segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

FIREFEST 2013 RELATADO POR QUEM ESTEVE LÁ

A queridona Rosana Keidann

A querida amiga Rosana Keidann mora em Londres há mais de três anos e ao longo desse tempo assistiu vários shows incríveis. Mas todos os anos, a morena gaúcha aguarda ansiosamente o mês de Outubro, quando ela ruma à Nottingham para encarar o renomado Firefest. Figurinha fácil no evento desde 2010, ela conhece um sem número de artistas e personalidades ligadas ao mundo dos bons sons. Com isso em mente, pedi à ela que relatasse sua experiência na mais recente edição do festival e, muito gentilmente, a queridona aceitou a tarefa. Segue abaixo a declaração de quem esteve lá e viveu um final de semana de sonho para qualquer amante dos bons sons.

"Quando o nibelungo master, nosso amigo Juba San, me pediu uma review sobre a edição 2013 do Firefest, eu aceitei escreve-la na hora! Afinal, falar sobre esse grande festival seria facil, nao? Em seguida, talvez por inexperiência e ate receio em publicar minha humilde opinião num prestigiado blog, as ideias não fluiram como esperei. Mas depois que cheguei a conclusão de que não haveria como eu não soar totalmente cheesy, nasceu o texto que você vai ler agora. Antes tarde do que nunca!

Pensei muito sobre o que escrever, quais palavras escolher, pois ja falei muito sobre Firefest com meus amigos que gostam (ou nao) de AOR, melodic e hard rock, e sempre sinto que nao consigo fazer com que os que nunca compareceram ao festival compreendam a magia que envolve Firefest. Acredito que, por mais que eu fale - ou agora escreva - sobre ele, nunca conseguirei expressar o sentimento de estar la com precisao. Tenho a nitida impressao que somente quem se aventura a vir ver com seus proprios olhos pode entao entender o que estou querendo dizer. Firefest em 2013 chegou a sua decima edicao, e aconteceu mais uma vez no Rock City, na cidade de Robin Hood, a bela Nottingham, Inglaterra. Esse ano tivemos um total de 20 bandas num periodo de 3 dias, uma verdadeira maratona musical - e o melhor line up para o meu gosto pessoal dentre as 4 edicoes que tive o prazer de testemunhar.

Longe de ser uma expert para avaliar detalhes das apresentacoes - sou apenas e simplesmente uma apreciadora dos bons sons, vou a seguir apontar os meus highlights do final de semana: - The Magnificent, um começo arrebatador pra um festival magnifico...


Work Of Art, nao poderia haver nome mais apropriado pra essa banda! Classe, maestria, feeling, nao consigo achar um defeito sequer! E com a expectativa alta por parte da plateia depois da apresentação do ano anterior, eles subiram ao palco e mostraram porque estavam la novamente;

W.E.T., junte membros de Work Of Art, Eclipse e misture com o Talisman Jeff Scott Soto e você tem uma formula magica!;

Harem Scarem, é um daqueles momentos "não acredito que estou presenciando isso";

Von Groove, eu simplesmente amo quando consigo sentir a felicidade dos artistas por estarem no palco, e Michael Shotton ainda deu uma de Ted Poley e foi cantar circulando no meio da galera;

Heaven's Edge, também outro caso de felicidade explicita, e ainda com direito a coreografias muito bem ensaiadas, diversão sem limite!;

Treat, isso ainda era final de tarde e o sentimento era de êxtase como se eles tivessem sido a cereja do bolo;

H.E.A.T., simplesmente explodiram Rock City e não deixaram pedra sobre pedra! A melhor apresentação dentre as 20, disparado! Felizmente já os vi outras vezes e não consigo entender como ainda ha espaço para eles a cada vez se superarem no palco. Acho que insana é a melhor palavra pra descrever o que é essa banda ao vivo!;

Hardline, ou Johnny Gioeli e amigos, não interessa! A qualidade é incontestável;

Eclipse, como Erik Martensson bem frisou naquela 1h da tarde de domingo: hoje é sábado, são 10h da noite! E realmente eles fizeram parecer que era! Outra banda que facil, facil, poderia ser headliner;

Alien, se você nunca escutou Alien, vá ja agora reparar esse erro! Agora, tenha em mente que ainda assim você nunca - eu disse nunca! nunquinha! - terá a mínima noção do que é ver esse Alien ao vivo na sua frente: uma experiencia surreal, de outro mundo! A voz de Jim Jidhed exerce um poder sobrenatural sobre você e você se transporta para uma outra dimensão automaticamente! Eu tinha lágrimas nos olhos o tempo todo...;

JSRG, quem me conhece pessoalmente sabe que nao sou muito de female fronted bands, all female então... Mas gosto muito de algumas músicas do Vixen e me surpreendi com as gurias no geral, mais poderosas ao vivo em comparação com os álbuns. Até o ponto que resolveram fechar com uma cover da Adele... Tipo assim, oi? Estavam indo tão bem!;

Legends, qualquer coisa que Tommy Denander se envolva só pode significar sucesso. Então você espera por Graham Bonnet, Bobby Kimball e Eric Martin e de bônus você ainda ganha um Bob Catley!!! Eu já sabia que iriam tocar a "minha" música, mas imagina a emoção de ouvir Bobby Kimball perguntar se tem alguma "Rosanna" ali presente?

Esses sao apenas os highlights? Sim!!! "Mas e as outras bandas?", voce pode estar se perguntando. Bom, no geral tambem muito boas! Mas o texto já esta enorme... Esse ano so' ouve uma decepção e acredito que haja um consenso em relação a isso. Baton Rouge deixou muito a desejar, não porque não tenha qualidade, mas infelizmente pareceu que o vocalista estava sob influência de algo que atrapalhou a sua performance, de tal maneira que eu e muitos dos que estavam ali presentes se retiraram após algumas músicas. Falta de respeito para com o público. Imagino a quantidade de fãs da banda que esperaram anos para vê-los e no final das contas, foi um vexame. Bom, acontece! Os organizadores não tem poder sobre o que as bandas fazem em cima do palco. Eles, assim como o público, apenas esperam que as bandas façam o que estão la para fazer. Realmente uma pena!

Certa vez li uma definição que dizia mais ou menos assim: Firefest é uma mistura de bandas que você ama mas nunca achou que veria ao vivo, bandas que você ja viu e veria de novo, bandas que você gosta mas que se torna fã de verdade quando vê ao vivo, bandas que representam um período da sua vida, bandas que te acompanham por uma vida, bandas que você nunca ouviu falar mas tem praticamente 1 ano para conhecer e ate ficar fã, bandas que você não gosta muito e então aproveita pra sair e comer alguma coisa, bandas que resolvem se reunir novamente só pelo festival, bandas que você conhece algumas músicas mas nunca "ligou o nome a pessoa", bandas que foram grandes, bandas que deveriam ter sido grandes, bandas que ainda podem estourar, bandas desconhecidas, injustiçdas, novas e ate sem gravadora.

Mas nao é só isso. Eu acrescentaria que Firefest nao é apenas um evento, mas um acontecimento. Nao é só o fato que as vezes você esta lá na platéia e quando percebe, Robert Säll e Herman Furin param do seu lado pra assistir o show da vez. Não me lembro quando descobri esse festival, mas ele mudou minha vida para sempre. E nao falo apenas sobre ver a música da sua vida ser tocada ao vivo, das fotos com artistas, das coleções de álbums autografados, das oportunidades de conversar com músicos que você admira. Você pode ir a Nottingham sem nenhuma expectativa e é só esperar e ver coisas como essas acontecerem com você. Mas ainda não é só isso. Você pode ir sozinho, sem ter nenhum amigo ou conhecido por lá, e enquanto espera na fila para entrar no Rock City, você com certeza vai fazer uma amizade. Ou várias. Daquelas que são pra sempre, mesmo que sejam fruto de um final de semana de convivência. Foi assim que aconteceu comigo. Firefest pra mim é isso, uma intensa experiência de vida, sonhos que se tornam realidade. E como diz aquela música, "I can't wait for October"!"

3 comentários:

Unknown disse...

muito bom Ro! Parabens! Realmente foi e será para mim uma experiência única, irrepetivel pelo line up de bandas sobre tudo, e porque no meu caso foi o primeiro. Mas Firefest é Firefest, sempre e Forever!!! Concordo com cada palavra sua!

Ro disse...

Valeu Sebas! :)

Unknown disse...

Muito bacana o texto! Aumentou ainda mais minhas expectativas para 2014.

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