quinta-feira, 19 de abril de 2018

PAUL STANLEY FALA SOBRE BANDAS EM ATIVIDADE SEM LINEUP ORIGINAL

O veterano Paul Stanley, circa 2018
Em recente entrevista concedida ao pessoal  da PureGrainAudio, o veterano Paul Stanley foi questionado se ainda há algo que ele espera do legado do Kiss.

Stanley foi direto ao dizer que não, pois segundo ele, "tudo já está acontecendo e tudo já aconteceu".

Mais adiante, o guitarrista e vocalista disse que não há recompensa maior do que ouvir outros músicos dizerem que "sem você, não haveria eu". E ainda, Stanley afirmou que esse tipo de declaração é uma espécie de validação de que o Kiss deveria seguir em frente, com ou sem ele.

Abordando o assunto que hoje é uma realidade em várias frentes e em muitos casos (de bandas que continuam ativas com alguns ou nenhum integrante original), Stanley foi categórico ao se posicionar favorável a esse modelo, dizendo: "Quando uma banda ou coisa parecida, como um time, dura 40 anos, 50 anos, a única maneira de continuar é evoluindo. Isso está direcionado aos integrantes, caso contrário, é impossível."

Stanley continuou: "Há bandas fazendo tours nesse momento com um ou nenhum integrante original e não tenho qualquer problema com isso porque essa situação não aconteceu do dia para a noite. Foi uma série de mudanças ao longo dos anos ou de décadas. Se alguém me dissesse 'Bem, não há nenhum integrante original em nenhuma das versões do Yes' eu diria 'Quem se importa?' Soa como Yes e o pedigree é do Yes, então é Yes? Sim."

Recentemente, Stanley reiterou sua crença de que o Kiss poderá, um dia, seguir em frente sem ele e Gene Simmons. "Acredito que o Kiss é um conceito, um ideal, é uma maneira de se apresentar e de dar algo à platéia e isso vai muito além de mim. Sou grande fã de mim mesmo. Acho que sou bom naquilo que faço, mas isso não quer dizer que não há ninguém lá fora que possa adicionar algo à banda. Não um clone, não alguém me copiando, mas eu fui influenciado por muita gente, então há pessoas que são influenciadas por mim."

O assunto é polêmico e existem exemplos onde essas mudanças funcionaram gloriosamente e outros onde o desastre foi vergonhoso. E falando especificamente do Kiss, eu jamais iria a um show da banda sem Stanley e Simmons.

Pior ainda é quando mais de um integrante cria sua própria versão da banda, o que raramente funciona e não apenas confunde os fãs, mas também acaba por desgastar tremendamente um nome - no caso, o da banda - antes respeitado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

ENTREVISTA COM ERIK GRÖNWALL

Quando assumiu a posição de frontman do H.E.A.T. , em 2012, Erik Grönwall era apenas mais um nome promissor no mercado musical sueco. E...