Levou muito tempo, mas sempre estivemos preparados para o trabalho. E acho que a diferença entre nós e muitas daquelas bandas é que nós não tivemos medo de correr atrás. Inspiração é uma coisa, transpiração é outra. E nunca tivemos medo de ir de um extremo ao outro".

"Então, os anos 90 foram, você sabe,  uma espécie de despertador, mas nós não ouvimos. Não foi como quando a polícia bate na sua casa e derruba a porta sem você esperar. Nós sabíamos que algo ia acontecer, mas tínhamos um plano. E pouco importa quanto tempo levou, nos acreditávamos uns nos outros, nos envolvemos, amamos e respeitamos uns aos outros e somos todos iguais... estamos de acordo quando o assunto é qual direção devemos tomar", concluiu.

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